Observatório Bíblico

Sexta-feira, Setembro 19, 2008

O conceito de Terra Prometida e os conflitos atuais

CMI apresenta novas perspectivas sobre o conflito entre Palestina e Israel

A Bíblia "não deve ser utilizada para justificar a opressão ou proporcionar comentários simplistas sobre acontecimentos contemporâneos", concluíram participantes da conferência sobre o conceito de "terra prometida", reunida pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), em Genebra, de 10 a 14 de setembro.


O conceito de "terra prometida" é central no conflito entre israelenses e palestinos. Ele trouxe novas perspectivas a líderes eclesiásticos e teólogos, que, disseram, mudaram de opinião sobre o conflito após as reflexões realizadas durante essa "confrontação construtiva" organizada pelo CMI. Um dos resultados da conferência é o maior entendimento sobre a questão da terra na Bíblia. Os participantes entenderam que os anos de violência em Israel e na Palestina constituem uma interpelação aos teólogos cristãos para que concebam formas que "afirmem a vida" como resposta ao conflito. O evento foi patrocinado pela Federação Protestante da Suíça e das Igrejas Reformadas Berna-Jura-Soleura e integrou as atividades do Fórum Ecumênico Palestina/Israel, uma iniciativa intereclesial de sensibilização. As 85 pessoas presentes ao encontro eram procedentes da Europa, Oriente Médio, das Américas, África e Ásia. "As contribuições concretas dos cristãos palestinos aos debates ajudaram a transformar de forma significativa a maneira de ver os problemas", disseram as igrejas anfitriãs em comunicado. "No marco de debates controvertidos, e às vezes apaixonados, foi sendo criada uma sensibilidade construtiva em relação aos temas centrais", anotaram. Professores da Europa e da América do Norte expuseram os progressos realizados durante anos de diálogos. Ao reconhecer essa ação reparadora entre cristãos e judeus, a Conferência expressou a esperança de que os cristãos da Palestina e de Israel sejam convidados a participar desses diálogos no futuro, bem como de diálogos similares com os muçulmanos. "Continuamos examinando de forma crítica e criativa as noções de terra prometida", descobrindo as metáforas que sustentam a vida na Bíblia e em nossas tradições, com o objetivo de promover a justiça, a paz, a reconciliação e o perdão, visando a plenitude da vida da terra e de todos seus habitantes", enfatiza o documento final intitulado "Perspectiva de Berna". É particularmente importante fazer uma diferenciação entre a história bíblica e as histórias (narrações) bíblicas, e saber distinguir entre o Israel da Bíblia e o moderno Estado de Israel, afirma o documento. Ao longo de nove debates de especialistas a conferência apresentou diferentes perspectivas em relação ao conceito de "terra prometida" e questões relacionadas.

Leia o texto completo.

Fonte: ALC/CMI - Genebra, sexta-feira, 19 de setembro de 2008


Nuevas perspectivas sobre el conflicto entre Palestina e Israel, luego de conferencia del CMI

Cmi/Alc - Ginebra, viernes, 19 de septiembre de 2008

Una conferencia sobre el concepto de "Tierra Prometida" en la que se presentaron diferentes perspectivas teológicas de esta cuestión clave en el conflicto entre israelíes y palestinos ha aportado a los dirigentes eclesiásticos y teólogos nuevas perspectivas que podrán compartir con sus iglesias al regresar a sus respectivos países. Algunos participantes dijeron que habían cambiado de opinión tras esa "confrontación constructiva" en la reunión organizada por el Consejo Mundial de Iglesias (CMI).


"Promised Land" conference brings about "constructive confrontation", new views on Israel-Palestine conflict

WCC - 15.09.2008 17:34

A conference on "Promised Land" that aired different theological approaches to this key issue in the Israeli-Palestinian conflict has given church leaders and theologians new views to take home to their churches. Some participants said their outlook had been changed by the "constructive confrontation" at the World Council of Churches (WCC) event.


A key result of the conference is a better understanding of the question of land in the Bible, in theology and in the conflict. The conferees said decades of violence in Israel-Palestine challenge Christian theologians to work out "life-affirming" responses to the conflict. The Bible "must not be utilized to justify oppression or supply simplistic commentary on contemporary events", the final document said. The 10-14 September 2008 conference was hosted by the Swiss Protestant Federation and the Reformed Churches in Bern-Jura-Solothurn. The encounter took place as part of the WCC Palestine Israel Ecumenical Forum, an inter-church advocacy initiative. The 85 participants came from Europe, the Middle East, the Americas, Africa and Asia. "Concrete contributions to the discussions from Palestinian Christians helped to significantly change approaches to the issues," the host churches said in a communiqué. "In the controversial and at times passionate debates a constructive sensitivity to the central themes developed." Scholars from Europe and North America outlined progress made in years of dialogues between Christians and Jews. Recognizing this "Jewish-Christian healing" the conference expressed hope that Christians in Palestine-Israel would be welcomed into such dialogues in future and invited similar dialogues with Muslims as well. "Let us continue to critically and creatively examine notions of the 'Promised Land', rediscovering in the Bible and in our traditions life-giving metaphors for promoting justice, peace, reconciliation and forgiveness for the fullness of the earth and all its inhabitants", said the final document, the "Bern Perspective". It is particularly important to differentiate between biblical history and biblical stories, the "Bern Perspective" says, and as well to distinguish between the Israel of the Bible and the modern State of Israel...

Veja: Full text of the Bern Perspective

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Quinta-feira, Abril 17, 2008

Guerra diverte - o demo acha

Guerra? Veja porque o diabo gosta!

Cerca de 300 mil soldados dos EUA sofrem de seqüelas mentais
Cerca de 300 mil soldados americanos estão sofrendo de seqüelas mentais e depressão profunda por servirem nas guerras do Iraque e Afeganistão, e 320 mil tiveram danos cerebrais, segundo estimativas de estudo recente da Rand Corporation, organização especializada em pesquisas militares. Apenas a metade deles recebeu tratamento, aponta o estudo divulgado nesta terça-feira pelo instituto. "Os homens e mulheres que serviram nossa nação estão enfrentando sérios problemas de saúde", disse Terri Tanielian, pesquisador da Rand. "Ao menos que recebam tratamento apropriado e efetivo para os danos que estão sofrendo, haverá conseqüências de longo prazo para eles e para a nação", acrescentou Terri em entrevista à Associated Press. O estudo de 500 páginas é o primeiro feito em larga escala e inclui uma pesquisa com 1.965 soldados de várias regiões do país e de todas as divisões das forças armadas, incluindo militares ainda em atividade e veteranos aposentados...

Leia o texto completo.

Fonte: Folha Online: 17/04/2008 - 16h02 (da Associated Press, em Washington)

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Terça-feira, Abril 08, 2008

O soldado de inverno marcha novamente

Veteranos do Iraque e do Afeganistão relatam horrores praticados pelas tropas norte-americanas. "No dia 18 de abril de 2006 tive minha primeira 'morte confirmada'. O homem era inocente. Não sei seu nome. Eu o chamava 'o gordo'. Estava caminhando de volta para sua casa e eu atirei contra ele na frente do seu amigo e do seu pai", contou Jon Michael Turner.

Na metade de março, às vésperas do quinto aniversario da invasão do Iraque, foi realizado um excepcional encontro em Washington D.C. chamado Winter Soldier (Soldado de Inverno): Iraque e Afeganistão, relatos em primeira mão das ocupações. Centenas de veteranos das duas guerras e soldados na ativa, reuniram-se para dar testemunho sobre os horrores da guerra, incluindo as atrocidades que presenciaram ou que eles mesmos cometeram. O nome Winter Soldier foi tomado de um evento similar realizado em 1971, no qual centenas de veteranos do Vietnã reuniram-se em Detroit, e sua origem está na frase que inicia o panfleto de Thomas Paine, "The Crisis" (A Crise), publicado em 1776: "Estes são os tempos que põem à prova as almas dos homens: em tempos de crise, o soldado de verão, sem convicção, e o patriota sem causa evitarão servir seu país; mas aquele que se mantiver firme merece o amor e o agradecimento de todos os homens e mulheres". Este Winter Soldier foi organizado pelo grupo Veteranos do Iraque Contra a Guerra (IVAW, na sigla em inglês - Iraq Veterans Against the War). Kelly Dougherty, veterano do Iraque, membro da Guarda Nacional do Exército no Colorado e diretor executivo de IVAW, abriu o evento com estas palavras: "As vozes dos veteranos e membros na ativa, assim como as dos civis, devem ser ouvidas pelo povo dos Estados Unidos e pelas pessoas de todo o planeta; e também por outras pessoas do exército e outros veteranos, para que eles mesmos possam encontrar sua própria voz para contar sua história, porque cada uma das nossas histórias individuais tem uma importância crucial e deve ser ouvida para que as pessoas compreendam a realidade e o verdadeiro custo humano da guerra e da ocupação". O que veio a seguir foram quatro dias de intensos depoimentos, relatos de primeira mão de assassinatos de civis iraquianos, indo da desumanização de iraquianos e afegãos que acompanha a violência das ocupações até as vítimas que essa violência cobra entre os soldados e a atenção inadequada que eles recebem quando voltam para casa.

Leia o texto completo de O soldado de inverno marcha novamente em Carta Maior - 07/04/2008

Traduzido do original inglês: Winter Soldier Marches Again - Democracy Now - The War and Peace Report: March 19, 2008. Texto assinado por Amy Goodman.

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Quarta-feira, Abril 02, 2008

De novo?

Síria se prepara para ataque israelense, diz jornal

Guila Flint - da BBC, em Tel Aviv

O Exército sírio elevou o nível de alerta e está se preparando para um possível ataque israelense, informou nesta quarta-feira o jornal "El Kuds El Arabi". O jornal, publicado em Londres e considerado importante no mundo árabe, cita fontes sírias que teriam afirmado que um provável ataque de Israel teria como alvo a Síria e o grupo xiita libanês Hizbollah. De acordo com a publicação, o governo sírio tem acompanhado as últimas declarações de líderes israelenses e chegou à conclusão de que Israel estaria preparando a opinião pública para uma guerra com a Síria.

Leia a reportagem completa na BBC Brasil de 02/04/2008 - 11h20

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Terça-feira, Março 25, 2008

Guerra? Veja porque o diabo gosta...

Prenda a respiração e só olhe se for forte, porque o que se vê da guerra do Iraque aqui, em site de Robert Fisk, correspondente para o Oriente Médio do jornal inglês The Independent, é muito feio...

Recomendado só para adultos.

No site há um aviso:
Please note that some of these pictures are not suitable for small children and those who have weak hearts. These photos are only of a very tiny fraction of the thousands of Iraqi Civilian Victims who have been terrorised, humiliated, injured, maimed and killed through British and American bombing of civilian areas in various cities of Iraq. Due to insecurity, independent reporters could not and still can not reach many areas to photograph and report the atrocities. Several independent reporters and journalists were deliberately bombed to prevent them reporting the atrocities. We kindly request Independent News Reporters to send us photos of the Anglo-American atrocities in Iraq for inclusion on these pages.

Pictures of Destruction and Civilian Victims of the Anglo-American Aggression in Iraq (From March, 2003 onwards).

Clique nos números das páginas para ver as fotos: Page 1, Page 2... são muitas páginas de horror!


É Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas, quem avisa:
Guerra diverte - o demo acha. Mas, explica: o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem - ou é o homem arruinado, ou o homem dos avessos.

Na tradução alemã: ROSA, J. G. Grande Sertão. Roman. Aus dem brasilianischen Portugiesisch von Curt Meyer-Clason. Köln: Verlag Kiepenheuer & Witsch, [1964] 1987. - ISBN 3462018094 isto soa assim:
Der Krieg lenkt ab - so meints der Teufel (...) Der Teufel wirkt im Innern des Menschen, in seinen Eingeweiden, und dann ist der Mensch entweder böse, oder er hat Pech.

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Quarta-feira, Março 19, 2008

Iraq War Five Years Later

Em uma situação "desesperadora", milhões de iraquianos vivem sem acesso a água tratada, saneamento básico ou atendimento à saúde, cinco anos após a invasão americana de 2003, afirmam nesta segunda-feira dois relatórios divulgados por organizações internacionais, relata a BBC Brasil em Cinco anos depois, situação no Iraque "é desesperadora", diz relatório - 17/03/2008 - 07h53

Leia Mais:
Guerra no Iraque - Especial Folha Online
Iraq War Five Years Later
No 5º aniversário do conflito, Bush defende Guerra do Iraque - Folha Online: 19/03/2008 - 12h34
Após cinco anos, a Guerra no Iraque tornou-se impopular entre os norte-americanos. Segundo uma pesquisa realizada pela rede de televisão CNN, apenas 32% dos entrevistados apoiam a guerra. Já 66% opõem-se à intervenção do país no Iraque.

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Sábado, Março 15, 2008

Israel: 60 anos

1948-2008: Histoires d’Israël


Israël fêtera le 14 mai 2008 son soixantième anniversaire...


Le Monde diplomatique: avril-mai 2008

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Quarta-feira, Março 12, 2008

Aquecimento global e Oriente Médio

Mudança climática pode desencadear conflitos, diz UE
Escrito pelo Alto Representante da União Européia, Javier Solana, e pela comissária de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, o documento servirá de base para um debate sobre possíveis medidas para combater o aquecimento global, o principal assunto da cúpula de chefes de Estado europeus que será realizada nesta semana em Bruxelas (...)

Segundo o relatório, na próxima década, a União Européia poderá enfrentar uma avalanche de "milhões de imigrantes ambientais, com a mudança climática como principal causa desse fenômeno". Os "refugiados do clima" chegarão à Europa fugindo da falta de água e de suas conseqüências na África Central e no Oriente Médio. "É praticamente certo que as tensões em torno do acesso à água se intensificarão na região, levando a maior instabilidade política, com implicações negativas para a segurança energética da Europa", diz o relatório. Só em Israel, a disponibilidade de água potável deverá diminuir em 60% durante este século. Iraque, Síria, Arábia Saudita e Turquia serão castigados pela redução das terras cultiváveis causada por secas intensas, o que poderia intensificar tensões já existentes e gerar uma série de conflitos internos [sublinhado meu], como o que assola atualmente a região de Darfur, no Sudão. Até 2050, a África perderia três quartos de suas terras aráveis devido ao aumento do nível do mar e à salinização. O problema poderia afetar cerca de 5 milhões de pessoas que vivem no delta do rio Nilo e cuja economia depende da agricultura [sublinhado meu].

Fonte: Márcia Bizzotto - De Bruxelas para a BBC Brasil - 10 de março, 2008 - 20h47 GMT (17h47 Brasília)

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Segunda-feira, Março 03, 2008

The looting of Iraq's cultural treasures

Está em New Scientist - revista publicada por Reed Business Information, Sutton, Reino Unido.

Iraq's legacy of looted treasures is revealed
02 March 2008 - NewScientist.com news service

The looting of Iraq's cultural treasures made headlines around the world in the wake of the invasion by the US and its allies in March 2003. Now the extent of the harm to archaeological sites in southern Iraq has been quantified, thanks to commercial satellite images. Modern-day Iraq contains relics from some of the world's oldest cities and is often referred to as the "cradle of civilisation". Anecdotal reports and helicopter flyovers suggested the looting of artifacts has been widespread. To find the extent of the problem, archaeologist Elizabeth Stone at Stony Brook University in New York examined images from Digital Globe Corporation, a private satellite imaging company. The looming conflict sparked DGC's interest in Iraq and from February 2003 it took many high-resolution images of the country. Stone examined almost 10,000 square kilometres of imagery, containing some 1900 archaeological sites. By scrutinising the darkness and sharpness of shadows, she was able to identify holes made by looters and whether they were pre-existing or new. In this way she was able to assess the severity of looting before and after the war. She says 15.75 square kilometres of land have been intensively looted, including 213 archaeological sites [sublinhado meu]. This is an area many times greater than all the archeological excavations undertaken in southern Iraq (Antiquity, vol 82, p 125). Stone estimates that hundreds of thousands of tablets, coins, cylinder seals, statues, terracottas, bronzes and other objects have been stolen.

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Sábado, Março 01, 2008

Holocausto

Todo mundo sabe o que é no Israel antigo e no Israel moderno.

Mas e no mundo palestino?

Leia:
Hamas pode atrair "holocausto" a Gaza, diz vice-ministro de Israel - Folha Online: 29/02/2008 - 12h45
O vice-ministro da Defesa de Israel, Matan Vilnai, afirmou nesta sexta-feira que o grupo radical islâmico Hamas pode atrair um "holocausto" para a faixa de Gaza por meio dos constantes ataques com foguetes Qassam lançados da região contra alvos israelenses. Desde a quarta-feira (27), 31 pessoas morreram atingidas por mísseis lançados por Israel --entre elas 14 civis, incluindo oito crianças-- de acordo com fontes oficiais palestinas...

Palestinos afirmam que negociações de paz com Israel estão "enterradas" - Folha Online: 01/03/2008 - 16h50
Saeb Erekat, um dos principais negociadores palestinos no processo de paz com Israel, afirmou neste sábado que as negociações com Tel Aviv "estão enterradas sob os escombros das casas destruídas em Gaza", em referência à mais recente operação militar israelense, que já deixou ao menos 71 mortos --45 deles apenas neste sábado-- e 260 feridos desde quarta-feira (27). A operação de Israel no norte da faixa de Gaza é uma retaliação aos disparos de foguetes pelo grupo extremista palestino Hamas. Entre os mortos palestinos, ao menos 13 são civis, sendo quatro crianças e sete mulheres...

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Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

E o Iraque, gente?

Será que a gente já se esqueceu que o desastre cultural que tomou conta da antiga Mesopotâmia desde 2003 continua? Que sítios arqueológicos continuam a ser destruídos (também) pelas tropas invasoras?

Apelos "for clearing the sites of all troops" continuam a ser lançados...

Enquanto isso, dá até nojo ver que tem gente jurando, mais uma vez, que "descobriu" a Arca da Aliança...

Pois digite "Ark of Covenant" na Pesquisa de Blogs do Google! It is in TIME... saiu na revista TIME.

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Quinta-feira, Novembro 29, 2007

Sem paz com palestinos, Israel pode acabar

Israel pode entrar em colapso sem Estado palestino, diz Olmert

O premiê israelense, Ehud Olmert, afirmou nesta quinta-feira que, se não for alcançada uma solução de "dois Estados para dois povos", chegará um dia em que o Estado de Israel poderá entrar em colapso, como ocorreu na África do Sul do regime do Apartheid. Olmert deu as declarações em entrevista ao jornal israelense "Haaretz", um dia depois do término da conferência de paz em Annapolis (EUA), na qual israelenses e palestinos expressaram sua intenção de negociar um acordo para criar um Estado palestino até 2009. "Chegará o dia em que a solução de dois Estados não poderá se materializar, e então enfrentaremos um conflito como ocorreu na África do Sul pela igualdade no direito de voto", disse Olmert, em Washington, ao jornal israelense sediado em Tel Aviv. O premiê ressaltou que, "quando isso ocorrer, o Estado de Israel terá acabado" (...) Pesquisas divulgadas por jornais israelenses apontam que apenas um em cada cinco israelenses acham que a conferência em Annapolis foi um sucesso, enquanto 80% afirmam que líderes palestinos e israelenses não conseguirão chegar a um acordo de paz em 2008 (...) [Entretanto] 53% apóiam um acordo de paz que inclua soluções para o conflito.

Leia o texto completo.

Fonte: Folha Online: 29/11/2007 - 12h38

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Sexta-feira, Novembro 23, 2007

O Ocidente deve invadir o Oriente? Ora, ora...

Aznar defende entrada de Israel na Otan
... em palestra de cerca de 20 minutos [em jantar na noite de ontem, em São Paulo, Brasil], Aznar [o ex-premiê espanhol José María Aznar] defendeu a entrada de Israel na Otan (aliança militar ocidental), disse que é preciso defender o país de um eventual Irã nuclear e ainda afirmou que, "apesar de 'estar' no Oriente Médio, o Estado hebreu não 'é' do Oriente Médio" - desqualificando seus vizinhos árabes. "Venho defendendo a entrada de Israel na Otan há anos. Israel é ocidental [sublinhados meus]. Aos que acham que isso traria problemas, respondo: isolar Israel trará problemas maiores ainda", disse Aznar...

Leia na Folha Online de 23/11/2007 - 20h41.

Quem apresentou Aznar aos convidados foi o presidente da Universidade israelense Bar-Ilan, Moshe Kaveh...

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Terça-feira, Setembro 04, 2007

Ortodoxia: futuro problema para Israel?

Crescimento de população ortodoxa preocupa israelenses -- Folha Online - BBC Brasil: 04/09/2007 - 09h37
Israel enfrenta um crescente dilema demográfico em relação aos judeus ortodoxos: a população não pára de crescer, aumentando a pressão sobre a defesa do país, uma vez que o grupo não presta serviço militar.

Threat to Israeli army future - BBC News: 2 Sep 2007 (video)
A rise in the number of youngsters becoming ultra-orthodox Jews could threaten the future of the army, as they will avoid conscription duties.

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Segunda-feira, Junho 18, 2007

Oriente Medio em chamas

Leia a análise de Caio Blinder: EUA enfrentam tempestade com crises no Oriente Médio.

Da BBC Brasil, em Nova York: 18/06/2007, às 09h33

Algumas frases:
A ambiciosa estratégia do governo Bush de arquitetar um nova ordem no Oriente Médio com legitimidade democrática está em pane. Existe na verdade um novo cenário com desafios bastante complexos que podem resultar em um vasto desastre para os interesses americanos (...) O Oriente Médio hoje é uma tempestade, comprovando mais do que nunca a incapacidade do ambicioso timoneiro George W. Bush de conduzir os interesses americanos para um porto seguro. Há desastres no horizonte. E a tempestade vai além dos mares (ou desertos) do Oriente Médio (...) Mas vamos delimitar as turbulências. O clichê Oriente Médio em chamas é plenamente adequado: há o colapso do projeto nacional palestino, as várias frentes de batalha dentro do pequeno Líbano, as ansiedades sobre o futuro do presidente egípcio Hosni Mubarak e a constatação escancarada de que a nova estratégia americana no Iraque de reforço de tropas não mostra resultados satisfatórios. Cada ponto de crise tem sua própria dinâmica, mas o denominador comum...

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Quarta-feira, Junho 13, 2007

Gaza: Hamas x Fatah

Leia na BBC Brasil, na Folha Online, no Haaretz e na WAFA.

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Terça-feira, Junho 05, 2007

Guerra diverte - o demo acha

Israel celebra nesta terça-feira 40 anos do início da Guerra dos Seis dias, ocorrida entre 5 e 10 de junho de 1967.

The 1967 Middle East War, also known as the Six Day War, was the third conflict between Israel and neighbouring Egypt, Jordan and Syria.

Leia:

:: Oriente Médio - Folha Online

:: Middle East Crisis - BBC News

:: Oriente Médio/Middle East

:: Proche-Orient - Le Monde Diplomatique

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Segunda-feira, Junho 04, 2007

Futuro de Israel e dos palestinos continua incerto

Há 40 anos, o então jovem Estado de Israel, festejava o que, naquela época, parecia ser uma vitória fulminante contra os paises árabes. Porém, 40 anos depois, essa vitória pode se configurar como uma tragédia. Em seis dias, de 5 a 10 de junho de 1967, o Exército israelense venceu os exércitos do Egito, da Jordânia e da Síria e ocupou os territórios palestinos na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental e na Faixa de Gaza, o deserto egípcio do Sinai e as colinas sírias do Golã. O governo israelense daquela época, liderado pelo Partido Trabalhista, anunciou que não tinha intenções de manter os territórios ocupados e que esses serviriam como "cartas para a negociação, com o objetivo de assinar um acordo de paz geral com o mundo árabe". Quarenta anos depois, Israel continua ocupando grande parte das tais "cartas" - exceto o deserto do Sinai, que foi inteiramente devolvido ao Egito (...) Hoje mais de 450 mil cidadãos israelenses moram nos territórios ocupados por Israel em 1967 (...) [Hoje] tanto em Israel como nos territórios palestinos, se fortalecem as lideranças que se opõem a um acordo histórico entre os dois povos. Depois de 40 anos de ocupação, ainda não parece haver luz no fim do túnel, nem para os israelenses nem para os palestinos, diz Guila Flint, Ocupação israelense completa 40 anos sem solução, BBC Brasil: 04/06/2007 - 09h10).

Em outra reportagem Guila Flint mostra que o Oriente Médio dos próximos 40 anos poderá ser muito diferente do Oriente Médio dos últimos 40 anos. A incapacidade de Israel de conviver com os palestinos e sua relutância em desocupar seus territórios, o crescimento do fundamentalismo islâmico, o possível armamento nuclear do Irã e, em seguida, do Egito são alguns dos fatores fundamentais desta mudança. A única saída para Israel é chegar a um acordo com os palestinos.


Diz Guila Flint em Futuro de Israel e dos palestinos ainda é incerto, na BBC Brasil: 04/06/2007 - 09h12:
Mudanças significativas que estão ocorrendo no Oriente Médio indicam que os próximos 40 anos podem ser muito diferentes das quatro décadas anteriores, depois da ocupação dos territórios conquistados por Israel na guerra de 1967. É pouco provável que Israel possa manter a ocupação dos territórios a longo prazo, e o Oriente Médio de 2007 não é o mesmo que era em 1967. Novas forças políticas, econômicas e militares atuam nesta região. O fundamentalismo islâmico se fortaleceu, e o Irã, país que lidera essa corrente, pode vir a ter condições de fabricar armas nucleares. Se o Irã, um país xiita, tiver uma bomba atômica, o maior país do mundo árabe - o Egito, que é sunita - pode também decidir aderir à corrida nuclear rapidamente. Em vista do fortalecimento das correntes islâmicas radicais no Egito, em um futuro não muito longínquo, ainda existe o risco de o fundamentalismo ganhar espaço no país. O conflito com os palestinos não constitui uma ameaça existencial para Israel, mas países da região armados com armas nucleares podem vir a ser (...) A grande questão é se a liderança israelense terá coragem de encarar a realidade da região e evitar uma catástrofe e, antes que seja tarde demais, chegar a um acordo histórico com os palestinos que deverá ter um impacto positivo nas relações de Israel com todo o mundo árabe.

June 9, International Day for Struggle Against the Occupation
A day devoted to a different future - a future of peace. After 40 years of occupation Gaza and Sderot are burning! Only negotiations and an end to the occupation will end the violence. Occupation is the root cause of violence (Gush Shalom, 01/06/2007).

Leia mais sobre o conflito do Oriente Médio aqui, aqui, and here.

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Quinta-feira, Maio 17, 2007

O que fizeram com o Iraque?

Iraque está à beira de colapso, diz relatório (BBC Brasil)
O Iraque está diante da possibilidade de um colapso e de uma fragmentação, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira, pela respeitada consultoria em política internacional britânica Chatham House.

Iraque vive "várias guerras civis" e pode entrar em colapso (Folha Online)
O Iraque não vive apenas uma guerra civil, e sim vários conflitos civis e insurgências envolvendo comunidades e organizações diversas que disputam o poder, aponta um relatório da consultoria em política internacional britânica Chatham House, divulgado nesta quinta-feira.

War-torn Iraq 'facing collapse' (BBC News)
Iraq faces the distinct possibility of collapse and fragmentation, UK foreign policy think tank Chatham House says.

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Sábado, Março 17, 2007

The 4th Anniversary of Iraq War

4 Years Far Too Many - 1,000+ Actions for PEACE!

BBC News: Special Reports - The Struggle for Iraq

Folha Online: Especial - Guerra no Iraque

Manifestantes protestam em todo o mundo pelo fim da guerra no Iraque

Milhares em Washington pedem fim da guerra

Protesters march against Iraq war

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Terça-feira, Março 13, 2007

Recursos online sobre o conflito Israel-Palestinos

Visitando hoje o biblioblog Crossings, de Bruce Fisk, Professor de Novo Testamento no Departamento de Estudos Religiosos do Westmont College em Santa Barbara, Califórnia, encontrei um link que me chamou a atenção.

Trata-se de uma página cheia de recursos existentes na Internet sobre o conflito Israel-Palestinos, material organizado pelas bibliotecas da Universidade Duke, Durham, Carolina do Norte:



Há links para todo tipo de recurso: diretórios de links, blogs do Líbano e de Israel, organizações internacionais que lidam com o conflito, imprensa, agências governamentais e grupos políticos de Israel e da Autoridade Palestina, agências de direitos humanos, grande variedade de mapas...

Como diz o site, os links conduzem a informações sobre os dois povos, com o objetivo de apresentar suas atividades, opiniões e perspectivas a partir de três pontos de vista: palestino, israelense e observadores do resto do mundo.

Israeli-Palestinian Conflict Internet Resources: this site provides links to information about both peoples, with the aim of presenting the range of activities, opinions, and perspectives that exist among Palestinians, Israelis as well as concerned observers worldwide.

Coloquei o endereço em minha página sobre a Crise no Oriente Médio.

Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Oriente Médio

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Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

Obras em Jerusalem com transmissao ao vivo

Israel instala câmeras para transmitir obras em local sagrado
As autoridades israelenses instalaram câmeras para filmar os trabalhos de escavação que estão ocorrendo perto do Monte de Templo ou Haram Sharif em Jerusalém, local sagrado para judeus e muçulmanos. As imagens serão transmitidas ao vivo pela internet, em uma tentativa de acalmar os muçulmanos do mundo todo.

Leia a notícia toda na BBC Brasil - 15 de fevereiro, 2007.

Webcast for Jerusalem excavations
The Israeli authorities have installed cameras to film excavation work being carried out near the Temple Mount or Haram Sharif in East Jerusalem. The footage will be broadcast live on the internet, in an attempt to ease widespread anger in the Muslim world (cont.)

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Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

Suspensas obras na Esplanada das Mesquitas

Obra polêmica em local sagrado de Jerusalém é adiada
As autoridades israelenses anunciaram nesta segunda-feira a suspensão das obras polêmicas de construção de uma passarela em um local sagrado para judeus e muçulmanos em Jerusalém, enquanto são realizadas consultas públicas.

Leia na BBC Brasil - 12 de fevereiro de 2007.

Veja também Confronto na Esplanada das Mesquitas.

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Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007

Confronto na Esplanada das Mesquitas

Folha Online: 09/02/2007 - 12h35

Esplanada das Mesquitas tem novo dia de protestos e confrontos
A Esplanada das Mesquitas foi mais uma vez palco de distúrbios e enfrentamentos entre muçulmanos e a polícia israelense, em Jerusalém. Após as orações das sextas-feiras (dia sagrado para os muçulmanos), centenas de pessoas deram início a um novo protesto contra as obras que Israel está realizando nas proximidades da mesquita de Al Aqsa, dentro da Cidade Velha, local sagrado para os muçulmanos e o terceiro mais sagrado do islamismo. O local também abriga um dos mais importantes símbolos do judaísmo - o Muro das Lamentações (cont.)

Leia Mais:
Jerusalem 'tense' after clashes
Palestinos e polícia se enfrentam em Jerusalém

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Sábado, Dezembro 30, 2006

A morte de Saddam Hussein

Saddam Hussein foi enforcado por volta de 1h deste sábado - horário de Brasília - em Bagdá... A execução de Saddam despertou reações por todo lado... Justiça ou vingança?


Reações aqui.

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Sexta-feira, Dezembro 29, 2006

O enforcamento de Saddam Hussein

Saddam será enforcado ao amanhecer no Iraque

Brasil critica condenação à morte de Saddam Hussein

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Quinta-feira, Novembro 23, 2006

Como a guerra civil tomou conta do Iraque?

Iraq’s descent into chaos... Pois é. Se você quer saber como a guerra civil tomou conta do Iraque, Francis Deblauwe recomenda, em The Iraq War & Archaeology Blog, a profunda análise feita por N. Rosen, "Anatomy of a Civil War. Iraq’s descent into chaos." in Boston Review, 31, 6 (November-December 2006).

Um pequeno trecho de seu post:

Anatomy of a Civil War

This is a must read: a long, in-depth article by Nir Rosen on how the civil war came about in Iraq. Yes, it is a civil war already, forget the silliness about whether the country is on the brink or not. One has to wear ideological blinders not to see it for what it is. The sickening, grisly carnage, with its tortured, mutilated corpses being dumped by morning on the streets has become a morbid routine. Gunfire is everywhere. Sectarian identities, not of real importance before, have become paramount. Secular, middle-class professionals have fled abroad, barricade themselves in their homes or reluctantly pretend to be something they're not or at least didn't use to be: partisans, "true believers." Rosen surmises that Iraq as a nation state is doomed, no matter what the US does now (cont.)

Atualizando: Número de mortos no Iraque aumenta para 161

Folha Online: 23/11/2006 - 19h26
As três explosões de carros-bomba e de dois morteiros, que atingiram a região de Sadr City, considerada bastião da milícia xiita em Bagdá, já contabilizam pelo menos 161 pessoas mortas e 257 feridas nesta quinta-feira, nos ataques que são considerados, até o momento, os maiores já registrados desde a invasão do Iraque, em 2003. Os atentados ocorrem um dia após a divulgação de um relatório da ONU, o qual informa que o mês de outubro atingiu um nível recorde de mortes entre civis no Iraque, com 3.709 pessoas mortas (cont.)


Nova atualização: Folha Online: 24/11/2006 - 08h04
...Nesta sexta-feira, o balanço das mortes causadas pelos ataques de ontem no bairro de maioria xiita Sadr City, em Bagdá, já subiu para mais de 200 vítimas, de acordo com informações divulgadas pela TV iraquiana Al Iraqiya e pelo jornal americano "The New York Times". Além dos mortos, as explosões de seis carros-bomba e dois ataques com morteiros deixaram outras 250 pessoas feridas. Foi o atentado mais mortífero desde o início da invasão do Iraque, em março de 2003 (cont.)

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Quinta-feira, Novembro 02, 2006

O fim do Iraque?

Por que sempre me preocupo com o destino do Iraque, em um blog sobre estudos bíblicos?

Simples: porque ali é a Mesopotâmia e vivo boa parte de meu tempo estudando este pedaço do planeta. Até porque não é possível explicar a Bíblia Hebraica - nem o Israel que a produziu - sem recorrer à Babilônia e sua literatura parcialmente herdada e desenvolvida a partir de povos mais antigos como os sumérios e os acádios. Como estudar a criação na Bíblia sem falar do Enuma Elish, poema babilônico da criação? E nestes dias estou estudando, com o Primeiro Ano de Teologia, Gn 1,1-2,4a. Enquanto passamos, no estudo do Gênesis, do caos ao cosmos, a região mesopotâmica faz caminho inverso. E cruzamos com esta realidade a todo momento, pois: onde ficava a antiga Babilônia? Bem no coração do que hoje chamamos Iraque. Aliás, ainda chamamos, porque se você ler o texto abaixo, trecho de artigo maior, verá que Iraque poderá ser uma realidade do passado em futuro muito próximo... E a desintegração da herança cultural da antiga Mesopotâmia está acompanhando a desintegração política e social do Iraque atual, sangrando em violento conflito desde 2003.


CartaCapital: 01 de novembro de 2006 - número 417


O Fim de uma Nação?
Pioram a luta e a “limpeza étnica” no Iraque. Os EUA poderão deixar para trás um país física e politicamente destruído


Por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa


...Falta muito pouco para a desintegração definitiva do país. Em 11 de outubro, o Parlamento iraquiano aprovou a formação de federações de províncias, abrindo o caminho para a tripartição do país, à qual só os remanescentes do partido Baath e os sunitas laicos continuam a se opor. Em 15 de outubro, o Conselho Mujahidin Shura, aliança de facções sunitas que inclui a Al-Qaeda, proclamou um Estado islâmico sunita em seis províncias do centro e do oeste, seguido por desfiles de suas tropas em várias cidades de sua área de influência, como Ramadi. Apesar da oposição da Turquia, os curdos governam o norte do Iraque praticamente como Estado independente desde a invasão e as milícias xiitas já ditam a lei em quase todo o resto do país. Um relatório publicado em 17 de outubro, pela Instituição Brookings, de Washington, e pela Universidade de Berna, assinala um vasto deslocamento de populações. Os sunitas (e muitos xiitas baathistas) refugiam-se em áreas de maioria sunita, os xiitas no sul, os curdos no norte e os cristãos na província de Nínive. Cidades onde conviviam etnias e religiões tornam-se curdas, xiitas ou sunitas, revertendo a integração promovida por governos laicos e centralizadores a partir dos anos 50. A maioria dos que podem, cerca de 800 mil desde a invasão, 650 mil dos quais desde 2005, deixa o país. Prepara-se o cenário para guerras de “limpeza étnica”, como as vistas na ex-Iugoslávia e no Líbano (...) Consagrar a tripartição significaria, hoje, um revés moral para os EUA: depois de entrarem no Iraque com o pretexto de acabar com inexistentes armas de destruição em massa e depois trocá-lo pela promessa de resgatar o povo iraquiano da ditadura de Saddam Hussein e colocá-lo no caminho do progresso, o saldo final de sua intervenção será a completa destruição de uma das mais importantes nações árabes – aquela que, nos anos 80, era a mais forte e independente. Em vez disso, haverá: 1. Um estado xiita muito rico em petróleo e alinhado ao Irã. 2. Um miserável estado sunita sem petróleo que, na melhor das hipóteses, seria um satélite da Síria baathista e, na pior, um feudo fundamentalista da Al-Qaeda. 3. Um estado curdo medianamente rico em petróleo e simpático aos EUA, mas em conflito com os vizinhos. Principalmente com a Turquia, que luta contra seus separatistas curdos desde 1984. O surgimento de um Estado curdo poderia até levar essa aliada estratégica e tradicional a fechar a fronteira ao antigo Iraque, afastar-se dos EUA e aproximar-se do fundamentalismo, deixando Washington mais mal posicionada no Oriente Médio que antes da invasão...

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Quinta-feira, Outubro 26, 2006

The dissatisfaction of many Americans at the war in Iraq

Bush admite comparação de Iraque com Vietnã (BBC Brasil: 19 de outubro, 2006)

Violência no Iraque é 'grande preocupação', diz Bush (BBC Brasil: 25 de outubro, 2006)

Bush admite insatisfação com guerra, mas manterá ação no Iraque (Folha Online: 25/10/2006 - 15h30)

Premiê iraquiano desautoriza cronograma dos EUA para o país (Folha Online: 25/10/2006 - 20h47)

Bush 'dissatisfied' with Iraq war (BBC News: 25 October 2006)

Análise: Republicanos mobilizam base para conter dano eleitoral (BBC Brasil: 26/10/2006 - 07h38)

Jornal acusa CIA de abafar investigação européia sobre tortura (Folha Online: 26/10/2006 - 08h04)

Soldados dos EUA mortos no Iraque em outubro chegam a 96 (Follha Online: 26/10/2006 - 08h52)

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Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Mais de 650 mil iraquianos foram mortos como resultado da invasão americana em 2003, diz estudo

BBC Brasil: 11 de outubro, 2006 - 14h18 GMT

2,5% dos iraquianos morreram desde a invasão do país, diz estudo

Pesquisadores americanos estimam que 655 mil iraquianos - o equivalente a 2,5% da população do país - tenham morrido como resultado da invasão americana em 2003.
O estudo da John Hopkins Bloomberg School of Public Health, a ser publicado nesta quinta-feira na revista médica britânica The Lancet, compara as taxas de mortalidade em 47 áreas do Iraque escolhidas aleatoriamente, antes e depois da intervenção militar dos Estados Unidos. A grande maioria das mortes teria sido causada pela violência, sendo 56% delas provocadas por tiros, enquanto explosões e ataques aéreos seriam responsáveis por cerca de 14%. Ainda de acordo com a pesquisa, 31% das mortes violentas poderiam ser atribuídas a ações das forças de coalizão. O total de vítimas calculado pelo estudo é bem maior que as estimativas oficiais ou que o número de mortes reportado pela mídia (cont.)

'Huge rise' in Iraqi death tolls
An estimated 655,000 Iraqis have died since 2003 who might still be alive but for the US-led invasion, according to a survey by a US university (cont.)

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Quinta-feira, Setembro 28, 2006

Por que esta visita demora tanto para ir embora, hein manhê?

BBC Brasil: 28/09/2006 - 09h10

60% dos iraquianos aprovam ataques a tropas dos EUA

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Terça-feira, Setembro 26, 2006

Falemos novamente do bombardeio israelense do Líbano

BBC Brasil: 26 de setembro, 2006 - 20h19 GMT

Líbano tem um milhão de bombas sem explodir, diz ONU

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