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5.O Reino de Judá5.1. Os Reis de Judá
5.2. A Reforma de Ezequias e a Invasão de SenaqueribEm Judá, a dinastia davídica durou até o fim do reino. Não houve tantas lutas e golpes de Estado, como no norte. Um ou outro assassinato, coisas normais nas cortes. De Roboão a Joatão (de 931 a 734 a.C.) temos pouco a assinalar. Resumidamente:
Devemos retomar a história de Judá com Acaz (734/3-716 a.C.). A ameaça conjunta das forças israelitas do norte e sírias em 734 a.C. levou o desprotegido Judá a invocar o auxílio da Assíria. Deu resultado, mas para ter esta proteção Judá perdera toda a sua independência. Acaz acabou vassalo da Assíria, pagando-lhe tributo e rendendo homenagem aos deuses assírios. Como, aliás, dissera o profeta Isaías. No célebre oráculo de 7,1-17 Isaías aconselhou o rei a não temer os invasores e a manter-se firme na fé em Iahweh. Como Acaz se recusa, treme de medo e pede o auxílio da Assíria, o profeta fala de um sinal, um menino que está para nascer - provavelmente Ezequias - e que será a esperança de Judá. A situação econômica estava péssima. Judá perdera províncias que lhe pagavam impostos. E como era de se esperar, o tributo assírio não foi suave, penalizando a população.
Assim, a esperança reapareceu com o filho de Acaz, Ezequias. Associado ao trono desde criança, em 728/7 a.C., Ezequias, ao ser coroado em 716/15 a.C. começou uma reforma no país para tentar debelar a crise. Esta reforma implicava aspectos religiosos e sociais, profundamente interligados no javismo. Entre outras coisas, Ezequias retirou do Templo de Jerusalém símbolos idolátricos, como a serpente de bronze dos cultos cananeus, construiu novo bairro em Jerusalém para abrigar os refugiados do norte, regulamentou a coleta de impostos, defendeu os artesãos contra seus exploradores, criando associações profissionais etc. A reforma de Ezequias só foi possível porque, após a conquista de Samaria, Sargão II esteve ocupado com uma violenta revolta na Babilônia e com várias rebeliões na Ásia Menor. E, por isso, não pôde intervir na Palestina. Por outro lado, Ezequias se recusou a aderir às tramas da política egípcia que insuflava revoltas anti-assírias permanentes na Palestina. Se a reforma não foi maior é porque isto implicava em rebelião declarada contra a Assíria. O que de fato acabou acontecendo, por ocasião da morte de Sargão II. Rebelião desastrosa para a reforma de Ezequias. |