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Mysterium CreationisUm Olhar Interdisciplinar sobre o UniversoArtigo publicado em Cadernos de Teologia n. 06 (setembro de 1999), Campinas, FTCR da PUC-Campinas, pp. 133-148. 1. O CongressoO Congresso da SOTER, Sociedade de Teologia e Ciências da Religião, trabalhando sobre o tema Mysterium Creationis. Um Olhar Interdisciplinar sobre o Universo foi realizado com sucesso em Cachoeira do Campo, MG, de 5 a 9 de julho de 1999. Cerca de 120 teólogos, teólogas, cientistas da religião e áreas afins estiveram presentes. Do ITCR participaram os professores Paulo Sérgio Gonçalves, Sávio Carlos Desan Scopinho, José Arlindo de Nadai, Benedito Ferraro, Silvana Suaiden, Márcio Roberto Pereira Tangerino, Izalene Tiene, Adoniran Possan, Antonio Sagrado Bogaz, Márcio Couto e Airton José da Silva. Além das palestras e debates em plenário, que ocuparam as manhãs e as tardes, ocorreram comunicações científicas, cujo objetivo foi partilhar as pesquisas recentes feitas pelos teólogos e cientistas da religião presentes no Congresso. Eis, como ilustração, alguns dos temas apresentados: "Brasil 500 anos: memória e teologia", "Emergência duma nova concepção da missão evangelizadora, a partir duma experiência de convivência fraterna", "Bíblia, mito, ciência e literatura: abordagem interdisciplinar da história das origens em Gênesis 1-11", "Imaginário religioso na cidade de São Paulo: as devoções católicas". As palestras, que representam o conteúdo mais denso do Congresso, foram publicadas no livro organizado por SUSIN, L. C., Mysterium Creationis. Um Olhar Interdisciplinar sobre o Universo, São Paulo, Paulinas/SOTER, 1999, 326 pp. O livro ganhou o prêmio Jabuti 2000 na categoria "Religião". Uma resenha da obra pode ser lida na REB 61, n. 244, dezembro de 2001, feita por Antônio Alves de Melo. Um encontro por Áreas de Especialidade - Ciências e Línguas Bíblicas, Teologia Fundamental, Teologia Dogmática, Teologia Moral, História da Igreja, Filosofia, Ciências da Religião etc - foi realizado na 3a noite do Congresso, onde cada participante colocou em comum, para seus colegas, suas atividades, e onde se debateu a proposta do novo currículo de Teologia, recentemente enviada pela CNBB aos Institutos e Faculdades de Teologia de todo o país para estudo, com vistas à elaboração de Normas para o estudo da Teologia no Brasil. Para o Congresso do ano 2000, a SOTER optou por fazer um balanço da Teologia Latinoamericana, com o tema: Teologia e Ciências da Religião na América Latina: Balanços e Perspectivas. O Congresso será realizado em Belo Horizonte, MG, nos dias 24-28 de julho de 2000, com a participação de outras associações teológicas da América Latina. Propôs-se um Congresso com poucas conferências – três ou quatro apenas, mas feitas pelos mais importantes teólogos da América Latina, como Gustavo Gutierrez, Leonardo Boff, Clodovis Boff e João Batista Libânio - e muitas oficinas, organizadas com assessoria prévia para se chegar a painéis e a um "Relatório 2000" da Teologia Latinoamericana. Dezoito temas foram elencados, alguns eixos propostos e discutiu-se sobre a abrangência e pertinência de tantos e tais temas. 2. O Desafio Proposto pelo TemaConforme o Editorial do Boletim n. 26 da SOTER[1], ainda anunciando o Congresso de '99, “Novos Paradigmas foi o título da complexa temática com que a SOTER se ocupou no Congresso de 1996. Foi um exame de diferentes áreas que apontam para modelos de conhecimento e cosmovisões novas. Se as convergências são impressionantes, as novas interrogações e os problemas novos são inquietantes. Se o primeiro momento consistiu numa abordagem mais formal, agora somos convidados para um exercício concreto, para um “estudo de caso”, ainda que seja um caso extremamente abrangente: a criação". Colocado o tema, uma série de questões emergem: "Pode-se casar a categoria teológica de 'criação' com a atual imagem do universo, com a evolução da vida? Há uma intencionalidade e uma promessa inscritas na realidade que possam ser compreendidas desde diferentes leituras? Ou permanece a teologia isolada em suas afirmações sobre o cosmos e sobre a vida? Como casar liberdade e organização, cultura e biologia, ou então aclarar antinomias como acaso, necessidade ou destinação? Quais as conseqüências para a antropologia, para a soteriologia, para a ética e até mesmo para a eclesiologia?" E conclui o editorial: "Urge um exercício, um diálogo, uma abertura interdisciplinar. Vamos nos encontrar com autoridades nas áreas de Física, de Genética, em diferentes tradições religiosas. Os novos paradigmas e a interdisciplinaridade nos ajudam, certamente, a ver as questões desde horizontes muito amplos. Há quem suspeite de que se trata do global pulverizando o local, as estrelas nos distraindo do cotidiano, a imensidão e a complexidade paralisando nossas lutas. Ou seria uma nova contextualização e, portanto, uma nova localização e nova fecundidade de nossas lutas?" E na Apresentação do volume que reúne as conferências, insiste Luiz Carlos Susin, Presidente da SOTER, de que há hoje uma exigência de ‘nova aliança’ entre os saberes, na expressão de Ilya Prigogine, “para um novo salto de patamar em nosso conhecimento e sobretudo em nossa forma de conhecimento e de aprendizagem de conhecimentos. Partindo da multidisciplinaridade, mas esforçando-se para chegar a uma verdadeira transdiciplinaridade, com a exigência de novos campos epistemológicos para dar conta da complexidade não só da realidade – que sempre foi complexa – mas de nossos conhecimentos da realidade, de processos e de redes de informações e aprendizagem, hoje a interdisciplinaridade é um exercício e um desafio do qual também a teologia não pode absolutamente se esquivar”[2]. 3. Um Olhar Interdisciplinar Sobre o UniversoNo dia 5 à noite, após a Abertura feita pelo Presidente da SOTER Luiz Carlos Susin, o mestre José Comblin fez uma Análise de Conjuntura, traçando um panorama bastante sombrio dos dias em que vivemos, quer seja pela política de globalização, que é antes de tudo a circulação dos capitais norte-americanos, quer seja pela posição oficial da Igreja romana tal qual aparece no documento Ecclesia in America - onde 75% das propostas dos bispos são retomadas, mas as mais importantes desaparecem, especialmente a "opção preferencial pelos pobres" que se torna "amor preferencial pelos pobres" - ou pela posição da Igreja latinoamericana que hoje se preocupa mais com sua visibilidade do que com qualquer outra questão. Nos três dias seguintes, 6, 7 e 8 de julho, os conferencistas abordaram o tema dentro da seguinte lógica: no primeiro dia, a criação foi enfocada sob o ponto de vista da epistemologia e do ponto de vista científico, com falas de teólogos, filósofos, físicos e geneticistas; no segundo dia, três tradições sobre a criação - budista, judaica e cristã - foram o assunto de quatro conferências e no terceiro dia se ensaiou uma abordagem teológica mais sistemática do tema da criação. Finalmente, no dia 9, para encerrar o Congresso, Frei Betto falou de espiritualidade à luz dos princípios da indeterminação de Heisenberg e da complementaridade de Niels Bohr. 3.1. A Perspectiva da CiênciaNo dia 6, o Mysterium Creationis foi abordado pelo teólogo João Batista Libânio, do CES, Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus de Belo Horizonte, pelo físico Marcelo B. Ribeiro, do Instituto de Física da UFRJ, pelo filósofo das ciências Antonio A. Passos Videira, do Observatório Nacional/CNPq e do Dep. De Filosofia da UERJ e pelo médico, geneticista e sociobiólogo da UFRGS Renato Zamora Flores. Segundo João Batista Libânio o tema Teologia e Interdisciplinaridade - Problemas Epistemológicos, Questões Metodológicas no Diálogo com as Ciências é amplo e levanta três grandes questões: 1. Em que horizonte cultural se coloca a problemática da interdisciplinaridade entre as ciências e a teologia? 2. Que implicações têm para o diálogo interdisciplinar as diversas compreensões de ser, de saber e de agir? 3. A partir dessas compreensões, que modelos existem de diálogo interdisciplinar? Respondendo à primeira questão, Libânio diz que o diálogo interdisciplinar se faz possível na modernidade, quando se realiza a passagem da hermenêutica especular, como a escolástica clássica de Santo Tomás ou o cientismo do Círculo de Viena, para a hermenêutica crítica, segundo a qual conhecer é interpretar. Diz Libânio em seu texto: "A hermenêutica especular revela uma compreensão da realidade em que o conhecimento é a reprodução e cópia exata da realidade de que quer dar conta. O termo ‘especular’ origina-se da imagem do 'espelho'- lat. speculum. O conhecimento espelha a realidade. Evidentemente se o espelho é perfeito, não se pode discutir sobre a exatidão da imagem. E se há defeitos no espelho, eles devem ser corrigidos. Subjaz a tal concepção, no fundo, a consciência de que o conhecimento goza de uma neutralidade reflexiva de tal modo que a única coisa que pode ser discutida é a exatidão ou não do que foi refletido por causa de algum defeito exterior. Nunca, porém, a natureza mesma do ato de refletir, de conhecer". Por outro lado, "a tomada de consciência de que o modo humano de conhecer é interpretar e de que na interpretação jogam inúmeros elementos das mais diversas origens, leva necessariamente a uma dupla atitude básica no diálogo interdisciplinar. Em relação à sua própria ciência, uma vigilância epistemológica procura denotar o mais possível as conotações que se imiscuem no objeto do conhecimento. Em relação às outras, manter uma perspicuidade crítica"[3]. Para responder à segunda questão, Libânio faz sete perguntas, que no seu roteiro, distribuído aos congressistas, está assim: 1a. Qual a condição prévia em relação ao conhecimento da realidade para o diálogo interdisciplinar? As ciências e a teologia devem ter consciência da identidade e da diferença de suas abordagens da realidade. A condição positiva para o diálogo interdisciplinar vem do correto manejo da dialética da identidade e da diferença. Os diversos saberes necessitam ter uma clareza sobre sua própria episteme, métodos, objetos, etc. Para isso ajuda muito um diálogo intradisciplinar. Ao reivindicar para si a autonomia de seu saber, segue-se necessariamente o reconhecimento da autonomia do outro saber. Assim temos estabelecida a dialética da identidade e da diferença. 2a. De maneira concreta, quais as concepções de realidade no nível do ser, nível ontológico, que as ciências têm? Há duas concepções básicas: uma clássica e outra moderna. A ontologia clássica defendia que o real é todo objeto que cai sob nossa ação direta ou indiretamente, numa visão pré-científica ou empirismo ingênuo. Já a concepção moderna, levando em conta as descobertas da mecânica quântica, percebe que, na descrição das micropartículas é necessário levar em consideração dados não-localizáveis, correlações instantâneas à distância[4]. 3a. Quais são as principais tendências de concepção de realidade por parte das ciências modernas? As tendências são 1) de identificação do real físico com toda a realidade, 2) de perceber um processo de emergência na realidade e 3) de considerar a ciência como um determinado olhar da realidade. 4a. Qual é o pressuposto fundamental de concepção de realidade no nível do conhecer, nível epistemológico, para o diálogo interdisciplinar? A interdisciplinaridade pressupõe a unidade e pluralidade da verdade. Na base do diálogo interdisciplinar está uma dupla convicção: há uma unicidade da verdade, embora ela tenha muitas faces (pluralidade)[5]. 5a. Quais são as concepções de realidade no nível do conhecer existentes no diálogo interdisciplinar? As concepções de exclusivismo teológico, que pensa a filosofia e a teologia como as únicas que realmente tocam a realidade; de reducionismo científico, por outro lado, que reduz a realidade a tudo e a somente o que as ciências conhecem; e de criticismo realista, que defende serem as verdades científicas produzidas historicamente pelas ciências, segundo a dinâmica de um processo, como explica o filósofo das ciências Gaston Bachelard em suas obras: o conhecimento científico é sempre a reforma de uma ilusão[6]. 6a. Quais as atitudes que interferem no diálogo interdisciplinar, dificultando-o? As atitudes conscientes e inconscientes de ortodoxia, de dominação e de insegurança. 7a. Que relações as ciências estabelecem com a ética? As ciências envolvem-se com a ética por meio de diversos aspectos: da sua negação, do seu próprio modo de conhecer, dos financiamentos, de seu caráter experimental, operatório e da condição do cientista-sujeito. Finalmente, para dizer que modelos podem ser pensados de diálogo interdisciplinar, a última das 3 questões, Libânio lembra os modelos de continuidade (o concordismo bíblico, por exemplo), de descontinuidade (colocar as ciências em confronto com a teologia é uma postura que pode ser assim classificada) e, finalmente, de mediação: Ciências, filosofia e teologia buscam um campo comum onde se podem encontrar. Consideram a filosofia a mediação privilegiada para o diálogo. Ela oferece uma base teórica suficientemente aberta que supera o empirismo das ciências e permite a teologia inserir-se com sua especificidade. O que a Cosmologia afirma sobre a criação do Universo? Foi a pergunta colocada, em seguida, pelo físico Marcelo B. Ribeiro e pelo filósofo das ciências Antonio A. Passos Videira. Marcelo Ribeiro traçou um rápido panorama do desenvolvimento da cosmologia moderna, desde as suas definições fundamentais até a formulação do modelo cosmológico padrão de Freedman, Lemaître, Robertson e Walker (FLRW) e suas características, com um universo que está em expansão, podendo, entretanto, ser representado, segundo três tipos conhecidos, como aberto, plano e fechado. Tratou do Big Bang como singularidade matemática e de suas evidências observacionais, para chegar, finalmente, aos fundamentos conceituais da cosmologia, tais como a relatividade geral de Einstein, o conceito de horizonte, os teoremas das singularidades de Hawking-Penrose, e o conceito, ainda em formação, da cosmologia quântica. Não é possível explicar tudo isso aqui, mas podemos ver o processo da exposição como consta da ementa da conferência publicada no Boletim n. 27 da SOTER: "Apresentaremos quais são os principais argumentos empíricos, físicos e matemáticos empregados pelos cientistas a fim de, ao menos, lançar alguma luz sobre ele. Num segundo momento de nossa apresentação, analisaremos o desenvolvimento histórico, desde Galileu até os dias de hoje, relativo ao problema da criação e, mais geralmente, do surgimento da cosmologia enquanto disciplina autenticamente científica (...) Finalmente, na terceira e última parte, discutiremos de que modo o problema que escolhemos exige uma perspectiva filosófica. No que diz respeito às relações entre ciência e filosofia determinadas pelo problema cosmológico da criação faremos uma abordagem deste problema a partir das idéias defendidas por Ludwig Boltzmann (1844-1906), Einstein e, mais recentemente, William Stoeger"[7]. Esta terceira parte foi o assunto abordado por Antonio A. Passos Videira, reafirmando que as teorias físicas representam a natureza, mas não a essência do real. Talvez outras formas de conhecimento o possam, o que abre a perspectiva para o diálogo interdisciplinar, que deve, na linha defendida por William Stoeger - padre jesuíta e astrônomo do Observatório do Vaticano que leciona na Universidade do Arizona - ser mediada pela filosofia. No debate que se seguiu, o teólogo Hugo Assmann salientou que o diálogo com as biociências e com as ciências da informação constitui tema fundamental. Por outro lado, tenta-se hoje superar a simetria do modelo padrão, como aparece na cosmologia, pois se fala muito, nas biociências da convivência entre a ordem e o caos. A transdiciplinaridade é hoje a palavra da moda, mas é um projeto que tenta situar-se para além da relação causa-efeito, para além da linearidade, buscando o caminho da complexidade, da auto-organização e da emergência. Fala-se muito da vida como sistemas de "aprendência"[8]. Na tarde do dia 6 o geneticista e sociobiólogo Renato Zamora Flores trabalhou questões relativas à biogenética, explicando o conceito de vida segundo o modelo darwiniano e a definição de Maturana, de autopoise. Em palestra muito rica e interessante, Renato conduziu à platéia ao raciocínio de que não só a vida pode ser explicada a partir da não-vida, mas também muitas das características humanas que temos foram desenvolvidas por seleção natural. Mas Renato chamou a atenção para o seguinte fato: a sociobiologia não é competente para determinar a ética humana. O certo e o errado não são determinados pelo conhecimento da evolução do homem[9]. O debatedor Hubert Lepargneur considerou a crítica a Maturana severa demais e chamou a atenção para alguns dos temas que devemos prestar atenção neste final de milênio, como as teorias do caos, a união das tecnologias da informação e do ser vivo, os alimentos transgênicos. [1]. Os Boletins da SOTER são regularmente distribuídos aos sócios(as) em forma impressa, mas podem ser acessados também pela Internet na página da SOTER. [2]. SUSIN, L. C., Apresentação, em SUSIN, L. C. (org.), Mysterium Creationis. Um Olhar Interdisciplinar sobre o Universo, São Paulo, Paulinas/SOTER, 1999, p. 5. [3]. LIBÂNIO, J. B., Teologia e Interdisciplinaridade: Problemas epistemológicos, questões metodológicas no diálogo com as ciências, em SUSIN, L. C. (org.), Mysterium Creationis. Um Olhar Interdisciplinar sobre o Universo, pp. 12 e 13. [4]. Cf. Idem, ibidem, pp. 17-18. [5]. Cf. Idem, ibidem, pp. 19-20. [6]. Cf. BACHELARD, G., O Novo Espírito Científico, São Paulo, Abril Cultural, Coleção “Os Pensadores”, 1978; A Formação do Espírito Científico. Contribuição para uma Psicanálise do Conhecimento, Rio de Janeiro, Contraponto, 1996; JAPIASSÚ, H., Para Ler Bachelard, Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1976. [7]. RIBEIRO, M. B. & VIDEIRA, A. A. P, O que a Cosmologia afirma sobre a criação do Universo? em Boletim n. 27 da SOTER. Cf. RIBEIRO, M. B. & VIDEIRA, A. A. P, O Problema da Criação na Cosmologia Moderna, em SUSIN, L. C. (org.), Mysterium Creationis. Um Olhar Interdisciplinar sobre o Universo, pp. 45-83. [8]. Cf. ASSMANN, H., Teologia e Ciências. Interdisciplinaridade e Transdiciplinaridade, em SUSIN, L. C. (org.), Mysterium Creationis. Um Olhar Interdisciplinar sobre o Universo, pp. 85-102. [9]. Cf. FLORES, R. Z., Evolução: da Origem da Vida à Mente Humana, em SUSIN, L. C. (org.), Mysterium Creationis. Um Olhar Interdisciplinar sobre o Universo, pp. 103-114. Copyright © 1999-2010 Airton José da Silva. Todos os direitos reservados. Mapa do Site - Sitemap. |