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História de Israel - History of Israel
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A planície situada nos vales dos rios Tigre e Eufrates é
chamada comumente de Mesopotâmia, nome que vem do grego e significa (terra)
entre rios, notadamente o Tigre e o Eufrates. A Bíblia chama a esta terra
de paddan aram ou aram
naharayim (Síria dos dois rios). A Mesopotâmia foi berço de
civilizações
antiqüíssimas e importantes, como os sumérios, os acádios, os assírios e os
babilônios.
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Os sumérios construíram a sua civilização na Baixa Mesopotâmia entre os anos de 2800 e 2370 a.C., mais ou menos. As escavações feitas em Uruk revelaram o uso da escrita cuneiforme (sinais em forma de cunha) desde o início do III milênio. Foram os sumérios os inventores da escrita.
O
chefe da cidade suméria tem o título de En
(= senhor), de conotação religiosa. Ele dirige o culto, nas cenas gravadas nos
cilindros. As únicas construções oficiais são os templos: as cidades eram
dirigidas por senhores eclesiásticos, auxiliados por "anciãos", que
formavam uma assembléia.
O culto era celebrado para Inanna (a futura Ishtar), deusa da fecundidade e do amor, e para An, deus do céu. O templo era um centro econômico: possuía terras, onde cultivavam-se a cevada e o trigo. Também a horticultura, a vinha e a palmeira eram conhecidas. Usavam arados. Criavam principalmente carneiros e cabras e, mais raros, bois. Aparece o asno e o porco, assim como um carro de 4 rodas e o barco.
Há, no trabalho dos templos, marceneiros, ferreiros, ourives e ceramistas. O metal mais citado é o cobre. Também já conheciam a prata e o ouro. Havia mercadores e um comércio privado.
É impossível saber quando chegaram os sumérios à Baixa
Mesopotâmia. Mas, pelo menos pode-se perceber que eles se misturaram às
antigas culturas
populares locais, talvez subários e populações de língua
semítica. Parece que estavam na região na segunda metade do IV milênio a.C.
As cidades mais importantes eram: Adab, Zabalam, Umma, Bad-Tibira, Lagash, Akshak, Kish, Nippur, Shurupak, Uruk e Ur. Permaneceram sempre isoladas, na forma de cidades-estado. Cada uma possuía ao seu redor um cinturão de aldeias e eram separadas por pântanos e desertos, característicos da região.
Avançando um pouco mais no tempo e pesquisando outros lugares além de Uruk, os especialistas descobriram que as cidades organizavam-se ao redor dos templos e palácios reais.
No palácio vivia o rei, que era apenas um administrador do Estado, pertencente, na verdade, ao deus. Lugal (rei) era o seu título ou Ensi (chefe das cidades, governador, vice-rei), que indicava um poder menor do que o primeiro. O rei era sacerdote (mantinha os santuários), era juiz supremo, chefe militar e administrador dos canais de irrigação. Sua residência era mais uma fortaleza do que um palácio. Suas tropas chegavam a uma média de 600 a 700 homens, reforçados, na guerra, por camponeses. Além de uma infantaria armada de lanças, abrigada por grandes escudos e capacetes, havia carros de guerra com 4 rodas compactas, puxados por quadrigas de burros.
Não se sabe quando se formou a monarquia suméria; mas era uma monarquia militar, que entrou em luta com os chefes religiosos pelo controle interno das cidades e com as outras cidades em massacres periódicos. Contudo não permaneceram unificadas por muito tempo. Foi a função guerreira que fez surgir a realeza.
Esta fase de guerras constantes, a partir de 2800 a.C., mais ou menos, início da idade clássica sumeriana, levou à construção de grandes muralhas nas cidades. Uruk tinha muralhas de 9,5 km de extensão, com mais de 900 torres semicirculares, cobrindo uma superfície de 5 km2.
Lagash e Umma foram duas das cidades que mais dominaram suas vizinhas. Já a cidade de Nippur parecia ser uma espécie de território neutro, centro de uma anfictionia ou confederação.
Os templos podiam ter várias formas, mas a disposição interna era a mesma em qualquer lugar. As estátuas não são muito bonitas, são toscas demais. Revelam-nos o vestuário da época: o mais usado era o Kaunakés, espécie de saia com longas franjas estilizadas, em forma de lingüetas.
Na literatura produziam-se textos sapienciais, hínicos, épicos e mitológicos. A religião tem predominância naturista: os cultos da fertilidade estavam em primeiro plano. No ritual exerciam funções importantes a grã-sacerdotisa e o rei, simbolizando o casamento sagrado entre um deus (Dumuzi?) e uma deusa (Inanna). Em meados do III milênio, porém, deu-se uma transposição da temática naturista para a cósmica (os deuses passam a figurar elementos do cosmos), embora a primeira permanecesse.
Uma classificação possível para as cosmogonias mesopotâmicas pode ser a seguinte, baseada na cronologia e no gênero:
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TEXTOS SUMÉRIOS: Cosmogonias do 30 milênio até começo do 20 milênio a.C. |
TEXTOS ACÁDICOS: Cosmogonias da metade do 20 milênio até o 10 milênio a.C. |
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Listas de deuses: 3 textos |
Cosmogonias menores: |
| 1. SLT 122-124 | 1. Encantamentos: 3 textos |
| 2. TCL XV 10 = lista De Genouillac | 2. Textos Namburbi |
| 3. Lista do deus An = Anum | 3. Fundações ou refundações de Templos: 4 textos |
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4. Disputas entre criaturas: · Disputa entre dois insetos · Disputa entre o Tamarindo e a Palmeira · Disputa entre o Boi e o Cavalo |
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| 5. Prólogos ao Grande Tratado Astrológico: 2 textos | |
| 6. VAT 17019 | |
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Textos narrativos de Nippur - motivo cósmico: 6 textos |
Cosmogonias antológicas |
| 1. Gilgamesh, Enkidu e o Inferno |
Atrahasis |
| 2. Casamento de An e Ki em meio à tempestade |
Enuma elish |
| 3. A disputa entre a Árvore e o Junco | |
| 4. NBC 11108 | |
| 5. Hino ao Templo de Eridu | |
| 6. Louvor à Enxada | |
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Textos narrativos de Eridu - motivo ctônico: 5 textos |
A Teogonia Dunnu |
| 1. Enki e a Ordem do Mundo | |
| 2. Enki e Ninhursag (ou Mito do Dilmun) | |
| 3. A disputa entre o Pássaro e o Peixe | |
| 4. Enki e Ninmah | |
| 5. História Suméria do Dilúvio | |
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Um único texto: KAR 4 |
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* Abreviações: SLT: CHIERA, E., Sumerian Lexical Texts from the Temple School of Nippur, Chicago, Chicago University Press, 1929. TCL: Textes cunéiformes - Musée du Louvre, Paris. De Genouillac: DE Genouillac, H., Grande Liste de noms divins sumériens, RA 20 (1923), pp. 86-106. DE Genouillac, H., Liste alphabétique des dieux sumériens, RA 25 (1928), pp. 137-139. NBC: Nies Babylonian Collection, Yale University. VAT: Vorderasiatische Abteilung Tontafeln - Coleção de tabuinhas cuneiformes do Museu de Berlim. KAR: EBELING, E. (ed.), Keilschrifttexte aus Assur religiösen Inhalts, Wissenschaftliche Veröffentlichnungen der deutschen Orientgesellschaft XXVIII, XXXIV, Leipzig, 1919,1923. |
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