Observatório Bíblico

Quarta-feira, Janeiro 06, 2010

Crossley: o estudo do NT na última década

Vale a pena ler um balanço dos estudos neotestamentários na última década. Embora parcial e localizado, focalizando principalmente o mundo acadêmico bíblico do Reino Unido, da Europa e dos Estados Unidos, aborda elementos bem interessantes.

Este a que me refiro, foi feito por James Crossley em seu biblioblog Earliest Christian History. Ele diz: "The following are just some thoughts on trends and developments in NT studies/biblical studies over the past decade. There are plenty of other developments of course (blogging and online scholarship, gospel of Judas, more interest in GThomas and not simply as containing sources for understanding the historical Jesus) but here are merely a few..."

O post, publicado em 31 de dezembro de 2009 é:

A Decade in...NT/Biblical Studies!

Transcrevo algumas frases soltas, para indicar temas abordados [os sublinhados são meus]:

One of the most notable things of the 00s has been the ‘secular’/atheist versus theological/believer/evangelical divide.

At the end of the decade it seems that ‘memory’ and ‘cultural memory’ has become one of the dominant ways of discussing the development of biblical tradition and beyond.

Memory is really the major distinctive feature of historical Jesus studies (again, see Bauckham and Dunn).

As implied, there have been some developments in *reading* Jesus and NT scholarship in historical and cultural contexts, including ideological critiques, and beyond the old debates about ‘you’re liberal...well, you’re conservative...etc’ (though they remain, of course).

As a special treat for certain readers and bloggers, I should note that there *might* have been a notable shift in who supports what in discussions of the Synoptic Problem.

Some of the old debates concerning the New Perspective have not gone way in Pauline studies, though there seems to be a further, though qualified, return of Old Perspective ideas. The other big debate in Pauline studies (and other areas of NT) is the role of empire and emperor cult etc, partly a product, no doubt, of the hardly ignorable impact of a Bush-led US empire, though a more hearty dose of postcolonial critique and/or Gramsci might have helped this (as started to happen in a more sustained way towards the end of the decade).

Reception history has certainly caught on and may be one of the major areas where biblical studies will flourish in future given the sheer amount of material waiting to be analysed.


E, finalmente, alguma previsão para os próximos anos? Ele diz:

"I don’t like predicting the future but I will give an exception which might be particular to the UK and perhaps elsewhere in Europe. At the end of the decade, the humanities are not going to be supported anything like the way the sciences are".

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Terça-feira, Janeiro 05, 2010

Os Três Reis Magos

A bibliografia do artigo sobre os "três reis magos" - A Visita dos Magos: Mt 2,1-12 - foi atualizada.

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Quarta-feira, Setembro 16, 2009

Paulo de Tarso e a evangelização

Na REB 69, fascículo 275, de julho de 2009, o tema central é Paulo de Tarso evangelizador.

Artigos:
:: Valdir Marques: A antropologia de Paulo de Tarso, p. 516-532
:: Carlos Mesters e Francisco Orofino: A espiritualidade do Apóstolo Paulo. Vencer os obstáculos, sem perder a ternura, p. 533-548
:: Isidoro Mazzarolo: Evangelizar é um imperativo (1Cor 9,16)! A evangelização, hoje, à luz da missão do Apóstolo Paulo, p. 549-572

Comunicado:
:: Michel Sakr: Jesus Cristo nas cartas paulinas, p. 676-683

Sobre estes textos, diz o editorial, assinado pelo redator Elói Dionísio Piva:
"É, pois, como fruto do ano paulino e com o propósito de dar continuidade à refontalização e atualização da Igreja que a REB tem a satisfação de se fazer porta-voz de teólogos e pastoralistas que oferecem sua contribuição no discernimento do que Paulo entendia por ser humano (Valdir Marques), no discernimento de sua força motriz, ou seja, de sua espiritualidade (Carlos Mesters e Francisco Orofino), de seu impulso evangelizador (Isidoro Mazzarolo) e de sua experiência de Jesus Cristo (Michel Sakr)".

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Terça-feira, Setembro 08, 2009

Mais Enquetes Bíblicas - Biblical Polls

Duas novas enquetes foram criadas hoje. Desta vez sobre as Cartas de Paulo.

Será que você tem preferência por alguma carta de Paulo?

E você certamente sabe que das 13 (ou 14, segundo alguns) cartas atribuídas a Paulo, somente 7 podem ser dele com certeza, não?

Já que Filipenses é o texto do Mês da Bíblia...

Vá para a página de enquetes e vote.

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Quarta-feira, Setembro 02, 2009

Mês da Bíblia 2009: Carta aos Filipenses

Setembro: Mês da Bíblia

"Há 38 anos a Igreja do Brasil celebra no mês de setembro o Mês da Bíblia. A celebração teve sua origem na arquidiocese de Belo Horizonte, em 1971, e foi se espalhando para todo o Brasil.

O objetivo do mês da Biblia, segundo a assessora da Comissão Bíblico-Catequético da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é infundir no povo a convicção de que a Palavra de Deus é, por excelência, o livro que deve ser inserido na vida de cada pessoa. Fazer com que as famílias sintam necessidade de ter uma Bíblia em casa e incentivar a reunião das comunidades para o estudo e a vivência da Palavra de Deus.

'A centralidade da Palavra de Deus tem impulsionado a vida e a ação evangelizadora da nossa Igreja. A redescoberta da Sagrada Escritura e o seu uso constante por todas as Igrejas Cristãs no Brasil tem sido muito significativo para o processo e crescimento da experiência da fé das comunidades espalhadas pelo nosso imenso país', afirmou a assessora da CNBB.

Sobre o mês da Bíblia, o membro da Comissão Episcopal Bíblico-Catequética da CNBB, dom Jacinto Bergmann, explica que setembro é dedicado de forma especial 'à Palavra de Deus', e que o período é um estímulo para os fiéis se tornarem responsáveis pela causa de Jesus por meio do discipulado. 'Isso também nos ajudará a sermos mais discípulos missionários de Jesus Cristo - Caminho certo, Verdade segura e Vida plena', enfatizou.

Para este ano o livro proposto é a Carta de São Paulo ao Filipenses, cujo tema é 'Alegria de servir no amor e na gratuidade' e o lema: 'Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus' (Fl 2,5).

Clique aqui e leia a íntegra do subsídio proposto".

Fonte: Notícias - CNBB: 01/09/2009 10:35:33

Lembro aos interessados que o n. 102, o segundo de 2009, da revista Estudos Bíblicos, da Vozes, é todo sobre a Carta aos Filipenses, onde o leitor poderá encontrar, além de 11 artigos, suficiente bibliografia para aprofundamento.

Também a revista Vida Pastoral, da Paulus, em seu número 268, de setembro-outubro de 2009, traz 4 artigos e bibliografia sobre a Carta aos Filipenses. A revista pode ser obtida nas livrarias da Paulus ou pode ser acessada online em formato pdf. A bibliografia dos 4 artigos sobre Filipenses está na p. 32 da edição online.

Leia Mais:
Na semana passada ouvi a pergunta: como surgiu o Mês da Bíblia?
Entrevista: O mês da Bíblia no Brasil - Irmã Neli Manfio,fsp - Arquidiocese de Brasília: 28/09/2006

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Sábado, Maio 16, 2009

Simpósio Internacional sobre Paulo

Paul in His Jewish Matrix - Paolo nella sua matrice giudaica

International Symposium organized by the Cardinal Bea Centre in collaboration with the Pontifical Biblical Institute, the Hebrew University of Jerusalem, the Catholic University of Leuven and the Basilica of St. Paul Outside the Walls from May 20 to 22, 2009.

Roma, 20-22 maggio 2009: Convegno Internazionale con la partecipazione dei maggiori studiosi del settore, ebrei e cristiani. La tematica riguarda le origini dei rapporti tra il nascente Cristianesimo e l’Ebraismo e va al cuore della complessa relazione tra la Chiesa e il mondo ebraico. Organizzato dal Centro Cardinal Bea per gli Studi Giudaici della Pontificia Università Gregoriana, il convegno si svolge in tre sedi: Pontificio Istituto Biblico, Pontificia Università Gregoriana e Basilica Papale di San Paolo fuori le Mura.

Entre os palestrantes, que abordarão vários temas paulinos, anoto:
. Joseph Sievers, Pontifício Instituto Bíblico e Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma, Itália - The Pontifical Biblical Institute & The Pontifical Gregorian University
. Serge Ruzer, Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel - The Hebrew University of Jerusalem
. Antonio Pitta, Pontifícia Universidade Lateranense, Roma, Itália - The Pontifical Lateran University
. E. P. Sanders, Universidade Duke, Carolina do Norte, USA - Duke University, North Carolina, USA
. Pasquale Basta, Pontifício Instituto Bíblico, Roma, Itália- The Pontifical Biblical Institute
. Adriana Destro & Mauro Pesce, Universidade de Bolonha, Itália - University of Bologna
. Reimund Bieringer & Emmanuel Nathan, Universidade Católica de Leuven, Bélgica - The Catholic University of Leuven
. Didier Pollefeyt & David Bolton, Universidade Católica de Leuven, Bélgica - The Catholic University of Leuven
. Shaye J. D. Cohen, Universidade de Harvard, USA - Harvard University
. Daniel R. Schwartz, Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel - The Hebrew University of Jerusalem
. Emanuel Tov, Universidade Hebraica de Jerusalém e Pontifícia Universidade Gregoriana, Israel e Itália - The Hebrew University of Jerusalem & the Pontifical Gregorian University
. Paula Fredriksen, Universidade de Boston e Universidade Hebraica de Jerusalém, USA e Israel - Boston University & The Hebrew University of Jerusalem
. Justin Taylor, Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém, Israel - École Biblique et Archéologique Française, Jerusalem

Veja também a descrição do simpósio e o programa completo em pdf.

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Sábado, Maio 02, 2009

Mesters: Uma entrevista com o Apóstolo Paulo

A Adital - Agência de Informação Frei Tito para a América Latina - publicou em três partes, nos dias 22, 23 e 24 de abril de 2009, um estudo de Carlos Mesters sobre Paulo, estruturado em forma de entrevista, com 40 perguntas.

Este texto está disponível também em um livro de Mesters, publicado pelo CEBI em 2002: Uma entrevista com o Apóstolo Paulo

Diz Mesters no início do texto:
"O objetivo deste subsídio é abrir uma porta de entrada para a vida do apóstolo Paulo e, assim, oferecer uma chave de leitura para as cartas que ele escreveu. É uma porta em forma de entrevista que procura fornecer a ficha completa do apóstolo. Serve como exercício. Formulamos uma série de 40 perguntas e procuramos as respostas na própria Bíblia e nas informações que temos do contexto daquele tempo, tanto judaico como helenista-romano. As perguntas que fizemos revelam apenas alguns aspectos da vida de Paulo. Outras perguntas poderão revelar outros aspectos da sua vida e da vida das comunidades daquele tempo. As respostas são dadas na terceira pessoa e não na primeira pessoa de 'Eu, Paulo', como se esperaria numa entrevista. É por dois motivos: 1. Não tive coragem; 2. Respondendo na primeira pessoa, fica mais difícil relativizar as conclusões ainda incertas da pesquisa histórica em torno da vida de Paulo. Pois nem tudo é certo e claro. Há vários pontos obscuros que não passam de hipóteses. Existe uma discussão entre os exegetas sobre a autenticidade de várias cartas que a Bíblia atribui ao apóstolo Paulo. Elas não seriam de Paulo, mas de um discípulo de Paulo. Para a finalidade desta breve entrevista achamos não ser necessário discutir esta questão difícil. Tomamos as cartas da maneira como aparecem na Bíblia. Um estudo mais aprofundado, porém, não poderá ignorar a questão da autenticidade. A dúvida se alguma carta é ou não é de Paulo não diminui em nada o seu valor como palavra inspirada de Deus. A entrevista imaginária é feita depois da primeira prisão de Paulo em Roma, pouco antes da sua morte, quando ele estava com mais ou menos 63 anos de idade".

Leia, de Carlos Mesters:

Uma entrevista com o Apóstolo Paulo: Partes I e II - Parte III - Parte III, continuação


Leia Mais:
Homenagem a Carlos Mesters
Leitura popular da Biblia no Brasil
Livros de Carlos Mesters
Qual é o melhor livro de Carlos Mesters que você já leu?

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Terça-feira, Dezembro 23, 2008

Natal: mito de fundação ou manifesto político?

Natal: uma mitologia?
A revista Riforma, n° 49, 19-12-2008, publicação semanal dos evangélicos batistas, metodistas e valdenses italianos, publicou em sua última edição uma carta de um de seus leitores questionando a credibilidade do Natal, que mais parece, segundo sua opinião, uma lenda, um "mito de fundação". Questionado pelo leitor, Paolo Ricca, colaborador da revista, mais adiante, responde à carta.

Leia o texto em Notícias - IHU On-Line: 23/12/2008


Por outro lado, acaba de sair em português o livro de BORG, M. J.; CROSSAN, J. D. O primeiro Natal: O que podemos aprender com o nascimento de Jesus. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008, 304 p. - ISBN 9788520921470.

Original inglês: The First Christmas: What the Gospels Really Teach About Jesus's Birth. New York: HarperOne, 2007, 272 p. - ISBN 9780061430701.

Para os autores, "o tema comum por trás das narrativas [do nascimento e infância de Jesus] é a rejeição do projeto imperial de Roma, que dominava um quarto da população do planeta na época, em favor de um projeto alternativo para a humanidade, representado por Jesus e seu evangelho. 'As histórias do primeiro Natal são, em geral, anti-imperiais. Em nosso contexto, isso significa afirmar, seguindo as histórias da natividade, que Jesus é o Filho de Deus (e o imperador não é), que Jesus é o Salvador do mundo (e o imperador não é), que Jesus é o Senhor (e o imperador não é), que Jesus é o caminho para a paz (e o imperador não é)', escrevem os autores", explica Reinaldo José Lopes na reportagem Histórias bíblicas de Natal têm viés político, diz pesquisa, publicada no G1 em 22/12/2008 - 09h32.

Leia o texto completo.

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Paulo de Tarso: tema de capa da IHU On-Line

Paulo de Tarso: a sua relevância atual

Este é o tema de capa da edição 286 da IHU On-Line, publicada ontem, 22/12/2008.

As entrevistas:
  • Hermann Häring: Paulo, o universalismo e a Ética Mundial
  • Alain Gignac: A redescoberta de Paulo pela pós-modernidade
  • Rémi Brague: Antecipando os slogans da modernidade
  • Jean-Claude Eslin: O universalismo paulino
  • Jerome Murphy O’Connor: Paulo: um novo sentido para a igreja de hoje
  • Maria Clara Bingemer: Paulo e a Carta aos Romanos: a Igreja e a Sinagoga
  • Diane Kuperman: Fraternidade judaico-cristã: a busca pelo diálogo
  • Eduardo Pedreira: Um plantador de igrejas
Veja todas as edições da IHU On-Line.

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II Simpósio de Teologia da PUC-Rio aborda Paulo

O II Simpósio Internacional de Teologia da PUC-Rio acontecerá de 31/3/2009 a 02/4/2009 e terá como tema Paulo Apóstolo, diante do Judaísmo e do Helenismo.

Fazem palestras ou participam de debates especialistas como: Florentino García Martínez (Lovaina), Edgard Leite Ferreira Neto (UERJ), Milton Schwantes (UMESP), Jesus Hortal Sanchez (PUC-Rio), Romano Penna (Roma), Johan Konings (FAJE-BH), Cláudia Andréa Prata Ferreira (UFRJ), Henrique Fortuna Cairus (UFRJ), Dom José Antônio Peruzzo (Bispo de Palmas - PR), André Leonardo Chevitarese (UFRJ), Marta Braga (UCP) e Ricardo Lengruber (BENNETT).

Veja todos os detalhes do evento clicando aqui.

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Domingo, Dezembro 21, 2008

Paulo de Tarso: um mestre que faz pensar?

A redescoberta de Paulo pela pós-modernidade. Entrevista especial com Alain Gignac

Alain Gignac é enfático ao dizer que a redescoberta de Paulo de Tarso pela pós-modernidade se dá em dois sentidos. “Paulo alimenta a (pós)modernidade, e esta permite redescobrir Paulo”. Um mestre que faz os filósofos ocidentais pensarem, mesmo os ateus. “Para todos esses filósofos, a leitura das cartas foi determinante como catalisador de seu próprio pensamento – que não se situava necessariamente na linha de Paulo e, mesmo seguidamente se opunha a ele”. E Paulo nos confronta na época de individualismo e consumismo exacerbados em que vivemos, provoca Gignac: “Na história da literatura, trata-se do primeiro escritor a se expressar em ‘eu’ com tal força. Mas o ‘eu’ de Paulo é livre e inscrito em uma comunidade, não é individualista e isolado, nem escravo e alienado”.

Enquanto forem lidas, suas cartas continuarão nos forçando a refletir. Por isso, “não há momento propício para ler Paulo, mas ao contrário, a leitura de Paulo pode criar um momento propício, o momento capaz de criar o novo”. Analisando as críticas de Nietzsche a Paulo, Gignac aponta que o filósofo alemão “dissocia Jesus e Paulo para opô-los e para atacar o apóstolo se servindo de um Jesus que lhe convém”. E completa: “O cristianismo não está fundado em Jesus, mas no Cristo – ou seja, uma interpretação pascal da vida e da morte de Jesus”. A respeito da morte na cruz, o teólogo destaca que Paulo sabe que esta é uma “morte vergonhosa, mas ele está longe de dizer que se trata de uma morte gloriosa. Paulo não exclui o sofrimento nem o escândalo da morte. Sua retórica não visa à sublimação, mas marca fortemente o paradoxo”.

Gignac é professor assistente na Faculdade de Teologia e Ciências da Religião da Universidade de Montreal, Canadá, desde 1999, onde leciona Novo Testamento. Especializado no corpus paulino, ele se interessa pelos métodos de análise sincrônica (retórica, estrutural, narratológica e intertextual) e os seus impactos hermenêuticos. A sua investigação Ler a Carta aos Romanos hoje, subvencionada pelo governo canadense, propõe-se reler Romanos com estes métodos, mas também aborda o horizonte do questionamento moderno/pós-moderno: como o escrito paulino propõe uma identidade e um agir no seu leitor? De sua produção acadêmica, citamos Juifs et chrétiens à l'école de Paul de Tarse. Enjeux identitaires et éthiques d'une lecture de Rm 9-11. Montréal: Médiaspaul, 1999; [Commentaire de la Lettre aux Romains. Paris: Cerf, en préparation].

A entrevista foi concedida por e-mail, com exclusividade à IHU On-Line.

Confira a entrevista em Notícias - IHU On-Line: 21/12/2008

Alain Gignac
Sommaire des intérêts de recherche
Rédaction d’un commentaire scientifique synchronique sur la Lettre aux Romain; lecture du corpus paulinien en contexte postmoderne (Lyotard, "déconstruction" de Rm 1); réception de Romains par des philosophes contemporains (Alain Badiou, Jacob Taubes, Giorgio Agamben); analyse narratologique de la Lettre aux Galates.

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Sexta-feira, Dezembro 19, 2008

Mesters assessora Curso de Verão em Goiânia

Nos 20 anos do Curso de Verão em Goiânia, Mesters é o assessor
O Curso de Verão de Teologia e Educação Popular de Goiânia completa 20 anos e terá como seu assessor principal o frei Carlos Mesters. O curso se realiza de 5 a 10 de janeiro de 2009, na IFITEG 7ª. Criado em 1990, o Curso de Verão tem como meta a formação popular na esfera bíblica, teológica, pastoral e de compromisso ecumênico transformador em relação às Igrejas e à sociedade. Naquele ano, foi assumido pela Arquidiocese de Goiânia, como desdobramento do Curso de Verão do CESEP, São Paulo, que há dois anos vinha acontecendo no Auditório do Tuca-PUC e tinha como objetivo desafogar a grande demanda de São Paulo, acolhendo os interessados da região Norte e Centro-Oeste. No curso de 2009, frei Carlos Mesters, um dos mais conhecidos biblistas do Brasil, vai ajudar a refletir sobre Paulo e as comunidades [sublinhado meu], tema que se relaciona ao ano Paulino da Igreja Católica Romana, instituído para comemorar os 2000 anos do nascimento do apóstolo Paulo...

Leia a notícia completa no site do CEBI - Notícia publicada no dia 16 de dezembro de 2008 - 9h03min

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Terça-feira, Julho 29, 2008

Quem escreveu os quatro evangelhos canônicos?

Evangelhos são obra de autores desconhecidos, dizem pesquisadores. Artigo de Reinaldo José Lopes no G1, publicado em 27/07/2008, às 14h59 e atualizado em 28/07/2008, às 13h52.

Recomendo como uma boa e rápida introdução para quem nunca ouviu dizer que até hoje não sabemos quem escreveu os quatro evangelhos canônicos.

Entretanto, quem já conhece o assunto deve ler livros sobre Métodos de Leitura da Bíblia e de Introdução ao Novo Testamento, além de visitar sites e blogs criados e mantidos por especialistas na área.

Quanto aos livros indicados nesta página, recomendo especialmente os dois do Cássio Murilo Dias da Silva, o de Wilhelm Egger e o de Uwe Wegner, todos em português.

Sites há muitos, mas quem lê inglês pode percorrer com proveito os links desta página, com especial atenção para E.N.T.E.R - Electronic New Testament Educational Resources, Resource Pages for Biblical Studies, Synoptic Gospels Primer, The Case Against Q, The Johannine Literature Web, The New Testament Gateway e The Synoptic Problem Home Page. Todos os links são comentados em português e inglês.

E há os biblioblogs que tratam do Novo Testamento. Recomendo clicar neste link, que levará a várias páginas e textos que tratam do Problema Sinótico, ou, em inglês, The Synoptic Problem.

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Domingo, Julho 06, 2008

Paulo e os judeus: seminario em Leuven

Essa notícia vem da Bélgica. Da Faculdade de Teologia da Katholieke Universiteit Leuven. E deve ser colocada no contexto do Ano Paulino.

The conference is organised by the Faculty of Theology, K. U. Leuven, with the support of the Flemish Scientific Research Foundation (FWO Vlaanderen) and the University Research Council (Onderzoeksraad) of the K. U. Leuven


Interdisciplinary Academic Seminar
September 14-15, 2009

Diz a página do seminário:
The twenty-first century is proving to be a challenging time for Jewish-Christian relations. 2008-2009 is the bi-millennial anniversary of Paul’s birth, a figure not unproblematic for Jewish-Christian dialogue. On different levels initiatives are being taken to promote Paul and his legacy. Our Leuven interdisciplinary research project on the New Perspectives on Paul and the Jews is seeking to address the issue of Paul and his relationship to Judaism in an academic setting. An important feature of our project consists in the fact that the exegetical issues are being discussed in a larger hermeneutical, theological and dialogical framework. The academic seminar will allow for scholars from various disciplines to enter into dialogue with one another and exchange expertise on different aspects of Paul and their relevance for Jewish-Christian Dialogue. The goal of this seminar is to provide the opportunity for high-level academic discussion. The conference is organised around 8 topics...

Leia os oito tópicos citados e em seguida leia:
New perspectives on Paul and the Jews: A critical investigation into the significance of the Letters of Paul in light of the historical parting of the ways between Judaism and Christianity with particular attention paid to 2 Cor 3:6.7-18 in light of Jewish-Christian dialogue.

Leia Mais:
The Paul Page. Dedicated to the New Perspective on Paul
What is the New Perspective on Paul?

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Sexta-feira, Julho 04, 2008

Paulo de Tarso, segundo alguns filósofos atuais

Filósofos em diálogo com Paulo de Tarso
Uma reflexão fecunda sobre a natureza da identidade aberta desde os tempos messiânicos. Há uns dez anos os filósofos Alain Badiou, Giorgio Agamben e Slavoj Zizek fizeram seus questionamentos em confronto com os escritos de Paulo. A reportagem é de Élodie Maurot e publicada pelo jornal La Croix, 27-06-2008.

Paulo não é propriedade exclusiva dos teólogos. Está a demonstrá-lo o renovado interesse de numerosos filósofos pelos seus escritos. Nestes últimos anos, Paulo se tornou um importante interlocutor no debate sobre muitos questionamentos filosóficos: a questão da identidade, a relação com a história, a tensão entre o particular e o universal, o lugar da Lei, o enigma do surgimento do sujeito, o lugar do dom e da gratuidade... E não nos enganemos: são precisamente filósofos, e não teólogos disfarçados que interpelam aqui o apóstolo: Em Saint Paul. La fondation de l’universalisme (Paris: PUF, 1998, 128 p. - ISBN 9782130488477), o filósofo francês Alain Badiou esclarece logo: “Paulo não é para mim um apóstolo ou um santo. Não me interessa a Boa Nova que ele anuncia ou o culto que lhe tem sido dedicado”.

Leia o texto completo.

Fonte: Notícias do Dia - IHU On-Line: 04/07/2008


Des philosophes en dialogue avec une pensée stimulante
Depuis une dizaine d'années, les philosophes Alain Badiou, Giorgio Agamben et Slavoj Zizek ont confronté leurs interrogations aux écrits de Paul.

Paul n’est pas la propriété des seuls théologiens. L’intérêt renouvelé de nombreux philosophes pour ses écrits en témoigne. Ces dernières années, Paul est devenu un interlocuteur de choix pour débattre de nombreuses interrogations philosophiques : la question de l’identité, le rapport à l’histoire, la tension entre le particulier et l’universel, la place de la Loi, l’énigme du surgissement du sujet, la place du don et de la gratuité… Qu’on ne se méprenne pas : ce sont bien des philosophes, et non des théologiens déguisés, qui interpellent ici l’apôtre. Dans Saint Paul. La fondation de l’universalisme (Paris: PUF, 1998, 128 p. - ISBN 9782130488477), le philosophe français Alain Badiou précise d’emblée: «Paul n’est pas pour moi un apôtre ou un saint. Je n’ai que faire de la Nouvelle qu’il déclare, ou du culte qui lui fut voué.» Précision faite, le dialogue peut se déployer, «librement», «sans dévotion, ni répulsion». Et la pensée de Paul peut être reconnue dans sa «contemporanéité». Badiou y confronte ses interrogations présentes : sa recherche d’une «nouvelle figure militante», qui puisse traverser les impasses de l’«universel abstrait du capital», mais aussi le cul-de-sac des identités communautaires, fermées, qui en sont comme le pendant, et sont légitimées par le «relativisme culturel et historique» contemporain.

Leia o texto completo.

Fonte: La Croix - 27/06/2008 16:25

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Domingo, Junho 29, 2008

Pistas para libertar Paulo

Recomendo a leitura do artigo do biblista José Bortolini, Libertar Paulo. Publicado na revista Vida Pastoral n. 260 - maio/junho de 2008 - toda dedicada ao Ano Paulino, o texto foi reproduzido pela Adital no dia 25 passado. Bortolini é Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma.

Diz Bortolini na Introdução, entre outras coisas:
"Pobre apóstolo Paulo, o que fizeram com você nestes dois mil anos!? Lá no começo, alguns cristãos não admitiam que você usasse o título de apóstolo (1Cor 9,2; 15,9) só porque você não conheceu pessoalmente a Jesus de Nazaré. Ficamos intrigados com muitas coisas a seu respeito (...) Com o passar dos tempos, você foi divorciado das comunidades, e passou a ser visto como um teólogo profissional que pensa e produz teologia a partir de coisas abstratas, sem contato com o chão e a vida do povo. O tempo rolou, e os cristãos brigaram, fizeram guerras e se mataram, em parte por causa da carta aos Romanos... Ultimamente você entrou de cheio na Liturgia da Palavra das Missas, onde se faz leitura contínua de suas cartas. Mas poucos são os que valorizam o que você deixou escrito. Agora foi instituído o Ano Paulino, um ano dedicado a você, dois mil anos de seu nascimento. Será que no fim de tudo você será mais conhecido e amado, como você amou o Senhor Jesus e as comunidades? Tomara que consigamos libertá-lo das algemas de nossos preconceitos, de modo que não tenha de arrastar a capa de chumbo que lhe impuseram nossas leituras descontextualizadas".

Veja, em seguida, as pistas apontadas por Bortolini para libertar Paulo.

Vou contar ao leitor um segredo: lecionei Literatura Paulina durante os meus primeiros oito anos no CEARP, em Ribeirão Preto, SP. Depois transferi a disciplina para outro colega, e passei a trabalhar somente com Antigo Testamento/Bíblia Hebraica.

Mas me recordo bem: o estudo das cartas de Paulo é apaixonante. É uma espécie de febre que toma conta da gente...

Leia também:
Ano Paulino. A cidade é o tecido do cristianismo de Paulo - Notícias do Dia - IHU On-Line: 29/06/2008

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Terça-feira, Setembro 04, 2007

Oxford vai discutir a questao sinotica em 2008

Mark Goodacre, que é da área, recebeu e postou em seu NT Gateway Weblog, a notícia da realização de importante conferência sobre a questão sinótica a ser realizada no Lincoln College da Universidade de Oxford, Reino Unido, de 7 a 10 de abril de 2008.

Veja Oxford Conference in the Synoptic Problem.

A Conferência quer marcar o centenário das conversações sobre a questão sinótica que levaram à publicação da obra Oxford Studies in the Synoptic Problem (ed. William Sanday; Oxford: Clarendon, 1911).

A proposta é traçar um panorama da pesquisa sobre a questão sinótica nos últimos cem anos e indicar os rumos que esta poderá tomar no futuro. Os resultados serão publicados por Peeters, de Leuven, Bélgica.

Veja a lista dos participantes no post de Mark Goodacre, que, por sinal, apresentará um trabalho na conferência, a quem agradeço pela notícia. É um assunto que pode interessar a vários colegas brasileiros que pesquisam e lecionam Novo Testamento.

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Quinta-feira, Agosto 09, 2007

What is the New Perspective on Paul?

Uma rápida e clara introdução à Nova Perspectiva nos posts de Scot McKnight, publicados em seu blog Jesus Creed de 6 a 10 de agosto de 2007. Não deixe de ler os muitos comentários.

:: New Perspective 1 - E. P. Sanders
:: New Perspective 2 - James Dunn
:: New Perspective 3 - N. T. Wright
:: New Perspective 4 - I wish now to state what we have to do when we start talking about the “New Perspective”...
:: New Perspective 5 - The crux of the fierce criticism of the New Perspective on Paul is what I will call an Augustinian anthropology... (atualizado em 10.08.2007)

Veja também (atualizado em 10.08.2007):
:: Bibliografia comentada sobre Paulo
:: Further Reading on the New Perspective
:: N. T. Wright Page, unofficial website
:: Simon Gathercole on the New Perspective on Paul, post de Mark Goodacre em NT Gateway Weblog
:: The Paul Page, dedicada à Nova Perspectiva

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Quarta-feira, Maio 30, 2007

Synoptic Problem Poll

Estive estudando hoje, com o Primeiro Ano de Teologia do CEARP, a Questão Sinótica - o "Synoptic Problem" do título. E, coincidentemente, Brandon Wason coloca em seu blog Novum Testamentum [Obs.: blog falecido: 22.03.2008] uma votação sobre a questão sinótica.

Visite, como recomenda Brandon, o Synoptic Problem Website, de Stephen C. Carlson. Neste site há um bom panorama das várias hipóteses da relação entre os evangelhos sinóticos.

Por que estamos estudando este assunto já no primeiro ano? Para exemplificar a aplicação da Crítica Literária - um dos aspectos do método histórico-crítico de leitura da Bíblia - ao Novo Testamento.

Para o Antigo Testamento o exemplo usado foi a formulação da teoria das fontes e/ou tradições do Pentateuco, desde seus inícios, passando pelo consenso wellhauseniano até a sua crise atual. Crise que foi deflagrada, em boa parte, pelo pioneirismo de Thomas L. Thompson, ao estudar os patriarcas, e pelos estudos fundamentais de John Van Seters, H. H. Schmid e Rolf Rendtorff. Leia sobre este assunto aqui e aqui.

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Sábado, Janeiro 06, 2007

A Folia de Reis

Quando o bom Jesus nasceu
De toda a parte souberam
Aí para adorar o nascimento
Foi que os Reis Magos vieram.


Explica Carlos Rodrigues Brandão, em Sacerdotes de Viola, Petrópolis, Vozes, 1981, p. 36;40-41;50-51:

"A Folia de Reis é um espaço camponês simbolicamente estabelecido durante um período de tempo igualmente ritualizado, para efeitos de circulação de dádivas - bens e serviços - entre um grupo precatório e moradores do território por onde ele circula (...)

Por debaixo das palavras universais da linguagem cristã, a Folia canta uma espécie de crônica da vida camponesa. Mais do que isso, a 'cantoria' conduz, passo a passo, as ações das pessoas, definindo quem são, o que estão fazendo e o que está acontecendo, por causa do que se faz (...)

Ao constituir o espaço simbólico da jornada dos Reis, a Folia transporta para dentro dele, com nomes e proclamações de bênçãos: as pessoas, os animais, os objetos e as trocas do próprio mundo camponês. Assim, os mesmos homens do trabalho agrário cotidiano aparecem por sete dias revestidos de cumplicidade com os mitos populares de uma história sagrada que todos conhecem por ali (...)

Tudo o que fazem é recontar, nos versos e no que eles comandam, a jornada da busca de um Deus nascido pobre, por Três Reis Magos (muito mais nomeados como 'santos' do que como 'magos' ou 'sábios'), entre trocas de ofertas de dons e contradons (...)

Aí então (...) as palavras da cantoria proclamam a própria vida e a morte da gente do lugar".

Leia o meu artigo sobre a visita dos Magos.

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Sexta-feira, Dezembro 29, 2006

Kloppenborg e a parabola dos meeiros da vinha

Kloppenborg, J. S. The Tenants in the Vineyard: Ideology, Economics, and Agrarian Conflict in Jewish Palestine. Tübingen: Mohr Siebeck, 2006, xxix + 651 p. ISBN 3-16-148908-X

Minha dissertação de Mestrado foi sobre uma parábola, a de Mt 25,1-13, a Parábola das Dez Virgens, sob orientação de Ugo Vanni. Desde a década de 90 nunca mais estudei as parábolas, por estar me dedicando somente à Bíblia Hebraica, e hoje nem sei qual é a orientação dominante dos estudos da área. Estudei muito, na época, na linha de Joachim Jeremias, e também tive a oportunidade de ser aluno de Jacques Dupont.

Agora, me deparo com o livro de John S. Kloppenborg, o grande especialista em Quelle, professor da Universidade de Toronto, Canadá, que escreveu, neste ano um livro de 651 páginas sobre a Parábola dos Vinhateiros, em Mc 12,1-12 e Evangelho de Tomé 65.

O título do livro é: Os Meeiros da Vinha: ideologia, economia e conflito agrário na Palestina judaica.

O autor diz que o conflito que a parábola descreve não era incomum na época, e ele a situa de maneira sólida no contexto das práticas da viticultura antiga. Mas o mais interessante é que Kloppenborg mostra que esta parábola, que foi contada por Jesus contra a elite dominante da época, acabou sendo lida, pela exegese e pela pregação, como sustentação do status quo.

Veja a descrição do livro na página da editora Mohr Siebeck:
John S. Kloppenborg gives a detailed analysis of one of the most difficult of Jesus' parables, the parable of the Tenants (Mark 12:1-12; Gospel of Thomas 65). He examines the ways in which Christians have typically read and mis-read the parable, and places the parable firmly in the context of the practices of ancient viticulture. The author models a new approach to the interpretation of the parables of Jesus. First, he critically engages the history of interpretation of the text, inquiring into the ideological interests that the parable has engaged during the history of its use in Christian churches and in political discourse. Second, he reconstructs the social world in which the parable was first told, in particular the economic, social, and legal aspects of ancient viticulture. He demonstrates that the parable of the Tenants has mostly been interpreted from the standpoint of those who wield social and political power, a strange irony considering the social status of the Jesus of history and the literary uses of the parable. All of the features common to the parable as it is told by Mark and the Gospel of Thomas make it a perfectly realistic story. It is only Mark's editing of the story that takes it beyond the realistic idiom characteristic of Jesus' other parables. The book concludes with a dossier of 58 papyrus documents relating to various aspects of viticulture and agrarian conflict.

Veja o sumário da obra aqui, colocando o nome do autor ou da obra na caixa de busca.

As muitas publicações de John S. Kloppenborg podem ser vistas aqui.

Quem é John S. Kloppenborg?
Born 1951; M.A. and Ph.D. at the University of St. Michael's College; Professor and Associate Chair of the Department for the Study of Religion, University of Toronto, Canada. John S. Kloppenborg is a specialist in Christian origins and second Temple Judaism, in particular the Jesus tradition (the canonical and non canonical gospels), and the social world of the early Jesus movement in Jewish Palestine and in the cities of the eastern Empire. He was written extensively on the Synoptic Sayings Gospel (Q) and the Synoptic Problem, and is currently writing on the parables of Jesus, the letter of James, and cultic, professional, and ethnic associations in the Graeco-Roman world. He has taught and conducted research in Toronto, Windsor, Jerusalem, Cambridge, UK, Calgary, Helsinki, and Claremont, Calif. Is one of the general editors of the International Q Project.

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Domingo, Dezembro 24, 2006

Nascimento de Jesus e visita dos Magos

Está na hora de se ler A Visita dos Magos: Mt 2,1-12, texto que escrevi na Ayrton's Biblical Page em 2002.

Entre os temas tratados, com indicação de ampla bibliografia, estão:
. O método de leitura a ser usado
. O sentido de Mt 1-2
. Herodes Magno
. A data do nascimento de Jesus
. Jesus nasceu em Belém ou em Nazaré?
. Quem são os Magos e que papel exercem em Mateus?
. As várias hipóteses sobre a estrela de Belém

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Sábado, Dezembro 23, 2006

Por que se celebra o Natal em 25 de dezembro?

Veja as possíveis razões na opinião de James Tabor, Professor na University of North Carolina at Charlotte, em seu blog The Jesus Dinasty, no post The Surprising Meaning of Christmas: Some Historical Perspectives [blog modificado - link quebrado].

Quem é James Tabor? Veja sua biografia aqui.


Outro texto interessante que discute o assunto é um livro de Geza Vermes, The Nativity: History and Legend. London: Penguin Books, 2006, 192 p.

Que pode ser encontrado na Amazon.com do Reino Unido.

Jim Davila, em seu PaleoJudaica, tem links para resenhas deste livro aqui.

Quem é Geza Vermes? Veja sua biografia aqui.

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Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

Mark Goodacre resenha o filme The Nativity Story

O filme Jesus - A História do Nascimento, da diretora Catherine Hardwicke, que chegou aos cinemas no dia 01/12/2006, foi resenhado pelo especialista em Novo Testamento Mark Goodacre no Forum da SBL. Mark Goodacre já escrevera sobre o filme em seu NT Gateway Weblog, mas esta resenha é mais completa. Leia "The Nativity Story": A Review.

Veja também o site do filme.


Ficha Técnica
País de origem: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Catherine Hardwicke
Elenco: Alexander Siddig (Anjo Gabriel), Ciarán Hinds (Rei Herodes), Eriq Ebouaney (Baltasar), Hiam Abbass (Ana), Keisha Castle-Hughes (Maria), Nadim Sawalha (Melquior), Oscar Isaac (José), Shaun Toub (Joaquim), Shohreh Aghdashloo (Elizabeth), Stanley Townsend (Zacarias), Stefan Kalipha (Gaspar)
Fotografia: Elliot Davis Montagem: Robert K. Lambert, Stuart Levy (II)
Roteiro: Mike Rich Trilha Sonora: Mychael Danna
Estréia (Brasil): 01/12/2006
Estréia (original): 01/12/2006

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Sábado, Outubro 07, 2006

Animais que aparecem nos evangelhos sinóticos

Isso sempre me interessou. E, dia sim, dia não, estou azucrinando meus alunos com esta questão que sempre volta: a atuação de Jesus se dá, segundo o Novo Testamento, em um mundo rural, em ambiente bem diferente de nossas metrópoles. Pois - como naquela velha piada do garotinho paulistano, que, chegando pela primeira vez a um sítio, grita deslumbrado: "mãe, uma Knorr" ao ver uma galinha - corremos o risco de nada entender do que é ser pastor, do comportamento de um rebanho, de leões e outros animais selvagens que estão sempre rondando, do perigo e medo associado às trevas e da alegria que representa a luz, do valor do orvalho em terra árida, do bem que significa ter água corrente, da chuva que cai torrencialmente e muitas coisas mais...

Pois aproveite e aumente seu conhecimento sobre os animais que aparecem em parte da Bíblia, no caso, nos evangelhos sinóticos, lendo o post deste fisico que também conhece Bíblia: Animals in the Synoptics.

O blog Davide's Notes é escrito por Davide Salomoni, italiano de Urbino, físico de profissão, que trabalha no Istituto Nazionale di Fisica Nucleare em Bologna, Itália, e é também um estudante de "Divinity" da Universidade de Londres.

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Quinta-feira, Setembro 07, 2006

Paula Fredriksen fala sobre Paulo

Paul and Paula: este o nome que Vision deu à entrevista que fez com Paula Fredriksen, William Goodwin Aurelio Professor of the Appreciation of Scripture at Boston University, sobre Paulo.

Mark Goodacre recomenda a entrevista para estudantes que estão começando a estudar Paulo.

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Sábado, Janeiro 14, 2006

Semantic Bible - A Bíblia Semântica

A Bíblia Semântica é composta por uma série de experimentos de novas tecnologias de computação aplicadas ao estudo da Bíblia. Compreende: uma Hiper-Concordância do Novo Testamento, um Índice Compósito do Evangelho, uma Base de Dados semântica de Nomes do Novo Testamento é um Blog. Site de Sean Boisen, Mestre em Lingüística que trabalha com aplicações avançadas de linguagem e tecnologias de fala por computador.

New Testament Hyper-Concordance
The basic idea is to navigate the space of Scripture directly using words. Taking this idea one step further, given the text of the verse, you can just embed a hyperlink from the word in question to other verses, preserving the context. Now here's where the idea takes off: instead of just hyperlinking one word, suppose every word is hyperlinked? This more tightly connects the information and gets you directly from the context of one verse to another with similar content (because of similar words). With some special processing to index the words, every word can link to a list of verses, each word of which is in turn hyperlinked to others, each word of which ...

The Composite Gospel Index
The Composite Gospel Index (CGI) combines the four Gospel accounts of the life of Jesus into a single unified view. Instead of the traditional book/chapter/verse organization, it divides the texts into about 350 pericopes, each of which describe an event, a teaching, a parable, an interaction, or some other cohesive piece of text.

New Testament Names: a Semantic Knowledge Base
New Testament Names is a semantic knowledge base describing each named thing in the New Testament, about 600 names in all. Each named thing (an entity) is categorized according to its class, including God, Jesus, individual men and women, groups of people, and locations. These entities are related to each other by properties that interconnect the entities into a web of information, all represented in a standardized language with formal semantics, and shared on the Web with URI's for others to use and extend. You can download it.

Blogos
A blog about God's Word, our words meaning, communication, & technology, following Jesus, the Word made flesh.

Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Links

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Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

Luedemann concorda em manter com M. Goodacre amistoso diálogo

Em Bíblical Theology, Jim West postou hoje mais uma mensagem de Lüdemann. Ele se propõe a manter um amistoso diálogo com Mark Goodacre, já que suas posições não são assim tão divergentes, como algumas ásperas palavras podem ter dado a entender. Sob o título Agreement! Luedemann Responds to Goodacre [Obs.: link quebrado - blog descontinuado], dado por Jim ao post, está a proposta de Lüdemann:

I agree that the two of us are not as far apart as our contentious words may have suggested. I do look forward to further mutually respectful exchanges with Professor Goodacre on matters of mutual interest.

Sincerely,

Gerd Lüdemann

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Terça-feira, Dezembro 20, 2005

Mark Goodacre responde a Gerd Luedemann

No diálogo sobre o significado do nascimento de Jesus que se estabeleceu entre o alemão Gerd Lüdemann e o britânico Mark Goodacre, há, hoje, mais um capítulo: a resposta de Goodacre aos comentários de Gerd Lüdemann, feitos ontem, pode ser lida em seu Mark Goodacre’s NT Blog.

Leia: Response to Lüdemann

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Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

Jim West sai em defesa de Luedemann e este responde a Mark Goodacre e Stephen C. Carlson

O caso Lüdemann está rendendo...

A defesa de Jim West é uma crítica do autoritarismo presente na Igreja alemã à qual pertence Lüdemann, comparando o caso de David Friedrich Strauss (1808-1874), punido quando lecionava na Universidade de Zurique, Suíça, com o de Gerd Lüdemann, afastado, no final do século XX, da cadeira de Novo Testamento da Faculdade de Teologia da Universidade de Göttingen, Alemanha.

Cito dois pequenos trechos da defesa de Jim West:

A very long time ago a gifted young scholar wrote an impressive, indeed, a groundbreaking work. It was a historical investigation of the Life of Jesus and it's author was David Friedrich Strauss. Strauss was invited, as a result of that work, to teach at the University of Zurich. When conservative reactionaries got wind of the impending appointment they raised such a ruckus that the governing board (to their eternal shame so far as I am concerned), withdrew the call and pentioned young Strauss off. What had begun with the promise of a very fine academic appointment ended in bitter disillusionment. Strauss's fury was unleashed against the religionists who, according to him, had ruined his life. He spent the rest of his life, a bitter and disappointed man, doing his best to undermine the facile historical ideology of his enemies (...)

Fast forward, now, to the 20th century and change locations from Switzerland to Germany. Precisely the same sort of situation arose when Lüdemann published his work on the Historical Jesus. The same fundamentalists (with different faces but the same spirits) objected so loudly, so forcefully, so maliciously, that the esteemed people on the Board of Governors (or whatever they are in the German University system) buckled to the pressure and denied Gerd his rightful place. To their eternal shame, I might add.


Já Mark Goodacre começa seu post de hoje assim:
I have just received this response from Gerd Lüdemann to my comments on his press release (The Christmas Stories are Pious Fairy Tales) and Gerd asks if I would place this in my blog, which I am of course happy to do. I am knee-deep in grading (that's what they call "marking" here) at the moment but I am looking forward to commenting later. The message below is as I received it from Prof. Lüdemann, with my original blog post in lower case (but combining parts of the press release and my comments) and Prof. Lüdemann's responses in upper case.

Leia mais:
In Defense of Gerd Lüdemann (em Biblical Theology - Jim West) [Obs.: link quebrado - blog descontinuado]
Response to Mark Goodacre and Stephen Carlson by Gerd Lüdemann (em Mark Goodacre’s NT Blog)

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Sábado, Dezembro 17, 2005

Gerd Luedemann polemiza sobre o Natal

O conhecido professor luterano Gerd Lüdemann, afastado anos atrás pela cúpula de sua Igreja da cátedra de Novo Testamento da Faculdade de Teologia da Universidade de Göttingen, Alemanha, por suas posturas consideradas hipercríticas em relação ao Novo Testamento, gera intensa polêmica às vésperas do Natal, com um press-release sobre o nascimento de Jesus e seu significado.

O texto foi publicado em sua Home Page e igualmente enviado a lista de discussão Biblical Studies ontem, dia 16 de dezembro de 2005.

São 10 itens, nos quais se mesclam afirmações históricas, exegéticas e teológicas. Algumas de suas afirmações são mais do que pacíficas para o mundo acadêmico, outras são permanente objeto de debate, e umas poucas são epistemologicamente complicadas por transitarem do histórico para o teológico, e vice-versa, sem maiores explicações.
O resultado da mesclagem, em tom desafiador, é que aquece a polêmica.

Os interessados podem acompanhar o debate que se estabeleceu, lendo os arquivos da Biblical Studies e alguns biblioblogs. Acrescento também o link para um livro publicado em 2002, editado por Jacob Neusner, e que documenta a expulsão de Gerd Lüdemann de sua cátedra.

Convém lembrar que o pesquisador foi, na verdade, transferido para a cadeira de História e Literatura do Cristianismo Primitivo na mesma Universidade, ficando proibido de lecionar Novo Testamento.

Leia Mais:
Gerd Luedemann on Christmas (lista de discussão biblical-studies)
Gerd Lüdemann (na Wikipedia, em alemão)
Home Page von Gerd Lüdemann (em alemão e inglês)
Lüdemann on Christmas (Mark Goodacre’s NT Blog - a melhor análise que vi até agora, feita por Mark Goodacre)
NEUSNER, J. (ed.) Faith, Truth, and Freedom: The Expulsion of Professor Gerd Lüdemann from the Theology Faculty at Göttingen University (Symposium and Documents). Global Publications at SUNY Binghampton University, 2002
The Christmas stories are pious fairy-tales (Home Page de Gerd Lüdemann)

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