Observatório Bíblico

Quinta-feira, Maio 08, 2008

Caso Dorothy Stang

CNBB divulga nota sobre o caso da Ir. Dorothy Stang

Congresso deve extinguir benefício que permitiu a absolvição de Bida

'É hora de se rever a lei' Supremo, governo e entidades protestam contra absolvição de fazendeiro no caso Dorothy

‘É uma licença para matar’, reage advogado da CPT

Fazendeiro pode ter pago R$ 100 mil para condenado mudar depoimento

Governo, ONGs e religiosos rechaçam absolvição

‘Houve manobra, maracutaia’, afirma Dom Erwin Kräutler sobre absolvição do fazendeiro

'O que aconteceu no júri acontece todo dia no Pará'. Entrevista com David Stang

Rancher freed over US nun killing

Regional Norte 2 contesta julgamento que inocenta acusado da morte de Ir. Dorothy Stang


Fontes: BBC News -- CNBB -- Notícias do Dia - IHU On-Line

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Sexta-feira, Abril 18, 2008

Raposa Serra do Sol

Quem é vítima em Roraima? - Notícias do Dia: IHU On-line, 18/04/2008

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Sexta-feira, Abril 11, 2008

Muito claro

... “Está claro que a renitência em obstruir e esbravejar está passando para a sociedade um sentimento de inutilidade da oposição”, ecoou um ‘demo’.

Pois é: Acuada, a oposição se reúne em busca de um ‘rumo’.

Ora, ora...

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Sábado, Março 29, 2008

Os zoiloismos de Zóia

Esse antilulismo veio no âmbito de um fenômeno mundial que pegou fortemente na imprensa brasileira, que é esse estilo neocon, dos neoconservadores norte-americanos da Fox (TV), estilo agressivo. De repente foi interpretado pela mídia nossa como se fosse aquele novo jornalismo dos anos 70, como se fosse algo que veio para mudar (...) É como se estivesse na última moda. Ô, meu Deus do Céu, se isso for a última moda, acabou o jornalismo, é o túmulo do jornalismo. Se fosse um ou outro, mas todo mundo querendo fazer isso! Mas tem vários aspectos: a crise da grande mídia, com a entrada dos novos grupos e a falta da visão estratégica sobre como se posicionar, os jornais perdendo tiragem ano a ano, a imprensa de opinião. De repente eles vêem essa chance... (Luis Nassif, Entrevista Explosiva da Caros Amigos de março 2008, ano XI, n. 132, p. 30)

Quem são os que reaquecem as vocações católicas no Brasil? A reportagem da Veja - Notícias do Dia - IHU On-Line: 29/03/2008
Opus Dei, RCC, Canção Nova, Toca de Assis, Cruz Credo?

O blog é uma reviravolta fantástica no mundo da imprensa’. Entrevista com Luis Nassif - Notícias do Dia - IHU On-Line: 25/03/2008

O factóide da Folha - Blog do Luis Nassif: 28/03/2008: 9h35

O silêncio e a calúnia, por Mino Carta - Comunique-se: 28/03/2008

A demissão de Paulo Henrique Amorim e a fusão Oi/BrT, segundo Mino Carta - Notícias do Dia - IHU On-Line: 29/03/2008

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Quarta-feira, Março 19, 2008

Calaram por algumas horas o Conversa Afiada

Conversa Afiada, o blog de Paulo Henrique Amorim, foi calado por algumas horas pelo iG.

Conversa Afiada está novamente no ar em






Leia Mais:

IG vs. Paulo Henrique: Vi o Mundo - Luiz Carlos Azenha
Retirando a candidatura do IBEST: Vi o Mundo - Luiz Carlos Azenha

Atualizando: 21.03.2008 - 10h35

Solidário com Paulo Henrique Amorim, Mino Carta, de CartaCapital, retirou seu blog do iG.

Escreveu em O último post, 19/03/2008 12:54:
Meu blog no iG acaba com este post. Solidarizo-me com Paulo Henrique Amorim por razões que transcendem a nossa amizade de 41 anos. O abrupto rompimento do contrato que ligava o jornalista ao portal ecoa situações inaceitáveis que tanto Paulo Henrique quanto eu conhecemos de sobejo, de sorte a lhes entender os motivos em um piscar de olhos...

Voltará brevemente em novo endereço. Espero. Esperamos.

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Sábado, Março 15, 2008

Uribe e as FARC

Uribe e as FARC: violência interessa a ambos

Estranho sinal: o grupo “guerrilheiro” teria se transformado na principal fonte de legitimidade do presidente de ultra-direita...

Le Monde Diplomatique - Edição Brasileira — Blog da Redação - Quinta-feira, 6 março 2008

Leia também:
Condoleezza no Brasil. O que ela quer? - Notícias do Dia - IHU On-Line: 13/3/2008
Uribe e as guerras preventivas - Carlos Abel Suárez - Sinpermiso, em Carta Maior: 11/03/2008

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Terça-feira, Março 04, 2008

Desenterraram a machadinha?

Alto comandante dos EUA esteve em Bogotá antes de operação contra Reyes - Folha Online: 04/03/2008 - 02h36

Na América do Sul, crítica unânime à operação de Uribe - Notícias do Dia, IHU On-line: 04/03/2008

EUA, destoando dos demais países, apóiam ação do aliado contra terror - Notícias do Dia, IHU On-line: 04/03/2008

Cresce tensão entre Colômbia, Equador e Venezuela; OEA discute crise - Folha Online: 04/03/2008 - 08h07

Lógica bélica pura. Uribe usa tese da ‘guerra preventiva' - Notícias do Dia, IHU On-line: 04/03/2008

Em conflito, Bogotá teria vantagem. A força militar melhor equipada da América Latina - Notícias do Dia, IHU On-line: 04/03/2008


Leia Mais:
BBC Brasil
Caros Amigos
CartaCapital
Carta Maior
Le Monde diplomatique
Le Monde diplomatique Brasil
Notícias do Dia - IHU On-line
Página/12

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Segunda-feira, Março 03, 2008

As trombetas da guerra

O mandato de sangue de Uribe - Blog do Emir, em Carta Maior: 01/03/2008
A libertação dos quatro parlamentares colombianos confirma qual é a via da pacificação da Colômbia: a negociação política, com a participação de mediadores internacionais. O sucesso do presidente venezuelano Hugo Chávez e da senadora colombiana Piedad Córdoba é a única tentativa de sucesso de abrir canais para levar a paz à Colômbia.

Por que Uribe assassinou Raúl Reyes? - Laerte Braga, em Carta Maior: 02/03/2008
No momento em que foi assassinado, Reyes estava em território do Equador e negociava com o governo francês através do presidente Chávez e do presidente Corrêa a libertação de Ingrid Betancourt. Uribe sabia, Uribe havia concordado como da vez anterior, Uribe traiu.

As negociações 'secretas' na Colômbia. Os principais atores envolvidos - Notícias do Dia, IHU On-Line: 03/03/2008
A fonte pede estrita confidência. Tem experiência. Está envolvida na delicadíssima tarefa de facilitar um acordo de paz entre as FARC e o governo colombiano que inclua a liberação dos reféns da guerrilha. Esteve na selva. Fala com chefes de Estado. Concorda em marcar a conversa e contar como se movem os jogadores... na superfície. Porque há algo a mais. Há negociações. Intensas. Secretas.

Fidel Castro alerta para as "trombetas da guerra" na América do Sul - Folha Online: 03/03/2008 - 09h46
O líder cubano Fidel Castro afirma que "se ouvem com força" na América do Sul "as trombetas da guerra, em conseqüência dos planos genocidas do império ianque", em referência à crise envolvendo Colômbia e Equador. A afirmação foi feita em um novo artigo de suas reflexões publicado nesta segunda-feira. "Nada é novo! Estava previsto!", acrescenta Fidel na nota editorial publicada pela imprensa oficial da ilha.

Lula contata Chile e Argentina sobre crise - Notícias do Dia, IHU On-Line: 03/03/2008
Nas palavras de um integrante da cúpula do governo, "uma ação conjunta" entre Brasil, Argentina e Chile deverá ajudar a evitar eventual conflito bélico entre a Colômbia e a dupla Venezuela-Equador. Chávez deslocou tropas para a fronteira e fez discurso inflamado contra o colega da Colômbia, Álvaro Uribe. Em solo equatoriano, militares da Colômbia mataram Raúl Reyes, número 2 das Farc.

Lula discute tensão entre Colômbia, Equador e Venezuela em reunião de coordenação - Folha Online: 03/03/2008 - 13h50
O conflito entre a Colômbia, Venezuela e Equador foi o principal tema da reunião de coordenação política realizada hoje no Palácio do Planalto. De acordo com interlocutores do Palácio, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, participou da reunião.

Líderes se manifestam sobre a crise na América Latina - Folha Online: 03/03/2008 - 16h21
A crise entre Equador, Colômbia e Venezuela, desencadeada pela morte de Raúl Reyes, um dos principais líderes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), no último sábado (1º), em ataque colombiano em território do Equador, provocou repercussão mundial com a possibilidade de um conflito armado na região. Diversos líderes e governantes se manifestaram nesta segunda-feira sobre o assunto.

Atualização: 21h45

Brasil acompanha crise entre Colômbia, Equador e Venezuela e descarta conflito armado - Folha Online: 03/03/2008 - 19h27
O governo brasileiro decidiu acompanhar a crise envolvendo Equador, Colômbia e Venezuela por meio de negociações diplomáticas. Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores), não há riscos no momento de um conflito armado envolvendo militares brasileiros. Mas o Planalto defende que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, peça desculpas ao dirigente do Equador, Rafael Correa, sem impor condições (...) O assunto será o único tema da reunião de amanhã do conselho da OEA (Organização dos Estados Americanos), em Washington.

Equador rompe relações diplomáticas com a Colômbia - Folha Online: 03/03/2008 - 20h06
O governo do Equador enviou nesta segunda-feira uma carta a Bogotá na qual anunciou o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia, informou a chancelaria colombiana.

Exército acompanha desdobramentos do conflito entre Colômbia, Venezuela e Equador - Folha Online: 03/03/2008 - 20h15
O comando do Exército na Amazônia admite que a escalada dos acontecimentos causa preocupação, devido à extensa fronteira que o Brasil possui com a Venezuela -- são 2.200 quilômetros, a maioria de mata fechada e de difícil acesso. Oficiais apontam que a questão ainda está na esfera diplomática e que ainda não receberam ordens para deslocar soldados ou colocar em alerta os batalhões localizados na fronteira. O Ministério da Defesa nega que esteja planejando qualquer movimentação militar e acredita que a crise ficará na esfera diplomática. Contudo, secretários do ministro Nelson Jobim avaliam que ele não descarta colocar as tropas em prontidão caso receba aval do ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à frente das negociações para que o Brasil possa mediar a crise.

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Domingo, Março 02, 2008

Em Notícias do Dia do IHU

Quatro textos que li hoje em Notícias do Dia do IHU e que merecem destaque, penso eu: III Fórum Mundial de Teologia e Libertação, Hans Küng sobre a política norte-americana, Libânio sobre Hugo Assmann, o custo absurdo da guerra no Iraque.

III Fórum Mundial de Teologia e Libertação será em Belém e começam os preparativos

Hora de mudança radical. Artigo de Hans Küng

Hugo Assmann (1933-2008). Um artigo de João Batista Libânio

Três trilhões de dólares é o custo da guerra no Iraque, afirma Joseph Stiglitz

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Terça-feira, Fevereiro 19, 2008

Um susto, logo cedo

Pois é. Minha cabeça está lá no antigo Israel, pois estou lendo FINKELSTEIN, I.; MAZAR, A. The Quest for the Historical Israel: Debating Archaeology and the History of Early Israel. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2007, 220 p. - ISBN 9781589832770 e GRABBE, L. L. Ancient Israel: What Do We Know and How Do We Know It? London: T & T Clark, 2007, 328 p. - ISBN 9780567032546.

Mas, ainda muito cedo, quis me informar sobre a situação do Kosovo e sua tão celebrada (em nossos jornais) independência. Apesar de ser a renúncia de Fidel Castro à Presidência de Cuba a grande manchete do dia.

Sobre o Kosovo, leio um bom artigo em Carta Maior, de Flávio Aguiar, publicado ontem: Uma guerra atrás da esquina. A chamada diz: "A União Européia, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, no afã de conter uma 'Grande Sérvia', potencial aliada de uma Rússia em vias de recuperação e sob a liderança com ares de neo-czarismo de Vladimir Putin, podem estar fomentando o nascimento de uma 'Grande Albânia'".

E Flávio Aguiar menciona o texto de Simon Tisdall, A great leap in the dark [Um grande salto no escuro], em The Guardian, que vale a leitura. A análise tem a data de 14 de fevereiro: "The EU is setting a dangerous precedent by ignoring international law in its support for Kosovo's independence".

Procuro me situar melhor, inclusive geograficamente, já que a região é um verdadeiro mosaico de países "recentes", e vou ao Le Monde diplomatique, em francês, onde encontro, além de um mapa, vários textos que analisam a situação da região.

Cito, como exemplo, a análise de Jean-Arnault Dérens, La boîte de Pandore des frontières balkaniques [A Caixa de Pandora das fronteiras balcânicas], na qual se diz: "Statut du Kosovo, impasse politique en Bosnie-Herzégovine… Tous les éléments d’une nouvelle crise régionale semblent réunis, sanctionnant l’échec des politiques menées depuis quinze ans par la 'communauté internationale'. Dans ce contexte délétère, la vieille idée de redéfinir les frontières des Balkans refait surface. Alors que peuples, minorités et revendications s’entremêlent, cette approche pourrait plonger la région dans le chaos".

Então resolvo ver se há algo sobre o assunto no Le Monde diplomatique Brasil. Ainda não há.

Mas levo um susto, logo cedo, pois li ali afirmações que eu nem sabia que podiam ser ditas assim às claras...

Em A nau dos dinossauros, o jornalista Johann Har explica que embarcou "em um navio de um branco ofuscante, dotado de dois restaurantes, cinco bares e quinhentos assinantes da National Review. Aqui, a guerra do Iraque é um 'sucesso notável'. O aquecimento global 'não existe'. A Europa está se transformando em um califado. E não tem para onde fugir".

Confuso? A chamada do jornal diz: "No crepúsculo da Era Bush, centenas de neo-conservadores norte-americanos embarcam num cruzeiro marítimo, durante o qual debatem o 'sucesso notável' dos EUA no Iraque, a 'inexistência' do aquecimento global e o 'risco iminente' de dominação muçulmana sobre a Europa. Nosso repórter estava com eles".

Só o tema mudou. Não a atitude, pois o pensamento das "viúvas de Bush" tem tudo a ver com a política internacional para os Bálcãs... e, penso, com a ala conservadora da arqueologia bíblica, denunciada por Finkelstein em The Quest for the Historical Israel, na página 10:
In the early days, conservative scholars deployed archaeology to help defeat the higher criticism of scholars such as [...] But the truth of the matter is that archaeology was not given center stage in the debate. It was used only in order to support a preconceived theory. Archaeology played the role of supplying decorative evidence for a history that was a modern, almost word-for-word rewriting of the biblical story. By doing that, scholars of the conservative school promoted historical and archaeological reconstructions that had no actual support in the finds, or were trapped in circular argumentation.

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Domingo, Fevereiro 03, 2008

África? Desde que as potências ocidentais...

Jim West fala hoje, em seu blog, da violência na África, em ‘God Left Africa A Long Time Ago’ [Obs.: blog falecido, link sepultado: 23.03.2008] e, entre outras coisas, menciona:
"Sudan, Chad, Kenya, and other ‘death zones’ keep Africa in the news- and not in a good way. What’s going on there? Are death and violence simply the way disputes are best settled? Clearly not. So why, then, are they the chosen means by so many in Africa?"

Acabo de ler um artigo em Carta Maior: A questão do Quênia. Escrito por Flávio Aguiar no dia 31.01.2008. Recomendo. Nada entendo da África. Mas gostaria de entender.

Minha compreensão é que devemos falar da África no plural: há muitas "Áfricas", geográfica, étnica, cultural e politicamente distribuídas no continente africano. Não se pode simplificar. Depois, há o que Tim Bulkeley já escreveu como comentário ao post do Jim: a violência hoje existente na África é resultado, em grande parte, da intervenção colonialista e imperialista do Ocidente. Por onde passaram as potências capitalistas, exacerbou-se o rastro de ódio. Muitos especialistas dizem ser esta a causa maior, embora não a única, das guerras atuais.

O que choca um ocidental dos Estados Unidos ou da Europa é que lá a guerra é "suja". Como diz Flávio Aguiar:
[O que vemos no Quênia são] "massacres mútuos entre Kikuyus e Luos, perpetrados a golpes de machete, de porretes, ou com pneus em chamas presos aos pescoços das vítimas. São imagens de uma 'guerra suja', em contraste com as 'guerras limpas', intervenções cirúrgicas e assépticas para os interventores, apesar dos milhares de mortos do outro lado, que as potências do mundo hoje costumam patrocinar e praticar".

Mas toda guerra, para os derrotados, é suja. Como diz Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas: "Guerra diverte - o demo acha". Ou guerra é "só o contrário do que assim não seja".

Mas deve existir, Jim, algumas centenas de bons livros, em inglês, que analisam com competência a situação das várias "Áfricas" e contextuam historicamente os correntes conflitos.

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Quinta-feira, Janeiro 10, 2008

Reforma tributaria e pacote do governo

Entidades lançam movimento por reforma tributária e defendem pacote do governo
Várias entidades de representação da sociedade civil, da igreja e movimentos sociais lançaram hoje uma campanha em defesa do que chamam de uma "reforma tributária justa". O documento do movimento foi enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento), e para deputados e senadores. No documento, essas entidades defendem as medidas anunciadas pelo governo para compensar o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), como a elevação das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) das instituições financeiras. "Foi uma medida acertada e justa, pois atinge os mais ricos e sobretudo os bancos, o sistema financeiro e empresas estrangeiras." O documento diz que "as classes ricas do Brasil se articularam com seus políticos no Senado Federal e conseguiram derrubar a CPMF". "A CPMF era um imposto que penalizava os mais ricos e 70% dele provinha de grandes empresas e bancos. Os seus mecanismos de arrecadação impediam a sonegação e permitiam que a Receita Federal checasse as movimentações financeiras com o imposto de renda, evitando fraudes e desvios." As entidades criticam o PSDB, DEM e outras entidades que criticaram a elevação das alíquotas do IOF e da CSLL. "As forças conservadoras voltaram a se articular para condenar essas medidas, tendo à frente Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Febraban (Federação Brasileira de Bancos]." Entre os signatários do movimento estão...

Fonte: Folha Online: 10/01/2008 - 12h55

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Quinta-feira, Dezembro 13, 2007

CPMF

:: O PSDB perdeu - Kennedy Alencar na Folha Online: 13/12/2007

:: Conheça a história da CPMF - Folha Online: 15/08/2007 - 19h46

:: Fim da CPMF põe pressão sobre finanças brasileiras, diz 'FT' - BBC Brasil: 13 de dezembro, 2007 - 09h22 GMT (07h22 Brasília)

:: Brazil’s Senate rejects government tax bill - Financial Times: By Jonathan Wheatley in São Paulo - Published: December 13 2007 04:19

:: Sem CPMF, governo eleva tributos e reduz superávit - Blog do Josias: 13/12/2007 - 03h13

:: Governo descarta reduzir meta de superávit primário com fim da CPMF - Folha Online: 13/12/2007 - 09h11

:: A batalha e a guerra da CPMF - Flávio Aguiar em Carta Maior: 12/12/2007

:: CPMF. 'Governo deu uma bandeira à oposição' Entrevista com Marco Antonio Teixeira - Notícias IHU: 13/12/2007

:: CPMF: combate ao crime perde instrumento relevante, avalia juiz do caso Banestado - Blog do Frederico Vasconcelos: 14/12/2007 - 10h28
... Alguns advogados, que pedem para não ter seus nomes mencionados, acreditam que boa parte da insurgência de empresários contra a CPMF decorre dessa natureza instrumental da CPMF, de detectar fraudes...

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Segunda-feira, Novembro 26, 2007

Terceiro mandato?

Erro de avaliação
Leitores indagam as razões para este jornalista não acreditar que Lula tentará um terceiro mandato seguido. Resposta: Lula é um político muito melhor do que imaginam setores da política e da mídia. É um erro subestimá-lo. O petista não quer um terceiro mandato em 2010 e sabe que não deve querer.

Trecho da "Pensata" de Kennedy Alencar A venezuelização do Brasil, na Folha Online de 23/11/2007.

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Quarta-feira, Novembro 21, 2007

Armando arapuca

Ardil
Acepções:
1. ação que se vale de astúcia, manha, sagacidade; ardileza
2. ação que visa iludir, lograr (pessoa ou animal); armação, cilada

Sinônimos/Variantes:
aboiz, adulteração, alçapão, alça-pé, alicantina, andrômina, arapuca, arara, ardileza, armada, armadilha, arola, arriosca, arteirice, artifício, artimanha, astúcia, baldroca, barganha, batota, blefe, borla, branquinha, brete, bucha, burla, burlaria, cabe, cábula, cacha, cachimana, cachimanha, cambalacho, cambapé, cavilação, caxixe, chicana, cilada, conluio, defraudação, deslisura, dolo, embaçadela, embaçamento, embaimento, embeleco, embroma, embromação, embrulho, embuste, embusteirice, embustice, endrômina, engano, engenho, engenhoca, engodo, engrimanço, enredo, esparrela, esperteza, espiga, estrangeirinha, estratagema, falcatrua, falsificação, farsa, finura, forjicação, fraudação, fraude, fraudulência, futico, futrico, fuxico, garatusa, golpe, guilha, impostura, indústria, insídia, intriga, intrujice, invenção, inzona, lábia, lambança, logração, logramento, logro, ludíbrio, má-fé, magicatura, malas-artes, malícia, manganilha, manigância, manivérsia, manha, manobra, manta, maquinação, maranha, marosca, maroteira, meneio, mentira, mofatra, mulita, mutreta, obra, pabulagem, pandilha, pantomima, papa, papironga, patifaria, pelotica, perfídia, rabiosca, raposia, raposice, ratoeira, rede, rediosca, ronha, sagacidade, sancadilha, santola, sapa, socapa, solapa, solércia, taboca, traça, traficância, traição, trama, tramóia, trampa, trampolina, trampolinada, trampolinagem, trampolinice, tranquiberna, tranquibérnia, tranquibernice, trapaça, trapaçaria, trapalhada, trapalhice, tratantada, treita, trempe, treta, truque, vaselina, velhacada, velhacagem, velhacaria, versúcia; ver tb. sinonímia de subterfúgio

Fonte: Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Versão 1.0 - Dezembro de 2001

Está bem identificado? Então, leia:

Congresso que substituir TSE no controle das urnas
... Em bom português, os deputados estão questionando a isenção da Justiça Eleitoral. E, a pretexto de resolver o suposto problema, sugerem que as regras do processo eleitoral eletrônico passem a ser definidas pelos próprios deputados e senadores, reunidos numa Comissão Eleitoral. Esquecem-se de um detalhe relevante: o congressista é parte interessada, muito interessada, interessadíssima no resultado das urnas. É como atribuir à raposa a gerência do galinheiro. A esperteza começou a andar em fevereiro de 2007...

Fonte: Nos bastidores do poder, blog de Josias de Souza - 18/11/2007 - 18h34

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Domingo, Novembro 18, 2007

Ramonet avalia a Internet

Folha: "Que balanço o senhor faz da revolução das comunicações produzida pela internet nos últimos 15 anos?"

Ramonet - "A internet modificou muito fortemente a comunicação e ainda não assistimos a todas as modificações que ainda pode produzir não só na comunicação como em outros setores como o comércio e a cultura de massas. No setor da comunicação a internet suscitou uma grande ilusão, de uma comunicação democrática, relativamente barata, fácil de conseguir e planetária. Hoje vivemos uma certa decepção. Não conheço o caso do Brasil, mas em geral os sites de internet mais freqüentados, os dez primeiros em cada país, já pertencem aos meios dominantes desse país. Há um alinhamento quase total [sublinhado meu]. Claro que sempre resta a alternativa individual de criar um site, um blog, mas isso também tínhamos antes com a fotocópia. Hoje a internet massivamente utilizada está dominada pelos grandes grupos de comunicação" [sublinhado meu].

Este trecho está em entrevista concedida à Folha de São Paulo por Ignacio Ramonet, diretor de Le Monde Diplomatique, publicada, sob o título América Latina renova esquerda, diz diretor do "Monde Diplomatique", na Folha Online: 18/11/2007 - 02h30.

Leia toda a entrevista, que é muito interessante.

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Segunda-feira, Novembro 12, 2007

Midia, poder e democracia em debate

Observe, na reportagem citada, quem está lá: Emir Sader, Marilena Chauí, Mino Carta, Ignácio Ramonet, Bernardo Kucinski, Renato Rovai... e muitos outros!

Fórum internacional debate mídia, poder e democracia
Encontro será realizado de 12 a 14 de novembro, em Salvador, reunindo profissionais e pesquisadores da área da comunicação. Fórum quer debater atuação da mídia, suas relações com o poder e sua importância para a consolidação da democracia.

Leia o texto completo.

Fonte: Carta Maior - 09/11/2007.

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Domingo, Agosto 26, 2007

Direito à Memória e à Verdade

Brasil merece "comissão da verdade" sobre 64
A regra de que a História sempre é escrita pelos vitoriosos foi quebrada pelo livro Direito à Memória e à Verdade, obra que relata os 11 anos de trabalho da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos. Pela primeira vez, um documento oficial do governo federal conta a história dos derrotados pela ditadura militar de 1964 (...) O Estado brasileiro assume a versão de que a repressão política decapitou, esquartejou, estuprou, torturou e ocultou cadáveres, entre outros atos cruéis, de opositores da ditadura que já estavam presos e que não tinham como reagir. "A maioria das mortes se deu na prisão, sob intensas torturas", afirma o livro, que é produzido pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. A obra será divulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto (...) Em 1995, o então presidente Fernando Henrique Cardoso teve a coragem de editar uma lei que fez o Estado brasileiro assumir a responsabilidade pela morte de "causas não naturais" dos opositores da ditadura. Foi um grande avanço. Lula, que tinha feito muito menos nessa área do que o antecessor, dá agora um passo importante ao bancar um livro que diz com todas as letras como aconteceram essas mortes de "causas não naturais" (...) O livro traz um resumo sobre 475 casos. Desses, 339 foram apreciados pela comissão de mortos e desaparecidos (...) Editado com tiragem de 5.000 exemplares e 500 páginas, o documento... Leia o texto completo escrito por Kennedy Alencar na Folha Online de 26/08/2007.

Leia Mais:

Livro relata abusos sexuais contra presos da ditadura - Folha Online: 26/08/2007 - 08h43

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Terça-feira, Julho 31, 2007

A dor daqueles que doem toda a vida

O senhor sabe: tanta pobreza geral, gente no duro ou no desânimo. Pobre tem de ter um triste amor à honestidade. São árvores que pegam poeira - Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas.

O teatro do horror
"A aviação comercial brasileira ganhará investimentos vultosos nos próximos anos. Não por ser esta uma questão de justiça, mas porque os reclamantes são poderosos. Se fosse pela justiça, o governo deixaria de se preocupar com aqueles que dormem nos corredores dos aeroportos por algumas noites, aquele povo bem servido que tem sofrido nas filas de chek-in, e trataria de multiplicar seus programas aos famintos da nação. Procuraria diminuir a dor daqueles que doem toda vida. Buscaria aquecer o frio daqueles que tremem em todo inverno. Daria abrigo àqueles que dormem mal toda noite. É provável que muitos discordem, ou que me odeiem por dizer isso. Provavelmente já passaram horas no saguão de Congonhas, tendo somente as mochilas como travesseiros. Mas será que já experimentaram as carências extremas? (...) Perdoe-me, leitor, o povo merece, sim, voar com dignidade para visitar os parentes na Europa e fazer compras em Miami. Sim, ninguém deveria enfrentar aquelas filas horríveis. Mas, por favor, não me diga que essa é uma questão de justiça. O que temos aqui é uma questão de poder. O apagão aéreo (...) tornou-se notícia permanente porque mexeu com gente graúda (...) Obviamente, nem todos os que voam são graúdos, mas parece que todos os graúdos voam", escreve Chico Guil em Carta Maior - 30/07/2007. Leia o texto completo.

>> Este é o post de número 1000 do Observatório Bíblico.

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Terça-feira, Julho 24, 2007

Esquizofrenia informativa de los medios opositores

En los últimos días, los medios opositores han difundido infinitas versiones sobre la causa por la cual el avión de TAM siguió de largo por la pista central de Congonhas, atravesó una avenida y se estrelló contra un depósito (...) Esa misma esquizofrenia informativa se vive con respecto a los cada vez más habituales apagones aéreos. El domingo los principales medios brasileños sostenían que los retrasos y las complicaciones que paralizaron durante horas los aeropuertos brasileños el sábado habían sido provocados por un boicot de los controladores aéreos... Leia em Página/12, diário argentino, edição de hoje, sobre a crise aérea e os meios de comunicação brasileiros.

Leia Mais:
E a imprensa arremeteu - Gilson Caroni Filho em Carta Maior: 20/07/2007
O que estava em causa na cobertura da mídia após o acidente da TAM era a construção da "crônica da tragédia anunciada". Ao incluir as vítimas fatais no seu cálculo político, mais uma vez a mídia folhetinizou um drama real, banalizando a vida.

Mídia eleva tom contra Lula. Ministro do STM sugere golpe - Marco Aurélio Weissheimer em Carta Maior: 24/07/2007
Editoriais e colunistas falam em “colapso do lulismo”, “corriola governamental” e incapacidade de governar o país. Ministro do Superior Tribunal Militar diz que “pessoas de bem vão se pronunciar como já fizeram em um passado não muito distante”.

Vôo TAM 3054 - Especial da Folha Online

Atualizando: 25.07.2007 - 10h00
Novas reflexões sobre a tragédia do Airbus - Bernardo Kucinski em Carta Maior: 24/07/2007
Confirmou-se por completo e ganhou musculatura a tese central do meu primeiro comentário, então apenas intuída, de que o desastre da TAM deu-se num contexto de maximização de lucros. A estratégia das companhias, que fez de Congonhas um centro nacional de redistribuição de passageiros (“hub”), foi explicada por Daniel Ritter no jornal Valor da sexta (20) e confirmada elo executivo da TAM José Hélcias, no Estadão desta terça (...) Ao anunciar a desativação de Congonhas como “hub”, o governo admite que, mesmo depois de instalado o caos na malha aérea, continuava aceitando criticamente o sistema deixado pelo governo anterior no qual as companhias definiam a política pública para o setor. Essa passividade estava implícita no meu primeiro comentário, mas não suficientemente enfatizada (...) Desde o primeiro momento, deu-se a exploração político-partidária da tragédia, pela mídia e pelos principais líderes tucanos, José Serra e Tasso Jereissati. Assim como desastre se dá no contexto de uma crise generalizada do tráfego aéreo, sua politização também é uma extensão natural do processo de linchamento do governo Lula que vem desde o “mensalão”. O ataque começou no momento mesmo da tragédia, quando os âncoras, sem informação suficiente para comentar as cenas espetaculares do incêndio, fixaram-se obsessivamente no problema da pista. Mesmo porque a pista foi liberada ainda sem as ranhuras previstas no projeto e o caos aéreo já durava dez meses. Mas já naquela noite, os repórteres do Estadão ficaram sabendo que o avião voava há uma semana com o reverso travado (...) Só que o Estadão preferiu desprezar esse verdadeiro furo de reportagem que poderia mudar o rumo do noticiário... Leia o texto completo.

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Segunda-feira, Julho 23, 2007

Golpistas!

Plano dos EUA antecipou ação dos militares
Na série de documentos sobre o envolvimento dos EUA no golpe militar de 1964 no Brasil, que o governo norte-americano vem liberando nos últimos tempos [sublinhado meu] e transformando em arquivo eletrônico em respeito a uma lei de liberdade de informação, há um plano que mereceu apenas citação e só pode ser consultado fisicamente, depois de um processo trabalhoso. Chama-se "A Contingency Plan for Brazil" (um plano de contingência para o Brasil). É de 11 de dezembro de 1963 e foi escrito por Lincoln Gordon, então embaixador dos EUA no país, e Benjamin H. Head (1905-1993), então secretário-executivo do Departamento de Estado. Nele, diplomatas elencam desfechos possíveis para a crise institucional e política do Brasil e sugerem possíveis ações do governo americano. Uma delas chama a atenção por ser quase uma proposta de ação para os militares revoltosos... Leia o texto completo de Sérgio Dávila na Folha Online de 15/07/2007 - 12h19.

Veja também:
Leia a íntegra do documento "Um plano de contingência para o Brasil" - Folha Online: 14/07/2007 - 17h30

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Domingo, Junho 24, 2007

Pesquisa diz que Lula obteria terceiro mandato

Pesquisa do PSDB diz que Lula obteria terceiro mandato

Para desgosto de "Zóia" e assemelhadas!

Escrito por Josias de Souza em 24/06/2007 às 02h23

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Segunda-feira, Junho 18, 2007

Silva

'Vavá está sendo linchado’, escreve Elio Gaspari
Genival Inácio da Silva, o Vavá, está sendo covardemente linchado porque é irmão do presidente da República. Ele é acusado de tráfico de influência sem que até hoje tenha aparecido um só nome de servidor público junto ao qual tenha traficado qualquer pleito que envolvesse dinheiro do erário (...) Desqualificá-lo por lambari, deseducado ou pé-de-chinelo é parte do linchamento. Ele é um cidadão, ponto. Seus atos vêm sendo investigados e serão levados à apreciação da Justiça. Podia ser membro da Academia Brasileira de Letras, dava na mesma. Antes da conclusão do inquérito policial, Vavá foi irremediavelmente satanizado a partir de indícios, suspeitas e manipulações. Seu linchamento não busca o cidadão metido com vigaristas. Busca a jugular do irmão.

Leia o artigo todo no blog do Josias - 17/06/2007: 03h45

Leia Mais:
Os atributos de Vavá
Poder de agenda: assusta, mas não surpreende

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Terça-feira, Junho 12, 2007

Poder de agenda: assusta, mas não surpreende

‘Jornalismo vale-tudo’
Uma mistura deliberada de informação com opinião. Característica de uma imprensa que há muito trocou seu papel de fiscal dos poderes pelo de partido de oposição. Clara demonstração daquilo que os especialistas em comunicação chamam de "poder de agenda": capacidade de, por sucessivas edições dos fatos, criar na opinião pública uma percepção dominante da sociedade em que vive (...) Nesse quadro, todos os procedimentos são válidos. Reportagens condicionadas à orientação editorial da publicação ou emissora. Negligência investigativa, seleção e organização de informações com vistas a criar crises que nada mais são que simulações produzidas por recortes de mídia. Divulgação, ao arrepio da lei, de informações de inquérito sob segredo de justiça. Tudo isso somado é alicerce da democracia ou instrumento de instabilidade institucional? Sem qualquer receio de se deslegitimar como práxis ética, aposta no esquecimento como fonte de validação de seus enunciados. Uma mídia, em suma, que é, desde a origem, golpista e conservadora. E tem dado sobejas demonstrações disso nos últimos dias.

Leia o texto completo de 'Jornalismo vale-tudo', de Gilson Caroni Filho, em Carta Maior - 12/06/2007.

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Terça-feira, Maio 01, 2007

Morte no canavial

Cortadores de cana têm vida útil menor que a dos escravos: esta foi a manchete da Folha de São Paulo em 29/04/2007.

Leia mais no Blog do Sakamoto - quem é? -, no post A cana e o trabalho escravo.

Um trecho:
A vida útil do cortador de cana está diminuindo. De acordo com pesquisa da professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Maria Aparecida de Moraes Silva, nas décadas de 80 e 90 esse trabalhador rural permanecia na atividade por 15 anos. Hoje, ela acredita que esse prazo tenha diminuído para 12. Uma pessoa chega a cortar mais de 15 toneladas de cana por dia, sob o sol forte, o que ao longo dos anos vai destruindo o seu corpo. Como o ganho é por produtividade, quem corta mais pode levar mais dinheiro para casa no final da safra. O problema é que os exames admissionais não são feitos com o cuidado que merecem e, muitas vezes, trabalhadores que não têm condições físicas para a tarefa acabam sendo contratados. Só nos últimos três anos, 19 pessoas morreram durante o corte da cana no interior do Estado de São Paulo ... Em reportagem publicada hoje, a Folha de S. Paulo utiliza dados do historiador Jacob Gorender para comparar o cortador de cana de hoje com o trabalhador escravo da época colonial e imperial, que tinha vida útil de 10 a 12 anos. O próprio editorial do jornal exortou que “os empresários que recebem os crescentes lucros da atividade têm a responsabilidade de zelar pelas condições de trabalho de seus empregados – sejam eles contratados direta ou indiretamente. Caso contrário, o Brasil continuará a ser o país dos lamentáveis contrastes, produzindo o combustível do século 21 com base em estatísticas sociais do século 19”. Já abordei várias vezes aqui neste blog como a expansão da cana está sendo feita em cima do sangue e suor dos trabalhadores rurais (cont.)

Cremare
Cremo, as, ávi, átum, áre 'queimar, abrasar, consumir pelo fogo', (...) por um hipotético *caimare, do lat. peninsular, por influxo do gr.tar. káïma 'queimadura, calor ardente'; ver queim-; f.hist. 1065 keitmar, 1152 queimena, sXIII queimar, sXIII quemar, sXIV queymar.

Abrasar, acender, adurir, afoguear, atear, calcinar, causticar, incender, incendiar, inflamar... Assim, a queimada da cana.

É que explica o Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa, versão 1.0, dezembro de 2001.

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Sexta-feira, Março 30, 2007

Crise no ar: todos os aeroportos foram fechados

Crise no Tráfego Aéreo

Atualizando: 02/04/2007 - 10h23
Sem querer, Lula quebra tabu militar (Folha Online: 01/04/2007)

Texto imperdível, de Kennedy Alencar.

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Terça-feira, Março 27, 2007

Etanol banhado a sangue, suor e morte

BID e irmão de Bush vão lançar pacote pró-etanol (Folha Online: 27/03/2007 - 09h19)

Biocombustíveis são fraude, diz colunista do "Guardian" (BBC Brasil: 27/03/2007 - 08h06)

Bush, Lula e a embriaguez do etanol (Adital - 26/03/2007)


Leia também:
Bush no Brasil

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Quinta-feira, Março 08, 2007

Bush no Brasil

Bush chega tarde e com pouco à América Latina - Caio Blinder, na BBC Brasil, 08/03/2007
...O atual presidente americano é muito impopular na América Latina. Ele não deverá ser tratado efusivamente pelas multidões...

Entidades rechaçam modelo de produção com base no agronegócio - Natália Suzuki, na Agência Carta Maior, 07/03/2007

Protestos contra Bush unificam leque amplo de organizações - Verena Glass, na Agência Carta Maior, 06/03/2007

Relações Brasil-EUA - Especial da BBC Brasil


Atualização: 10/03/2007 - 11h56

A queimada de cana e seu impacto sócioambiental - Manoel Eduardo Tavares Ferreira, na Adital, 07/03/2007
O uso do fogo na agricultura é condenado há mais de um século pelos manuais de conservação do solo e edafologia, pelas conseqüências negativas por ele provocadas na produtividade da terra (...) Com a febre da monocultura da cana, a prática das queimadas passou a ser rotineira.

Bush não é bem-vindo no Brasil - Verena Glass e Bia Barbosa, na Agência Carta Maior, 08/03/2007
Enquanto o Air Force One e outros seis aviões sobrevoavam a América Latina rumo ao Brasil, trazendo a bordo George Bush e sua comitiva, todas as críticas ao presidente dos EUA se concentraram em um caldo grosso de revolta, repúdio e desafio que entornou na Avenida Paulista e sacudiu as paredes do centro financeiro do país com uma mensagem clara: Bush não é bem-vindo no país.

O que Bush vem fazer no Brasil? - Bernardo Kucinski, na Agência Carta Maior, 08/03/2007
Onze razões para não confiar no dirigente americano.

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Terça-feira, Março 06, 2007

Cinismo tambem devia ter limites

Pois é, leia você mesmo e avalie:

EUA criticam Iraque e Afeganistão por ferirem direitos humanos (Folha Online: 06/03/2007 - 18h40)

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Terça-feira, Dezembro 19, 2006

Grita geral bloqueia reajuste absurdo dos ganhos dos parlamentares

Por enquanto!

Será que é preciso dizer alguma coisa? Só se for citando os profetas, como Amós, Oséias, Isaías, Jeremias, Ezequiel...

No distante século VI a.C., já dizia Ezequiel: "Ai dos pastores (...) que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar o seu rebanho?" (Ez 34,2), referindo-se aos líderes de Judá que, por seu criminoso governo, fizeram com que o povo perdesse tudo e fosse levado ao exílio babilônico.

Ou Guimarães Rosa, mais próximo, na década de 50 do século XX, em Grande Sertão: Veredas: "Chefe não era para arrecadar vantagens, mas para emendar o defeituoso", falando do ofício de liderar jagunços nos Gerais de Minas.

Pois é: o salário de R$ 24,5 mil equivale a 70 mínimos, sendo o maior desde a implantação do Plano Real em 1994.

Leonardo Boff escreveu no dia 16.12.2006, em artigo indicado abaixo: "O Parlamento não é apenas instância delegada do poder popular, nem gerenciamento técnico das questões do bem comum. Ele é principalmente instância ética. Representa valores da cidadania, da transparência no cuidado da coisa pública. Nós cida