Observatório Bíblico

Domingo, Junho 29, 2008

Os Biblistas Mineiros e a necessidade do método

Bíblia: Teoria e Prática – Leituras de Rute. Qual é o enfoque de cada artigo? Para que o leitor saiba o que lhe oferecemos, transcrevo aqui algumas linhas de cada um dos nove artigos que compõem esta número da Estudos Bíblicos 98, que acaba de ser publicada.

Editorial: Telmo José A. de Figueiredo

PARTE I

:: Agenda para o estudo de um texto bíblico - p. 11-32
Johan Konings - Mestre em Filologia Bíblica, 1968, e Doutor em Teologia pela Katholieke Universiteit Leuven, Bélgica, 1972.
Súsie Helena Ribeiro
Apresentamos aqui a agenda daquilo que parece fundamental para a leitura atenta de um texto bíblico. Leitura que faça jus ao texto, não mera leitura de consulta para satisfazer a curiosidade, fundamentar um dogma ou dar autoridade a uma ideologia; mas empenho em ler o texto como texto, como uma entidade, quase uma pessoa que se apresenta a nós face a face (...) Ora, se Carlos Mesters chamou a Bíblia de "livro feito em mutirão", pode-se dizer que também a leitura e o estudo melhor se fazem em mutirão. Determinadas tarefas podem ser realizadas pela comunidade (...) outras (...) exigirão algum "engenheiro", que, no seu gabinete, estude os assuntos mais especializados. O resumo final deste artigo (...) visualiza essa organização de tarefas.

:: Aprenda a enxergar com o cego Bartimeu, ou... Por que é necessário um método para ler a Bíblia? - p. 33-45
Cássio Murilo Dias da Silva - Doutor em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, Roma, Itália, 2005.
Como é possível aprender a enxergar com um cego? Na verdade, o relato da cura do cego Bartimeu (...) servirá de exemplo concreto para (...) demonstrar a necessidade de ler a Bíblia com um bom método (...) Caso leiamos a Bíblia (...) sem um método (...) muito da riqueza do texto bíblico passa despercebida aos nossos olhos e corremos o risco de nos contentar com o que não é importante. Ou, o que é pior, corremos o risco de pensar que o texto bíblico diz algo que ele não diz (...) Quem lê a Bíblia com um método adequado (...) conhece os passos para percorrer o universo do texto, tem os olhos e os ouvidos atentos para perceber nuanças e detalhes, consegue deleitar-se com o estilo de cada autor, pode apreender com mais largueza e profundidade a mensagem, sabe que não pode obrigar o texto a dizer o que ele não diz, sabe quais informações pode (e quais as que não pode) buscar no texto bíblico, sabe o que pode (e o que não pode) perguntar à Bíblia.

:: Bíblia: Mito? Realidade? - p. 45-61
Telmo José Amaral de Figueiredo - Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, Roma, Itália, 1997.
Os métodos de análise bíblica terminam por levantar, de modo direto ou indireto a questão se os fatos narrados pela Bíblia são históricos, ou seja, verdadeiros, ou invenções, lendas e fantasias de seus autores (...) Afinal, a Bíblia é formada por um conjunto de mitos ou ela narra a verdade dos fatos? A resposta a essa questão acabará por ser encontrada na clarificação dos termos que a compõem, isto é, o que é mito, o que vem a ser história? (...) Telmo José exemplifica a sua explicação com a análise de Gênesis 1 e trechos do poema babilônico Enuma Elish e o hino egípcio a Aton sobre a criação do mundo [texto extraído do Editorial, p. 8-9]

:: Como ler os apócrifos do Segundo Testamento - p. 62-71
Jacir de Freitas Faria - Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, Roma, Itália, 1996.
Como ler os apócrifos? Essa é uma boa pergunta. A Igreja ensinou ao longo de sua história que esses livros não deveriam ser lidos. Muitos deles foram enviados para o catálogo dos livros proibidos e até queimados (...) Ler os apócrifos exige um acurado estudo histórico da época de cada apócrifo. O contexto é importante para compreender o porquê da expressão de fé transformada em livros apócrifos (...) A tradição popular perpetuou na memória oral e escrita os ensinamentos de fé dos apócrifos (...) A literatura apócrifa do Segundo Testamento contribuiu sobremaneira para manter a fé no imaginário popular. São histórias de piedade que se transformaram em poesia, canto, pinturas, músicas e expressões devocionais.


PARTE II

:: Releituras rabínicas do livro de Rute - p. 72-76
Leonardo Alanati - Mestre em Língua Hebraica pelo Hebrew Union College, Jewish Institute of Religion, Cincinnati, USA - Rabino da Congregação Israelita Mineira
Este artigo apresenta alguns dos principais temas desenvolvidos na tradição judaica de exegese do livro de Rute através de comentários rabínicos entre os séculos II e VI no Talmude e em Rute Rabba, mas que foram ensinados e transmitidos oralmente por décadas ou até séculos antes da redação destas obras. Até o século XIX estes comentários dominaram a maneira judaica de ler o livro. Nos dois últimos séculos, judeus de correntes religiosas modernas adotaram e desenvolveram outras interpretações e leituras do mesmo (...) [Rute] aquela mulher solidária, corajosa, decidida, verdadeiramente admirável, permanecerá sempre no coração judaico como ancestral não apenas de líderes ilustres do passado, mas também do líder que levará a humanidade a uma nova era de paz, solidariedade, justiça e amor ao próximo.

:: Rute à luz do método histórico-crítico - p. 77-84
José Luiz Gonzaga do Prado - Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, Roma, Itália, (data?)
O documento da Pontifícia Comissão Bíblica, A interpretação da Bíblia na Igreja, de 1993, aponta o método histórico-crítico como indispensável para o estudo sério da Bíblia. Fala das origens do método, de sua evolução e dá-lhe também uma descrição simples e clara. Esta descrição vai guiar nossa busca. Analisaremos o livro de Rute por cada uma das oito etapas em que o Documento descreve o método. Assim esperamos chegar a algumas conclusões que fundamentem a abertura para as diferentes e possíveis hermenêuticas, abordagens ou leituras (...) [Há muitas] perguntas [sobre nossa realidade] que devemos levantar hoje e para as quais podemos encontrar respostas no livro de Rute. Basta lê-lo com os dois olhos, um na Bíblia e outro na vida.

:: A narratividade do livro de Rute - p. 85-106

Jaldemir Vitório - Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, Roma, Itália, 1986. Doutor em Teologia pela PUC-RJ, 1995.
O objetivo deste artigo consiste em aplicar o método de análise narrativa ao livro de Rute. Este se presta muito bem para a finalidade por se tratar de uma narrativa breve e, ao mesmo tempo, como se verá, portadora de inesgotável riqueza literária (...) A análise narrativa oferece uma chave de interpretação que permite ao leitor entrar em sintonia com o texto, pelo conhecimento dos recursos literários empregados pelo narrador no processo de produção (...) O método da análise narrativa e os demais métodos de interpretação supõem de quem se avizinha dos textos bíblicos uma postura de leitor-intérprete. A ausência de atitude hermenêutica tem como resultado cair na armadilha do fundamentalismo ou do historicismo. A análise narrativa tem o mérito de aproximar o texto bíblico do leitor-intérprete atual ao mostrar como os autores bíblicos trabalharam de forma idêntica como trabalham os narradores atuais, tão distantes no tempo e no espaço.

:: Leitura socioantropológica do Livro de Rute - p. 107-120

Airton José da Silva - Mestre em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma, Itália, 1976.
Qual seria a contribuição específica da leitura socioantropológica? Penso que pode ser o fato desta abordagem examinar não somente a literatura bíblica, mas também as forças sociais subjacentes à produção desta literatura, onde se distingue a sociedade que está por trás do texto da sociedade que aparece dentro do texto (...) Vou utilizar o livro de Rute para visualizar esta proposta. Este livro é uma estória que usa lugares reais e pessoas fictícias situadas em determinado espaço e tempo para construir a sua narrativa (...) [A partir desta perspectiva] deveria ser possível mostrar que o modo como os personagens organizam sua visão de mundo são, na verdade, ferramentas literárias utilizadas pelo autor/a na construção de uma estória totalmente fictícia, mas que, sem dúvida, produz uma mensagem que é considerada pelo autor/a de Rute como um caminho a ser buscado, estruturando o livro como uma narrativa orientada por uma proposta séria. {Por isso], 1. Olhando a estória com os olhos do autor/a, pergunto: o que diz o livro de Rute? 2. Olhando para além do livro, pergunto: o que é possível saber da época em que foi escrito o livro de Rute? 3. Olhando a estória com os olhos do leitor atual, pergunto: qual é a proposta do livro de Rute?

:: O protagonismo de uma sogra: a história de Noemi e Rute - Uma abordagem feminina sob o olhar da psicologia - p. 121-129

Maria Aparecida Duque e Rosana Pulga
O livro de Rute é cheio de personagens humanas. E onde há o humano, há também seus aspectos fenomenológicos, incluindo o psíquico. Não há, portanto, nenhum atrevimento literário de interpretá-lo por meio da ciência da Psicologia, onde essa história tão bem se adapta. Esse livro nos oferece uma riqueza de interpretações que podem ser lidas e refletidas nas mais diversas situações vivenciais (...) O dilema sogra-nora é analisado em pormenores, principalmente pela ótica do poder e da subserviência de uma pessoa a outra [Obs.: esta última frase está no Editorial, p. 10].

Observo que, infelizmente, não possuo informações completas sobre a formação acadêmica de 3 autoras: Súsie Helena Ribeiro (área de Letras), Maria Aparecida Duque (área de Psicologia) e Rosana Pulga (assessoria bíblica).

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Segunda-feira, Junho 23, 2008

Estudos Biblicos 98: Leituras de Rute

Acabo de receber o número 98 de Estudos Bíblicos, revista publicada pela Vozes, de Petrópolis.

Elaborado pelos Biblistas Mineiros, grupo que se reúne em Belo Horizonte, este número trata da questão dos métodos de leitura da Bíblia e tem como principal matéria de exame o livro de Rute. Clique no título, Bíblia: Teoria e Prática - Leituras de Rute, para ver o sumário da revista, que tem 132 páginas.

O meu artigo, Leitura socioantropológica do Livro de Rute, pode ser lido nas páginas 107-120.

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Quarta-feira, Maio 21, 2008

Leia a Biblia como literatura: hoje em Campinas

Encontrei na página de Notícias da Loyola:

Matéria com autor de Leia a Bíblia como literatura é publicada no Correio Popular, de Campinas
O autor de Edições Loyola Cássio Murilo Dias da Silva, doutor em ciências bíblicas, concedeu entrevista ao Caderno C do jornal Correio Popular, de Campinas (SP), sobre seu livro Leia a Bíblia como literatura, que será lançado hoje, às 19h30, na Livraria Cultura do Shopping Center Iguatemi Campinas (Av. Iguatemi, 777, piso 1 - Vila Brandina). A matéria, intitulada "Novo olhar sob a leitura da Bíblia", de Carlota Cafiero, publicada nesta quarta-feira, destaca que o livro de Cássio Murilo é um convite tentador para desfrutar os textos bíblicos como obras literárias. "A Bíblia tem histórias de aventura, romance, romance policial, poesia de amor", explicou o autor.

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Terça-feira, Maio 13, 2008

A leitura da Biblia no mundo globalizado

Faculdades EST realiza seminário conjunto com universidades alemãs
A leitura da Bíblia no mundo globalizado é o tema do seminário intercultural que a Faculdades EST está promovendo, neste mês de maio [de 2008], em parceria com as universidades alemãs de Bayreuth e Duisburg-Essen, através da Internet. O Seminário tem o apoio da CAPES, através do projeto PROBRAL 260/07. Entre os objetivos do estudo conjunto está o de promover a discussão teológica e a aproximação entre estudantes dos dois países. Um dos marcos desse encontro intercontinental foi a videoconferência, realizada no último dia 6 de maio, envolvendo docentes e estudantes das três universidades. Pela videoconferência, os participantes tiveram a oportunidade de se conhecer, formulando perguntas aos colegas das outras universidades. “Percebemos, da parte alemã, um grande interesse por temas como estrutura e atuação da igreja luterana no Brasil, pentecostalismo, umbanda e ecumenismo”, diz o Dr. Emílio Voigt, coordenador do EaD da Faculdades EST. O seminário se encerra no dia 26 de maio. Até lá, os participantes continuarão estudando em conjunto através do ambiente virtual de aprendizagem, disponibilizado pela Faculdades EST. Na sala virtual, os alunos encontram materiais para leitura e são realizadas atividades de interação e construção de conhecimento. A coordenação desse intercâmbio de formação teológica é da Faculdades EST através do professor Dr. Rodolfo Gaede e do Dr. Emilio Voigt.

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Sexta-feira, Maio 09, 2008

Cassio faz palestra sobre Biblia em Campinas

Edições Loyola e Livraria Cultura convidam para uma palestra sobre um modo diferente de ler a Bíblia.

Leia a Bíblia como literatura, por Cássio Murilo Dias da Silva

A palestra será no dia 21 de maio de 2008 às 19h30.

Na Livraria Cultura, no Shopping Iguatemi, em Campinas, SP. A livraria foi inaugurada no dia 9 de abril de 2008.

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Quinta-feira, Maio 01, 2008

Desafio aos fundamentalistas

Desafio lançado por James F. McGrath, Professor de Religião na Butler University, Indianapolis, Indiana, USA, em seu blog Exploring Our Matrix.

Challenge to Anti-Intellectual Christian Fundamentalists

Leia e aprecie!

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Domingo, Abril 20, 2008

Fundamentalismo: um desafio permanente

O fundamentalismo continua a ser um desafio permanente para a leitura da Bíblia. Eu arriscaria até a dizer que ele tem crescido em extensão e ferocidade. A linguagem, pelo menos, é, sem dúvida, violenta.

No artigo Fundamentalismo e modernidade, publicado na revista Concilium, v. 241, n. 3, Petrópolis, 1992, o conhecido teólogo J. Moltmann escreve nas p. 142-143:
Os fundamentalistas não reagem às crises do mundo moderno, mas às crises que o mundo moderno provoca em sua comunidade de fé e em suas convicções básicas. A convição de fé se baseia na segurança da autoridade divina. Nas assim chamadas Religiões do Livro, é a autoridade divina do documento da revelação: a palavra de Deus é, como o próprio Deus, sem erro e infalível (...) As ciências históricas e empíricas do mundo moderno são reconhecidas enquanto concordarem com [o documento divino da revelação], mas são rejeitadas se questionarem esta autoridade intemporal (...) O documento divino da revelação não pode estar sujeito à interpretação humana mas, ao contrário, a interpretação humana deve estar sujeita ao documento divino da revelação. O fundamentalismo exclui todo juízo racional sobre a condicionalidade histórica de sua origem e sobre a diferença hermenêutica em relação às condições mudadas do presente. O conteúdo de verdade do documento da revelação é intemporal e não precisa ser constantemente explicado ou atualizado, mas apenas conservado intocável. O fundamentalismo baseado na revelação não argumenta, apenas afirma. Não pede compreensão, mas sujeição. Não se trata absolutamente de um problema hermenêutico mas de uma luta pelo poder: ou a palavra de Deus ou o 'espírito da época'. O fundamentalismo também não é um fenômeno de retirada ou de defesa, mas de avanço sobre o mundo moderno para dominá-lo. Faz parte das várias estratégias teo-políticas atuais...

Exemplifico o que Moltmann diz acima com frases fundamentalistas retiradas dos comentários feitos hoje a Moisés pode não ter existido, sugere pesquisa arqueológica - Reinaldo José Lopes - Do G1, em São Paulo: 20/04/2008 - 09h00 - Atualizado em 20/04/2008 - 11h14.

Os muitos erros de português dos textos foram preservados como estão nos comentários, pois indicam, a meu ver, com bastante clareza, a qualidade do pensamento expresso. Lembro, entretanto, que é necessário ir à página do artigo para ver as centenas de comentários, que devem ser lidos completos e em seu contexto, com todos os seus matizes e contradições, provas e contraprovas. Estes pequenos trechos são usados aqui apenas como ilustração viva e candente do raciocínio teológico de J. Moltmann.

. Tentar combater a bíblia, palavra viva de Deus com a ciência, estudos de homens, é uma aberração
. Atacando a fé do povo com uma idiotice sem fatos
. Irmãos, irmãs, povos e nacões... deixemos a ciencia e continuemos olhando pra Cristo, autor e consumador da nossa fé
. Abaixo os Ateus e Cientistas
. Um dia todos...inclusive esses historiadores...vão perceber que Ele existe sim!!!... Porém...será tarde....Ele está voltando...
. Esses cientistas não cre em Deus e nem na biblia por isso falam essas aberrações
. Devemos orar e pedir a Deus em nome de Jesus Cristo que nos revele a verdade atravès da fé. Não nos cabe questionar um passado tão distante que NINGUEM pode dizer com 100% de acerto o que de fato aconteceu
. Quem afirma tal coisa, não passa de um débil mental e um grande idiota. Sou capaz de apostar que é um ateu e nem em DEUS o idiota deve crer. Besta
. Sabendo que a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem, se torna um absurdo os ateus (atoas) questionarem a Bíblia. Creio piamente na Bíblia escrita, fala e inspirada por Deus! As coisas espirituais se discernem espiritualmente seus atoas!
. Se eles querem realmente provar algo concreto, que vão pesquisar o fundo do mar vermelho ao invés de propor supostamente
. Esses cientistas deviam deixar a fé das pessoas em paz, pois é só isso que nos resta
. Isso é inaceitável, a bilbia a palavra de Deus, esta acima do que qualquer coisa, ela é verdade absoluta e ponto final, isso explica o seu valor de geração em geração, não é uma simples expeculação absurda, com este assunto que vai torna-la mentirosa
. Estao se preocupando demais com coisas que nao irao mudar. Sao fatos! E fatos nao se mudam ou alteram. Se querem uma resposta para tudo que aconteceu; deveriam procurar conhecer mais esse Deus maravilhoso que temos. Certamente, se calariam
. Que se explodam esses malucos que ficam perdendo tempo em desmentir a Bíblia, se a Bíblia não é verdadeira pq, se perde tanto tempo tentando desvendá-la? Eu continuo acreditando nela. Eles só sabem jogar teses e teses no ar, mas provar que é verdade? Não vi nada até agora
. A Biblia é bem clara quando diz que quando Jesus estiver as portas de sua volta, varios lidres e estudiosos tentarão distorcer o que dis a verdadeira palavra de Deus, e lendo essa reportagem so posso alertar a todos que Jesus esta realmente as portas e esta reportagem é mais um sinal dessa tese!
. Para o crente não importa o que os ´sábios´ dizem da Bíblia, mas o que a Bíblia diz dos ´sábios´: (loucos que serão julgados pelo o Autor, O SENHOR DEUS)
. Esses cientistas, estão todos malucos, querem acabar com a palavra de DEUS atravéz da internet, mas o povo que acredita realmente na palavra de DEUS jamais deixará se levar por essas balelas
. O q voceis estão tentando fazer desmentindo as coisas do SENHOR estão escrita na palavra faz tempo, cuidado a criatura é inferior ao CRIADOR, está chegando o grande dia, nós da igreja sabemos o q temos VISTO e ouvido nas manifestações do ESPIRITO SANTO.Tomem cuidado, todos ficaremos fente a frente
. Todos esse cientistas vao para o inferno quando eles fizerem apassagem desta vida para a outra eles vao tomar um susto eles pensam que DEUS nao esta tomando conhecimento de tudo ai ja e tarde aguardem seus ateus.
. Abomino todos os teólogos que insistem em diminuir ou negar acontecimentos bíblicos. De Adão e Eva ao fim dos tempos
. Lamentavelmente, desde o início, a ciência procura anular completamente os relatos bíblicos. O interessante é que, em TODOS os casos, principalmente os mais polêmicos, os cientistas acabam por reconhecer que a Bíblia tinha razão
. O que representa a biblía para estes pesquisadores arqueológicos? Eu acho que eles devem dobrar o Joelho e pedir a DEUS que de sabedorias a eles, pois parece falta muito a eles
. Esse cientista e apenas um pequeno cumedo de feijão que ñ sabe de nada
. O diabo continua querendo engar o povo atravès da ciência dizendo que a Bìblia è mentira!
. Por mais que tentem desmiter os fatos biblicos nunca conseguiram enganar a todos com esses estudos, a ciencia não é nada diante do poder de DEUS
. Po...sobrou até pra moisés... mais eu continuo com a biblia...ela é infalível!
. O que vejo é homens tentando apagar e esquecer a existência de um Deus ´Jeová´, poderoso em Glória e Autoridade... Coitado dos Cientistas
. Pesquisadores todos idotas e tolos
. Realmente estes estudiosos da biblia sao homens de pequena fe! Como se pode dizer que fatos como o exodus eh ficcao, eh a mesma coisa dizer que Jesus nao existiu
. Eu ach que esses pesquisadores tem um pacto com o demonio, em tudo querem ahcar erros, ipocritas
. Todos nós que somos cristaos, sabemos que esse professor idiota, esta sendo usado para deturpar a palavra de DEUS, pois a SANTA BIBLIA fois escrita por maos de homens inspirado pelo ESPIRITO SANTO DE DEUS, ninguem sabe onde foi enterrado MOISES,senao o PAI que estas nos CEUS portanto sai de RÈ satanas
. Cientistas da ´nova era´ se preocupam em desmoralizar, desmentir a Biblia , distorcer os fatos,d a verdadeira realidade espiritual. De repente Jesus Cristo não existiu ou se existiu casou com Maria Madalena e DÚS nunca existiu ou se existe se trata de uma energia. Paciencia, os iniquos acreditam neles.
. Como diria Jô Soares: ´Cientistas desocupados´
. A ciencia tenta despistar mais sempre comprova o q esta escrito na biblia
. Infelizmente, temos esses artigos, escrito e somente gostaria de saber, se esses estudiosos, não tem nada mais importante, para estudar, e deixar a Bíblia, quietinha com seus ensinamentos
. O inimigo de Deus usa pessoas como essas que querem manchar a verdade Biblica
. Porque estes cientistas não dão uma chegadinha na parte do deserto onde estão as inscrições antigas sobre a travessia do mar vermelho, em pedras, é na parte onde os turistas não vão
. Penso que o povo de Deus tem que ficar bastante atento com resultados dessas pesquisas que tem sido feitas, na minha opinião essas afirmações vai aumentar cada vez mais, qual o objetivo é fazer que muitos cristão comece a duvidar de tudo , que esta por traz disso tudo nos sabemos é o inimigo.
. Tudo o que está escrito na Bíblia é verdade, sem tirar e nem acrescentar uma vírgula sequer. Estes cientistas mentirosos e herejes deveriam sim, é dedicar suas pesquisas em algo útil, como a cura de doenças como o câncer, ou quem sabe, achar solução para o aquecimento global
. A ciência ainda tá fria, muito fria, ela acredita que o homem foi a lua e que planetas existem, e que ha matéria no espaço, o homem ainda nem se conhece, não conhece a Terra, imagine conhecer o NADA (luz). Moises existiu sim.
. Existem inúmeros livros que trabalham a infabilidade e inerrância das Escrituras Sagradas. Por que a mídia nunca procura esses autores?
. Penso que não devemos discutir algo tão grandioso como Deus e sua palavra
. Bem que hoje estava sentindo um CHEIRINHO de ENXÔFRE, era o HÁLITO dos ATEUS!
. Os cientistas buscam, a toda força diga-se de passagem, descaracterizar, ou ainda pior, pormenorizar os fatos bíblicos que contam a história não só dos hebreus, como de toda humanidade. Nunca vão conseguir.CREMOS NA BIBLIA SIM. O QUE NÃO CREMOS É QUE VIEMOS DO MACACO.NUNCA VI MACACO VIRAR GENTE!!
. ATEUS!!! ELE pedirá: Dá conta da sua ADMINISTRAÇÃO!!!
. Pessoal... essa matéria não tem outro objetivo a não ser levantar `polêmica` e chamar a atenção p/ alguns cientistas desocupados... vão pesquisar a cura para doenças que estão matando as pessoas... vão pesquisar meios de acabar com a fome... a ciência sequer conseguiu provar que existiu a evolução...
. Os que creêm em Deus devem saber que a verdade divina não pode ser abalada nem mesmo pela maior prova humana. Para mim, creio em uma ciência que comprova a verdade de Deus. Firmem-se vocês tb.
. O que estou vendo nestes estudos, é, mais uma tentativa de desacreditar os textos sagrados da bíblia, que é a palavra de DEUS, e isto é próprio de quem sabe que esta derrotado e tenta de todas as maneras desviar a mente das pessoas. A bíblia não precisa de defensor ela é palavra de DEUS.
. Até hoje a ciencia sempre pos em prova a veracidade da Biblia. Até agora nao tem conseguido provar sequer um erro em seus fatos e dados historicos. Admiro muito um sacerdote que se diz professor de AT duvidar dos relatos Biblicos, apenas pelo metodo da induçao filosofica. Tenho duvida de sua fé.
. Essas pesquizas são financiadas por Satanás afim de confundir as pessoas e enfraquecer a crença em Deus. Esse tipo de matéria deveria ser censurado. Afinal de quem seria o interesse em desmistificar a Bíblia?
. "Ai daquele que acrecentar um til nas escrituras sagradas". diz a 'biblia' a palavra de Deus


Atualização: 21.04.2008 - 22h43
Nos dias 20 e 21 foram publicados 497 comentários de leitores sobre o artigo... Já tive a honra de ser esculhambado por vários fundamentalistas! Aliás, a tônica fundamentalista predomina. É um reverbério fascinante! E trágico, constato mais uma vez.

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Terça-feira, Abril 08, 2008

Biblia: teoria e pratica – Leituras de Rute

Vem aí o número 98 da revista Estudos Bíblicos, o segundo de 2008. Este número foi elaborado pelos Biblistas Mineiros e, como de praxe, será publicado pela Editora Vozes, de Petrópolis.

O título: Bíblia: teoria e prática – Leituras de Rute

Editorial: Telmo José A. de Figueiredo

PARTE I
  • Agenda para o estudo de um texto bíblico - Johan Konings e Súsie Helena Ribeiro
  • Aprenda a enxergar com o cego Bartimeu, ou... Por que é necessário um método para ler a Bíblia? - Cássio Murilo Dias da Silva
  • Bíblia: Mito? Realidade? - Telmo José A. de Figueiredo
  • Como ler os apócrifos do Segundo Testamento - Jacir de Freitas Faria

PARTE II
  • Releituras rabínicas do livro de Rute - Leonardo Alanati
  • Rute à luz do método histórico-crítico - José Luiz Gonzaga do Prado
  • A narratividade do livro de Rute - Jaldemir Vitório
  • Leitura sócio-antropológica do livro de Rute - Airton José da Silva
  • O protagonismo de uma sogra: a história de Noemi e Rute - Uma abordagem feminina sob o olhar da psicologia - Maria Aparecida Duque e Rosana Pulga
Leia Mais:
Bibliografia sobre Rute
Enquete sobre Rute
Fundamentalismo em debate
Fundamentalismo: um modo de estar no mundo
International Biblical Studies Writing Month
Leitura do livro de Rute: algumas dificuldades
Resenhas de livros sobre Rute

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Segunda-feira, Dezembro 17, 2007

Fundamentalismo em debate

De uns dias para cá, um inflamado debate sobre o que é o fundamentalismo tomou conta de alguns biblioblogs. Um post de Jim West no dia 13 passado - What Is A Fundamentalist? - causou uma reação em cadeia... como se pode ver digitando no Deinde Biblioblogs Search a palavra fundamentalist.

Hoje li o post de Michael Pahl, What is a "fundamentalist"?, no The Stuff of Earth, que me agradou muitíssimo. Sem entrar na polêmica em curso, ele procura definir o fundamentalismo a partir de uma perspectiva epistemológica e histórica. Recomendo a leitura deste texto.

Em 7 de janeiro de 2006 escrevi sobre o assunto em Fundamentalismo: um desafio ecumênico. E no dia 3 de fevereiro de 2007 voltei a escrever sobre o tema em Fundamentalismo: um modo de estar no mundo. Quase dois anos depois do primeiro post, o desafio parece mais atual do que nunca.

Ontem vi a indicação de um livro que sairá sobre o tema, e que pode ser interessante: HARRIS, H. A. Fundamentalism and the Bible. London: Equinox Publishing, 2008, 256 p. - ISBN 9781845531522. Publicação prevista para outubro de 2008.

Já está indicado em + Novidades. Veja, na página da Equinox, a proposta do livro.

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Terça-feira, Dezembro 04, 2007

Blogar sobre Biblia: perda de tempo?

Já que mencionei o assunto da leitura da Bíblia no post anterior, acabei me lembrando: partindo de outra questão, John Hobbins, em Ancient Hebrew Poetry, aborda o mesmo tema, de outra perspectiva, no post Is Blogging about the Bible a Waste of Time? [Blogar sobre a Bíblia é perda de tempo?].

E, claro, trata da questão dos biblioblogs, como diz o título do post.

Leia o texto.

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Martini: a leitura da Biblia e o Sinodo de 2008

Em 28 de abril de 2007 anotei no blog: Bíblia: tema a ser debatido pelos bispos em 2008, onde dizia:

Foram divulgados os Lineamenta da XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que será realizada de 5 a 26 de outubro de 2008. O tema: A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja. Além do português, o texto está disponível, no site do Vaticano, também em alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, latim e polonês.

Hoje, 4 de dezembro de 2007, vejo no Bibbiablog a reprodução de uma entrevista do Cardeal Martini à Rádio Vaticano sobre os Lineamenta e sua proposta de leitura da Bíblia.

Leia o post Sinodo della Parola, visto da Martini.

Texto em italiano.

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Quinta-feira, Novembro 15, 2007

Fundamentalismo e fanatismo podem matar

Mulher obriga família a jejuar e morre
Cristã fervorosa, a missionária Cláudia Simião da Silva, 35, levou sua fé ao extremo ao jejuar por cerca de um mês - esperando um "enviado divino" - e obrigar duas sobrinhas, a irmã e a sogra a acompanharem o retiro. Ela foi encontrada morta, segundo a polícia, por inanição dentro da própria casa, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense (RJ). As cinco pessoas ficaram confinadas por quase dois meses em casa. As irmãs Adrielle, 9, e Grazielle Souza Santos Simião, 11, foram internadas na sexta-feira apresentando quadro de desnutrição e de confusão mental e devem ficar hospitalizadas por quase um mês. Na mesma situação estão Cátia Simião da Silva (irmã), 31, e Lúcia Maria Simião da Silva (sogra). Cláudia teria obrigado a família a permanecer dentro de casa. Em depoimento à polícia, o pai das duas garotas, o desenhista técnico Uendes Simião da Silva, 33, afirmou que Grazielle lhe contou que "Cláudia havia dito que o jejum duraria até que recebessem uma resposta de Deus no sentido de enviar uma pessoa que os tirassem daquela vida e os levassem para uma casa na zona sul [área nobre do Rio de Janeiro]". Não se sabe a qual denominação religiosa Cláudia pertencia. Ela freqüentava a Igreja Batista de um bairro próximo, mas havia abandonado os cultos cerca de dez anos atrás. Depois disso, viajou para Argentina, Uruguai e Angola. Segundo Uendes, ela era formada em teologia e cursava direito (...) Durante todo o tempo, as crianças tiveram "cursos bíblicos", [sublinhado meu] segundo a conselheira tutelar Elaine Galvão, que ouviu Grazielle no Hospital Estadual Carlos Chagas.

Leia o texto completo.

Fonte: Folha Online: 15/11/2007 - 09h50. Por Ítalo Nogueira, da Folha de S. Paulo

A notícia, se correta, faz pensar:
. Formada em Teologia? Que teologia seria essa?
. Cursos bíblicos? Que tipo de cursos? Que leitura da Bíblia seria essa?
. Esta é uma temática da área bíblica ou da área psiquiátrica?

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Quinta-feira, Outubro 25, 2007

Leitura popular da Biblia no Brasil

Já faz tempo que o artigo foi escrito, uns dois anos.

Mas, para quem não tem acesso aos livros do Mesters, vale a pena ler, está online no site do CEBI: uma explicação do que é a leitura popular da Bíblia no Brasil. Faz um histórico, explica o método... Tudo muito fácil.

Sobre a Leitura Popular da Bíblia no Brasil

Por Carlos Mesters e Francisco Orofino.

O que é o CEBI? Consulte aqui e aqui.

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Sábado, Outubro 06, 2007

The old has gone, and the new has come

Barton’s task is a noble one and that is to secure the validity of critical study of the biblical texts at a time when it is regarded as passé or antiquated. If one wanted to defend this critical discipline from reproach then this is the book for doing so. Barton shows that biblical criticism is more robust and potentially more useful than what many of its critics realize. I still get the feeling though that Barton is trying to dress up a Dinosaur in a modern garb. Alas, the bridge to Modernity along with its strategies and aims for reading texts has been burned – and with some good reasons too – and the post-critical methods might be the way to overcome the defects and failures of biblical criticism. The days of Baur, Wellhausen, de Wette, Dibelius, Bultmann, and Barr are finished and are no more. It is now the age of Foucault, Derrida, Rorty, Fish, and Eco. In biblical interpretation, the old has gone and behold, the new has come. That said, readers of biblical texts need not wholly embrace the postmodern/post-critical turn nor attempt to reconstruct the shaken foundations of old school biblical criticism. What is needed is a realistic epistemology of how we know things from texts, a literary theory explaining how texts do things to readers, a hermeneutical explanation for how authors communicate through the signs/symbols of language, and a definition of history and historiography. The approaches that I have found the most fruitful in that regard are those of Anthony Thiselton, N.T. Wright, Kevin Vanhoozer, and especially Scot McKnight. I should also acknowledge the works of Markus Bockmuehl and Francis Watson who have shown the advantages of maintaining an ecclesial reading of Scripture in tandem with historical-critical investigation. (Michael F. Bird, em Book Review: The Nature of Biblical Criticism, Euangelion - September 30, 2007)

Obs.: sublinhados meus!

Leia:
McKNIGHT, S. Jesus Creed (blog)- Veja a lista de livros publicados pelo autor na coluna da direita.
THISELTON, A. C. New Horizons in Hermeneutics: The Theory and Practice of Transforming Biblical Reading. Grand Rapids, MI: Zondervan, 1997, 720 p. - ISBN 9780310217626.
VANHOOZER, K. J. Is There a Meaning in This Text? Grand Rapids, MI: Zondervan, 1998, 496 p. - ISBN 9780310211563.

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Terça-feira, Julho 31, 2007

Simposio da ABIB sobre Biblia e Ciências Humanas

ABIB: Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica - Regional São Paulo

I Simpósio Regional Bíblia e Ciências Humanas

Data: 25 de agosto de 2007
Local: Seminário Teológico da Igreja Presbiteriana Independente
Rua Genebra, 180 – Bela Vista – São Paulo
(próximo à Câmara Municipal e às estações Anhangabaú e Sé do Metrô)

:: Apresentação
A Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica – ABIB, recentemente instituída, tem o objetivo de congregar pesquisadores e pesquisadoras em Bíblia nos mais diversos campos e ambientes, com vistas a favorecer a identidade acadêmica. Para tanto, vem realizando congressos em âmbito nacional – o próximo deverá ocorrer em 2008 – e também eventos de alcance regional.

:: Simpósio Regional São Paulo
Em 25 de agosto de 2007, será realizado o I Simpósio Regional São Paulo, com o tema Bíblia e Ciências Humanas, que espera reunir biblistas do Estado, seja para acompanhar a programação e interferir no debate, seja para contribuir com a apresentação de uma comunicação acadêmica.

:: Programação
8h Abertura
8h30 Mesa-redonda: Bíblia e Ciências Humanas
Conferencistas:
. Prof. Dr. Archibald Mulford Woodruff (UMESP, Seminário da IPI)
. Prof. Dr. André Chevitarese (UFRJ)
11h Intervalo
11h30 ABIB: apresentação e notícias
12h30 Almoço
14h Comunicações acadêmicas
16h Intervalo
16h30 Conferência: Bíblia e Ciências Humanas - Perspectivas
Conferencista:
. Prof. Dr. Milton Schwantes (UMESP, EDT)
18h Encerramento

:: Inscrições
Para efetuar a inscrição no I Simpósio Regional Bíblia e Ciências Humanas, favor preencher os dados abaixo e enviar para o endereço eletrônico <abib.sp@bol.com.br>. Caso haja interesse em apresentar uma comunicação, pedimos que os dados sejam enviados até dia 10/08.
A taxa de inscrição, a ser paga no momento da abertura dos trabalhos, é de:
R$ 20,00 (sócios da ABIB)
R$ 30,00 (não-sócios)

:: Ficha de Inscrição:
Nome:
Endereço:
Telefone:
E-mail:
Instituição e atividade que exerce em ligação com a Bíblia:
Título da comunicação (caso queira fazê-la):
Resumo da comunicação (10 a 15 linhas):

> No dia do evento será possível afiliar-se à ABIB, caso haja interesse.

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Domingo, Julho 15, 2007

Avalos debate seu livro na lista Biblical Studies

A lista de discussão Biblical Studies estará promovendo de 5 a 10 de agosto de 2007 um colóquio online com Hector Avalos a propósito de seu recém-lançado livro The End of Biblical Studies.

Veja mais sobre o autor e o livro em Avalos publica livro contra os estudos bíblicos.

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Sábado, Julho 07, 2007

Avalos publica livro contra os estudos bíblicos

Hector Avalos, Professor de Estudos Religiosos na Iowa State University, acaba de lançar polêmico livro no qual denuncia a inutilidade dos estudos bíblicos do modo como vêm sendo feitos hoje e defende o seu fim.

Quem estiver interessado neste debate, poderá ler o artigo de Avalos publicado pelo SBL Forum no ano passado, The Ideology of the Society of Biblical Literature and the Demise of an Academic Profession.

Poderá acompanhar a forte reação que se seguiu em Letters in Response to Avalos. E fazer uma busca por "Hector Avalos" nos biblioblogs, usando o Google Blog Search, por exemplo, para ver as muitas discussões que ocuparam os biblistas nos meses seguintes.

O livro, publicado agora em julho de 2007, é:

AVALOS, H. The End of Biblical Studies. Amherst, New York: Prometheus Books, 2007, 399 p. ISBN 978-1591025368

Na página da editora se lê (clique em Quick Search > Biblical Criticism):
In this radical critique of his own academic specialty, biblical scholar Hector Avalos calls for an end to biblical studies as we know them. He outlines two main arguments for this surprising conclusion. First, academic biblical scholarship has clearly succeeded in showing that the ancient civilization that produced the Bible held beliefs about the origin, nature, and purpose of the world and humanity that are fundamentally opposed to the views of modern society. The Bible is thus largely irrelevant to the needs and concerns of contemporary human beings. Second, Avalos criticizes his colleagues for applying a variety of flawed and specious techniques aimed at maintaining the illusion that the Bible is still relevant in today’s world. In effect, he accuses his profession of being more concerned about its self-preservation than about giving an honest account of its own findings to the general public and faith communities.

Dividing his study into two parts, Avalos first examines the principal subdisciplines of biblical studies (textual criticism, archaeology, historical criticism, literary criticism, biblical theology, and translations) in order to show how these fields are still influenced by religiously motivated agendas despite claims to independence from religious premises. In the second part, he focuses on the infrastructure that supports academic biblical studies to maintain the value of the profession and the Bible. This infrastructure includes academia (public and private universities and colleges), churches, the media-publishing complex, and professional organizations such as the Society of Biblical Literature.

In a controversial conclusion, Avalos argues that our world is best served by leaving the Bible as a relic of an ancient civilization instead of the “living” document most religionist scholars believe it should be. He urges his colleagues to concentrate on educating the broader society to recognize the irrelevance and even violent effects of the Bible in modern life.

Em 11 de julho de 2006 mencionei o assunto no post When did exegetes lose interest in theology? Leia este post novamente e veja minha posição sobre o assunto.

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Domingo, Junho 24, 2007

Sobre Brevard Childs, que faleceu ontem

Brevard S. Childs faleceu ontem, sábado, dia 23 de junho de 2007. Era um defensor da abordagem canônica (canonical criticism) da Bíblia.

Sobre Brevard Childs, leia:
Brevard Childs (em página da Yale University)
The Life & Works of Brevard Springs Childs (da página de Daniel R. Driver, St Andrews, Escócia)


O que é a abordagem canônica? A abordagem canônica, nascida nos Estados Unidos há mais de 30 anos,
entende por bem conduzir uma tarefa teológica de interpretação partindo do quadro específico da fé: a Bíblia em seu conjunto. Para fazê-lo, ela interpreta cada texto bíblico à luz do Cânon das Escrituras, isto é, da Bíblia enquanto recebida como norma de fé por uma comunidade de fiéis. Ela procura situar cada texto no interior do único desígnio de Deus, com o objetivo de chegar a uma atualização da Escritura para o nosso tempo. Ela não pretende substituir o método histórico-crítico, mas deseja complementá-lo. Dois pontos de vista diferentes foram propostos: Brevard S. Childs centraliza seu interesse sobre a forma canônica final do texto (livro ou coleção), forma aceita pela comunidade como tendo autoridade para expressar sua fé e dirigir sua vida. Mais do que sobre a forma final e estabilizada do texto, James A. Sanders coloca sua atenção sobre o "processo canônico" ou desenvolvimento progressivo das Escrituras às quais a comunidade dos fiéis reconheceu uma autoridade normativa. O estudo crítico deste processo examina como as antigas tradições foram reutilizadas em novos contextos antes de constituir um todo ao mesmo tempo estável e adaptado, coerente e fazendo união de dados divergentes, do qual a comunidade de fé tira sua identidade. Procedimentos hermenêuticos foram acionados no decorrer deste processo e o são ainda após a fixação do Cânon; eles são muitas vezes do gênero do Midrashim, servindo para atualizar o texto bíblico. Eles favorecem uma constante interação entre a comunidade e suas Escrituras, fazendo apelo a uma interpretação que visa tornar contemporânea a tradição.

Esta explicação está no documento de 1993 da PONTIFÍCIA COMISSÃO BÍBLICA. A Interpretação da Bíblia na Igreja. São Paulo: Paulinas, 1999, p. 58-59. Documento que também pode ser lido online no site da Santa Sé [os sublinhados no texto acima são meus].

O documento reconhece o valor da abordagem canônica, mas trata mais longamente dos problemas que esta abordagem enfrenta: A abordagem canônica encontra-se às voltas com mais de um problema, sobretudo quando ela procura definir o 'processo canônico'. A partir de quando pode-se dizer que um texto é canônico? (...) O processo de interpretação que conduziu à formação do Cânon deve ele ser reconhecido como regra de interpretação da Escritura até nossos dias? Ou: De outro lado, as relações complexas entre o Cânon judaico das Escrituras e o Cânon cristão suscitam numerosos problemas para a interpretação... (p. 60).

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Segunda-feira, Março 12, 2007

Apenas um pensamento que me azucrina

No meu entender, a sacralização do cotidiano, antigo ou atual, sempre encontrou na Bíblia uma ferramenta eficaz, enquanto esta possibilita a leitura do real como subjetividade, espaço no qual a ação humana é reduzida à vivência intensa da emoção e do entusiasmo, constituindo a realidade total, até acabar assumindo o rótulo de história objetiva, momento em que perde seu fervor querigmático e se acomoda.

O mundo bíblico e o mundo atual se entrelaçam de tal maneira que o ressentimento pode ser legitimado, desde que seja lido como indignação moral, ao mesmo tempo em que vivências primitivas são literalmente recriadas, apresentando-se como panacéias para os malefícios da racionalidade ocidental.

Esse mecanismo social permite ao intelectual, entre outras coisas, desobrigar-se de um compromisso social efetivo, reduzindo os problemas do mundo a problemas morais...

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Sábado, Fevereiro 03, 2007

Fundamentalismo: um modo de estar no mundo

Vira e mexe, passa boi passa boiada, demora... mas, como não há nada como um dia depois do outro, o que escrevo na Ayrton's Biblical Page e no Observatório Bíblico, acaba, de vez em quando - embora não seja sempre, nem freqüente, muito menos dominante, ainda bem! - provocando reações fundamentalistas de determinados leitores indignados com a leitura acadêmica ou "científica" da Bíblia.

Certos fundamentalistas atiram para todo lado: na exegese moderna de modo geral; nos exegetas como um grupo de intelectuais que "matam" a Bíblia e que deveriam, portanto, ser silenciados, podados, extintos, em benefício da "verdadeira" Palavra de Deus; nos exegetas que chegam a ser - anacronicamente - comparados aos "doutores da Lei" do NT e responsabilizados, como aqueles (gente, acorda: foram os romanos!), pela morte de Jesus; nos exegetas "críticos" e destruidores da verdade; na ciência moderna como compreensão inadequada e até mesmo descabida da realidade; na razão humana como negação da fé... Reações que sempre procuram afirmar sua legitimidade com citações da Bíblia, com leituras literalistas dos textos bíblicos (uma tradução perrengue pode algum dia ser considerada texto literal?)... e por aí afora.

Acabo de chegar de mais uma reunião do grupo dos Biblistas Mineiros, ocorrida ontem em Belo Horizonte, reunião de dia inteiro, muito proveitosa, onde, entre outras coisas, discutimos o tema de nosso próximo número da revista Estudos Bíblicos publicada pela Vozes. Que tratará da questão dos métodos de leitura da Bíblia. E de sua necessidade. E, é claro, em nosso estudo, mesmo que captada apenas com o canto do olho, aparecerá a análise do modo fundamentalista de ver a realidade. Modo que recusa como necessária qualquer metodologia exegética porque acredita ter acesso direto e exclusivo ao significado do texto bíblico.

Se esse pessoal lesse Kant e soubesse da distinção entre "noumenon" e "fenômeno". Se esse pessoal lesse física quântica e descobrisse o quanto a realidade é diferente do que aparenta ser. Ah, mas não lê. E nem relê! Já dizia o grande R. Barthes: Quem não relê um texto, lê, em todos os textos, sempre o mesmo texto.

Quer exemplos? Leia nos comentários dos posts do Observatório Bíblico aqui e aqui.

Recomendo a releitura - quem não relê, já sabe, não? - do post que escrevi em 7 de janeiro de 2006: Fundamentalismo: um desafio ecumênico.

Além da bibliografia ali citada, vale a pena ler também:
BENEDETTI, L. R. Fundamentalismo: novidade? Cadernos de Teologia, Campinas, n. 3, 1997, p. 52-60.
BROWN, R. E. O significado crítico da Bíblia. São Paulo: Loyola, 1981, 150 p.
DIAS DA SILVA, C. M., com a colaboração de especialistas, Metodologia de exegese bíblica. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 2003, p.319-323.
KÜNG, H.; MOLTMANN, J. A Bíblia no conflito das interpretações. Concilium, Petrópolis, v. 158, n. 8, 1980, 123 p.

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Quarta-feira, Janeiro 24, 2007

Algo realmente extravagante

Leia e avalie: Using the ESV

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Terça-feira, Dezembro 19, 2006

CEBI oferece curso de Biblia por correspondência

Você sabia que o CEBI oferece um curso de Bíblia por correspondência?

Veja este trecho, que está no seu site:
O Curso de Bíblia por Correspondência destina-se àquelas pessoas que têm dificuldade em participar de encontros de formação oferecidos pelo CEBI. Embora o curso seja apresentado em linguagem acessível, ele não é um simples "abc" da Bíblia. Destina-se, portanto, a pessoas que buscam um aprofundamento maior. O curso é dividido em módulos e fascículos, que são enviados pelo correio. Concluído o estudo de um fascículo, o cursista responde às perguntas e envia sua elaboração escrita à equipe estadual, recebendo, em seguida, o fascículo seguinte. O curso aborda os seguintes temas (cont.)

Para saber mais sobre o CEBI e a leitura popular da Bíblia, leia aqui e aqui.

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Quinta-feira, Novembro 09, 2006

Jacques Berlinerblau e a SBL na blogosfera

A repercussão do artigo de Jacques Berlinerblau comentado no post anterior pode ser lida em Blogger-Cooler: the role of the SBL no biblioblog Deinde, por Danny Zacharias.

Leio também que Jacques Berlinerblau estará tratando do assunto no Congresso da AAR - American Academy of Religion - que é realizado junto com o da SBL. O abstract de sua apresentação é o seguinte (cf. AAR A19-105: Sunday - 5:00 pm-6:30 pm):

Secular Criticism, the AAR, and the SBL
I make two assumptions. First, that the two major scholarly organizations devoted to the study of Scripture and Religion, the Society of Biblical Literature and the American Academy of Religion have excluded non-theist perspectives in their scholarly discourses and practices. Second, that this exclusion has had fairly catastrophic effects for the academic study of religion, and by extension these societies themselves. Starting with a definition of “secular criticism,' I examine how a-religious and irreligious forms of criticism can find no institutional place within scholarly societies that imagine themselves to be, ironically, bastions of secular reason. I then discuss the marginalization of religious studies within the larger university framework of the humanities and the social sciences. This marginalization, it is argued, is partly attributable to the misgivings that the mainstream (and stridently 'secular') Academy has about their pious colleagues in the fields that study religion.

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Quarta-feira, Novembro 08, 2006

Jacques Berlinerblau bate forte na SBL às vésperas de seu Congresso Anual

A SBL - Society of Biblical Literature - fará seu Congresso Anual de 18 a 21 de novembro de 2006 em Washington, DC. Como diz a página de Congressos da SBL, este é o maior encontro de especialistas em Bíblia de todo o mundo (the Annual Meeting is the largest gathering of biblical scholars in the world). Claro, pois cerca de 6 mil biblistas estarão presentes!

Por outro lado, no The Chronicle of Higher Education (issue dated November 10, 2006), Jacques Berlinerblau escreve interessante artigo com o título What's Wrong With the Society of Biblical Literature? (O que há de errado com a SBL?), onde impiedosamente "massacra" a atuação da maior sociedade bíblica do mundo e o universo da pesquisa e do ensino bíblicos nos USA.

Leia você mesmo o polêmico texto e avalie. Acho que o artigo vai dar muito debate nos biblioblogs. Alguns já o citaram... Acho até que alguns dos problemas citados são de todos, também nossos, não apenas dos norte-americanos!

Quem é Jacques Berlinerblau?
Jacques Berlinerblau is director of the Program for Jewish Civilization at Georgetown University's Edmund A. Walsh School of Foreign Service. He is the author of The Secular Bible: Why Nonbelievers Must Take Religion Seriously (Cambridge University Press, 2005). Veja este e outros livros do autor na Amazon.com.

E não deixe de ver o perfil do autor.

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Sábado, Setembro 09, 2006

E os Estudos Bíblicos na Alemanha? Como vão?

Leia o artigo de Heike Omerzu, da Universidade de Mainz, no site do SBL Forum.

A German Landscape: Currents and Credits of Biblical Studies in Germany during the Past Decades

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Quarta-feira, Agosto 23, 2006

Tyler Williams mostra como funciona a crítica textual com dois exemplos

Tyler F. Williams, dando prosseguimento à série de posts sobre a crítica textual da Bíblia Hebraica/Antigo Testamento, chega ao post n. 9 que trata da Crítica Textual na Prática, onde diz:

Neste post demonstrarei a prática da crítica textual com dois exemplos, Js 1,1 e Sl 73,7, que iluminam a prática da crítica textual externa e interna, respectivamente.

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