Home Up Atos dos Apóstolos
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KUGLER,
R. A. ; SCHULLER, E. M. (eds.) The Dead Sea Scrolls at Fifty:
Proceedings of the 1997 Society of Biblical Literature Qumran Section Meetings.
Atlanta: Scholars Press, 1999, viii + 227 p.
Este volume traz os debates do Congresso da Sociedade
de Literatura Bíblica sobre os Manuscritos do Mar Morto, realizado
em 1997, quando se comemoravam os 50 anos da descoberta feita em Qumran.
O livro Os Cinqüenta Anos dos Manuscritos do Mar Morto
é composto de um prefácio dos editores seguido por 18 artigos divididos
em cinco categorias:
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PRÓLOGO |
PARTE I
Os Manuscritos, a
Bíblia e o Judaísmo Antigo |
PARTE II
A História
Intelectual da Pesquisa dos Manuscritos - Um Panorama com Réplicas |
PARTE III
Avaliando os
Fragmentos do Documento de Damasco da Gruta 4 - Reflexões sobre DJD XVIII |
EPÍLOGO |
| George
J. BROOKE & Lawrence H. SCHIFFMAN, O Passado: Sobre a
História da Pesquisa dos Manuscritos do Mar Morto - pp. 9-20 |
Eugene
ULRICH, Os Manuscritos e o Estudo da Bíblia Hebraica - pp. 31-41 |
George
W. E. NICKELSBURG, Tendências nas Estudos sobre Qumran: A
Interação entre Dados, Agendas e Metodologia - pp. 79-99 |
Joseph
M. BAUMGARTEN, O Documento de Damasco Reconsiderado - pp. 149-150 |
Lawrence
H. SCHIFFMAN & Marlene SCHIFFMAN, E Acontecerá no Final dos Dias:
Uma Agenda para o Futuro - pp. 205-211

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| Emanuel
TOV, A Publicação dos Textos do Deserto da Judéia: Passado, Presente
e Futuro - pp. 21-27 |
Devorah
DIMANT, Os Manuscritos e o Estudo do Judaísmo Antigo - pp. 43-59 |
John J.
COLLINS, O Estudo dos Manuscritos como História Intelectual - pp.
101-106 |
Philip
R. DAVIES, Reflexões sobre DJD XVIII - pp. 151-165 |
| George
J. BROOKE, Os Manuscritos e o Estudo do Novo Testamento - pp. 61-76 |
James H.
CHARLESWORTH, Tendências na Pesquisa de Qumran - pp. 107-113 |
Menahem
KISTER, Demônios, Teologia e Aliança Abraâmica (CD 16,4-6 e Textos
Relacionados) - pp. 167-184 |
| Carol A.
NEWSOM, Uma Resposta a 'Tendências nos Estudos sobre Qumran' de George
Nickelsburg - pp. 115-121 |
John
KAMPEN, O Significado do Templo nos Manuscritos do Documento de Damasco
- pp. 185-197 |
| Emanuel
TOV, Estudos Israelenses sobre os Textos dos Deserto da Judéia -
pp. 123-127 |
Joseph
M. BAUMGARTEN, Uma Resposta para as Discussões sobre DJD XVIII -
pp. 199-201 |
| Florentino
GARCÍA MARTÍNEZ & Julio TREBOLLE BARRERA, Estudos de Qumran: Uma
Perspectiva Européia - pp. 129-141 |
| George
W. E. NICKELSBURG, Uma Resposta aos Replicantes - pp. 143-146 |
O livro traz ainda índices e uma dúzia de fotografias de
pessoas, eventos, fragmentos e lugares ligados aos últimos 50 anos da pesquisa
dos Manuscritos do Mar Morto.

"Abstracts" podem ser lidos em
Old Testament
Abstracts (OTA), vol. 23, n. 2 (June 2000), The Catholic University of
America, Washington, DC, # 1393. Resenha na RBL.
Este livro é um verdadeiro "Quem é Quem" no hoje
tão importante campo das pesquisas sobre os Manuscritos do Mar Morto.
Indispensável para todos aqueles que se interessam por uma abordagem séria do
assunto.
Um
exemplo ilustra o que foi dito. George
J. BROOKE, Os Manuscritos e o Estudo do Novo Testamento - pp. 61-76
- usando a periodização feita por R. de Vaux para as ruínas de Qumran, mostra
o impacto dos Manuscritos sobre os estudos do Novo Testamento (cf. OTA, o.
c., # 1191):
-
Antes de Qumran. As fontes antigas sobre os essênios
foram usadas para mostrar o cristianismo como um essenismo que deu certo (E.
Renan), enquanto que a publicação do Documento de
Damasco por S. Schechter em 1910 e sua interpretação por R. H. Charles
possibilitou comparações com passagens do NT.
-
Período Ia. Entre 1948 e 1952, especialmente na
França e na Alemanha, começam a ser comparados os Manuscritos que estão
sendo descobertos em Qumran com o Documento de Damasco e os paralelos com o
NT provocam excitação, especialmente em K. G. Kuhn e E. Lohse.
-
Período Ib. Entre 1950 e 1975 aparecem as
contribuições de G. Vermes e E. P. Sanders. Surgem três opções: a) os
Manuscritos eram vistos como pano de fundo para o cristianismo primitivo, e
o debate era se Jesus ou João Batista tinham ligação com os essênios; b)
reação à primeira opção, com o objetivo de preservar a originalidade da
doutrina cristã; e c) um consenso emergente sobre algum tipo de relação
entre os Manuscritos e os escritos cristãos primitivos.
-
Abandono. Na década de 80 os estudos dos Manuscritos
e o NT tomam caminhos diferentes, especialmente quando 11QT
(Rolo do Templo), publicado em hebraico em 1977 e em inglês em 1983, conduz
os estudos de Qumran noutra direção. Mais tarde, a publicação da 4QMMT
(Carta Halákica) aumentou o abismo, orientando os estudos de Qumran para a
halaká judaica, uma área em que os especialistas do NT demonstram escassa
competência.
-
Período II. Por volta de 1990 pequenos fragmentos de
4Q525, um texto sapiencial com bem-aventuranças, reabre a questão da
relação dos Manuscritos com o NT. Antigos livros de J. H. Charlesworth
são relançados e o "Projeto Munique" de H.-W. Kuhn renovou o
estudo dos paralelos com a literatura paulina. A influência de Qumran é
agora vista muito mais sobre os escritos cristãos surgidos depois de 70
d.C., mas todos os paralelismos têm aspectos questionáveis, apesar da
ênfase sobre o judaísmo de Jesus.
-
Período III. O futuro pode assistir somente a
esporádicas interações dos estudiosos do NT com os Manuscritos do Mar
Morto.
-
Período IV. Haverá algum?
PARA
SABER MAIS
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GARCÍA MARTÍNEZ,
F., Textos de Qumran, traduzido
do espanhol por Valmor da Silva, Petrópolis, Vozes,
1995.
GARCÍA MARTÍNEZ,
F. & TREBOLLE BARRERA, J., Os homens de Qumran. Literatura,
estrutura e concepções religiosas, traduzido do espanhol por Luís
Fernando Gonçalves Pereira, Petrópolis, Vozes, 1996.
GARCÍA
MARTÍNEZ, Florentino & TIGCHELAAR, Eibert J. C., The Dead Sea Scrolls
Study Edition I-II, Leiden, Brill, 1997-1998.
GOLB, N., Quem
escreveu os Manuscritos do Mar Morto? A Busca do Segredo de Qumran, traduzido do inglês por Sônia
de Sousa Moreira, Rio de Janeiro, Imago, 1996.
TREBOLLE BARRERA, J.
(ed.), Paganos, judíos y cristianos en los textos de Qumrán,
Madrid, Trotta, 1999. |
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