|
Os Minimalistas - The Minimalists
|
ABSTRACT
The article proposes to investigate the more important publications of some members of the European Seminar on Historical Methodology, and to define their position in the current research of the "History of Israel".
Em julho de 1996 foi realizado em Dublin, Irlanda, o Primeiro Seminário Europeu sobre Metodologia Histórica, do qual participaram pesquisadores escolhidos.
Diz Lester L. Grabbe no primeiro parágrafo do livro por ele editado - e que traz os resultados do Seminário - Can a ‘History of Israel’ Be Written? [Pode uma ‘História de Israel’ Ser Escrita?], Sheffield, Sheffield Academic Press, 1997 [T. & T. Clark: 2005 - ISBN 0-5670-4320-7]:
“O grupo surgiu das frustrações que eu, em primeiro lugar, venho sentindo acerca da atual situação do debate sobre como escrever a história de Israel e Judá nos segundo e primeiro milênios AEC e no século I da EC” (p. 11).
E continua:
“Nos últimos
anos, um certo número de estudiosos – a maioria deles europeus por origem ou
adoção – tem feito um ataque radical sobre o modo como a história de
‘Israel’ tem sido escrita. Mesmo aqueles outrora considerados radicais não
escaparam da crítica. Este
movimento, a princípio minoritário, causou pouco
impacto no debate. Recentemente, porém, ele adquiriu personalidade, mas a
resposta foi o surgimento de protestos, incluindo a sugestão de que tais tendências
são perigosas, ou que podem ser tranqüilamente ignoradas ou – de modo
curioso – ambas as coisas ao mesmo tempo”
(p. 11).
Lester L. Grabbe está se referindo à controvérsia existente entre a postura maximalista “que defende que tudo nas fontes que não pode ser provado como falso deve ser aceito como histórico” e a postura minimalista “que defende que tudo que não é corroborado por evidências contemporâneas aos eventos a serem reconstruídos deve ser descartado” (E. Knauf, citado por H. Niehr no mesmo livro, na p. 163). Os autores “minimalistas” são também conhecidos como membros da “Escola de Copenhague”.
A revista que mais tem abordado o assunto é o Journal for the Study of the Old Testament, publicada pela Editora Sheffield.
Um bom texto para o iniciante é o do assiriólogo italiano M. LIVERANI, Nuovi sviluppi nello studio della storia dell’Israele biblico, em Biblica 80 (1999), p. 488-505. O texto está disponível também em http://www.bsw.org/Biblica/Vol-80-1999/v1-4/.
O artigo de Liverani faz uma competente e clara síntese da pesquisa atual sobre a História de Israel. Parte dele será citado abaixo.
Mas quem começou o debate foi Thomas L. Thompson, da Universidade de Copenhague, Dinamarca, com o livro Early History of the Israelite People from the Written and Archaeological Sources. 2 . ed. Leiden, Brill, [1992], 2000, xv + 489 p.
De passagem, lembro ao leitor que foi o mesmo Thomas L. Thompson um dos responsáveis pelo começo da “revolução” nos estudos do Pentateuco com o livro The Historicity of the Patriarchal Narratives. The Quest for the Historical Abraham. Berlin: de Gruyter, 1974 e Harrisburg: Trinity Press International, 2002.
Ainda no ano de 1992, Philip R.
Davies, da Universidade de Sheffield, lançou o provocativo In
Search of ‘Ancient Israel’, livro que comecei a ler com
curiosidade, passei à desconfiança, cheguei à rejeição e terminei com
preocupação...
Porque acho que a questão é séria e o grupo que foi maldosamente chamado pelos adversários de "minimalistas" é composto de pesquisadores de ponta. Não se trata de um grupo de aventureiros, cheios de idéias malucas. Os problemas levantados são reais. As soluções, talvez, é que ainda não são tão boas. Beiram à fantasia.
Mas será que está acontecendo mesmo uma “mudança de paradigma” (expressão da moda, nem sempre adequadamente usada!) na História de Israel, ou os pesquisadores ainda se debatem dentro do mesmo velho paradigma?
Por isso, pode-se retomar Grabbe, na obra citada no início:
“Isto sugeriu que o tempo estava maduro para algo mais organizado, que abordasse as questões centrais de maneira sistemática e que determinasse quais são as reais posições e problemas (...). A tarefa inicial foi agrupar especialistas europeus que estavam, de maneira geral, convencidos de que existe, de fato, um problema” (p. 11-12).
A participação no Seminário Europeu sobre Metodologia Histórica é seletiva e inclui, quando fundado, 21 pesquisadores de 9 países europeus e 18 Universidades:
Andrew Mayes (Irlanda)
Axel Knauf-Belleri (Suíça)
Bob Becking (Países Baixos)
Ed Noort (Países Baixos)
Hans Barstad (Noruega)
Hans-Peter Müller (Alemanha)
Helga Weippert (Alemanha)
Herbert Niehr (Alemanha)
Josette Elayi (França)
Keith Whitelam (Reino Unido)
Knud Jeppesen (Dinamarca)
Lester Grabbe (Reino Unido)
Manfred Weippert (Alemanha)
Mario Liverani (Itália)
Michael Niemann (Alemanha)
Niels Peter Lemche (Dinamarca)
Philip Davies (Reino Unido)
Rainer Albertz (Alemanha)
Robert Carroll (Reino Unido)
Thomas Thompson (Dinamarca)
Ulrich Hübner (Alemanha)
Um segundo Seminário, sobre O Exílio, aconteceu em Lausanne, na Suíça, em julho de 1997, e a obra publicada pela Editora Sheffield, da Inglaterra, e editada por L. L. Grabbe, tem por título Leading Captivity Captive. ‘The Exile’ as History and Ideology [Conduzindo um Cativo ao Cativeiro. ‘O Exílio’ como História e Ideologia], 1998, 161 pp.
O terceiro encontro do grupo procurou responder à desafiadora questão, formulada por Niels Peter Lemche: A Bíblia é um livro helenístico? Lester L. Grabbe foi novamente o editor das contribuições em um volume de 343 páginas. A Editora Sheffield publicou, em março de 2001, a obra Did Moses Speak Attic? Jewish Historiography and Scripture in the Hellenistic Period [Moisés falava Ático? Historiografia Judaica e Escritura na Época Helenística], que, na verdade, reúne as contribuições do terceiro e do quarto encontro do grupo.
O Seminário do ano 2000 [quinto encontro] foi realizado em Utrecht, nos Países Baixos, em agosto, e o tema debatido foi a Invasão de Judá por Senaquerib. A Editora Sheffield publicou, em 2003, o volume 'Like a Bird in a Cage': The Invasion of Sennacherib in 701 BCE ['Como um Pássaro numa Gaiola': A Invasão de Senaquerib em 701 AEC]. Leia um pequeno resumo aqui.
Não tenho, ainda, informações mais detalhadas sobre a seqüência de encontros do Seminário Europeu sobre Metodologia Histórica, mas eles aconteceram em 2001(em junho, em Berlim) e 2002. Em um e-mail de Niels Peter Lemche, com data de 03.01.2003 ao grupo de discussão ANE, respondendo a uma solicitação minha sobre o assunto, ele diz literalmente: "The group met also in 2001 and 2002. A combined volume will be published by Lester Grabbe. The group will meet again in August this year [2003] in Copenhagen at the 2nd meeting of the EABS".
Dos Seminários de 2001-2002 [sexto e sétimo encontros] resultou o livro GRABBE, L. L. (ed.) Good Kings and Bad Kings. London: T & T Clark, 2005, x + 371 p. ISBN 0-8264-6976-0, que tratou de Judá do século VII a.C., e, em especial, do reinado de Josias. Resenhas na RBL por John Engle and Eckart Otto, publicadas em 1 de abril de 2006.
Em 2004 [nono encontro] o grupo debateu O Período Persa, e isto aconteceu em Groningen, Países Baixos, em julho.
Em 2005
[décimo encontro] o grupo esteve presente na EABS
- European Association of Biblical Studiees - em seu Encontro Anual, desta
vez em Dresden, Alemanha, de 7 a 10 de agosto. Discutiu o tema Recent publications Relating to Biblical Historiography [Publicações recentes
na área da Historiografia Bíblica]. Estão citadas as seguintes publicações:
Rainer Albertz, Israel in Exile (Axel Knauf, Bern)
John Day (ed.), In Search of Pre-exilic Israel (Bob Becking, Utrecht and Thomas Thompson, Copenhagen)
W. G. Dever, What Did the Biblical Writers Know? and Who Were the Early Israelites?
(Rainer Albertz, Münster)
Lester Grabbe, History of the Persian Province of Judah (Ehud Ben Zvi, Edmonton)
Baruch Halpern, David's Secret Demons (Axel Knauf, Bern)
James Hoffmeier and Alan Millard, The Future of Biblical Archaeology (Thomas Thompson, Copenhagen)
Mario Liverani, Oltre la Bibbia (Joseph Blenkinsopp (Notre Dame) and Philip Davies (Sheffield)
Iain Provan, V. Philips Long, and Tremper Longman, A History of Biblical Israel (Lester Grabbe, Hull)
Alberto Soggin, Storia d'Israele (Lester Grabbe, Hull)
J. B. Kofoed, Text and History (N. P. Lemche, Copenhagen).
O Seminário de 2006 [décimo primeiro encontro] aconteceu em agosto, em Budapeste, na Hungria. Veja aqui. Seu tema foi A Transição do Bronze Recente para o Ferro IIA (ca. 1250-850 BCE).
O Seminário de 2007 [décimo segundo encontro] aconteceu em julho, em Viena, Áustria, dentro do Congresso Internacional da SBL. Segundo o programa da SBL, o grupo continuou a tratar do tema de 2006, citado acima. Presidido por Lester L. Grabbe, da Universidade de Hull, Reino Unido, o painel teve [segundo o programa] a participação de Rainer Albertz, A. Grame Auld, Ehud Ben Zvi, Joseph Blenkinsopp, Marc Brettler, Philip R. Davies, Israel Finkelstein, Axel Knauf, Niels Peter Lemche, Oded Lipschits, Robert Miller, Nadav Na'aman, Donald Redford, Thomas Römer, Thomas L. Thompson e John Van Seters. Sobre o Seminário de 2008, leia, por enquanto, aqui.
O Seminário de 2012, o décimo sétimo e último, foi realizado em Amsterdã, Holanda, como parte do Congresso da EABS/SBL (22-26 de julho). Os membros do Seminário fizeram apresentações sobre suas perspectivas para a escrita de uma História de Israel (ou do Levante Sul) e refletiram sobre o que aprenderam desde o Primeiro Seminário, realizado em 1996.Minha intenção aqui é identificar membros do Seminário de quem li ultimamente alguns textos, citar suas obras mais importantes sobre o tema e definir seu posicionamento no atual debate sobre a História de Israel. É oportuno lembrar que nem todos os participantes do Seminário se consideram 'minimalistas', categoria que, aliás, gera polêmica, como se pode ver em artigo de 2002 de DAVIES, P. R., Minimalism, "Ancient Israel," and Anti-Semitism. “Minimalism” is an invention. None of the “minimalist” scholars is aware of being part of a school, or a group, em Bible and Interpretation.
Bob Becking (Países Baixos)
Professor de Estudos do Antigo Testamento na Universidade de Utrecht, Países Baixos.
Obras: The Fall of Samaria: an Historical and Archaeological Study. Leiden: Brill, 1992, 154 p. - ISBN 9789004096332; Between Fear And Freedom: Essays on The Interpretation of Jeremiah 30-31. Leiden: Brill, 2004, 338 p. - ISBN 9789004141186.
Posicionamento: na reconstrução da História de Israel os textos bíblicos podem ser usados com moderação e muito senso crítico.
BECKING, B. Inscribed Seals as Evidence for Biblical Israel? Jeremiah 40.7-41.15, par exemple, em GRABBE, L. L. (ed.) Can a ‘History of Israel’ Be Written. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1997, 201 p. [T. & T. Clark: 2005 - ISBN 0567043207], p. 65-83, procura responder a três questões: O que se entende por ‘Israel’? O que quer dizer ‘escrever história’? e Como o texto do Antigo Testamento é usado como uma fonte histórica? Ele conclui com uma resposta positiva sobre a possibilidade da história da Israel e o uso do Antigo Testamento como uma de suas fontes.
BECKING, B., em GRABBE, L. L. (ed.) Leading Captivity Captive. The ‘Exile’ as History and Ideology. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1998, 161 p. - ISBN 9781850759072, p. 40-61, faz uma análise do livro de Esdras e seus relatos sobre a volta da Babilônia. Conclui que o livro pode ser usado para uma reconstrução ou para várias reconstruções deste período. Excelentes questionamentos sobre o ‘exílio’ colocados sob o título The Idea of the Exile, nas pp. 42-46.
Hans M. Barstad (Noruega)
Professor de Estudos Bíblicos na Universidade de Oslo, Noruega.
Obras: The Myth of the Empty Land: A Study in the History and Archaeology of Judah During the ‘Exilic’ Period. Oslo: Scandinavian University Press, 1996, 113 p. - ISBN 9788200227564; History and the Hebrew Bible: Studies in Ancient Israelite and Ancient Near Eastern Historiography. Tübingen: Mohr Siebeck, 2008, 223 p. - ISBN 9783161498091.
Posicionamento: moderado; defende o uso do texto bíblico na construção da história de Israel. Mas insiste, com muita fundamentação, que é necessário abandonar o conceito positivista de história, herança do século XIX , e partir para uma história narrativa.
BARSTAD, H. M. History and the Hebrew Bible, em GRABBE, L. L. (ed.) Can a ‘History of Israel’ Be Written. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1997, 201 p. [T. & T. Clark: 2005 - ISBN 0567043207], p. 37-64, lida com a questão do desenvolvimento da historiografia em geral, onde ele critica a postura positivista de muitos historiadores e manifesta sua firme convicção de que o futuro pertence à história narrativa. Para Barstad, as antigas categorias de fato e ficção já não são distinções válidas. Para Barstad, pesquisadores como Lemche e Thompson ainda se debatem dentro de um conceito convencional de história que é altamente problemático.
Em suas palavras: “Estudiosos como Lemche e Thompson têm avidamente usado o conceito de ‘mudança de paradigma’ em suas contribuições para a historiografia bíblica. Isto, entretanto, está longe de ser uma descrição adequada do que está realmente acontecendo. Lemche e Thompson, aparentemente não atentos para o fato de que o que nós podemos chamar de um conceito convencional de história é hoje altamente problemático, ainda trabalham dentro dos parâmetros da pesquisa histórico-crítica, assumindo que história é uma ciência e que devemos trabalhar com fatos ‘brutos’” (pp. 50-51). Barstad diz que os pós-modernos os classificariam como “os primeiros dos últimos modernistas” (p. 51).
E defende em seguida: “No futuro nós teremos, irreversivelmente, ter de nos ajustar a uma visão de história diferente daquela dos métodos histórico-críticos do século XIX: uma história com diferentes ‘verdades’ que quase nunca será o resultado de análises científicas de dados empíricos. Uma história cujo estatuto epistemológico deveria não mais ser visto como parte da ciência, mas como uma parte da cultura. Uma história caracterizada por uma multiplicidade de métodos” (p. 51-52).
BARSTAD, H. M. The Strange Fear of the Bible: Some Reflections on the ‘Bibliophobia’ in Recent Ancient Israelite Historiography, em GRABBE, L. L. (ed.) Leading Captivity Captive. The ‘Exile’ as History and Ideology. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1998, 161 p. - ISBN 9781850759072, p. 120-127, começa observando que “freqüentes vezes, durante as discussões sobre o ‘antigo Israel’ em Dublin e Lausanne, objeções eram levantadas por alguns membros de nosso Seminário quando eram feitas tentativas de se referir a informações históricas tiradas da Bíblia Hebraica” (p. 120). Dizendo que sempre achou esta atitude um tanto estranha para quem reivindica ser um historiador da Palestina da Idade do Ferro, ele decidiu fazer, após a realização do Seminário, algumas observações a respeito desta ‘bibliofobia’.
Ele sublinha que sua posição é a seguinte: não podemos tratar a Bíblia de modo diferente de outras fontes históricas ou literárias antigas, como as da Grécia antiga ou da antiga historiografia mesopotâmica. Para exemplificar que problemas existem em todas as fontes antigas, e que isto não é exclusividade da Bíblia, Hans Barstad passa, em seguida, a mostrar os problemas de credibilidade histórica, hoje em debate, em Heródoto e na “Lista dos Reis Sumérios”.
Barstad defende também, como já fizera no 10 Seminário, a substituição da busca de uma “verdade histórica factual” por uma “verdade histórica narrativa” (p. 126) e termina o seu texto dizendo enfaticamente: “Como uma fonte histórica, a Bíblia Hebraica é da ‘mesma’ natureza e qualidade dos outros textos literários do Antigo Oriente Médio (....) Nós devemos aceitar, para o bem ou para o mal, a Bíblia Hebraica não só como necessária, mas também, de longe, como a mais importante fonte para nosso conhecimento da história da Palestina da Idade do Ferro. Negar isto é não apenas ser injustificadamente hipercrítico, mas é também se fundamentar em uma visão positivista de história que hoje está irremediavelmente ultrapassada” (p. 127).
Herbert Niehr (Alemanha)
Professor de Introdução à Bíblia e História da Época Bíblica na Universidade de Tübingen, Alemanha.
Obras: Rechtsprechung in Israel: Untersuchungen zur Geschichte der Gerichtsorganisation im Alten Testament. Stuttgart: Katholisches Bibelwerk, 1987, 144 p. - ISBN 9783460043015; Der höchtste Gott: Alttestamentlicher JHWH-Glaube im Kontext syrisch-kanaanäischer Religion des 1. Jahrtausends v. Chr. Berlin: de Gruyter, 1990, 268 p. - ISBN 978-3110123425; Religionen in Israels Umwelt: Einfuhrung in die nordwestsemitischen Religionen Syrien-Palastinas. Würzburg: Echter, 1998, 255 p. - ISBN 9783429019815.
Posicionamento: moderado; defende um uso criterioso das fontes, distinguindo-as entre primárias, secundárias e terciárias.
NIEHR, H. Some Aspects of Working with the Textual Sources, em GRABBE, L. L. (ed.) Can a ‘History of Israel’ Be Written. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1997, 201 p. [T. & T. Clark: 2005 - ISBN 0567043207], p. 156-165, analisa os vários tipos de fontes disponíveis para o historiador, ou seja, a antropologia histórica (dados oferecidos pela geografia, arqueologia, climatologia e assim por diante); fontes primárias (relatos contemporâneos ou próximos aos eventos que elas narram, como fontes escritas fora da Palestina, fontes escritas provenientes da Palestina e evidência arqueológica da Palestina); fontes secundárias (o Antigo Testamento), e fontes terciárias (livros que retomam fontes secundárias, como os livros das Crônicas). Finalmente, ele trabalha os problemas metodológicos relativos ao uso de cada uma delas, argumentando que as tentativas para superar as diferenças existentes entre estas fontes devem ser feitas cuidadosamente. O estudo de Niehr é um dos mais equilibrados de todo o livro editado por Grabbe.
Copyright © 1999-2013 Airton José da Silva. Todos os direitos reservados. Mapa do Site - Sitemap.