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DAVIES, Philip R., Scribes and Schools. The Canonization of the Hebrew Scriptures, Louisville, Kentucky, Westminster John Knox Press, 1998, X + 224 pp.Philip R. Davies é Professor de Estudos Bíblicos na Universidade de Sheffield, Inglaterra. Este livro foi publicado em 1998 na Coleção Biblioteca do Antigo Israel, da editora americana Westminster John Knox. Diz o editor, Douglas A. Knight, na apresentação da Coleção, que esta representa um esforço coletivo para investigar tópicos nos estudos bíblicos a partir da abordagem sócio-histórica. O livro Escribas e Escolas. A Canonicidade das Escrituras Hebraicas é composto de onze capítulos, um breve prefácio, uma introdução de três páginas e, no final, abreviações, notas, uma bibliografia, um índice de fontes antigas e um índice de nomes e assuntos. Na Introdução,
Philip R. Davies define sua perspectiva: o pesquisador busca criar problemas e não
resolvê-los. Estudantes podem buscar respostas nos textos, mas os pesquisadores
não lidam com respostas, lidam com problemas. Deste modo, neste livro, ele está
mais interessado em questionar e pesquisar do que em A abordagem não-religiosa da religião tem sido freqüentemente rejeitada como “reducionista”, mas abordagens religiosas e históricas da Escritura são diferentes, garante Philip R. Davies. Para ele, o estudo da história da Escritura, do cânon, não é uma disciplina religiosa e nem mesmo teológica: “Para a perspectiva histórica, escrituras nascem e se tornam canônicas não por causa de fatores sobrenaturais ou verdades evidentes por si mesmas que se auto-impõem, mas como resultado de decisões de indivíduos e processos sociais”, declara o autor na p. 2. Um dos maiores obstáculos que o historiador da canonicidade da Bíblia Hebraica enfrenta está em duas características típicas do cânon: sua autoridade religiosa e sua ambigüidade histórica. A primeira aponta para a certeza, já que cânones funcionam com fontes de verdade e objetos de crença; a segunda aponta em direção à dúvida, pois a pesquisa bíblica construiu uma narrativa da formação do cânon que difere da própria apresentação canônica. Os dez mandamentos podem ser um exemplo: nenhum pesquisador acredita que eles tenham sido dados a Moisés no Sinai. Entretanto, é isto que o cânon afirma. Desde modo, conclui Philip R. Davies, na p. 3: “Crença não é um método para se chegar à verdade procurada pelos historiadores: evidência, inferência e probabilidade o são (...). O encontro entre cânon e historiador precisa ser de algum modo antagônico. E o será neste livro”.
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