História de Israel
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História de Israel

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre Mênfis e Heliópolis havia um grande cemitério, onde foram construídas as famosas pirâmides e a esfinge. Ali, depois da invasão muçulmana, foi construída a cidade do Cairo, a atual capital do Egito. Sobre as pirâmides, uma curiosidade apenas: as três grandes pirâmides, de Quéops, Quéfren e Miquerinos foram construídas entre os anos 2700 e 2500 a.C. A Pirâmide de Khéops - Giza Plateau Computer Model Grande Pirâmide, a de Quéops, tem 147 metros de altura, uma base quadrada de 217 metros e foi construída com cerca de dois milhões e trezentos mil blocos de pedra lavrada, pesando cada uma cerca de duas toneladas e meia.

A noroeste do delta, Alexandre Magno mandou construir Alexandria em 331 a.C., cidade que se tornou célebre porto e grande centro cultural.Vivia ali importante colônia judaica.

No delta está Avaris (Tânis, Zoan), capital do Egito sob os hicsos, um povo asiático que invadiu o país em 1670 a.C. e o dominou durante um século.

LótusA agricultura, atividade básica do país, era regulada pelos três típicos períodos egípcios: a inundação (julho-outubro), a semeadura (novembro-fevereiro) e a colheita (março-junho).Homem egípcio

A irrigação era fundamental: faziam-se tanques ao longo do rio, através de um sistema de diques construídos em ângulo reto em relação ao Nilo. Canais de tamanhos e extensões variáveis levavam as águas das cheias a alguns quilômetros de seu leito, fertilizando as terras cultiváveis.

As sementes eram lançadas na terra quando ainda havia a lama das enchentes. Em seguida, faziam passar sobre os campos o gado miúdo e, às vezes, com a ajuda de arados e enxadas, estas eram cobertas pela terra.

Jovem egípcia

Os egípcios cultivavam cereais como o trigo, a cevada, o linho. Praticavam a horticultura, plantando especialmente o alho, a cebola, pepino, alface etc. As árvores frutíferas, a videira e outras plantas também eram conhecidas. O azeite de oliva era importado.

O gado compunha-se de bovinos, asininos, eqüinos, caprinos, ovinos e suínos. Criados especialmente nas regiões pantanosas do delta. Criavam também aves, como gansos, patos e pombos. Praticava-se a pesca, importante na alimentação.

A mão-de-obra básica era a camponesa. Homens livres que viviam em aldeias espalhadas ao longo do Nilo. Mas na entressafra eram eles que trabalhavam, em regime obrigatório, nas grandes obras estatais, como a construção de túmulos, palácios e templos. Os escravos existiam, mas não constituíam a mão-de-obra dominante.

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As terras pertenciam, na sua maioria, ao Estado, aos templos, a grandes proprietários da nobreza e, em menor proporção, aos pequenos proprietários que nela trabalhavam. Um dos traços mais visíveis da economia egípcia antiga era o estatismo faraônico. O controle da vida econômica passava na sua quase totalidade pelo rei, seus funcionários e templos. Este rígido controle da economia colocava nas mãos do Estado a quase totalidade do excedente econômico, que, obviamente, era distribuído segundo a lógica das classes dominantes: quem ficava com a maior parte eram as aristocracias sacerdotal, burocrática e militar.

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A história egípcia é tradicionalmente dividida em dinastias. Isto se deve a um sacerdote egípcio da época ptolomaica, chamado Maneton que escreveu uma História do Egito, hoje perdida, mas cujos fragmentos foram transmitidos por outros autores. Falcão Em particular, temos as listas das casas reais egípcias ou dinastias. Maneton "deve ter utilizado os arquivos dos templos de sua época. Apesar dos erros contidos em suas listas, e outros devidos a sucessivos copistas, e embora saibamos que houve dinastias paralelas (em épocas de divisão política), efêmeras ou mesmo inexistentes, o contexto cronológico habitualmente seguido para a História egípcia continua usando o quadro defeituoso, mas segundo parece, insubstituível, de tais dinastias. Engloba-as , porém, em divisões mais vastas: Reino Antigo, Reino Médio, Reino Novo e Época Tardia, sendo tais fases básicas separadas entre si por três 'períodos intermediários', épocas de anarquia, descentralização do poder, declínio econômico, ásperas lutas sociais e políticas e mesmo fases de domínio estrangeiro.

Apesar dos progressos constatáveis na cronologia da História do Egito antigo, às vezes com base em fatos astronômicos datáveis, muita incerteza subsiste em quase todas as datas anteriores a 664. A margem de erro no início da História dinástica é de até 150 anos; as datas do Reino Médio são em geral bastante seguras; quanto ao período que se estende do início do Reino Novo a 664, o erro possível é de uma década aproximadamente"[5].

Períodos da História Egípcia

Períodos

Dinastias

Datas a.C.

Duração

Unificação Protodinástico

3100-2920

180 anos

Dinástico Primitivo

I-III

2920-2575

345 anos

Reino Antigo

IV-VIII

2575-2134 441 anos
10 Período Intermediário

IX-X

2134-2040

94 anos

Reino Médio

XI-XIV

2040-1640

400 anos
20 Período Intermediário

XV-XVII

1640-1550

90 anos

Reino Novo

XVIII-XX

1550-1070

480 anos

30 Período Intermediário XXI-XXIV 1070-712 358 anos
Época Tardia XXV-XXX 712-332 380 anos
 

Alguns fatos importantes da história egípcia:

·       A unificação do Alto e Baixo Egito se deu a partir do sul e provavelmente o primeiro faraó - título egípcio que significa "a grande casa"; Faraó aliás o título completo do faraó era composto de 5 nomes, sendo este apenas o quinto - foi um certo Narmer. Ele já usava a dupla coroa: branca do Alto Egito e vermelha do Baixo Egito.

·       Foi durante o período dinástico primitivo que se estabeleceu a forma definitiva da escrita hieroglífica. A mais antiga pirâmide (Pirâmide dos Degraus) foi construída por Zoser, fundador da III dinastia. Mênfis, provavelmente, foi a primeira capital egípcia.

·       A IV dinastia construiu as monumentais pirâmides de Quéops (Khufu), Quéfren (Khafra) e Miquerinos (Menkaura). Foi a época do florescimento clássico do Egito.

·       Nas pirâmides da V e VI dinastias foram encontrados os "Textos das Pirâmides", os escritos religiosos mais antigos do Egito.

·       O primeiro período intermediário é um período de depressão e confusão: o poder passava progressivamente das mãos do faraó para as mãos da nobreza provincial hereditária. Houve uma tumultuada revolução social. O interesse pela justiça social está refletido no famoso escrito "O camponês eloqüente" e o pessimismo aparece em "O diálogo de misantropo com a sua alma".

·       Foi Mentuhotep, príncipe tebano da XI dinastia, que, por volta de 2040 a.C., reunificou o império. Capital: Tebas. A XII dinastia transferiu-a para Mênfis, inaugurando um dos períodos mais estáveis do Egito: houve desenvolvimento agrícola, literário, científico, político ("democratização" de certas prerrogativas reais, como: a vida futura não é mais um privilégio do faraó apenas, mas os nobres devidamente sepultados podem tê-la).

·       Durante o segundo período intermediário houve novo declínio do poder, por pressão da nobreza feudal e de estrangeiros. Os hicsos conquistam o Egito em 1670 a.C. e o dominam durante um século. Capital hicsa: Avaris.

·       A XVIII dinastia, comandada por Amósis, expulsa os hicsos e transforma o Egito na maior potência mundial. A capital volta para Tebas. Tutmósis III foi quem levou o Egito ao auge do poder, estendendo seu domínio até oAkhenaton Eufrates. Amenófis IV (= Akhenaton) declarou Aton (= o disco solar) o deus principal e construiu uma nova capital Akhetaton (= o horizonte do disco solar). Entrou em choque com os poderosos sacerdotes de Amon. Seu genro e sucessor Tutankhaton restaurou o antigo culto, levou a capital para Tebas novamente e mudou seu próprio nome para Tutankhamon.

·       Ramsés II, o suposto faraó do êxodo de Israel, era da XIX dinastia, período do reino novo. Seu filho Merneptah cita Israel numa estela, por volta de 1220 a.C.: é a primeira menção extra-bíblica deste povo. Diz o texto: "Os príncipes estão prostrados dizendo: paz. Entre os Nove Arcos nenhum levanta a cabeça. Tehenu [ Líbia] está devastado; o Hatti está em paz. Canaã está privada de toda a sua maldade; Ascalon esta deportada; Gazer foi tomada; Yanoam está como se não existisse mais; Israel está aniquilado e não tem mais semente. O Haru [Canaã] está em viuvez diante do Egito".

·       Durante a XX dinastia o Egito é invadido pelos "povos do mar", dos quais fazem parte os filisteus.

WHO WAS WHO AMONG THE ROYAL MUMMIES

 

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[5]. CARDOSO, C. F. S., O Egito antigo, São Paulo, Brasiliense, 1982. Os especialistas seguem cronologias variadas. Só para mencionar duas das mais cotadas, Ciro Flamarion S. Cardoso, que acabei de citar, usa a de BAINES, J. & MÁLEK, J., Atlas of Ancient Egypt, Oxford, Phaidon, 1980 (em português: BAINES, J. & MÁLEK, J., O Mundo Egípcio. Deuses, Templos e Faraós, 2 vols., Madrid, Edições del Prado, 1996, Coleção Grandes Impérios e Civilizações), enquanto outros preferem a de GARDINER, A., Egypt of the Pharaohs, London, Oxford University Press, 1974.