Observatório Bíblico

Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

O Sepulcro Esquecido de Jesus foi ressuscitado

Ou enterrado de vez?

Quem não se lembra do polêmico Sepulcro Esquecido de Jesus ou Tumba de Talpiot?

Pois então leia em The Bible and Interpretation:

Talpiot Dethroned
We have noted that a number of scholars have misstated facts in analyzing the statistics of the tomb. We also acknowledge that despite these errors, the Talpiot tomb might not be the Jesus family tomb. Nevertheless, an analysis on the calculations of the names in the tomb should at least be accurate and based on acceptable statistical methods.

By Kevin Kilty, Department of Physics and Engineering LCCC, Wyoming. With Mark Elliott, Editor, Bible and Interpretation - January 2010

Leia Mais:
O Sepulcro Esquecido de Jesus

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Domingo, Março 16, 2008

The Passion - A Paixao. Na BBC a partir de hoje

Começa a Semana Santa [Holy Week], o tema da Paixão de Cristo é oportuno.

Pois Mark Goodacre foi convidado pela BBC para ser o consultor histórico da série The Passion [A Paixão], que a emissora inglesa, em co-produção com a HBO, começa a apresentar hoje.

Mark Goodacre tem competência de sobra para a função: é especialista em Novo Testamento e acompanha filmes e documentários bíblicos com paixão, com o perdão do trocadilho.

Vale a pena acompanhar, através do NT Gateway Weblog, do Mark, os acontecimentos que envolvem esta série. Inclusive a polêmica gerada pela posição alternativa de Jesus na cruz. Posição defendida por Mark Goodacre, criticada por outros, como o Sunday Telegraph.

Para as datas de apresentação veja o Episode Guide.

Acompanhe a partir de 27 de fevereiro os diários de viagem de Mark Goodacre em Passion Première: Travel Diary I e seguintes. Mark é inglês, mora e leciona na Universidade Duke, nos EUA, e foi a Londres para este trabalho.

Em seguida, siga o marcador (label) BBC Passion do NT Gateway Weblog.

E vale a pena conferir também outros blogs, como o de Antonio Lombatti, no post Crucifixion on BBC 'The Passion' (em italiano), com a reprodução das posições possíveis de um crucificado.

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Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008

Charlesworth sobre a Conferencia de Jerusalém

Estão lembrados da controvérsia?

É só reler A controvertida Tumba de Talpiot e Tumba de Talpiot: a controvérsia continua.

E ir para Rebutting Sensational Claims Concerning a Symposium in Jerusalem. De J. H. Charlesworth.

No site do SBL Forum. Leia.

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Terça-feira, Fevereiro 12, 2008

Mel Gibson e sua paixão

Depois de tanto bafafá [veja aqui sinônimos], em 2004, causado pelo filme A Paixão de Cristo, aí está, no noticiário, de novo, Mel Gibson e sua paixão...

Deviam chamar Pilatos para julgar o caso.

Roteirista de "A Paixão de Cristo" processa Mel Gibson por má-fé - Folha Online - 12/02/2008 - 12h45

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Sexta-feira, Janeiro 25, 2008

Ainda Talpiot

Stephen Pfann, em The View from Jerusalem, faz hoje um apanhado da abordagem da Conferência de Jerusalém sobre a Tumba de Talpiot pela mídia que, como se vê, não combina com as posturas dos participantes do evento.

Leia: The Media and Three Surveys by the Tomb Symposium Participants

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Quinta-feira, Janeiro 24, 2008

Tumba de Talpiot: a controversia continua

A Tumba de Talpiot, debatida recentemente por dezenas de especialistas em uma conferência em Jerusalém, continua gerando controvérsias. Por exemplo:

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Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

A controvertida Tumba de Talpiot

Mark Goodacre publicou hoje, a pedido dos Professores Eric Meyers e Jodi Magness, em seu NT Gateway Weblog, a seguinte declaração sobre a Tumba de Talpiot e a Conferência de Jerusalém:

The Talpiot Tomb Controversy Revisited
A firestorm has broken out in Jerusalem following the conclusion of the “Third Princeton Theological Seminary Symposium on Jewish Views of the Afterlife and Burial Practices in Second Temple Judaism: Evaluating the Talpiot Tomb in Context.” Most negative assessments of archaeologists and other scientists and scholars who attended have been excluded from the final press reports. Instead the media have presented the views of Simcha Jacobovici, who produced the controversial film and book “The Lost Tomb of Jesus” with Hollywood director James Cameron, and who claims that his identification has been vindicated by the conference papers. Nothing further from the truth can be deduced from the discussion and presentations that took place on January 13-17, 2008...

E, após várias considerações, a conclusão:
To conclude, we wish to protest the misrepresentation of the conference proceedings in the media, and make it clear that the majority of scholars in attendance – including all of the archaeologists and epigraphers who presented papers relating to the tomb - either reject the identification of the Talpiot tomb as belonging to Jesus’ family or find this claim highly unlikely.

Leia o texto completo.

Texto que é firmado por:
Professor Jodi Magness, University of North Carolina at Chapel Hill
Professor Eric M. Meyers, Duke University
Choon-Leong Seow, Princeton Theological Seminary
F.W. Dobbs-Allsopp, Princeton Theological Seminary
Lee McDonald, Princeton Theological Seminary, visiting
Rachel Hachlili, Haifa University
Motti Aviam, University of Rochester
Amos Kloner, Bar Ilan University
Christopher Rollston, Emmanuel School of Religion
Shimon Gibson, University of North Carolina at Charlotte
Joe Zias, Science and Antiquity Group, Jerusalem
Jonathan Price, Tel Aviv University
C.D. Elledge, Gustavus Adolphus College

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Conferencia em Jerusalem avalia Tumba de Talpiot

Na semana passada, de 13 a 16 de janeiro de 2008, vários especialistas (e outros nem tanto), estiveram reunidos em Jerusalém para uma Conferência sobre a Tumba de Talpiot. Tumba que ficou muito conhecida através do filme O Sepulcro Esquecido de Jesus.

O tema da conferência foi Jewish Views of the After Life and Burial Practices in Second Temple Judaism. Evaluating the Talpiot Tomb in Context. Este link conduz ao programa da conferência.

Os debates não podiam deixar de suscitar controvérsias, em matéria tão sensível.

Leia sobre o evento em The View from Jerusalem, e, se quiser, em outros biblioblogs, pois muitos noticiaram e discutiram o assunto.

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Segunda-feira, Novembro 12, 2007

Ainda o controvertido Sepulcro Esquecido de Jesus

Esta notícia também é muito interessante. Quem disse que O Sepulcro Esquecido de Jesus está esquecido? Veja no Toronto Star, canadense, a posição crítica de Martin Himel sobre o filme de Jacobovici, que em seu próprio documentário questiona as conclusões de O Sepulcro Esquecido de Jesus. O mais interessante: em seu trabalho, Himel encontrou dois ossuários com a inscrição "Jesus, filho de José", além do que os 10 ossuários da Tumba de Talpiot devem ter guardado algo em torno de 35 ossadas e não apenas os ossos de uma só pessoa em cada um... o que detona o exame de DNA!

TheStar.com: Toronto - Canada - Nov 12, 2007 04:30 AM

By Stuart Laidlaw - Faith and Ethics Reporter

New film tackles the Jesus tomb controversy
Martin Himel wants to first stress that he and Simcha Jacobovici are friends. In fact, when Jacobovici's controversial film The Lost Tomb of Jesus was released last March, Himel was invited to the premiere. That's when the trouble started. "It was a point-of-view documentary," the Canadian-born filmmaker says in an interview from Tel Aviv, where he is based. "I felt the picture was quite limited." So the maker of such documentaries as End of Days and Confrontation at Concordia, who himself has been accused in the past of taking a strong point of view, set about to take a more balanced look at the tomb around which Jacobovici based his film. Archaeological Minefields airs tonight on Vision TV at 11, following a rebroadcast of Jacobovici's film at 9 p.m. A third film, Unearthed: The Talpiot Tomb, airs at 2 a.m. All three repeat later in the week. The Lost Tomb was released last winter to immediate controversy. Evangelical Christian groups attacked its contention that Jesus may have married Mary Magdalene and had a son, based on a series of bone boxes found in a Jerusalem tomb bearing Holy Family names (...) Himel says extra sensitivity must be shown with such stories, calling archaeology a "flimsy yardstick" on which to base such a contentious theory. Archaeologists also attacked Jacobovici's film, saying he overstated his case. The names found in the tomb – Jesus, Mary, Joseph and others – were very common at the time. In his work, Himel found two ossuaries with the inscription "Jesus, son of Joseph," even though the impression in Jacobovici's film was that the inscription was unique. Perhaps the most damning of Himel's findings is that ossuaries were routinely reused over several generations, and that the 10 ossuaries in the Jesus tomb may have held up to 35 separate sets of bones [sublinhado meu]. In the film, archaeologist Joe Zias calls it "intellectually dishonest" to suggest each box held one set of bones. That means the inscriptions found on the ossuaries do not necessarily represent a nuclear family, as implied in Jacobovici's film. It also indicates that results of DNA tests on bone fragments in the boxes labelled "Jesus" and "Mary Magdalene" are largely meaningless. The results had suggested the people were married, since they weren't related. "This obviously becomes an issue with DNA," says Himel, who says in the film that Jacobovici is criticized by experts for trying to prove a "pre-existing conclusion." Himel says his friend Jacobovici, who is featured in Archaeological Minefields defending his work, may have got caught up in the excitement of "hitting the archaeological jackpot" and the drive to make headlines. Jacobovici should have shown more of the caution and humility typical of archaeological work, which limits how far professionals go with their claims, he says...

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Sábado, Julho 21, 2007

O Sepulcro Esquecido de Jesus: de novo

Para quem perdeu a coisa toda em março deste ano, o filme - com pose de documentário - O Sepulcro Esquecido de Jesus estará novamente no Discovery Channel nestes dias, aqui no Brasil, nos seguintes horários:
  • domingo, dia 22: 20h00
  • segunda, dia 23: 00h00, 03h00, 06h00 e 14h00
Antes de ver o filme, que provocou tanta polêmica, leia mais sobre ele aqui, aqui e aqui.

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Sexta-feira, Junho 01, 2007

Papagaiada

Algumas intromissões são mais intromissões do que outras?
Senado aprovou resolução defendendo retorno da RCTV, na Venezuela. Reação de Chávez é criticada por desrespeitar Congresso e intrometer-se em assuntos internos do Brasil. E o Senado não se manifestou sobre assuntos internos da Venezuela?
Leia o artigo de Marco Aurélio Weissheimer em Carta Maior - 01/06/2007

Dia Histórico para a Humanidade
Com a RCTV, cai também boa parte da credibilidade das corporações de mídia em todo o mundo. Seja a CNN, que falsificou imagens de protestos; sejam as agências de notícias ligadas a Washington ou as emissoras privadas da América Latina, que apoiaram o golpe na Venezuela em 2002. No Brasil, o ímpeto contra Hugo Chávez já coleciona distorções, meias verdades e mentiras inteiras.
Leia o artigo de Marcelo Salles em Fazendo Media - 31/05/2007

O caso RCTV e a liberdade de imprensa
A mídia sai em defesa da RCTV, acusa Chávez de golpear a liberdade de imprensa e silencia sobre a atuação golpista da emissora. Devia ouvir ex-editor da CNN e ex-gerente da RCTV que defendeu a cassação da concessão da emissora, por sua participação no golpe de 2002.
Leia o artigo de Marco Aurélio Weissheimer em Carta Maior - 29/05/2007

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Quarta-feira, Maio 02, 2007

Jodi Magness fala sobre The Lost Tomb of Jesus

Neil Godfrey, ou Vridar, da Austrália, noticiou que: Radio National’s The Ark program has completed a 3 part series on the so called Jesus tomb with a Rachel Kahn interview of Jodi Magness. Veja aqui e aqui.

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Quarta-feira, Abril 25, 2007

The Lost Tomb of Jesus: resenha do DVD

Em DVD Talk, uma ácida resenha de O Sepulcro Esquecido de Jesus, que saiu em DVD.

Escrita por Holly E. Ordway e publicada em 24 de abril de 2007.

Indicação de Joe Zias em ANE-2.

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Segunda-feira, Abril 23, 2007

Batismo de Sangue e os bastidores da ditadura

Batismo de Sangue: site do filme

Batismo de Sangue: Frei Betto
A arte brasileira adianta-se ao governo e escancara os bastidores da ditadura. Este é um filme a ser visto especialmente por quem não viveu os anos de chumbo. Ali está o estupro da mãe gentil, gigante entorpecido, o Brasil sem margens plácidas, arrancado do berço esplêndido, resgatado à democracia pelos filhos que, por amor e esperança, e sem temer a própria morte, não fugiram à luta.

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Terça-feira, Abril 17, 2007

Tumba de Talpiot: Tabor e o recuo dos especialistas

James Tabor está analisando no post Those Backtracking Scholars o artigo que saiu em The Jerusalem Post no dia 11 de abril de 2007, assinado por Etgar Lefkovits, com o título Jesus tomb film scholars backtrack. Neste artigo se diz que seis especialistas que participaram do documentário O Sepulcro Esquecido de Jesus recuaram de suas posições.

Diz o começo do artigo do Jerusalem Post:
Several prominent scholars who were interviewed in a bitterly contested documentary that suggests that Jesus and his family members were buried in a nondescript ancient Jerusalem burial cave have now revised their conclusions.

E acrescenta:
The dramatic clarifications, compiled by epigrapher Stephen Pfann of the University of the Holy Land in Jerusalem in a paper titled "Cracks in the Foundation: How the Lost Tomb of Jesus story is losing its scholarly support," come two months after the screening of The Lost Tomb of Christ that attracted widespread public interest, despite the concomitant scholarly ridicule.

Ainda:
But now, even some of the scholars who were interviewed for and appeared in the film are questioning some of its basic claims.

James Tabor, porém, diz:
Of the thousands of stories that have appeared on the subject of the Talpiot “Jesus” tomb since February 28th this one by Lefkovits has to be ranked, from a journalistic standpoint, as one of the worst of the worst, and given the multiple contenders, this ranking is not an easy one to earn.

E continua:
Lefkovits mentions six scholars who have “backtracked” from their positions in the film – Andrey Feuerverger the statistician, Shimon Gibson, the archaeologist involved in the original excavation, Frank Cross, the renowned Harvard epigrapher, Carney Matheson who did the DNA tests, and Francois Bovon, another Harvard professor who works on Mary Magdalene traditions. Lefkovits ends his story with a naively formulated theological affirmation that seems strangely out of place in a news story: “According to the New Testament, Jesus rose from the dead on the third day after his crucifixion, and an ossuary containing Jesus’ bones – the explanations of the movie director notwithstanding – would contradict the core Christian belief that he was resurrected and then ascended into heaven.” The problem is none of these six scholars have backtraced or repudiated what they presented in the film and Lefkovits did not bother to talk to any of them.

Leia o texto completo. E se não viu o documentário ou acompanhou o debate, clique aqui e aqui.

Obs.: Se o link para o post não funcionar, vá para o blog de James Tabor e procure pelo post. Ele tem o costume de mudar a data de posts, o que faz com que o endereço também mude...

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Quarta-feira, Abril 11, 2007

Em busca de Talpiot

No blog Le Pharisien Libéré, em francês, leia o post Résumés des articles sur Talpiot, onde são indicados alguns biblioblogs com textos sobre o tema da Tumba de Talpiot.

Acrescentaria, além dos citados Pharisien Libéré, Dr. Jim West e Dr. James Tabor, também o conceituado Dr. Mark Goodacre. Sem dúvida.

Mas, o que chamou minha atenção foi: "Le résultat de la recherche sur le blogue du Dr Airton José da Silva Talpiot. C’est en portugais (facile pour ceux qui ont pratiqué l’espagnol du 17ème siècle)"...

Nunca havia pensado nisso: então o português é fácil para quem conhece o espanhol do século XVII? Credo!

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Segunda-feira, Abril 09, 2007

Tabor contesta enunciados sobre a Tumba de Talpiot

James Tabor está respondendo a 20 enunciados recentes sobre a Tumba de Talpiot, pois os considera pura ficção. Até agora, dia 9, às 20h25, horário de Brasília, 5 respostas podem ser lidas em seu blog The Jesus Dinasty. Porém a lista com as “'top twenty fictions' related to the discussion of the Talpiot tomb" já está publicada. Dê uma olhada em The Talpiot Tomb: Separating Truth from Fiction.

James Tabor explica suas razões:
"The passions and emotions on this topic have been high, and correct and reliable information has been hard to come by. In this post I want to attempt to sort through a list of the “fictions” regarding the Tomb, its discovery, and its investigation, focusing on things that have been reported or written over the past month that are, to my knowledge, in error".

Obs.:Se o link permanente acima não funcionar - Tabor já o mudou uma vez pelo menos - clique aqui e procure por aquele post.

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Quinta-feira, Abril 05, 2007

Jesus bebe Coca-Cola e surge mais uma polêmica

Estas duas "marcas", Jesus e Coca-Cola, com alto valor de mercado no mundo atual, estão no epicentro de mais uma polêmica às vésperas da Páscoa... No filme 7 km da Gerusalemme, que seria lançado na Itália amanhã, dia 6 de abril de 2007, Jesus toma uma latinha de Coca-Cola e a coisa se complica... Leia:

Coca-Cola protesta contra filme em que Jesus bebe refrigerante
Um filme sobre Jesus ambientado nos dias de hoje, e que deveria ser lançado durante a Páscoa na Itália, despertou a fúria da gigante do setor de bebidas Coca-Cola. A companhia deu início a um processo contra os produtores do longa "7 km da Gerusalemme" (A Sete Quilômetros de Jerusalém, em tradução livre) devido a uma cena em que Jesus aparece bebendo uma lata do refrigerante. Os produtores tiveram que adiar o lançamento do filme até que a disputa legal seja resolvida. O longa conta a história de um executivo do setor de publicidade em meio a uma crise existencial. Durante a jornada do publicitário a Jerusalém, ele encontra um homem que usa uma túnica e sandálias e afirma ser Jesus. Este homem parece ter todas as respostas certas para os dilemas morais do publicitário. Durante a jornada no filme, há uma cena polêmica: Jesus entra em um carro e abre uma lata de Coca-Cola. Enquanto saboreia o refrigerante, o publicitário afirma: "Deus, que propaganda" (cont.). Fonte: Christian Fraser - BBC Brasil: 04/04/2007 - 17h04.

Polemiche a "7 km da Gerusalemme"
Tratto dal best seller di Pino Farinotti, il film 7 km da Gerusalemme racconta la storia di Alessandro un pubblicitario di 43 anni in profonda crisi. Ha appena perso il lavoro e la moglie lo ha abbandonato portandosi via sua figlia, e tutte le loro risorse. Un giorno, forse in un sogno o in una visione, si ritrova a camminare sulla strada che da Gerusalemme va verso il mare. A 7 km dalla città viene avvicinato da un uomo con indosso dei sandali e una tunica, che afferma di essere Gesù. Inizia così un viaggio che porterà i due a conoscersi e confrontarsi: Alessandro mette più volte alla prova l'uomo che afferma di essere il Messia, chiedendogli di compiere azioni miracolose o di rispondere agli interrogativi esistenziali che si pone da sempre. Alla fine di questo cammino insieme Alessandro sarà in grado di raddrizzare la sua vita? Diretto da Claudio Malaponti con Luca Ward, Alessandro Haber, Rosalinda Celentano e Eleonora Brigliadori e distribuito da Mediafilm dal 6 aprile, 7 km da Gerusalemme punta a smuovere le coscienze attraverso la figura di Gesù, incarnazione della speranza e della voglia di rimettersi in gioco presente in ogni essere umano. Una pellicola dalle tematiche importanti che prima ancora di uscire nelle sale sta già affrontando diverse beghe. Prima fra tutte la questione distributiva: nonostante abbia appena vinto il Busto Arsizio Film Festival, il film si è visto diminuire il numero delle copie da 150 a 50. Secondo uno dei produttori di Artika Film Production, che insieme a Rai Cinema ha realizzato l'opera con il contributo del MiBAC, "il film aveva anche incontrato il favore di molti, a partire da esponenti del Vaticano, poi il clima è cambiato". Come se non bastasse la Coca Cola Italia è sul piede di guerra e minaccia una dispendiosissima azione legale se dal film non verrà tagliata la scena in cui Alessandro offre a Gesù una lattina di Coca Cola e guardandolo bere esclama: "Dio che testimonial". Gli avvocati della multinazionale hanno già inviato alla produzione una lettera imponendo di eliminare la sequenza perché "la compagnia non può accettare che l'immagine di Gesù venga sfruttata per la pubblicità di una bevanda". Ma risolvere la questione è meno facile del previsto: 7 km da Gerusalemme è atteso nei cinema per questo fine settimana e tagliare un'intera scena richiederebbe un nuovo montaggio della pellicola con un conseguente slittamento dell'uscita. Produttori e regista sarebbero già riuniti insieme ai loro legali per capire cosa fare e soprattutto come evitare una causa legale internazionale (cont.) Fonte: di Valentina Neri - Cinecittà News: 2/4/2007.

I produttori Graziano Prota e Angelo Sconda informano che il film “7 Km da Gerusalemme” non uscirà come previsto il 6 aprile per il caso Gesù-Coca Cola. Sono in corso chiarimenti legali per verificare se esiste la possibilità di un cambio di posizione da parte della multinazionale che ha chiesto di eliminare la scena in cui Gesù beve la nota bibita. In ogni caso se non si dovesse raggiungere un accordo la scena sarà corretta in post-produzione. “Questo rimontaggio prevede un tempo tecnico di circa venti giorni e si auspica di riuscire ad essere nelle sale entro la fine del mese di aprile” – afferma il regista Claudio Malaponti.

Ho visto Gesù. E beveva una cocacola (The Director's Cup: 02 Aprile 2007 16:50)

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Quarta-feira, Março 28, 2007

O Sepulcro Esquecido de Jesus: o feijao com arroz...

Um giro pela blogosfera aponta para alguns importantes posts sobre O Sepulcro Esquecido de Jesus, que já se tornou o assunto "nosso de cada dia". Ou, em estilo bem brasileiro, o feijão com arroz de cada dia dos biblioblogueiros.

Confirmando o que foi dito aqui: The fake became the real.

Hoje vale a pena olhar o post de Mark Goodacre:

Talpiot Tomb Various

Atualizando em 30.03.2007 - 23h17:

Today on Talpiot

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Terça-feira, Março 27, 2007

O Sepulcro Esquecido de Jesus e a Estatistica

Para quem quiser ver algo realmente sério sobre os cálculos estatísticos presentes no caso do Sepulcro Esquecido de Jesus, há uma boa leitura em:

Bayes' Theorem And The "Jesus Family Tomb"

Não deixe de ver os vários links existentes no final deste artigo. E nem é preciso falar do texto mais acadêmico dos dois autores, Jay Cost and Randy Ingermanson, em formato pdf...

Observe também:
Ingermanson on Statistics March 27

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300 de Esparta: Ocidente versus Oriente?

O filme 300 de Esparta entra em cartaz no Brasil na sexta-feira, 30 de março de 2007.

Veja, sobre isso, quatro links: o site oficial do filme em inglês, outro site sobre o filme em português, uma resenha do filme, escrita pelo Professor emérito de História Antiga da Pennsylvania State University, USA, Eugene N. Borza, da qual transcrevo pequenos trechos e, finalmente, uma reportagem de CartaCapital sobre o espetáculo à parte que foi a divulgação do filme para os jornalistas no Rio de Janeiro.

O Prof. Eugene N. Borza chama a atenção para vários aspectos do filme, entre eles o aspecto histórico. Diz que sua fidelidade histórica não pode ser avaliada, já que ele não pretende ser historicamente preciso. O filme é uma fantasia, não uma reconstrução do que aconteceu no confronto entre espartanos e persas no ano 480 a.C. no desfiladeiro das Termópilas, na Grécia.

Por outro lado, diz o resenhista, história ou fantasia, neste filme, os asiáticos, particularmente Xerxes, são representados como a verdadeira encarnação do mal e da tirania, em oposição aos espartanos que representam a liberdade e a justiça. O Oriente é sórdido, mau, o lado escuro da força, enquanto o Ocidente representa a beleza e a luz. Ele considera esta dicotomia mais séria ainda, pois os dois lados, persa e grego, são historicamente injustiçados em suas motivações e ações pela distorcida fantasia que enfeita o filme e encanta os espectadores ocidentais.

Difícil é ver como uma postura destas poderia ser considerada politicamente correta, ou mesmo neutra, por parte de Teerã, nas atuais circunstâncias de confronto dos Estados Unidos e Reino Unido com o Irã. Para quem não se tocou, os iranianos atuais são os herdeiros dos persas antigos...

300

300 de Esparta

Spartans Overwhelmed at Thermopylae, Again (by Eugene N. Borza - Archeology: March 22, 2007)
To judge this film's adherence to historical fact (insofar as we understand it) is to do it a disservice, for the film does not even pretend to be historically accurate (...) This film is not even science fiction, a genre based on an extension of reality. In fact, 300 is one step removed from sci-fi: it is fantasy (...) But, for devotees of historical nitpicking: a few nits. There is no attempt to explain the complex issues faced by the Greek city-states confronting the Persian advance. Leonidas is portrayed as intending to take his 300 Spartans up to Thermopylae in order to defeat the Persians and fight for freedom. Setting aside the simple-minded ideology about liberty, reason, and justice (like other Greeks, the Spartans themselves had a long history of attempting to coerce if not actually enslave other peoples when it suited their interests), it is ludicrous to suggest that a great Spartan general like Leonidas would believe that 300 men could thwart the advance of tens--perhaps hundreds--of thousands of Asian troops. Leonidas' motivation is not credible, even in a comic book. The actual Spartan stand at Thermopylae as a delaying action is both credible and historical (...) The Asians, in particular Xerxes (chillingly played by the Brazilian actor Rodrigo Santoro), are portrayed as the embodiment of evil and mindless tyranny, as opposed to the Spartans who represent freedom and justice. This stark dichotomy is unfortunate. It is an unnecessary misrepresentation of both Persians and Greeks to have set up both sides in unrelieved black and white: the East as sordid, evil, and dark, while the West represents beauty and light. I do not read into this, as some have, a subliminal commentary on current events, but I'll bet that this film will not be shown in Tehran. Indeed, the racist implications of the film have already been condemned by Iranians who have not even seen it (...) It does history and the Persians a real disservice in portraying the Asians entirely as degenerates.

Talents em Copacabana
O lançamento de 300 de Esparta mostra como um sucesso é construído

Eles são sempre chamados talents. E quem não souber o que é talent, que providencie um dicionário. Nas junkets dos blockbusters, com entrevistas em formato round-table e première no red carpet, muitas são as expressões estrangeiras. Prática consagrada dos grandes estúdios, a junket, trocando em miúdos, é um evento destinado a reunir jornalistas dos mais variados veículos e países para a divulgação de um filme embalado para o sucesso. A palavra junket também pode designar piquenique ou festa. Pois aconteceu no Brasil, pela primeira vez, uma junket de porte e feições internacionais. Na segunda-feira 19 e na terça 20, cerca de 60 jornalistas latino-americanos reuniram-se no suntuoso Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, para acompanhar o talent tour do filme 300 de Esparta, que entra em cartaz em 550 salas do País na sexta-feira 30. O primeiro dia foi reservado para jornais e revistas. O segundo, para as tevês. Se a estratégia é velha conhecida dos jornalistas da área cultural, o mesmo não se pode dizer do público. Explicitar esses mecanismos invisíveis é uma boa maneira de compreender de que modo um filme é preparado como produto para consumo (cont.) Fonte: Ana Paula Sousa, em CartaCapital de 27 de março de 2007 - Ano XIII - Número 437.

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Domingo, Março 25, 2007

O Sepulcro Esquecido de Jesus: slogans e distorções

O termo slogan, no Random House Webster's Unabridged Electronic Dictionary (Version 2.0, 1994), significa uma frase ou palavra-símbolo. Podemos entendê-lo como fórmula sucinta, metáfora ou versão simplificada de uma teoria. Para CARVALHO, J. S. Construtivismo: uma pedagogia esquecida da escola. Porto Alegre: ArtMed, 2001, os slogans são frases simbólicas extraídas de doutrinas teóricas ou de orientações práticas, que se tornam importantes elementos de impacto na difusão de correntes de pensamento e de movimentos intelectuais. Os slogans sempre representam uma simplificação das idéias ou das teorias que os originam, são fragmentos, ainda que representativos, de uma construção teórica que é bem mais ampla e complexa.

"A divulgação ou reprodução de um slogan não visa esclarecer detalhadamente conceitos ou perspectivas, mas veicular e manter um espírito solidário em torno da doutrina ou de um programa de ação a ela associado", explica CARVALHO, J. S. Construtivismo, p. 97.

Os slogans são assistemáticos, de tons menos solenes e mais populares, para serem repetidos com mais veemência do que para serem meditados, com caráter mais persuasivo e programático do que elucidativo.

Para APPLE, M. W. Trabalho Docente e Textos: economia política das relações de classe e de gênero em educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995, o slogan se alicerça em três princípios: 1. exerce um determinado atrativo para nos prender, oferecendo um certo vislumbre de possibilidades imaginativas para gerar um apelo e uma exigência de ação; 2. é vago o suficiente para que os grupos ou indivíduos poderosos o acolham sob seus vastos guarda-chuvas, mas especifico para oferecer alguma coisa; e 3. serve para o aqui e agora, para guiar o trabalho prático.

O termo distorção, de acordo com o Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa (Versão 1.0, dezembro de 2001), significa alteração da forma, de características estruturais, desvirtuamento, infidelidade. No Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982, distorção vem de torcer, que quer dizer dobrar, vergar, entortar, alterar, desvirtuar.

Este último é exatamente o sentido original da raiz latina distortio, um substantivo feminino derivado do verbo distorquere, usado por autores clássicos como Cícero, Horácio, Sêneca e Suetônio, explica CALONGHI, F. Dizionario Latino-Italiano. 3a. ed. Torino: Rosenberg & Sellier, 1972.

Para nós, o termo distorcer se aproxima da idéia de assimilação deformante usada por Piaget. Para PIAGET, J. O juízo moral na criança. São Paulo: Summus, 1994, a assimilação deformante acaba sendo uma necessidade de deformar as coisas, um objeto de conhecimento para satisfazer o próprio interesse ou um desejo particular, ou mesmo uma idéia preconcebida a respeito de algo. Sempre que o pensamento não experimenta a necessidade efetiva de uma acomodação à realidade, sua tendência natural o impelirá a deformar as coisas. Assimilamos um conteúdo, mas podemos deformá-lo para satisfazer à necessidade psicobiológica de aproximar o pensamento da realidade.

Em suma, distorcemos ou deformamos uma idéia para podermos entender alguma coisa que ainda não está tão clara para nós. É nossa necessidade de explicarmo-nos a nós mesmos, ou a outrem, as coisas que ainda não entendemos. Para Piaget, a assimilação deformante é própria do “egocentrismo intelectual que caracteriza as formas iniciais do pensamento da criança” (O juízo moral na criança, p. 132). Mas, entendemos que essa forma de lidar intelectualmente com a realidade que ainda não conhecemos pode se estender ao longo de nossa história.

No mesmo sentido podem ser utilizados também os termos desvio, equívoco e viés, lembrando que estes termos são sinônimos de anomalia, anormalidade, ambigüidade, confusão, dúvida, imprecisão.

>>Texto escrito por Rita de Cassia da Silva em sua tese de doutorado. Publicado sob permissão.

SILVA, R. C. Saberes Construtivistas de professores do ensino fundamental: alguns equívocos e seus caminhos. Tese de Doutorado. Araraquara, 2005.

Rita de Cassia da Silva é Psicóloga pela PUC-Campinas, SP, e Doutora em Educação pela UNESP de Araraquara, SP.

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O Sepulcro Esquecido de Jesus: linguagem e ideologia

A linguagem molda a visão e o pensamento dos seres humanos e, simultaneamente, molda a concepção que eles têm de si mesmos e de seu mundo. A linguagem vista assim é motivo de debate e de conflito, pois onde está a linguagem está também a ideologia. A linguagem é um ato dentro de relações sociais, diz ORLANDI, E. P. A linguagem e seu funcionamento: as formas do discurso. 4. ed. Campinas: Pontes, 1996. Portanto, há a confrontação de sentidos e os significados estão num processo de interação.

Falamos sempre de algum lugar. Em nossa fala há também nossa posição no mundo. Mostramos onde estamos quando falamos. Não somos neutros, sempre estamos defendendo nossa posição no mundo. Nosso discurso é cheio de significações. Com nossa linguagem criamos, interpretamos e deciframos significações de forma lógica, racional, conceitual ou mítica e simbólica.

Há o discurso cotidiano ou a linguagem do senso comum, o discurso ideológico, o discurso político, o discurso religioso, o discurso cientifico etc. A análise desses discursos revela os sentidos e significados, mas esta análise também não é neutra. Ela passa pelo discurso de quem interpreta, pela sua concepção de mundo, de ser humano, de sociedade etc. Interpretar o dizer, tanto falado como escrito, é uma tarefa de tornar compreensível aquilo que requer uma explicação ou tradução. Numa tradução fazemos suposições, críticas, por vezes simplificações, e até mesmo distorcemos algumas asserções. Portanto, é necessário um exercício constante de interrogação sobre nossas críticas e suposições.

Orlandi, A linguagem e seu funcionamento, p. 135 nos diz que “Nas situações acadêmicas, tem-me parecido que o não dito, isto é, a margem do dizer que é constituída pela relação com o que foi dito, é que acaba sendo mais fecunda. Porque faz parte da incompletude e se faz desejo”. Assim, o que um autor não diz em um texto torna-se objeto de desejo daqueles que o interpretam. Conseqüentemente, o intérprete coloca no texto aquilo que é o seu modo de ver o texto. Desta maneira, o texto interpretado já não é somente o texto do autor, mas sim, o texto do autor e do intérprete. As idéias se mesclam e se transformam em outras idéias.

Quando queremos tornar compreensível uma teoria, somos orientados pelo modo como ela está expressa. No entanto, a interpretação é um modo de dizer algo que passa pela compreensão daquilo que foi dito e do nosso modo de ver as coisas. Os dados que um cientista interpreta passa pela visão que ele tem dos dados. Numa interpretação literária ou interpretação de uma teoria, há algumas regras que devemos considerar: por exemplo, o texto e o contexto. Precisamos ver como foi escrito este texto, ou seja, qual a abordagem que o autor utiliza para formular sua teoria. Ele sempre fala de algum lugar para alguém e fala de um determinado contexto histórico. Quando vamos ler a teoria, precisamos considerar estes elementos na sua construção. Se uma teoria foi construída a partir de um referencial das ciências da natureza, por exemplo, ela deve ser lida dentro dos referenciais destas ciências, levando em conta a época, os acontecimentos e interesses do momento em que foi escrita.

Nada impede que lancemos outros olhares sobre um conceito ou uma teoria, porém, sem perder de vista que cada teoria é escrita em um determinado momento e com interesses que podem ser diversos daqueles que estamos interpretando. Quando lemos a partir de nossos interesses algo que um autor disse, podemos incorrer em erros hermenêuticos, pois nossa leitura pode não corresponder ao que ele quis dizer. É o que dissemos que ele disse que pode estar errado, mas, em nossa interpretação podemos também avançar a partir das idéias originais. Uma teoria pode levar a outra.

O que dizemos ganha vida, espessura, faz história e traz conseqüências. Podemos provocar o debate, alargar ou restringir os enunciados. Quando teorizamos sobre algo, passamos por esse processo. Quando estamos lendo uma obra literária, entramos no mundo do autor, mas entramos com nossos sentimentos, idéias e desejos. Quando lemos uma teoria científica, nem sempre entramos no mundo do autor, é mais comum interpretarmos com o nosso olhar e nossa visão de mundo, o que foi escrito num outro momento e com outra concepção de mundo.

>>Texto escrito por Rita de Cassia da Silva em sua tese de doutorado. Publicado sob permissão.

SILVA, R. C. Saberes Construtivistas de professores do ensino fundamental: alguns equívocos e seus caminhos. Tese de Doutorado. Araraquara, 2005.

Rita de Cassia da Silva é Psicóloga pela PUC-Campinas, SP, e Doutora em Educação pela UNESP de Araraquara, SP.

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Sábado, Março 24, 2007

A Tumba de Talpiot segundo James Tabor

James Tabor publicou hoje, 24 de março de 2007, em seu The Jesus Dynasty Blog, uma síntese de suas opiniões sobre a Tumba de Talpiot.

Veja:

The Talpiot Jesus Tomb: An Overview

Logo no começo, ele diz:
Here is a summary of my views of the Talpiot/Yeshua tomb and its possible connection to a hypothesized family tomb of Jesus of Nazareth.

E, após falar do contexto histórico, das estatísticas e das inscrições, ele termina dizendo:
There is more to learn and more that will come out soon on this whole subject but right now this is a summary of the evidence as I see it.

Enquanto isso, o documentário continua a ser apresentado aqui no Brasil pelo Discovery Channel.

Ainda temos mais duas apresentações: amanhã às 10h00, bom horário, e segunda-feira, às 04h00, de madrugada...

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Sexta-feira, Março 23, 2007

Bovon discorda de O Sepulcro Esquecido de Jesus

O Professor François Bovon, da Harvard Divinity School, um dos especialistas que participam de O Sepulcro Esquecido de Jesus, publicou um artigo no SBL Forum, no qual manisfesta sua discordância com pontos fundamentais do documentário.

Ele diz, em The Tomb of Jesus, que:
  • First, I have now seen the program and am not convinced of its main thesis. When I was questioned by Simcha Jacobovici and his team the questions were directed toward the Acts of Philip and the role of Mariamne in this text. I was not informed of the whole program and the orientation of the script.
Primeiro, agora eu vi o programa e não estou convencido de sua tese principal. Quando fui entrevistado por Simcha Jacobovici e sua equipe, as perguntas eram sobre os Atos de Filipe e o papel de Mariamne neste texto. Eu não estava informado sobre o programa como um todo e a orientação do script.


  • Second, having watched the film, in listening to it, I hear two voices, a kind of double discours. On one hand there is the wish to open a scholarly discussion; on the other there is the wish to push a personal agenda. I must say that the reconstructions of Jesus' marriage with Mary Magdalene and the birth of a child belong for me to science fiction.
Segundo, tendo visto o filme, eu ouço nele duas vozes, uma espécie de discurso duplo. Por um lado, há um desejo de iniciar uma discussão acadêmica; por outro lado, há um desejo de "vender uma idéia" pessoal. Eu devo dizer que as reconstruções do casamento de Jesus com Maria Madalena e o nascimento de uma criança pertencem para mim à ficção científica.


  • Third, to be more credible, the program should deal with the very ancient tradition of the Holy Sepulcher, since the emperor Constantine in the fourth century C.E. built this monument on the spot at which the emperor Hadrian in the second century C.E. erected the forum of Aelia Capitolina and built on it a temple to Aphrodite at the place where Jesus' tomb was venerated.
Terceiro, para ter mais credibilidade, o programa deveria ter tratado da tradição muito antiga do Santo Sepulcro, já que o imperador Constantino, no século IV d.C. contruiu este monumento no local em que o imperador Adriano, no século II d.C., construíra o fórum de Aelia Capitolina e nele o templo de Afrodite no lugar em que a tumba de Jesus era venerada.


  • Fourth, I do not believe that Mariamne is the real name of Mary of Magdalene. Mariamne is, besides Maria or Mariam, a possible Greek equivalent, attested by Josephus, Origen, and the Acts of Philip, for the Semitic Myriam.
Quarto, eu não acredito que Mariamne seja o nome real de Maria Madalena. Mariamne é, ao lado de Maria ou Mariam, um possível equivalente grego, atestado por Josefo, Orígenes e os Atos de Filipe, para o semítico Miriam.


  • Fifth, the Mariamne of the Acts of Philip is part of the apostolic team with Philip and Bartholomew; she teaches and baptizes. In the beginning, her faith is stronger than Philip's faith. This portrayal of Mariamne fits very well with the portrayal of Mary of Magdala in the Manichean Psalms, the Gospel of Mary, and Pistis Sophia. My interest is not historical, but on the level of literary traditions. I have suggested this identification in 1984 already in an article of New Testament Studies.
Quinto, a Mariamne dos Atos de Filipe é parte do grupo apostólico com Filipe e Bartolomeu; ela ensina e batiza. No início, sua fé é mais forte do que a fé de Filipe. Este retrato de Mariamne combina muito bem com o retrato de Maria de Magdala nos Salmos Maniqueus, no Evangelho de Maria e na Pistis Sofia. Meu interesse não é histórico, mas sim no plano das tradições literárias. Eu sugeri esta identificação já em 1984 em um artigo de New Testament Studies.

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Jacobovici entrevistado pelo Jerusalem Post

The Jerusalem Post entrevistou Simcha Jacobovici, diretor de O Sepulcro Esquecido de Jesus.

Leia:

One on One: The cross he bears

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Quinta-feira, Março 22, 2007

The Lost Tomb of Jesus: Archaeological Adventure

Visite o site The Lost Tomb of Jesus: Discovery Channel e veja várias coisas interessantes, clicando nos itens do menu à esquerda: mapas, vídeos, entrevistas, documentos, linha do tempo, as inscrições dos ossuários de Talpiot e muito mais.

Entretanto, quase tudo pode ser acessado também em português, através do site Discovery Channel - O sepulcro esquecido de Jesus.

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Terça-feira, Março 20, 2007

O Sepulcro Esquecido de Jesus: observações críticas

O número de apresentações
É muito bom ter esta variedade de horários, 11 ao todo, distribuídos ao longo de 7 dias, por dois motivos: oportunidade para mais pessoas assistirem e facilidade para quem gosta ou precisa observar com detalhes o documentário. Porém, é um verdadeiro "bombardeio" de tumba ou sepulcro de Jesus às vésperas da Semana Santa, em uma cultura como a nossa que, sabidamente, celebra com extrema dramaticidade ibérica, muito mais a "Paixão e Morte de Jesus" do que sua vida, seus feitos e suas propostas. Este "bombardeio" de apresentações não acontece por acaso.

1. A tumba de família de Jesus em Talpiot
A seqûência de "descobertas" que se nota no primeiro segmento é a seguinte: evangelhos > Talpiot > ossuários > Jesus, filho de José > Maria > Mateus > Joset. No final do segmento, o telespectador já deveria estar convencido de que esta é, sem dúvida, a tumba da família de Jesus, pois a história de sua família está reconstruída e recuperada através das inscrições em 4 dos ossuários.

Algumas questões, entretanto, se impõem desde o começo:
  • Como se fez para que a hipótese de ser esta a tumba da família de Jesus se transformasse em certeza em apenas 22 minutos?
  • Quando e com que recursos uma pobre família da Galiléia, como a de Jesus, teria construído uma tumba tão elaborada, considerada pelos especialistas como uma tumba de uma família rica?
  • Como comprovar que a genealogia de Jesus em Lc 3 é uma genealogia autêntica da família de Maria, como defende Tabor?
  • Por que é feito um uso seletivo dos evangelhos? Por que Mateus é desacreditado quando denuncia como complô de lideranças judaicas a história do roubo do corpo de Jesus pelos discípulos, enquanto Lucas e Marcos são fontes seguras para os nomes de familiares de Jesus?
  • Começar um documentário e fundamentar suas principais conclusões em uma visão conspiratória da história não é bastante problemático?
  • Onde está a percepção de que "evangelho" não é biografia nem livro de história e que, dentro de um evangelho, há vários gêneros literários?
  • Por que genealogias teológicas teriam credibilidade histórica, como a de Lucas?
Além de se discutir o uso problemático das fontes, deve-se investigar a relação entre Bíblia e Arqueologia, a arqueologia vista como caça ao tesouro... mesmo que este tesouro seja simbólico, um valor sagrado, uma relíquia, o lugar onde Jesus foi enterrado, por exemplo.

Chamo a atenção, finalmente, para a presença de Jacobovici no filme: sempre alerta, olhar inquiridor, soluções rápidas, mente aberta, inteligente... enfim, uma figura! Ele é um cineasta, um jornalista investigativo ou um personagem? Talvez seja o real protagonista do filme. De qualquer maneira, ele é o "mocinho" do filme. Vejo assim: na ausência das grandes figuras do documentário - Jesus, Maria, Madalena são apenas nomes em caixas de pedra - a figura incomum do cineasta, sempre em primeiro plano, dá segurança ao telespectador, enquanto o guia, soluciona dúvidas, resolve o que parece impossível, se emociona com as descobertas... Enfim, Jacobovici cria uma personalidade com a qual o telespectador pode se identificar sem receio de ficar perdido em suas dúvidas... Só que tudo isto é construído. A "caça ao tesouro" levou inteiros 3 anos! Nada foi encontrado "por acaso". Caberia aqui uma discussão sobre a relação e distinção entre documentário e ficção.

2. Probabilidades estatísticas
A linha de raciocínio aqui é a seguinte: 3 especialistas contestam que os nomes encontrados indiquem algo de extraordinário, mas nada disso vale, pois a eles são contrapostas as opiniões de James Tabor que diz ser "provável" - para logo passar ao "deve ser" a tumba da família de Jesus - e do matemático Feuerverger, que apenas diz "ser possível", mas é um matemático e professor de estatística, e isso pesa.

Cabe aqui uma observação sobre a (im)precisão das expressões que estou usando: posso não ter anotado tudo corretamente ao ver o filme! Mas, principalmente, as falas são dubladas... e as dublagens não são tão confiáveis assim! Mas não é só o que é falado que dá respaldo à tese de Jacobovici. O modo como os especialistas são apresentados, inclusive o ambiente em que são filmados, conta muito. Observo, por exemplo, que o matemático Feuerverger é sempre apresentado em ambiente acadêmico clássico, escrevendo fórmulas em tradicional quadro de sala de aula, o que dá respeitabilidade às suas opiniões, embora elas sejam extremamente cautelosas e vagas. Respeitabilidade? Lembro-me de uma das mais difundidas fotos de Einstein, na qual ele está escrevendo fórmulas no quadro... Mais para a frente veremos cientistas fazendo sofisticados exames de DNA e de pátina em modernos laboratórios, utilizando avançadas tecnologias, com marcante presença da eletrônica, em países de forte produção científica, como Estados Unidos e Canadá.

3. Busca da tumba e o ossuário de Caifás
O argumento que preside este segmento é: se Caifás é autêntico, Joset - daí toda a família de Jesus - também o é. De maneira muito clara se sugere o seguinte: a arqueologia oficial aceita muita coisa, desde que não envolva a familia de Jesus. No meu entender, sugere até mesmo um complô eclesiástico para manter a versão oficial das Igrejas. Há um "entulho ideológico" que impede o acesso à tumba de Jesus? Observo este paralelo entre o entulho físico do cano e o entulho simbólico sugerido... Aquele pode ser removido por um simples encanador, enquanto este resiste... A figura de David Mevorah simboliza esta resistência! Então, com quem fica o telespectador? Quer ver o que há além do entulho? Quer remover o seu próprio "entulho ideológico", herdado através de sua educação religiosa formal? Por que não olhar do outro lado? Não é o que fazem os intrépidos caçadores de tesouros nos conhecidos filmes admirados por milhões?

4. Maria Madalena
Maria Madalena é a chave aqui: reputação restabelecida, liderança consolidada, ordenada (?), enquanto a atitude da hierarquia é colocada sob suspeita. A narrativa oficial é ironizada e substituída o tempo todo, sugerindo a existência de uma visão distorcida desenvolvida ao longo dos séculos. Sobre as estatísticas nada falarei: é assunto complicado, do qual nada entendo, e, por isso remeto o leitor para as explicações sobre o raciocínio de Andrey Feuerverger como estão no biblioblog de Mark Goodacre.

5. Mariamne, Madalena e os Atos de Filipe
Todo o segmento está fundado nos Atos de Filipe e na leitura de François Bovon, culminando no símbolo encontrado ao mesmo tempo em Dominus Flevit e na entrada da tumba de Talpiot. Cujo significado, aliás, permanece desconhecido. Maria Madalena é colocada nas alturas. Em determinado ponto, Tal Ilan chega a dizer que Madalena foi a verdadeira fundadora do cristianismo.

Aqui já se percebe, passado mais da metade do documentário, como o raciocínio é sempre na base de suposições que suportam outras suposições, que, por sua vez, suportam outras... É uma seqüência de: e se... e se... devia haver... se o ossuário... mas se... E desse conjunto frágil de suposições, supostamente fundadas, tiram-se facilmente conclusões, como: logo, claro, incrível... Todo o peso da argumentação recai sobre um frágil condicional. Contudo, para reforçar tal argumentação, a palavra mágica dos documentários aparece de vez em quando: "evidências". Vamos procurar evidências... as evidências indicam... encontramos evidências...

Neste ponto o documentário já pode colocar na boca dos arqueólogos que examinaram Talpiot em 1980 algo que jamais suspeitaram: 26 anos atrás arqueólogos encontraram ossuários da família de Jesus em Talpiot... Enquanto isso, Jacobovici lança o desafio para sua equipe, mas também para o telespectador: temos de achar a tumba, a tumba da família sagrada, diz ao perceber que estavam na segunda tumba, a tumba intacta, a tumba errada.

6. DNA
Toda a seqüência está fundada no exame de DNA, uma palavra mágica hoje nos meios de comunicação, nos filmes policiais, nos tribunais, que resolve qualquer dúvida. Se o telespectador ainda não estava convencido, aqui não há como escapar: o DNA mostra que Jesus e Mariamne, quer dizer, Maria Madalena não eram filhos da mesma mãe, sendo, portanto, marido e mulher.

O que estamos vendo aqui é liberdade de pensamento em relação às versões oficiais das Igrejas ou independência para chutar em todas as direções? E se os personagens fossem membros da mesma família, mas com outro grau de parentesco? E por que foram retiradas amostras exatamente destes dois ossuários e não dos outros? No debate que é apresentado após o filme, ao serem pressionados sobre isso, Jacobovici e Tabor alegam que os outros haviam sido aspirados, limpos pelo IAA para alguma exposição - não documentada por eles - e por isso não continham nenhuma amostra de DNA que pudesse ser facilmente retirada. Ora, por que não providenciaram a retirada de amostras por métodos mais sofisticados, se ficaram 3 anos trabalhando no documentário? Argumenta Jacobovici que ele é apenas um jornalista, que ele fez o seu trabalho, que apresentou o que achava relevante... e que ele espera que os cientistas prossigam com o trabalho mais sofisticado... Claramente, ele não quer correr nenhum risco de ver sua proposta desacreditada por provas científicas.

7. Descoberta a verdadeira tumba
Encontrada a tumba de Talpiot, o leitmotiv é: emoção pela descoberta. A indicação decisiva vem, diz o documentário, da "visita quase profética de uma mulher cega". Noto aqui a presença do providencial, o desígnio invisível que guia os caçadores para a descoberta decisiva: "visita quase profética". Interessante: após mais de 1 hora de convencimento do telespectador, entra-se, de fato, na tumba. É tanta espera, tanta ansiedade, que é um alívio quando ele, telespectador, também entra na tumba guiado pela mão segura de Jacobovici.

8. O décimo ossuário está desaparecido: pode ser o Ossuário de Tiago?
O segmento está todo fundado no Ossuário de Tiago como sendo o ossuário desaparecido da coleção de Talpiot. Ora, quem acompanhou a polêmica sobre o Ossuário de Tiago sabe que tal identificação é bastante problemática. Oded Golan e outros envolvidos com este ossuário foram parar nos tribunais israelenses, julgados por fraude, o processo está em andamento. Claro, nada disso é dito no documentário.

Quero observar aqui que são tantos os dados, tão complexos, tão "científicos", relatados de maneira tão bem dosada, que um leigo no assunto só pode aceitar o que lhe é apresentado como autêntico, pois não há como distinguir o possível do real, o "se" do comprovado.

9. A pátina combina: o ossuário desaparecido é o Ossuário de Tiago
De maneira quase mágica é resolvido o problema do décimo ossuário desaparecido, recorrendo-se ao controvertido Ossuário de Tiago. Remeto o leitor para a discussão dos especialistas e que foi postado nos biblioblogs. Procure nos links deste post aqui. Agora, o caso do livro de Jonas é, literalmente, "pura picaretagem". Jesus falava em códigos?

10. Judá, filho de Jesus e Madalena
Um final em grande estilo: finalmente foi encontrado o filho de Jesus. Isto resolve muitos problemas, não? Torna Jesus alguém mais humano, resolve o problema de sua ligação com Madalena e põe um ponto final no irritante debate dos exegetas sobre a identidade do discípulo amado.

Mas ao selar a tumba com seus segredos, deixa aberta a perspectiva de continuação, com "O sepulcro esquecido de Jesus 2".

Enfim, como disse Milton Moreland, do Rhodes College de Memphis, em encontro regional da SBL nos USA na semana passada: "The fake became the real". Expressão que significa, em tradução livre, A fraude se transformou em verdade. O que ele está dizendo é que os caçadores de relíquias no Oriente Médio tomaram o lugar da real pesquisa arqueológica. E mais: vendem ao público a idéia de que esta é a autêntica arqueologia.

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O Sepulcro Esquecido de Jesus: o filme

O documentário, de duas horas de duração, seguido por um debate de uma hora, está programado para os seguintes horários, segundo o Discovery Channel:
  • domingo, dia 18: 20h00
  • segunda, dia 19: 00h00, 6h00 e 13h00
  • quarta, dia 21: 00h00 e 22h00
  • quinta, dia 22: 01h00 e 6h00
  • sábado, dia 24: 20h00
  • domingo, dia 25: 10h00
  • segunda, dia 26: 04h00
São, portanto, 11 apresentações. Assisti a do dia 18 e, novamente, a primeira e a terceira do dia 19.


O documentário foi realizado por Simcha Jacobovici em parceria com James Cameron. Suas biografias estão na página do filme no Discovery Channel.

São 10 segmentos, de cerca de 7 minutos cada um, com intervalos de 3 ou 4 minutos, totalizando algo como 1 hora e meia de programa e meia hora de intervalo. Exceções são o primeiro segmento que tem 22 minutos, três vezes mais do que a média, e o quinto, com seus 12 minutos de duração.

O documentário é dublado em sua maior parte. Em português, um narrador guia o telespectador, e também em português estão as falas dos personagens, como os documentaristas, pesquisadores e especialistas consultados. Em hebraico, acompanhadas por legendas em português, as falas de algumas pessoas da região de Talpiot, em Jerusalém, onde a tumba se encontra.

A música de fundo utilizada é bastante suave. Ao ser apresentado em letras grandes, no início de cada segmento, o título do documentário, um sopro de vento retira a poeira existente sobre a escrita, limpando a imagem, como se fosse soprada a poeira real dos objetos arqueológicos examinados. Algumas vezes, após a "solução" do documentário para determinada hipótese, cenas fictícias, representando a vida dos personagens que são objeto do filme, são inseridas, ilustrando, deste modo, graficamente, o que acabou de ser investigado.

Verificar uma lista de pessoas envolvidas no documentário pode ajudar na compreensão do que é feito:
  • Amos Kloner, Professor na Universidade Bar-Ilan, em Ramat Gan, Israel. Arqueólogo a serviço do IAA em 1980, ele elaborou e publicou um relatório oficial sobre a tumba de Talpiot na época de sua descoberta.
  • Andrey Feuerverger, Professor de Matemática e Estatística da Universidade de Toronto, Canadá.
  • Carney Matheson, Professor de Antropologia na Universidade de LakeHead, Thunder Bay, Ontário, Canadá.
  • Charles Pellegrino, arqueólogo, é co-autor do livro The Jesus Family Tomb, junto com Simcha Jacobovici.
  • David Mevorah, Curador do Museu de Israel, em Jerusalém.
  • François Bovon, Professor da Harvard Divinity School, USA.
  • Frank Moore Cross, Professor Emérito da Harvard Divinity School, USA.
  • James D. Tabor, Professor do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade da Carolina do Norte em Charlotte, USA. Doutor em Estudos Bíblicos pela Universidade de Chicago, com ênfase nas áreas de Origens Cristãs e Judaísmo Antigo. Entre outras coisas, Tabor é o autor de um polêmico livro sobre o Jesus Histórico, The Jesus Dynasty: The Hidden History of Jesus, His Royal Family, and the Birth of Christianity. New York: Simon & Schuster, 2006, 384 p. O livro foi traduzido para o português: A dinastia de Jesus: a história secreta das origens do cristianismo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006, 368 p. ISBN 8-5000-2030-X Confira seu blog, onde há vários posts sobre a tumba de Talpiot. Ele é, no documentário, o principal assessor bíblico de Simcha Jacobovici. Está sempre ao seu lado, explicando ao telespectador várias questões arqueológicas e bíblicas.
  • John Dominic Crossan, Professor Emérito de Estudos Religiosos na Universidade DePaul, de Chicago, USA, é irlandês. Especialista de renome sobre o Jesus Histórico, Crossan escreveu grande número de obras sobre o assunto.
  • Simcha Jacobovici, diretor, roteirista e produtor do documentário. Nascido em Israel e naturalizado canadense, Jacobovici formou-se em Artes e Filosofia pela Universidade de McGill e cursou pós-graduação em Artes e Relações Internacionais pela Universidade de Toronto, ambas no Canadá. Tem, em seu currículo, vários prêmios como cineasta.
  • Shimon Gibson, arqueólogo britânico que trabalha em Israel e em territórios da Autoridade Palestina. Professor do Instituto W. F. Albright de Pesquisa Arqueológica, em Jerusalém. Doutorado em Londres, com especialização em cenários antigos do Levante, Gibson foi um dos primeiros arqueólogos a atuar na escavação e mapeamento do interior da tumba de Talpiot quando descoberta em 1980.
  • Stephen Cox, cientista forense.
  • Tal Ilan, Professora de Estudos Judaicos da Freie Universität Berlin - Universidade Livre de Berlim, Alemanha -, é israelense. Fez seus estudos na Universidade Hebraica de Jerusalém onde doutorou-se com uma tese sobre as mulheres judias na Palestina greco-romana.
1. A tumba de família de Jesus em Talpiot
O documentário começa com uma advertência sobre a inexistência de consenso entre os especialistas sobre o que será apresentado, deixando ao telespectador a tarefa de elaborar seu próprio julgamento. E, como primeira cena, opta pela ficção, representando o crucificado e enfatizando que a morte mais famosa da História é, sem dúvida, a de Jesus de Nazaré. Mas não isenta de controvérsias, pois, a partir do texto de Mt 28,11-15, se conclui que realmente seus discípulos o sepultaram em segredo e um ano depois, juntamente com seus familiares, recolheram seus ossos e os depositaram em um ossuário na tumba da família em Jerusalém.

Recua-se no tempo. Agora estamos vendo as máquinas descobrindo acidentalmente a tumba em 1980, quando operários preparavam o terreno para a construção de um conjunto de edifícios em Talpiot, subúrbio de Jerusalém. Os arqueólogos descobrem ali dentro 10 ossuários que são retirados e examinados pela Autoridade Israelense de Antiguidades, o IAA. Seis deles tinham inscrições. Catalogados, são transferidos para o Museu Rockefeller, em Jerusalém, trancados e ignorados pelo IAA, enquanto que os ossos neles existentes, como de costume, são retirados e enterrados em outro túmulo. A tumba de Talpiot é novamente fechada. Tudo é mostrado com cenas fictícias, somado a fotos da época e entrevistas com moradores locais que testemunharam a descoberta.

Ficamos sabendo também que os ossuários só foram utilizados pelos judeus durante os 100 anos que precederam a destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C. Embora cerca de mil ossuários tenham sido encontrados na região, apenas 20% deles contêm inscrições. Daí ser impressionante o encontro de 6 ossuários com inscrições em uma mesma tumba.

Três especialistas são entrevistados: Shimon Gibson, que estava lá em 1980 e registrou a descoberta, Tal Ilan e James Tabor. Este último defende como viável e normal o sepultamento de Jesus em uma tumba provisória e sua transferência para o sepulcro permanente na tumba da família em Talpiot. Frank Moore Cross explica como se lê a inscrição de um ossuário: "Jesus, filho de José", enquanto Jacobovici fica impressionado com a descoberta, dizendo: "incrível"! John Dominic Crossan, em rápida aparição, ao ser questionado sobre as conseqüências da descoberta dos ossos de Jesus, garante que, caso isto se confirme, não afetará sua fé. Com a contribuição de Tabor, são feitas algumas reflexões sobre o significado da ressurreição de Jesus e sua ascensão aos céus, e o especialista não vê contradição entre as narrativas evangélicas e o encontro do túmulo de Jesus - com Jesus dentro!

Após ser feito um quadro genealógico da família de Jesus, com belos recursos visuais, é apresentado como caso raro o osssuário que traz o nome "Maria", versão latinizada do hebraico Miriam. Mas se explica que, após a morte de Jesus, Maria, sua mãe, continuou seus ensinamentos, reunindo muitos discípulos, vários deles romanos convertidos, daí a latinização de seu nome.

Assim, cada nome encontrado nos ossuários da tumba de Talpiot vai sendo referendado pelos evangelhos. Inclusive Mateus, que não é o apóstolo, mas uma forma do nome Matatias, nome sacerdotal, da família dos Macabeus, que está na genealogia de Lc 3,23-38 pelo parentesco de Maria com esta família. Aliás, é dito que na genealogia de Lucas, que é a da família de Maria, há vários personagens com o nome Mateus. E, finalmente, o grande trunfo: o nome Yose ou Joset está também em um ossuário e este é o nome de um dos irmãos de Jesus, citado em Mc 6,3;15,40.47, mas é a primeira vez que este nome aparece, nesta forma - um apelido - em um ossuário.

Ao final deste primeiro segmento, com 4 ossuários e respectivas inscrições examinadas, já temos a afirmação de que esta é a tumba da família de Jesus. Observa-se que falta José, o pai de Jesus, que não foi enterrado em Talpiot pois ao morrer antes dos outros, na Galiléia, por lá ficou.

2. Probabilidades estatísticas
Após um resumo do primeiro segmento, pergunta-se por que, estando todos juntos na mesma tumba, ninguém prestou atenção a estes nomes? Ora, estes nomes eram muito comuns na Palestina do século I, confirmam Shimon Gibson, Amos Kloner e Frank Moore Cross. Então recorre-se ao matemático Andrey Feuerverger, que explica: se em uma rua de Jerusalém gritássemos, naquela época, o nome "Jesus", cerca de 4% dos homens responderiam; se fosse "Maria", 25% das mulheres responderiam. Mas a reunião de Jesus + José + Maria + Joset dá uma baixa possibilidade de se ter alguma resposta, por isso a descoberta dos nomes na tumba precisa ser levada a sério, pois pode tratar-se de uma família do Novo Testamento.

Neste ponto, Jacobovici, sempre alerta, diz que é preciso descobrir mais evidências. Então é preciso localizar a tumba em Talpiot, que ficou debaixo dos blocos de apartamentos. Devem ser cruzados os dados do IAA com a análise das plantas dos apartamentos de Talpiot, sabendo, inclusive, que, em 1980, duas tumbas foram encontradas e uma não foi explorada. Como chegar a uma tumba que está debaixo dos edifícios? Através de uma câmera robótica que vai ser descida pelos canos ali existentes. Que canos? Ora, os rabinos ortodoxos pedem, ao ser localizada uma tumba que será bloqueada por construções, que seja colocado um cano que vá até ela, mantendo uma passagem livre para os espíritos das pessoas ali enterradas.

3. Busca da tumba e o ossuário de Caifás
O segmento apresenta a tentativa de introdução de uma câmera operada por controle remoto através do cano que leva à tumba. O operador é Bill Tarant, perito em câmera robótica. Mas a tentativa falha, pois o cano está obstruído por entulho. Sugere-se, então, chamar um encanador para a desobstrução da passagem. Enquanto isso, Tabor argumenta: se acharam a tumba de Caifás por acaso, em 1990, por que não a de Jesus? O ossuário de Caifás é, em seguida, apresentado. Ele serve de alavanca para Jacobovici desafiar David Mevorah, Curador do Museu de Israel, que, cético, se recusa a acreditar na descoberta da tumba de Jesus. Ele argumenta que o nome "Caifás" em ossuário ornamentado e também a inscrição "José, filho de Caifás" não são descobertas comuns como os nomes da tumba de Talpiot. Mas Jacobovici também argumenta que o nome Joset, de Talpiot, só foi encontrado ali. De qualquer maneira, o documentário conclui que parece haver duplo critério por parte do Curador: Caifás, sim; Talpiot, não. Qual é a razão? Por que aceitam descobertas como autênticas, desde que não se mexa com Jesus?

4. Maria Madalena
O quarto segmento trata do quinto ossuário, onde se lê "Mara" e "Mariamne". Ora, estamos falando de Maria Madalena ou Maria de Magdala, que tem um irmão chamado Filipe. Por que o nome está em grego, o único nome em grego na tumba de Talpiot? Porque em Magdala se falava, além do aramaico, o grego. O documentário explica que Maria Madalena não deve ser confundida nem com a mulher adúltera de Jo 8,1-11 e nem com a pecadora de Lc 7,36-50, como muitas pessoas costumam fazer. Especialistas falam e se dizem surpresos e/ou curiosos com um possível encontro de Madalena em ossuário da tumba de Talpiot. Então fala o matemático Andrey Feuerverger sobre as chances de ser esta a tumba da família de Jesus, se Mariamne for mesmo Maria Madalena.

Também se explica o papel de Madalena no século I: ela foi importante, missionária, ordenada, sendo, porém, suprimida por uma Igreja dominada por homens, assim como foram rejeitados dois textos importantes: O Evangelho de Maria Madalena e Os Atos de Filipe.

5. Mariamne, Madalena e os Atos de Filipe
Relata-se aqui que em um antigo mosteiro do monte Athos, na Grécia, foi descoberto o livro Os Atos de Filipe. E aparece no documentário François Bovon, explicando que Mariamne é o nome de Maria Madalena nos Atos de Filipe. Assim o documentário continua a explicar quem foi Madalena: missionária, apóstolo, pregadora, forte, fiel, íntima de Jesus. Isto legitima o seu título como "Mara", que em aramaico significa "Mestra".

Mas, não há uma tradição de que Maria Madalena foi para a França após a morte de Jesus? Não nos Atos de Filipe, escrito do século IV. Ela teria morrido em Jerusalém e sepultada ali. Deste modo, estariam Madalena e Jesus na mesma tumba? O que isso significa?

Por fim, o encanador desobstruiu o cano e a câmera chegou à tumba, com uma enorme surpresa: ossuários são vistos, esta é a tumba errada, é a segunda tumba, a tumba que não foi explorada. Portanto, a tumba dos ossuários da família de Jesus fica 20 metros dali, ao sul.

Mas esta tumba está em um contexto e Jacobovici vai visitar a rede de tumbas dos primeiros discípulos de Jesus descoberta pelos franciscanos em Dominus Flevit na década de 50. Ora, foi ali que se encontrou um ossuário com o nome de Simão bar Jonah, que seria o ossuário de Simão Pedro. Mas ele não morreu e foi sepultado em Roma, segundo a tradição? Sim, mas em Roma nada foi encontrado, enquanto que em Jerusalém há este ossuário... Jacobovici descobre emocionado, bem ali, no cemitério dos discípulos de Jesus, o símbolo que está na fachada da tumba de Talpiot, um ^ (um v invertido, como uma divisa militar) com um círculo em relevo dentro dele.

6. DNA
Mas nos ossuários de Jesus e Mariamne não haveria amostras de DNA? Entram em cena Stephen Pfann e Steven Cox, que recolhem amostras destes dois ossuários, junto com amostras aleatórias, levando tudo para o Canadá, para análise. Carney Matheson, ao analisar as amostras não consegue material suficiente para uma análise de DNA nuclear, mas sim para o DNA mitocondrial que apenas revela se duas ou mais pessoas são filhos da mesma mãe. E acontece o grande achado científico: o DNA mitocondrial revela que as duas pessoas não eram irmãos. Há polimorfismos nas duas seqüências: eles não têm a mesma mãe. Logo, se estão na mesma tumba, podem ser marido e mulher. Se Jesus e Madalena eram marido e mulher, especula o documentário, por que esta união foi mantida em segredo? Certamente para ocultar uma dinastia, conclui, pois sendo Jesus alguém que lutava contra a ordem constituída, descendentes seus certamente seriam mortos. E aqui o filme apresenta cenas - com atores - do cotidiano de casados de Jesus e Madalena.

7. Descoberta a verdadeira tumba
Antigo construtor é consultado, descobre-se uma laje suspeita, e no momento exato em que se especula se seria ali, chega uma moradora dos apartamentos de Talpiot, uma mulher cega, que confirma ser ali mesmo a entrada da tumba. É feita a retirada da laje: a tumba verdadeira aparece. Jacobovici desce: emoção.

8. O décimo ossuário está desaparecido: pode ser o Ossuário de Tiago?
Reabertura da tumba 26 anos após a sua descoberta. Grande achado. Mas não é que um dos ossuários de Talpiot desapareceu? Isto está registrado pelo IAA, que encontrou 10 ossuários na tumba, mas só possui 9 em seu acervo. Roubado? Por quem? Porém, em outubro de 2002 veio a público o Ossuário de Tiago, propriedade do israelense Oded Golan. Que é entrevistado e explica, mais uma vez, porque demorou tanto para perceber a importância deste ossuário.

Tiago, Filho de José, Irmão de Jesus: esta é a inscrição no ossuário. Então o documentário fala sobre Tiago, irmão de Jesus: líder do movimento de Jesus em Jerusalém após a sua crucifixão, Tiago foi tão importante que mereceu do historiador judeu Flávio Josefo mais atenção do que o próprio Jesus e acabou apedrejado por ordem de Anás. Explica Tabor que a inscrição "irmão de Jesus" pode ter sido acrescentada por fraudadores, como defendem muitos especialistas, mas que isto não muda nada. O ossuário é autêntico, assim como a primeira parte da inscrição, e o exame da pátina - depósito de materiais que se forma na superfície de objetos antigos - dirá se ele veio da tumba da Talpiot.

Entra em cena o arqueólogo Charles Pellegrino, que recolhe a pátina para exame. E Feuerverger reforça: se o Ossuário de Tiago for o desaparecido de Talpiot, isto tem um forte valor comprobatório. Fato extraordinário, ainda diz Feuerverger.

9. A pátina combina: o ossuário desaparecido é o Ossuário de Tiago
No Laboratório Criminal de Suffolk, dirigido por Robert E. Genna, nos USA, especialistas forenses analisam amostras de pátina dos ossuários com sofisticados aparelhos eletrônicos. E descobrem que a pátina dos ossuários de Mariamne e de Tiago combinam, mas as amostras aleatórias enviadas para o laboratório não. Logo, o Ossuário de Tiago é o décimo ossuário de Talpiot, o ossuário desaparecido, aumentando assim a probabilidade de ser esta a tumba da família de Nazaré. O narrador explica que "essa é uma evidência fundamental de que o Ossuário de Tiago vem de Talpiot".

Enquanto isto, o documentário mostra Jacobovici e equipe na tumba. Descobrem que o chão está cheio de páginas das Escrituras em decomposição, ou seja, a tumba teria sido transformada em genizá - depósito de velhos manuscritos - por ocasião de sua abertura em 1980. Jacobovici toma um manuscrito do livro de Jonas e explica que este livro é o código para se entender Jesus. O documentário informa que os evangelhos registram que Jesus falava sempre usando parábolas e códigos, coisa natural para quem luta contra o governo. E que, quando questionado sobre o que iria fazer, disse: leiam o livro de Jonas e vocês saberão.

10. Judá, filho de Jesus e Madalena
Finalmente é examinado um ossuário de uma criança e que contém a inscrição Yehuda bar Yeshua, Judá, filho de Jesus. O filho de Jesus e Madalena? Embora o Novo Testamento nada diga sobre um filho de Jesus, isto pode ter sido mantido em segredo para ocultar, dos romanos, a sua linhagem, pois era forte a perseguição na época. E o discípulo amado de Jo 19,25-27 que estava com sua mãe ao pé da cruz e a quem Jesus se dirige pouco antes de morrer? Não seria a mulher Maria Madalena e o discípulo que Jesus amava, seu filho? Isto é representado com atores no documentário.

Mas ter uma criança na tumba de Talpiot talvez estrague tudo, talvez não seja a tumba da família de Jesus de Nazaré... Mas se não for a tumba de Jesus, temos de admitir uma enorme coincidência com tantos nomes da família todos reunidos...

Vozes são ouvidas: é o IAA que comparece, expulsa Jacobovici e equipe da tumba e exige que a lacrem. Que fechem a tumba "da família de Jesus". O que é feito, pois o IAA não autorizara a entrada de ninguém lá. E o documentário termina perguntando: "Quem sabe que segredos ainda existem lá dentro e quanto tempo permanecerão ocultos sob os apartamentos de Talpiot?"

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