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10.3. Aristóbulo I e a Reaproximação com o HelenismoSegundo Flávio Josefo, João Hircano tem cinco filhos, quando morre em 104 a.C. Mas ele não deixa o governo para nenhum deles, e sim para sua mulher[13] . É bem provável, entretanto, que tenhamos aqui uma confusão com a situação análoga ocorrida mais tarde, quando, ao morrer, Alexandre Janeu deixa o trono para sua mulher Salomé Alexandra. É que Janeu é rei e pode fazer isto, mas não João Hircano que não é rei[14] . De qualquer maneira, Aristóbulo, o filho mais velho de João Hircano I, aprisiona sua mãe e três de seus irmãos, assumindo o poder. Sua mãe morre de fome na prisão. Apenas um de seus irmãos, Antígono, fica livre. Contudo, as intrigas dos rivais de Antígono levam Aristóbulo a mandar matá-lo, temendo, provavelmente, sua concorrência, já que lhe fazem crer aspirar Antígono ao poder supremo[15] . Ainda segundo Flávio Josefo, Aristóbulo I terá sido o primeiro Macabeu a usar o título de rei: "Aristóbulo, que era o mais velho dos filhos de Hircano, cognominado 'Filélên', isto é, amigo dos gregos, mudou em reino, depois da morte de seu pai, o principado dos judeus e foi assim o primeiro que se fez coroar rei"[16] . Entretanto, esta notícia é controvertida. Nas suas moedas aparece apenas a seguinte inscrição: "Judas, sumo sacerdote e a comunidade dos judeus". Além do que Estrabão diz que é seu irmão e sucessor Alexandre Janeu o primeiro Macabeu a ostentar o título de rei. Diz Estrabão: "De qualquer modo, quando agora a Judéia estava sob o domínio de tiranos, Alexandre foi o primeiro a se declarar rei em vez de sacerdote"[17] . Por outro lado, observe-se que tanto ele como seus irmãos têm nomes gregos - Aristóbulo, Antígono, Alexandre -, embora use para os judeus um nome semita, Judas. Isto significa que seu pai João Hircano já abrira as portas da família para a helenização. Helenização que um dia seus antepassados combateram. E Flávio Josefo chama Aristóbulo I de "filo-heleno", o que igualmente indica sua aproximação da cultura grega, certamente apoiado pelos seus aliados saduceus. Por sinal, os autores gregos o têm em grande conta, segundo relata o mesmo Josefo: "Era de natural tão doce e tão modesto, como Estrabão o refere com estas palavras, ante a relação de Timagenes: 'Este príncipe era muito afável (epieikês) e os judeus não lhe são devedores de pouco: porque ele levou tão longe os limites de seu país que ele aumentou com uma parte da Ituréia e uniu este povo a eles pelo laço da circuncisão'"[18] . Certo é que Aristóbulo I continua as conquistas de sua família: anexa e judaíza a Galiléia, segundo as fontes antigas habitada por tribos ituréias, obrigando seus habitantes a aceitar a circuncisão e a Lei[19] . Aristóbulo I morre, de dolorosa doença, tendo governado apenas um ano. 10.4. Alexandre Janeu, o Primeiro Rei MacabeuApós a morte de Aristóbulo I, sua viúva Salomé Alexandra, liberta seus irmãos da prisão e se casa com o mais velho, Alexandre Janeu, que se torna, assim, rei e sumo sacerdote. É o que nos diz Flávio Josefo: "Depois da morte do rei Aristóbulo, a rainha Salomé, sua esposa, que os gregos chamam de Alexandra, pôs em liberdade os irmãos desse príncipe, que ele mantinha na prisão, como vimos, e fez rei a Janeu, antes chamado de Alexandre, que era o mais velho e o mais moderado de todos"[20]. Nos primeiros anos de seu governo, Alexandre Janeu retoma, com redobrado vigor, o processo de conquista, anexação e judaização de várias cidades palestinas. Conquista a região costeira da Palestina, desde a fronteira com o Egito, no sul, até o Monte Carmelo, ao norte. Porém, ao tentar tomar Ptolemaida, entra em cena um rei ptolomaico: Ptolomeu IX Latiro, filho mais velho da rainha Cleópatra III, do Egito, é um pequeno rei em Chipre, para onde fora expulso por sua mãe. Ptolomeu IX vence Alexandre Janeu, mas este recebe ajuda da rainha Cleópatra III. Ela certamente teme as conquistas do filho e provavelmente é também influenciada por conselheiros judeus, entre os quais se destacam Ananias e Helquias, generais do exército ptolomaico, filhos de Onias IV, da família sacerdotal de Jerusalém. Cleópatra III acaba tornando-se senhora de toda a Palestina, antigo sonho dos Ptolomeus, mas se retira e deixa o território sob o comando de Alexandre Janeu. O comentário de Flávio Josefo é o seguinte: "Quando a rainha Cleópatra viu que seu filho crescia em poder daquele modo e devastava, sem resistência, toda a Judéia, tinha submetido Gaza à sua obediência e estava já quase às portas do Egito e que ele nada mais pretendia do que se apoderar do mesmo, julgou não dever esperar mais para enfrentá-lo. Assim, sem perder tempo, reuniu grandes forças de terra e mar, cujo comando confiou a Helquias e Ananias, judeus de nascimento (...) Alguns dos seus servidores propuseram-lhe apoderar-se de seu país e não permitir que um número tão grande de judeus, homens de bem, estivesse sujeito a um único homem. Mas Ananias aconselhou-lhe o contrário..."[21]. Alexandre Janeu continua, então, suas conquistas, desta vez a leste do Jordão e, em seguida, no sul, apoderando-se inclusive da importante cidade de Gaza em 96 a.C. A descrição que faz Flávio Josefo da conquista de Gaza é exemplar para avaliarmos os métodos de Alexandre Janeu: "Quando entrou na cidade, Alexandre teve primeiramente uma atitude pacífica. Mas, em seguida, soltou suas tropas sobre os gazenses e deixou seus homens se vingarem deles; os soldados saíram, uns para um lado, outros para o outro, matando os gazenses. Estes (...) defenderam-se dos judeus, usando toda a sorte de armas que lhes caíam nas mãos e mataram tantos quantos foram os que perderam. Alguns deles, vendo-se sozinhos, puseram fogo em suas casas para que não fossem saqueadas pelo inimigo. Outros se desembaraçavam, com suas próprias mãos, de seus filhos e de suas mulheres: era o único meio de evitar que se tornassem escravos de seus inimigos. Cerca de quinhentos membros da Assembléia se refugiaram no templo de Apolo, porque o ataque teve lugar justamente quando eles estavam em conselho; mas Alexandre os matou e, depois de ter demolido a cidade sobre seus cadáveres - tendo decorrido um ano de cerco - retornou a Jerusalém"[22]. E é então que Alexandre Janeu começa a enfrentar séria oposição interna, capitaneada pelos fariseus, seus mais ferrenhos adversários. Os fariseus vêm aumentando constantemente sua influência junto ao povo, ao mesmo tempo que os Macabeus se distanciam progressivamente de suas aspirações, colocando-se os dois poderes em nítido contraste. E como podem os fariseus aceitar como sumo sacerdote um guerreiro do tipo de Alexandre Janeu que não cumpre as rigorosas prescrições que o cargo exige? Pois terá sido após as conquistas acima mencionadas, aí por volta do ano 90 a.C., que, durante a festa dos Tabernáculos, o povo atinge Alexandre Janeu com limões no momento em que ele está diante do altar para oferecer o sacrifício[23]. A reação de Alexandre Janeu é violenta: manda que seus mercenários ataquem a multidão e cerca de seis mil pessoas são massacradas. Em conseqüência desse episódio, ele manda construir uma paliçada de madeira em torno do Templo e do altar, para se proteger da população. Só os sacerdotes, que são saduceus, podem atravessar esta paliçada. A ruptura com os fariseus é total[24]. Alexandre Janeu acaba sofrendo mais uma derrota militar, desta vez quando se confronta com os nabateus pela posse da região do Golã, a leste do lago de Genezaré. Ao fugir para Jerusalém encontra uma violenta rebelião armada contra seu governo. Apoiado por seus mercenários estrangeiros, Alexandre Janeu enfrenta uma guerra civil que dura seis anos e na qual terão morrido pelo menos cinqüenta mil judeus[25]. Os fariseus pedem, ao mesmo tempo, a ajuda de Demétrio III, rei de parte da Síria, que enfrenta e vence Alexandre Janeu totalmente, perto de Siquém. Isto terá sido por volta de 89 a.C. Entretanto, Demétrio III abandona a Palestina e volta para a Síria. Flávio Josefo diz que a razão é a reviravolta dos sentimentos judaicos ao verem seu território ocupado pelos estrangeiros: cerca de seis mil judeus teriam abandonado Demétrio III e passado para o lado de Alexandre Janeu[26]. Mas é mais provável que Demétrio III tenha se retirado por causa dos conflitos internos dos Selêucidas, porque em seguida ele é vencido por seu irmão que tem o apoio dos partos. Alexandre Janeu consegue então controlar a revolta interna e, segundo Flávio Josefo, ao retornar a Jerusalém crucifica 800 de seus adversários enquanto participa de um alegre banquete, após fazê-los assistir ao massacre de suas esposas e filhos. Este gesto de terror teria desencorajado os seus adversários, de modo que oito mil deles se retiram do país e não voltam enquanto ele permanece no governo[27]. Estes acontecimentos, por outro lado, estão relacionados à crise vivida por Roma nesta época, que, temporariamente, recua no controle de seus interesses na região. A guerra conhecida como "Guerra dos aliados" (Bellum sociale) - na verdade, violentas guerras civis entre o proletariado e a aristocracia romana e também entre os aliados italianos e os cidadãos romanos - faz com que Roma perca por breve período o controle do Oriente. Somado a isso acontece o enfraquecimento definitivo do poder selêucida, que já não ameaça Roma. Aproveitando-se do conflito interno em Roma, o rei iraniano Mitridates VI, do Ponto, alia-se aos partos, armênios, egípcios e sírios para cortar a influência romana na região. Esta "ausência" de Roma, de curta duração, é que permite igualmente a Alexandre Janeu o seu expansionismo judaizante, segundo muitos autores[28]. A. Paul, por exemplo, comenta: "É pois, sob o impulso de 'reorientalização' dos territórios e Estados do Oriente Médio que acompanhava o declínio dos Selêucidas gregos, que se deve situar o combate impiedoso de Alexandre Janeu contra as cidades helenísticas e sua decisão de impor, pela força ou pela morte, o elemento judaico em toda a Palestina"[29]. Após a pacificação interna, Alexandre Janeu dedica-se novamente às conquistas territoriais, expandindo o processo de judaização. Consegue grandes vitórias, apesar de um confronto desastroso com o rei nabateu Aretas tê-lo obrigado a fazer algumas concessões a este povo[30]. Alexandre consegue, durante seus 37 anos de reinado, levar o território judaico à sua extensão máxima desde que o país fora devastado pelos babilônios cerca de 500 anos antes. E. Schürer sintetiza assim as conquistas de Alexandre Janeu: "No sul os idumeus foram subjugados e judaizados; no norte o domínio de Alexandre se estendia até a Selêucia sobre o lago Merom. A costa, onde Jope fora outrora a primeira conquista dos Macabeus, estava agora quase inteiramente sob controle judaico. Com exceção de Ascalon, que conseguiu conservar a independência, todas as cidades costeiras da fronteira egípcia ao monte Carmelo foram conquistadas por Alexandre. Além disso, todo o país a leste do Jordão, do lago Merom ao mar Morto, ficou sob seu domínio, inclusive um número de importantes cidades que até então tinham sido centros de cultura grega como Hippos, Gadara, Pela, Díon e outras"[31]. Alexandre morre, em 76 a.C., quando combate os nabateus na fronteira gerasena, enquanto sitia a fortaleza de Ragaba. Mas, segundo F. Josefo, Alexandre morre de doença e não em combate, provavelmente por consumo excessivo de bebidas alcoólicas[32]. 10.5. Salomé Alexandra e o Poder dos FariseusSegundo Flávio Josefo, ao morrer, Alexandre Janeu deixa o trono para sua esposa Salomé Alexandra e faz-lhe a seguinte recomendação: "Se quiserdes seguir o meu conselho podereis conservar o reino e também os nossos filhos. Ocultai minha morte aos meus soldados até que esta praça [Ragaba] tenha sido tomada. Depois que voltardes vitoriosa a Jerusalém, procurai conquistar o afeto dos fariseus, dando-lhes alguma autoridade, a fim de que a honra que lhes concedeis os leve a louvar publicamente, perante o povo, a vossa magnanimidade. Eles gozam de tanto poder sobre seu espírito, que fazem amar ou odiar o que eles querem (...) Dai-lhes vossa palavra, em seguida, de que nada fareis no governo do reino, senão por seu conselho"[33]. Esta notícia pode ser verdadeira ou não. Talvez Josefo esteja apenas relatando, baseado em alguma tradição, inventadas causas para um efeito real: Salomé Alexandra governa durante nove anos apoiada pelos fariseus, que estão rompidos com os Macabeus desde João Hircano I[34]. De fato, segundo o mesmo Josefo, o poder é partilhado entre a resoluta rainha e os fariseus[35]. Através destes relatos de Flávio Josefo podemos concluir que, na verdade, os fariseus devem ter aumentado - ou iniciado? - seu poder no aristocrático senado criado muito antes pelos Ptolomeus para mais facilmente controlar o país. É através da gerousia, o futuro Sinédrio, que os fariseus começam de fato a legislar, oficializando o seu já imenso poder sobre o povo judeu. E. Schürer comenta a propósito: os fariseus "podiam exercer tal autoridade somente se fossem um fator determinante no órgão administrativo supremo, a gerousia. Esta portanto, deve ter sofrido uma importante transformação. Enquanto era constituída, até então por representantes da nobreza e dos sacerdotes, agora deve ter admitido também mestres fariseus"[36]. Estas medidas desmobilizam os intermináveis conflitos internos. Conta muito também o fato de ser nomeado para o sumo sacerdócio o filho mais velho de Alexandre Janeu, Hircano, segundo Josefo, homem sem ambições, pouco apto para o governo e que gosta de viver na ociosidade. Isto deixa amplo espaço para a atuação dos fariseus[37]. Por outro lado, Salomé Alexandra não é nada ingênua nesta atribuição de poder aos fariseus. Além de reforçar a estrutura de seu exército com novos mercenários e, de fato, comandá-lo, ela entrega a defesa das fronteiras do país nas mãos de seu outro filho, Aristóbulo, mais jovem que Hircano, ambicioso, ousado, empreendedor. E este comanda várias fortalezas, assessorado por oficiais saduceus[38]. Obviamente os fariseus fazem várias tentativas para punir os saduceus, que apoiavam Alexandre Janeu e eram também responsáveis pela morte de tantos partidários seus; ao mesmo tempo que os saduceus, liderados por Aristóbulo fazem exatamente o jogo contrário. Mas Salomé Alexandra controla a situação, que só irá explodir após sua morte aos 73 anos de idade. Talvez seja este o maior defeito de seu governo: a curto prazo, os conflitos são controlados, gerando próspero e pacífico período; mas, a longo prazo, a "bomba" está sendo armada para detonar nas mãos de seus filhos. [13]. Cf. JOSEFO, F., Antiquitates Iudaicae XIII, 299-302. [14]. Cf. SACCHI, P., Storia del mondo giudaico, p. 118. [15]. Diz JOSEFO, F., Antiquitates Iudaicae XIII, 303: "A esse crime [de matar a mãe] acrescentou o de mandar matar seu irmão Antígono, que ele mostrara amar tanto. Calúnias foram a causa disso". [16]. Idem, ibidem XIII, 301. [17]. ESTRABÃO, Geographica XVI, 762. Cf. o texto de Estrabão em STERN, M., Greek and Latin Authors on Jews and Judaism I, pp. 301-302. [18]. JOSEFO, F., Antiquitates Iudaicae XIII, 319. Timagenes é um historiador alexandrino do século I a.C. Cf. STERN, M., o. c., pp. 222-226. [19]. Sobre esta questão, cf. SCHÜRER, E., Storia del popolo giudaico al tempo de Gesù Cristo I, p. 282; STERN, M., o. c., pp. 225-226. É possível que os itureus habitem apenas as partes norte e nordeste da Galiléia e também que a anexação deste território (Galiléia) tenha começado antes do governo de Aristóbulo I. A questão é controvertida. [20]. JOSEFO, F., Antiquitates Iudaicae XIII, 320. [21]. Idem, ibidem XIII, 348ss. [22]. Idem, ibidem XIII, 362-364. [23]. Durante a festa dos Tabernáculos cada participante leva uma folha de palmeira e um limão. Este é o costume da época. [24]. Cf. JOSEFO, F., Antiquitates Iudaicae XIII, 372-373. [25]. Cf. Idem, ibidem XIII, 375. [26]. Cf. Idem, ibidem XIII, 379. [27]. Cf. Idem, ibidem XIII, 380. [28]. Para a história da guerra dos aliados, cf. ROSTOVTZEFF, M., História de Roma, Rio de Janeiro, Zahar, 19774, pp. 107-118; NICOLET, C., Roma y la conquista del mundo mediterráneo 264-27 a. de J. C. I, Barcelona, Editorial Labor, 1982, pp. 207-216; BLOCH, L., Lutas sociais na Roma antiga, Publicações Europa-América 19742, pp. 137-212; ALFÖLDY, G., A história social de Roma, Lisboa, Editorial Presença, 1989, pp. 81-109. [29]. PAUL, A., O judaísmo tardio, pp. 198-199. [30]. Cf. JOSEFO, F., Antiquitates Iudaicae XIII, 392. Josefo não especifica que concessões são essas. Apenas diz: "Ele [Aretas] entrou com soldados na Judéia, venceu o rei Alexandre, perto de Adida, e voltou depois de ter conversado com ele". [31]. SCHÜRER, E., Storia del popolo giudaico al tempo di Gesù Cristo I, pp. 292-293. A extensão do território judaico à época da morte de Alexandre Janeu nos é conhecida através do relato de JOSEFO, F., Antiquitates Iudaicae XIII, 395-397. A história das cidades da região pode ser lida em PAUL, A., O judaísmo tardio, pp. 206-218. [32]. Cf. JOSEFO, F., Antiquitates Iudaicae XIII, 398. [33]. JOSEFO, F., Antiquitates Iudaicae XIII, 401-404. [34]. Sobre a data da morte de Salomé Alexandra existe alguma divergência. Ou ela morre em 67 a.C., como afirmo acima, ou em 69 a.C., como sustentam alguns autores. Sobre a questão, cf. SCHÜRER, E., Storia del popolo giudaico al tempo di Gesù Cristo I, pp. 262-263, nota 1. [35]. "Assim ela tinha só o nome de rainha e os fariseus gozavam de todo o poder que lhes dava a realeza. Faziam voltar os exilados, libertavam os prisioneiros e em nada se diferenciavam dos soberanos", avalia JOSEFO, F., Antiquitates Iudaicae XIII, 408-409. [36]. SCHÜRER, E., Storia del popolo giudaico al tempo di Gesù Cristo I, p. 296. [37]. Cf. JOSEFO, F., Antiquitates Iudaicae XIII, 405ss. [38]. Comenta SACCHI, P., Storia del mondo giudaico, p. 123: "Enviando os principais líderes saduceus para as fortalezas, Alexandra conseguia subtraí-los às vinganças farisaicas e dava o comando do exército a homens que, neste tempo, tinham experiência". |