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SOTER - O Congresso de 1998
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No dia 8 a Experiência Religiosa foi analisada pelos teólogos Mário de França Miranda, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma; José Comblin, Doutor em Teologia pela Universidade de Louvain, Bélgica.; Carlos Mesters, Mestre em Ciências e Línguas Bíblicas pela École Biblique et Archéologique de Jerusalém.
À tarde, uma Mesa Redonda sobre Experiência e Elaboração da Teologia foi constituída por Etienne Alfred Higuet, Doutor em Teologia; Walter Altmann, Doutor em Teologia pela Universidade de Hamburgo, Alemanha e Fernando Altmeyer Júnior, Mestre em Teologia pela Universidade de Louvain, Bélgica.
A conferência de Mário de França Miranda teve como título A Experiência do Espírito Santo. Abordagem Teológica, na qual o teólogo jesuíta destacou a experiência do Espírito Santo na Bíblia, a ação do Espírito refletida na ação humana, o discernimento quanto à atuação do Espírito e, finalmente, a atualidade do tema.
Segundo Mário de França Miranda, a reflexão proposta, "por dizer respeito à atuação do Espírito Santo, implica necessariamente a própria identidade da Terceira Pessoa da Trindade e, portanto, o ser mesmo de Deus. Não nos deve admirar, por conseguinte, que nossas conclusões tenham nos deixado insatisfeitos (...) A realidade misteriosa de Deus, que não se deixa dispor ou manipular, esteve presente ao longo de todo nosso estudo. Nossas palavras nada desvelaram, apenas apontaram para uma realidade que as ultrapassa. Contudo, nem por isso deixam de ser significativas para nós, pois nos oferecem um horizonte de compreensão que pode nos ajudar quando nos confrontamos com certas questões atuais. Escolhemos três que nos parecem muito importantes: a promoção da vida, a inculturação da fé e o diálogo inter-religioso"[16].
José Comblin, tratou da Experiência Espiritual, o seu Conteúdo, o seu Alcance, a partir de três perspectivas: a teologia do Espírito Santo de H. Mühlen, a teologia ocidental tradicional revisada por K. Rahner e a teologia mística de J. Maréchal. O teólogo belga expôs a perspectiva de cada um dos teólogos citados e, em seguida, fez algumas reflexões atualizando a discussão em relação, especialmente, às experiências do Espírito Santo vivenciadas hoje pelos cristãos[17].
Carlos Mesters, na sua fala sobre o Espírito Santo na Bíblia, que teve por título Descobrir e Discernir o Rumo do Espírito. Uma Reflexão a partir da Bíblia, nos diz que "a palavra Espírito aparece na Bíblia desde o começo do livro do Gênesis (Gn 1,2) até o fim do Apocalipse (Ap 22,17). Ela nem sempre tem o mesmo significado"[18]. Por isso, em sua exposição, o conhecido biblista apresentou alguns critérios para entendermos melhor o alcance das afirmações do NT sobre o Espírito Santo.
"As afirmações do NT sobre a vida no Espírito dizem respeito sobretudo à experiência das comunidades", continua Mesters. "Nestas afirmações podemos distinguir vários níveis ou enfoques:
1) Um primeiro nível é o da descrição ou da verbalização da experiência. Ele deixa transparecer uma experiência comunitária vivida num sabor de total novidade que revolucionou a vida das pessoas, mas também trouxe surpresas, muitos problemas e não-saber.
2) Um segundo nível ou enfoque é o do recurso a imagens e símbolos do AT para descrever a ação do Espírito. Aqui transparece o esforço dos primeiros cristãos para compreender a novidade da vida no Espírito a partir das categorias familiares da história do povo de Deus.
3) Um terceiro nível é o dos conselhos de orientação prática para saber como viver segundo o Espírito (Gl 5,16). Ele revela o esforço de descobrir o rumo do Espírito na vida das comunidades e de, assim poder discernir os espíritos, pois nem tudo que parecia ser do espírito era do Espírito de Jesus.
4) Finalmente, um quarto nível é o das afirmações e ensinamentos, tanto de Jesus como dos cristãos, sobre a origem ou a procedência do Espírito. É aqui que aparece a dimensão trinitária.
Na maioria dos textos, esses quatro níveis ou enfoques existem misturados entre si. Os três primeiros formam as três partes desta exposição, o quarto será a sua breve conclusão"[19].
Já na parte da tarde do dia 8, na Mesa Redonda sobre Experiência e Elaboração da Teologia, Etienne Alfred Higuet falou sobre o processo que liga a experiência religiosa e a teologia a partir dos teólogos protestantes Schleiermacher, Tillich e Siegwalt[20].
Walter Altmann, teólogo luterano e presidente do CLAI (Conselho Latino-Americano das Igrejas), abordou o tema Experiência e Teologia na Tradição Protestante, no qual destacou o seguinte: "O Protestantismo tem inerente à sua identidade, desde suas origens, uma tensão, que podíamos classificar de dialética, entre experiência e teologia (ou experiência e doutrina). Essa tensão é salutar e lhe dá vitalidade. Ainda assim, em sua trajetória histórica o Protestantismo tem sido suscetível à tentação quase que permanente de dissolver essa tensão, seja em favor da dimensão doutrinal, seja em favor da dimensão experiencial. Contudo, a memória de sua identidade mais profunda suscita a reação do pólo oposto e, em seus melhores momentos, o restabelecimento da tensão dialética original". E mais adiante observa: "Em um dos anos mais decisivos da Reforma, Lutero formulou uma tese interessante e que nos soa sumamente atual: 'A experiência faz o teólogo'"[21].
Por último, Fernando Altmeyer Júnior abordou o tema da experiência religiosa e os meios de comunicação de massa, sob o título de Experiência e Elaboração da Teologia: Ver como Somos Vistos. Altmeyer assim precisou seu tema: "Minha contribuição nesta comunicação sobre 'Experiência e elaboração da teologia' pretende verificar, estudar e refletir sobre a comunicação social e o fenômeno pentecostal, de modo particular na vertente carismática. Verificaremos o fenômeno carismático-pentecostal e este seu BOOM na mídia brasileira, nos últimos três anos, com destaque para os recortes de jornais e revistas da grande imprensa da capital paulistana. Tomamos então matérias e manchetes publicadas pela grande imprensa escrita durante os anos de 1996, 1997 e 1998 e aparições na grande mídia televisiva neste ano de 1998"[22].
Altmeyer explicou em sua fala que "a revelação de Deus e a leitura da presença do Espírito Santo em movimentos sociais, eclesiais e populares, passa hoje inevitavelmente pelos meios de comunicação de massa. (...) Este grande fenômeno mundial e o próprio movimento carismático católico e seus líderes espirituais são vistos e lidos pelas Igrejas cristãs e pela sociedade civil por meio da imprensa, e esta faz sua leitura a partir de determinadas chaves jornalísticas e empresariais. Nem sempre ou raramente teológicas ou religiosas. (...) Quero me perguntar se esta 'nova chave hermenêutica' incide e de que forma no trabalho teológico, pois sabemos que ela modifica e polariza o próprio fenômeno, sua audiência coletiva e os próprios atores pentecostais. Como os teólogos profissionais levam em conta esta chave de leitura contemporânea? Vemos como somos vistos? Os carismáticos são entendidos, captados, ouvidos e vistos de forma transparente ou deformada, conformada ou adequada a que recorte epistemológico? No trabalho metodológico da teologia acadêmica e ecumênica que lugar devem ocupar as leituras da mídia impressa e televisiva? Seria esta uma nova tendência que está a aflorar no campo do trabalho teológico? Afinal, é, de fato, oportuno comunicar em teologia?"[23].
No dia 09-07-1998 a abordagem do tema foi prático-pastoral. Na parte da manhã, guiados pelo lema Experiência Religiosa e Ação Comunitária, falaram José Bittencourt Filho, Mestre em Teologia e Doutorando em Ciências Sociais pela PUC-SP; Alberto Antoniazzi, Doutor em Filosofia pela Universidade Católica de Milão, Itália; Cleto Caliman, Doutor em Teologia.
À tarde, uma Mesa Redonda sobre Experiência Religiosa e Ensino Religioso nas Escolas teve como participantes Carmencita Seffrin, Mestra em Teologia pela Universidade Santa Úrsula, RJ; Lurdes Caron, Mestra em Teologia e Risoleta Moreira Boscadin, especialista em Pedagogia para o Ensino Religioso.
José Bittencourt Filho, pastor da igreja Presbiteriana Unida do Brasil e editor da revista Tempo e Presença, abordou a questão do posicionamento do protestantismo histórico brasileiro quanto aos pentecostalismos sob o título de Os Caçadores da Identidade Perdida: O Protestantismo Histórico Brasileiro às voltas com os Pentecostalismos. Assim disse José Bittencourt: "Intuímos que a melhor maneira de fazê-lo seria efetuar um apanhado da trajetória do Protestantismo tradicional brasileiro, sobremodo naqueles aspectos que dizem respeito à consolidação de sua identidade. Buscamos salientar as marchas e contramarchas desse processo, no intuito de construir uma perspectiva a partir de episódios marcantes que tornaram-se decisivos para conferir o perfil atual das Igrejas que aqui chegaram por meio de missões norte-americanas, na segunda metade do século passado"[24].
Sua exposição detalhou, numa primeira parte, "a aventura que consistiu a formulação de um projeto eclesiológico autóctone e comprometido para o assim chamado Protestantismo de Missão após o esgotamento do projeto original trazido na mala dos missionários". Como o campo religioso brasileiro vive extraordinária efervescência, exercendo nele os pentecostalismos de todos os matizes um papel fundamental, "a título de cotejo, expusemos em seguida um interpretação do estado atual dos pentecostalismos. Isto posto encaminhamos algumas notas conclusivas que retomam a temática principal, sem deixar de, nas entrelinhas, arriscar algumas estimativas para o futuro próximo"[25].
Alberto Antoniazzi, Diretor do Instituto Nacional de Pastoral da CNBB e Coordenador do Curso de Teologia da Arquidiocese de Belo Horizonte e Cleto Caliman, Diretor do Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA) de Belo Horizonte discorreram, em seguida, sobre A Pastoral Católica: do Primado da Instituição ao Primado da Pessoa. Os dois teólogos organizaram sua exposição em três passos. Em suas palavras:
1) "Procuraremos caracterizar a 'pastoral tradicional', que é basicamente a pastoral pós-tridentina, especialmente na forma que assumiu no século que separa o Vaticano I do Vaticano II.
2) Tentaremos compreender de forma mais matizada a atual situação pastoral, caracterizada pela presença contemporânea dos dois pólos de que se falava no início: a herança do catolicismo tradicional e a experiência religiosa do indivíduo 'moderno'. Para isso, faremos referência a uma pesquisa recente e inédita sobre a presença da Igreja Católica na Arquidiocese de Belo Horizonte.
3) Finalmente, apresentaremos o esboço de uma pastoral que tenha como eixo - hoje e amanhã - o primado da pessoa humanna"[26].
Isto porque, segundo os conferencistas, "o perfil da pastoral católica hoje vacila entre dois eixos. Por um lado, está a continuidade - às vezes clara, outras latente - do projeeto pastoral tradicional, embutido em tantas formas eclesiais onde a instituição é o eixo e o clero o seu promotor. Por outro lado, está a ruptura provocada pelos movimentos históricos ligados ao projeto da modernidade. Aí encontram-se muitas iniciativas pastorais com a marca do indivíduo, constituído juiz supremo nas coisas de religião, que instituem o caos pastoral".
Segundo os dois teólogos, esses dois pólos, por fazerem parte da realidade eclesial, não podem ser simplesmente abolidos. "O que um projeto pastoral pode e deve empreender consiste em fazer uma ponte entre os dois pilares, correlacionando-os devidamente, de modo a cimentar um caminho possível entre ambos. Entre o primado da instituição e o do indivíduo, o caminho é a afirmação do primado da pessoa como sujeito na Igreja"[27].
Na tarde do dia 9, na Mesa Redonda sobre Experiência Religiosa e Ensino Religioso nas Escolas, Carmencita Seffrin, Coordenadora do Ensino Religioso nas Escolas Municipais da cidade do Rio de Janeiro e Membro do Fórum Nacional de Ensino Religioso, relatou três experiências religiosas, duas em estabelecimentos de ensino e uma de uma professora, todas na cidade do Rio de Janeiro, que deram suporte a uma reflexão sobre o sentido do "conhecimento como parte da experiência e fundamental na experiência religiosa"[28]. Esta reflexão tem sua urgência face aos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Religioso que têm gerado muita controvérsia e perplexidade entre autoridades religiosas e docentes engajados no ensino escolar.
Lurdes Caron, Assessora da CNBB no Setor de Ensino Religioso, relatou, em seguida, uma "experiência religiosa vivenciada entre representantes de Igrejas e professores, envolvidos numa proposta ecumênica de educação, entre os anos que vão de 1970 a 1996" em Santa Catarina[29]. Segundo a Profa. Lurdes "fazer experiência religiosa numa proposta ecumênica de educação religiosa escolar é fazer a experiência de um 'Deus grande, de um Deus maior, de um Deus infinito'. Experiência religiosa numa proposta ecumênica exige maturidade e identidade de fé. Exige diálogo, confiança, coragem, sinceridade, humildade e profunda espiritualidade. Exige mística[30].
Por fim, Risoleta Moreira Boscadin, Coordenadora da Associação Interconfessional de Curitiba (ASSINTEC), que assessora o Ensino Religioso nas Escolas Estaduais, falou da Experiência Religiosa a partir do Fenômeno Amoroso. Seu relato englobou desde as dificuldades e possibilidades da experiência religiosa na escola, até as várias manifestações do "ser religioso" e suas características do ponto de vista do comportamento das pessoas. Comportamentos que ela caracterizou como de pessoas religiosas por tradição mas não praticantes, até pessoas praticantes de alguma tradição religiosa porém imaturas na fé, passando pelo tipo religioso eufórico e pelo tipo religioso coerente engajado. Daí que, segundo Risoleta, "a escola como espaço aberto a todos apresenta em seu bojo esses tipos de manifestações, por isso é possível refletir a experiência religiosa a partir do fenômeno amoroso, em uma abordagem pedagógica"[31].
Por fim, chegamos ao final da maratona, no dia 10, com a conferência conclusiva de Clodovis Boff, Doutor em Teologia pela Universidade de Louvain, Bélgica, e um dos mais destacados teólogos da libertação da América Latina. Sua tese de doutorado, Teologia e Prática. Teologia do Político e suas Mediações, publicada pela Vozes em 1978 e traduzida em alemão, francês e inglês, é um marco dos mais importantes no desenvolvimento da epistemologia teológica dos últimos anos. Clodovis é atualmente professor no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis/RJ, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, no Instituto Filosófico-Teológico Paulo VI de Nova Iguaçu/RJ e na Pontifícia Faculdade "Marianum" de Roma.
A tarefa confiada a Clodovis foi a de traçar A Perspectiva da Experiência Religiosa para o Novo Milênio. Em sua palestra, proferida na manhã do dia 10-07-1998, o teólogo considerou válida a seguinte perspectiva: "Em vez de nos determos em problemáticas e enganosas prospecções futuristas, é melhor falarmos nas exigências da experiência da fé para o próximo milênio (...) Elencamos a seguir cinco blocos de exigências, ou cinco linhas de força espirituais, ou ainda cinco campos de tarefas necessárias e oportunas em vista da experiência religiosa (= ER) no próximo milênio"[32].
1. Reativar e aprofundar a experiência cristã originária
"Sente-se uma demanda aguda e crescente por um Cristianismo experiencial e vivencial. Não se quer mais saber de doutrinarismo, de juridicismo ou de moralismo, ainda que social. Há, pois, o imperativo de 'volta às fontes' do Cristianismo. Ora, suas fontes vivas são as fontes espirituais"[33].
2. Cultivar formas culturais novas de experiência religiosa
"Os traços dessa nova espiritualidade, adequada ao novo milênio, com suas virtudes e seus riscos, parecem ser os seguintes:
· Uma ER mais cotidiana, e menos extraordinária
· Uma ER mais acessível, e menos reservada a uma elite
· Uma ER mais individual, e menos padronizada
· Uma ER mais aberta ao diálogo, e menos confessionalista
· Uma ER mais holística, e menos parcializada"[34].
3. Recolocar a partir da experiência religiosa a questão do compromisso social
"Seja qual for a corrente de espiritualidade que se professe livremente dentro do pluralismo católico (libertadora ou carismática, tradicional ou moderna), uma coisa é certa: o cristão e a cristã têm de se haver doravante com a 'questão social'. Por outras, a ER cristã do Terceiro Milênio estará necessariamente conectada com o tema dos excluídos. Ela terá de se posicionar diante do dramático desafio das massas excluídas"[35].
4. Renovar a eclesiologia em vista da experiência religiosa
"Se o grande desafio para a Igreja católica é crescer em espiritualidade, então questões como as da disciplina, organização e poder passam para a segunda, terceira ou enésima categoria, como as que esquentam hoje o debate intra-eclesial, especialmente na mídia, como as relativas ao celibato dos padres, ao sacerdócio das mulheres, à indissolubilidade do matrimônio, à comunhão dos divorciados, ao aborto, ao lugar dos gays na Igreja, à participação das bases no poder de decisão, à designação dos bispos etc. Não que essas não sejam questões importantes e por vezes dramáticas. Mas só podem ser corretamente equacionadas se forem tratadas a partir do 'único necessário', do primado do Reino e da justiça de Deus (cf. Mt 7,33: TEB)". Isto significa:
· redescobrir a dimensão mistérica da Igreja
· aprofundar a dimensão comunional da Igreja a partir da comunhão trinitária. Portanto, rever a eclesiologia com o olho na ER significa também dar preferência à Igreja-comunidade sobre a Igreja-sociedade, ao 'eclesial' sobre o 'eclesiástico'
· flexibilizar as estruturas eclesiais. Renovar a Igreja a partir e em função da ER implica em 'aliviar' suas estruturas de seu peso histórico e canônico. É, em suma, tornar as mediações eclesiais mais transparentes ao seu conteúdo nuclear, que é justamente o de ser comunidade graça e amor"[36].
5. Exigências teológico-pastorais
"Para a entrada do próximo milênio, sobe a demanda por uma reflexão teológica mais substantiva nas seguintes linhas"[37]:
· na linha da teologia espiritual
· na linha da teologia do Espírito
· na linha da teologia da Trindade
"Portanto, os três grandes temas teológicos do futuro serão, de modo interconectado, a Mística, o Espírito e o Mistério trinitário. Dos três, é a Pneumatologia que parece estar emergindo com vigor. Se o século XX foi chamado o 'século da Igreja', talvez o século XXI venha a ser o 'século do Espírito'"[38].
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BOFF, C., Teoria do Método Teológico, Petrópolis, Vozes, 1998. DOS ANJOS, M. F. (org.), Experiência Religiosa Risco ou Aventura?, São Paulo, SOTER/Paulinas, 1998. DOS ANJOS, M. F. (org.), Sob o Fogo do Espírito, São Paulo, SOTER/Paulinas, 1998. Home Page da SOTER: http://www.soter.org.br/ SOTER, Boletim n. 23, maio de 1998. SOTER, Boletim n. 24, agosto de 1998. |
[16]. DE FRANÇA MIRANDA, M. , A Experiência do Espírito Santo. Abordagem Teológica, em DOS ANJOS, M. F. (org.), Sob o Fogo do Espírito, p. 133.
[17]. Cf. COMBLIN, J., Experiência Espiritual, o seu Conteúdo, o seu Alcance, em DOS ANJOS, M. F. (org.), Sob o Fogo do Espírito, pp. 139-148.
[18]. MESTERS, C., Descobrir e discernir o rumo do Espírito. Uma reflexão a partir da Bíblia, em DOS ANJOS, M. F. (org.), Sob o Fogo do Espírito, p. 81.
[19]. Idem, ibidem, pp. 81-82.
[20]. Cf. HIGUET, E. A., A experiência religiosa no método teológico, em DOS ANJOS, M. F. (org.), Sob o Fogo do Espírito, pp. 149-163.
[21]. ALTMANN, W., Experiência e Teologia na tradição protestante, em DOS ANJOS, M. F. (org.), Sob o Fogo do Espírito, p. 165.
[22]. ALTMEYER JÚNIOR, F., Experiência e elaboração da teologia: ver como somos vistos, em DOS ANJOS, M. F. (org.), Sob o Fogo do Espírito, p. 177.
[23]. Idem, ibidem, p. 176.
[24]. BITTENCOURT FILHO, J., Os caçadores da identidade perdida: o protestantismo histórico brasileiro às voltas com os pentecostalismos, em DOS ANJOS, M. F., (org.) Sob o Fogo do Espírito, p. 211.
[25]. Idem, ibidem, p. 212.
[26]. CALIMAN, C. & ANTONIAZZI, A., A Pastoral Católica: do primado da instituição ao primado da pessoa, em DOS ANJOS, M. F. (org.), Sob o Fogo do Espírito, p. 230.
[27]. Idem, ibidem, p. 229.
[28]. SEFFRIN, C., Experiência religiosa, uma experiência de sentido, em DOS ANJOS, M. F. (org.), Sob o Fogo do Espírito, p. 289.
[29]. CARON, L., Experiência religiosa numa proposta ecumênica de educação religiosa escolar, em DOS ANJOS, M. F. (org.), Sob o Fogo do Espírito, p. 261.
[30]. Idem, ibidem, p. 273-274.
[31]. SOTER, Boletim n. 23.
[32]. BOFF, C., Perspectivas da experiência religiosa para o novo milênio, em DOS ANJOS, M. F. (org.), Sob o Fogo do Espírito, pp. 325-326.
[33]. Idem, ibidem, p. 326.
[34]. Idem, ibidem, pp. 328-334.
[35]. Idem, ibidem, p. 334.
[36]. Idem, ibidem, pp. 339-341.
[37]. Idem, ibidem, p. 342.
[38]. Idem, ibidem, p. 342.
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