Observatório Bíblico

Segunda-feira, Setembro 29, 2008

Machado e G. Rosa: tema de capa da IHU On-Line

Machado de Assis e Guimarães Rosa: intérpretes do Brasil

Este é o tema de capa da edição 275 da IHU On-Line, publicada em 29 de setembro de 2008.

Entrevistas:
:: João Hernesto Weber: Machado e Guimarães Rosa: dois modos de ver o Brasil

:: João Adolfo Hansen: Grande sertão: veredas: “uma máquina de moer ideologias”

:: Luciana Coronel: O olhar machadiano sobre o Brasil

:: Luiz Rohden: Guimarães Rosa, um amante do saber

:: Marcus Alexandre Motta: Uma carta a Guimarães Rosa

:: Cesar Zamberlan: O cinema não consegue se aproximar da genialidade de Machado

:: Leonardo Vieira de Almeida: Rosa e Rulfo: conto e expressão de uma América nova

:: Luis Augusto Fischer: Machado “nunca foi um lutador de praça pública”

:: Susana Kampff Lages: Grande sertão: veredas, um universo de alusões

:: Maria Cristina Cardoso Ribas: Cartas de Machado

:: Flávio Carneiro: Guimarães Rosa: um narrador do Brasil

:: Juracy Assmann Saraiva: Machado expõe a dimensão da pluralidade e da universalidade humana


Leia Mais:
Grande Sertão: Veredas - Seqüências Narrativas
Machado de Assis e Guimarães Rosa no blog

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Machado de Assis

O que se deve exigir do escritor antes de tudo, é certo sentimento íntimo, que o torne homem do seu tempo e do seu país, ainda quando trate de assuntos remotos no tempo e no espaço (Machado de Assis).

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Terça-feira, Setembro 16, 2008

Saramago lança blog

O Caderno de Saramago está disponível dentro do site da Fundação Saramago.

Parabéns ao ilustre escritor português por esta iniciativa que dignifica a blogosfera.

Leia Mais:
José Saramago estréia blog na internet - BBC Brasil: 16/09/2008 - 12h49

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Sexta-feira, Junho 27, 2008

27.06.2008: Centenário de Guimarães Rosa

Hoje estamos comemorando o centenário de Guimarães Rosa, o grande escritor mineiro, nascido em Cordisburgo em 27 de junho de 1908.

Para quem gosta de seus livros, escrevi algo que pode ajudar na leitura de Grande Sertão: Veredas, sua principal obra. Confira.

Veja também o especial Centenário de Guimarães Rosa da Folha Online, com textos, fotos e vídeos.


Leia Mais:
Grande Sertão: Veredas faz 50 anos e ganha edição de luxo
Grande Sertão: Veredas, na Biblioteca do Estudante, com preço atraente
Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas

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Quinta-feira, Junho 05, 2008

Autran Dourado, escritor patense, premiado pela ABL

ABL dá prêmio Machado de Assis ao romancista Autran Dourado
"A ABL - Academia Brasileira de Letras - concedeu, nesta quinta-feira [5 de junho de 2008], o prêmio Machado de Assis ao romancista mineiro Autran Dourado, 82, pelo conjunto de sua obra (...) A decisão foi tomada hoje em reunião dos membros da ABL, no Rio. Em 2002, o autor de "Ópera dos Mortos" (1967) já havia levado o prêmio Camões de Literatura. Entre os livros do escritor, que mora no Rio, estão "Gaiola Aberta" (2000) e "O Risco do Bordado (1970). Ele nasceu em Patos de Minas, MG".

Parabéns, ilustre conterrâneo, artesão da palavra!

Fonte: Folha Online: 05/06/2008 - 17h50

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Segunda-feira, Março 24, 2008

Teologia e Literatura: comadres ciumentas

Como disse aqui, o tema de capa da Revista IHU On-Line, edição 251, que saiu no dia 17 de março de 2008, foi a a relação entre Literatura e Teologia.

Só hoje consegui ler todos os textos. Há muitas coisas interessantes, mas o texto que mais me fascinou foi a entrevista de Waldecy Tenório, professor associado da PUC-SP e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP. Deixo à curiosidade do leitor a busca desta e das outras entrevistas, mas quero destacar um pequeno trecho, onde ele diz que Teologia e Literatura são comadres ciumentas que disputam o ser humano e que quando elas se beijam é porque não podem se morder:


IHU On-Line - São relações pacíficas ou literatura e teologia são “irmãs inimigas”? Por quê?

Waldecy Tenório - Pacíficas nunca foram, nunca serão, e é bom que assim seja. Elas poderiam subscrever, juntas, aquele famoso verso de Petrarca, que começa assim: “Pace no trovo” (não tenho paz), e termina dizendo que “non ho da far guerra” (não posso fazer a guerra). As duas têm a mesma idade, nasceram na mesma época, a poesia era a alma dos ritos religiosos. Com o tempo, a teologia foi se transformando numa senhora sisuda, muito respeitável, uma velhinha que não tira nunca o véu da cabeça, enquanto a outra parece mais jovem, irreverente, a louca da casa, de reputação às vezes duvidosa, e é claro que isso acabou por criar um certo conflito ou uma certa desconfiança entre as duas. Mas acredito que a principal razão disso é que uma tem ciúme da outra porque ambas são apaixonadas pelo ser humano. O ciúme as faz viver de pé atrás, às vezes nem se olham, de forma que, parodiando Bernard Shaw, quando elas se beijam é porque não podem se morder. Essa tensão foi captada por Drummond quando escreve um verso que soa como a encruzilhada do eu lírico desesperado: “Meu Deus e meu conflito”. Ora, esse conflito é muito rico, não pode ser jogado fora nem por uma “literatura edificante” nem por uma “religiosidade melosa” do tipo new age. Por isso é bom que as comadres continuem assim, desconfiando uma da outra.

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Segunda-feira, Janeiro 07, 2008

Centenarios de Machado e Rosa

Seminário Nacional de Literatura e Cultura Brasileira: Machado e Rosa
Esse seminário, a realizar-se no período de 30 de setembro a 03 de outubro de 2008, presta uma homenagem a dois dos mais destacados representantes da Literatura brasileira: Machado de Assis e Guimarães Rosa. A Machado de Assis associa-se, entre outras coisas a criação de Academia Brasileira de Letras e a Guimarães Rosa a inserção definitiva da Literatura brasileira em âmbito mundial. No ano em que são comemorados o centenário de morte de Machado de Assis e o de nascimento de Guimarães Rosa, torna-se imperiosa uma ação que preste homenagem a esses dois ilustres brasileiros [sublinhados meus].

De 30 de setembro a 3 de outubro de 2008? Ainda está longe, mas fique de olho!

Veja a programação.

Fonte: IHU Eventos

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Terça-feira, Março 27, 2007

Asterix em arabe e hebraico contribui para a paz

Asterix, o herói gaulês, teve um de seus álbuns traduzido, simultaneamente, para o árabe e o hebraico. A versão foi lançada no Salão do Livro de Paris (23 a 27 de março de 2007). Aí está a contribuição do intrépido guerreiro para a paz no Oriente Médio.

Leia:

Astérix en arabe et en hébreu : les sangliers de la paix
Le premier album d`Astérix traduit simultanément en arabe et en hébreu a été présenté ce week-end au Salon du livre de Paris. L`idée des traducteurs est de lancer "une passerelle" entre les cultures... (RTN - Neuchâtel - Suisse)

Asterix ganha versões em árabe e hebraico
O herói dos quadrinhos Asterix deu sua contribuição simbólica para o entendimento no Oriente Médio no último fim de semana, com o lançamento simultâneo das traduções para o árabe e o hebraico de seu livro, na Feira Literária de Paris... (Folha Online: 27/03/2007 - 07h46)

Astérix editado em hebraico e em árabe em simultâneo
O primeiro álbum das aventuras de Astérix traduzido simultaneamente em árabe e em hebraico foi apresentado no fim-de-semana no Salão do Livro de Paris, com o objectivo de lançar "uma ponte" entre as duas culturas, segundo os seus tradutores. Trata-se de As 1001 Noites de Astérix, ou Asterix Chez Rahazade, no título original... (Diário de Notícias Online - Lisboa: 27/03/2007)


Veja também:
Astérix: Le Site Officiel
Histórias de Asterix vão ganhar nova edição
Salon du Livre - Paris 2007

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Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

Entrevista com o escritor Gore Vidal

Três expressivos intelectuais norte-americanos ousaram enfrentar, após o 11 de Setembro, a "Junta Bush-Cheney": o lingüista Noam Chomsky, a ensaísta Susan Sontag (falecida em 2004) e o escritor Gore Vidal.

Leia abaixo a entrevista de Gore Vidal à Folha.

Com Bush, perdemos a Constituição, diz Vidal (Folha Online: 12/02/2007 - 09h51)

Soberba acirra ódio dos rivais conservadores de Gore Vidal (Folha Online: 12/02/2007 - 09h57)

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Segunda-feira, Dezembro 25, 2006

Meu presente de Natal: Grande Sertao Veredas

Ganhei um incrível presente de Natal: o exemplar de número 02.724 da tiragem limitada de 10.000 cópias da edição comemorativa dos 50 anos de Grande Sertão: Veredas acompanhada do catálogo da mostra concebida por Bia Lessa em exposição no Museu da Língua Portuguesa durante o ano de 2006 e de um CD multimídia, com imagens e sons do sertão descrito por Guimarães Rosa.

Presente da Mária Gláucia. Requintado presente. Obrigado, amiga!


O que se segue é o poema que Carlos Drummond de Andrade escreveu em 22/11/1967 em homenagem a Guimarães Rosa, por ocasião de sua morte ocorrida em 19/11/1967.

Um chamado João

João era fabulista?
fabuloso?
fábula?
Sertão místico disparando
no exílio da linguagem comum?

Projetava na gravatinha
a quinta face das coisas,
inenarrável narrada?
Um estranho chamado João
para disfarçar, para farçar
o que não ousamos compreender?
Tinha pastos, buritis plantados
no apartamento?
no peito?
Vegetal ele era ou passarinho
sob a robusta ossatura com pinta
de boi risonho?

Era um teatro
e todos os artistas
no mesmo papel,
ciranda multívoca?
João era tudo?
tudo escondido, florindo
como flor é flor, mesmo não semeada?
Mapa com acidentes
deslizando para fora, falando?
Guardava rios no bolso,
cada qual com a cor de suas águas?
sem misturar, sem conflitar?
E de cada gota redigia
nome, curva, fim,
e no destinado geral
seu fado era saber
para contar sem desnudar
o que não deve ser desnudado
e por isso se veste de véus novos?

Mágico sem apetrechos,
civilmente mágico, apelador
de precipites prodígios acudindo
a chamado geral?
Embaixador do reino
que há por trás dos reinos,
dos poderes, das
supostas fórmulas
de abracadabra, sésamo?
Reino cercado
não de muros, chaves, códigos,
mas o reino-reino?
Por que João sorria
se lhe perguntavam
que mistério é esse?

E propondo desenhos figurava
menos a resposta que
outra questão ao perguntante?
Tinha parte com... (não sei
o nome) ou ele mesmo era
a parte de gente
servindo de ponte
entre o sub e o sobre
que se arcabuzeiam
de antes do princípio,
que se entrelaçam
para melhor guerra,
para maior festa?

Ficamos sem saber o que era João
e se João existiu
de se pegar.


Carlos Drummond de Andrade, Versiprosa. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1967.
Carlos Drummond de Andrade, Poesia Completa. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002. ISBN 8521000626

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Sexta-feira, Junho 09, 2006

Dom Quixote, de Cervantes, traduzido para o quéchua

Folha Online: 09/06/2006 - 16h09

"Dom Quixote" ganha tradução em língua indígena

da Lusa
"Huh K'iti Mancha Suqupi Chaypa sutinta mana yuyanyta Munanichu" não diz muito a um leitor de Cervantes. É assim, porém, que começa a obra magna "Dom Quixote", do mais universal escritor espanhol, Miguel de Cervantes. Mas em quéchua. "Num lugar da Mancha de cujo nome não quero recordar-me", escreveu Miguel de Cervantes, ao abrir as aventuras do fidalgo Alonso Quijano e do seu fiel escudeiro, Sancho Pança. É exatamente isso que lerá o falante de quéchua, língua indígena da América do Sul que ganhou nesta semana sua primeira tradução de "Dom Quixote". A edição inclui ilustrações feitas em tábuas por camponeses de San Juan de Salua, que reinterpretam a região espanhola de La Mancha adaptando-a ao cenário andino. Atualmente, falam quéchua cerca de 20 milhões de pessoas no Peru, Bolívia, Equador, Chile, Argentina, Colômbia e Brasil. A tradução foi responsabilidade de (cont.)

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Quinta-feira, Maio 25, 2006

Rosa no Redemoinho mostra os vários tons que podem dialogar com a obra do escritor mineiro

A “cor” de Rosa

Lançamento da exposição Rosa no Redemoinho mostra os vários tons que podem dialogar com a obra do escritor
Quem foi ontem ao Palácio das Artes na abertura da Exposição Rosa no Redemoinho, em homenagem aos 50 anos do lançamento de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, viu o quanto esta obra ainda pode ser reinventada. Artistas dos mais variados campos da criação mostraram ao público seus trabalhos, que não só absorvem, como também dialogam e reapropriaram a obra roseana. Instalações, desfile, exposição e seminário: todos esses eventos fazem parte do projeto e querem mostrar, sob diferentes vertentes, que ”não há nada de mais atual do que o legado de Guimarães Rosa”, como afirma a Secretária de Estado de Cultura Eleonora Santa Rosa. A exposição começou num tom areia com a instalação do cineasta Éder Santos, O Erro nas Estórias, que ocupou a frente da entrada principal do Palácio das Artes. O quarteirão da avenida Afonso Pena foi obstruído para que uma escavadeira pudesse revolver a areia de um lado para outro, mostrando a desconstrução e reconstrução da imagem. Enquanto centenas de pessoas assistiam ao trabalho, Éder, animado com a repercussão, comemorava os objetivos atingidos. Ronaldo Fraga, estilista, trouxe os diferentes vermelhos que estão na terra sertaneja. Organizado no foyer do Palácio das Artes, o desfile teve uma ornamentação especial, que lembrava as festas típicas do sertão de Minas Gerais. Sob um tapete de serragem, os modelos mostravam muito mais do que roupas ou personagens específicas da obra de Guimarães Rosa. A moda que Ronaldo Fraga quis passar para o público representava o contexto sertanejo. “Ao criar um elemento direcionador da coleção, quis colocar o popular e o erudito na mesma palavra, no mesmo ponto e no mesmo lugar”, explica o estilista. Ainda na noite de domingo, foi lançada a edição especial do Suplemento Literário de Minas Gerais que traduz em uma linguagem crítica o que há de contemporâneo em Grande Sertão: Veredas. Camila Diniz, editora do Suplemento, reforçou a importância da publicação que traz um diálogo completamente inovador com Guimarães. “O Suplemento se insere no Projeto Rosa no Redemoinho com uma outra linguagem, mais acadêmica. Por essa razão, reunimos textos de intelectuais e pesquisadores de todo o Brasil que são referência não apenas para as pessoas que não conhecem Guimarães Rosa, mas para aqueles que já conhecem e querem ver as diversas abordagens sobre o autor”, relata. Ainda dentro do projeto, o público pôde conhecer outras tonalidades: O Sertão de Arlindo, de Arlindo Daibert; Sussuruídos, de Cacá Carvalho, Retrovão, de Rogério Veloso e Borboletas, de Paulo Perdeneiras. As exposições no Palácio das Artes permanecem abertas à visitação até o dia 04 de junho. Projeto idealizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Rosa no Redemoinho traz, segundo a secretária Eleonora Santa Rosa, um dos melhores e mais instigantes programas celebrativos e críticos em torno da obra de Guimarães Rosa (cont.)

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Suplemento Literário de Minas Gerais comemora os 50 anos de Grande Sertão: Veredas com edição especial

Como anotado aqui, aconteceu em Belo Horizonte, nesta semana, o Seminário Internacional 50º de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. O Suplemento Literário de Minas Gerais publica, nesta ocasião, edição especial para comemorar os 50 anos de Grande Sertão: Veredas.

Edição especial do Suplemento faz homenagem a Guimarães Rosa
"O Suplemento Literário de Minas Gerais traz aos leitores uma edição especial. Em comemoração aos cinqüenta anos de Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa, a edição faz uma releitura da obra, que desde a sua primeira publicação vem provocando diferentes interpretações e abordagens. O lançamento acontece durante a abertura da exposição Rosa no Redemoinho, dia 21 de maio, no Palácio das Artes. Especialistas como Affonso Ávila, Walnice Nogueira Galvão, Ettore Finazzi-Agrò, Eduardo F. Coutinho, Heloísa Starling estarão presentes na edição (...), [além de] outros renomados especialistas que exploram os diferentes discursos e interpretações presentes em Grande Sertão Veredas".

A edição especial do suplemento está em formato pdf e pode ser baixada clicando-se aqui.

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Sábado, Maio 20, 2006

Viajando pelo Grande Sertão: Veredas, em busca do quem das coisas

Leia o texto de Flávio Lobo, com fotos de Germano Neto, Pelas Veredas do Sertão. Foi publicado por CartaCapital de 2 de junho de 2004 - Ano X - Número 293.

É a obra e a biografia de Guimarães Rosa guiando admiradores e especialistas Brasil adentro...


Leia também O Baú do Vovô Joãozinho. O mundo de invenção que o escritor Guimarães Rosa compartilhava com duas netas vira livro: Ooó do Vovô – Correspondência de João Guimarães Rosa, vovô Joãozinho, com Vera Lúcia e Beatriz Helena Tess.

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Mire veja: é tempo de caminhar com Guimarães Rosa

Agência Brasileira de Notícias: 19/05/2006 - 23:44

Guimarães Rosa será lembrado em caminhada literária no Ibirapuera
Contadores de histórias de Cordisburgo (MG), cidade natal do escritor João Guimarães Rosa, fazem uma Caminhada Literária no parque Ibirapuera neste domingo (21/05/2006), a partir das 10h. O passeio, em homenagem aos 50 anos de lançamento do romance "Grande Sertão: Veredas", sai do Bosque da Leitura e faz sete paradas em diversos pontos do parque para que o grupo, dirigido pelo mestre Brasinha, apresente Recado do Morro, conto do livro No Urubuquaquá, no Pinhém. A caminhada integra a programação da Semana Guimarães Rosa, promovida pelo Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo.

Leia mais sobre Guimarães Rosa aqui.

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Seminário Internacional 50º de Grande Sertão: Veredas, em Belo Horizonte

No blog 2005 - Uma Odisséia Literária, de Leandro Oliveira, de Belo Horizonte, se lê:

Seminário Internacional sobre Guimarães Rosa

Será realizado em Belo Horizonte entre os dias 22 e 25 de maio [de 2006], um Seminário Internacional 50º de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, organizado pela Profa. Dra. Marli Fantini Sarpelli, atual premiada com o prêmio Jabuti na categoria Teoria e Crítica Literária por sua obra "Guimarões Rosa - Fronteiras, Margens, Passagens". As inscrições são gratuitas (...) A programação segue abaixo (cont.)


Confira também, sobre o seminário, o site da Faculdade de Letras da UFMG. E não deixe de ler o que já se escreveu sobre o Grande Sertão: Veredas neste blog...

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Quinta-feira, Maio 18, 2006

Eu carrego um sertão dentro de mim: homenagens a Guimarães Rosa em São Paulo

Folha Online: 15/05/2006 - 10h51

Ciclo em SP investiga rastros de Guimarães Rosa

Sylvia Colombo - da Folha de S.Paulo



"Depois de Guimarães Rosa [1908-67], não houve nada tão ambicioso." Se as palavras do professor de literatura da USP João Adolfo Hansen por um lado elogiam o autor de "Grande Sertão: Veredas", por outro apontam para um cenário atual um tanto desalentador para nossas letras. A contemporaneidade da obra que causou uma verdadeira revolução na nossa linguagem quando foi lançada, em 1956, é um dos temas do ciclo de debates que comemora este seu 50º aniversário. O Seminário Internacional João Guimarães Rosa começa hoje e vai até sexta-feira (...), no anfiteatro da faculdade de Geografia da USP (...) "A idéia é discutir a obra em todas as suas vertentes, não só a literária, mas também a histórica, a geográfica e a psicanalítica, entre outras", diz Heinz Dieter Heidemann, vice-diretor do IEB (Instituto de Estudos Brasileiros), que mantém o acervo e a biblioteca pessoais de Guimarães Rosa e organiza o evento. Na abertura, o crítico literário Antonio Candido dará um depoimento sobre seus encontros com o escritor, assim como o bibliófilo José Mindlin, também proprietário dos originais do livro. "Conheci Rosa pessoalmente em 1946, em Paris, e cheguei à conclusão de que (cont.)


Leia mais sobre as homenagens a Guimarães Rosa:
Centro Cultural São Paulo
IEB - Instituto de Estudos Brasileiros

E: Sertão é do tamanho do mundo. 50 anos da obra de João Guimarães Rosa - Revista IHU ON-Line, edição 178, de 2 de maio de 2006

Leia também o que já foi publicado aqui no blog.

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Sexta-feira, Abril 28, 2006

O Código Da Vinci, mais uma vez!

O professor Claude Mariottini, brasileiro que vive e leciona Antigo Testamento nos Estados Unidos - Northern Baptist Seminary - escreveu um belo texto sobre o controvertido Código Da Vinci.

Leia, no seu blog, Christian Perspectives on The Da Vinci Code.


Atualização: 23h00
Acabei de ver a indicação do artigo de Gerd Lüdemann sobre O Código Da Vinci, publicado, em alemão, no Die Welt. É coisa para se ler: Jede Zeit malte ihr Bild von Jesus (Cada época pinta seu retrato de Jesus).

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Quarta-feira, Abril 19, 2006

A Verdade sobre O Código Da Vinci

The Truth About Da Vinci

Visite este site do Westminster Theological Seminary, todo dedicado ao Código da Vinci. Comece lendo o texto que está no About e que é muito esclarecedor.

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Domingo, Abril 09, 2006

Grande Sertão: Veredas, na Biblioteca do Estudante, com preço atraente

O grande romance de Guimarães Rosa foi escolhido pela editora Nova Fronteira para abrir a coleção Biblioteca do Estudante, que levará ao público livros de grandes autores sempre indicados em cursos, vestibulares e outros concursos. O objetivo da coleção é oferecer ao leitor obras de alta qualidade literária com texto integral e de primoroso acabamento gráfico, com preços reduzidos.

Esta edição de Grande Sertão: Veredas, publicada agora em 2006, tem 608 páginas e custa R$ 28,00, podendo a obra ser encontrada na loja virtual Submarino por R$ 23,80.


Se você ainda não conhece Grande Sertão: Veredas, ou o conhece pouco, neste mesmo blog
Leia Mais:
Grande Sertão: Veredas faz 50 anos e ganha edição de luxo
Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas - I
Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas - II
Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas - III
Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas - IV
Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas - V

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Sexta-feira, Abril 07, 2006

Dan Brown inocentado de plágio

Folha Online: 07/04/2006 - 10h40

Justiça inocenta escritor Dan Brown em caso de plágio
O escritor norte-americano Dan Brown não plagiou o livro de dois autores britânicos ao escrever o sucesso de vendas "O Código Da Vinci", decidiu nesta sexta-feira a Justiça britânica. Os acusadores terão que pagar US$ 1,75 milhão de custas judiciais. Dan Brown comemorou a decisão ao afirmar que (cont.)

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Sábado, Março 18, 2006

Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas - V

BOLLE, W. Grandesertão.br. São Paulo: Editora 34, 2004, 478 p.


E o "Urutú Branco"? Ah, não me fale. Ah, esse... tristonho levado, que foi - que era um pobre menino do destino...


Publicado em 1956, Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, tem suscitado desde então um grande número de estudos e interpretações. O mais recente lançamento da Coleção Espírito Crítico - Grandesertão.br, de Willi Bolle - vem abrir uma perspectiva inteiramente nova nesse panorama. Partindo da idéia de que a obra-prima de Rosa ganha em complexidade quando lida como uma reescrita crítica de Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha, o professor de literatura alemã da Universidade de São Paulo mapeia toda a rede de relações existentes entre o Grande Sertão e os principais ensaios de interpretação de nosso país; desde a obra matricial de Euclides até os estudos fundamentais de Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Jr., Raymundo Faoro, Antonio Candido e Celso Furtado, entre outros. Em sua abordagem, aspectos centrais do romance - tais como a narração labiríntica e em forma de rede, o sistema da jagunçagem e, sobretudo, o pacto de Riobaldo com o Diabo (lido em chave materialista, que dispensa a interpretação metafísico-existencial) emergem sob luz nova. Para tanto, Bolle lança mão de diversas ferramentas que, além da ampla erudição, vêm se somar à crítica literária; entre elas, a filosofia política, as ciências sociais, a estética, a lingüística e até mesmo a geografia, já que o livro se faz acompanhar de vários mapas que situam para o leitor as andanças da personagem Riobaldo e o cenário da ação de Grande Sertão: Veredas (sinopse da editora).

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Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas - IV

BARBOSA, A. A epopéia brasileira ou: para ler Guimarães Rosa. Goiânia: Imery Publicações, 1981, 143 p.


Pobre tem de ter um triste amor à honestidade. São árvores que pegam poeira.


Esta anotação foi feita quando li o livro na década de 80: o livro de Alaor Barbosa é um guia mais ou menos didático para a leitura de Grande Sertão: Veredas. Obra de um apaixonado pela criação literária de Guimarães Rosa. Mas não é de grande fôlego... perde-se em ingênua louvação e, às vezes, despudorado deslumbramento!

Leia Mais:
Altiplano - Revista do Cerrado
O Cerrado - fotos de Carlos Terrana (fotos incríveis, valiosas para o conhecimento do ambiente da obra de G. Rosa)
Riobaldo & Diadorim (Grande Sertão: Veredas, seus analistas e seus intérpretes. Blog de João Rosa Neto, BH, MG)

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Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas - III

ARROYO, L. A cultura popular em Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1984, 315 p.


Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas.


Primeiro clique aqui e aqui. Depois volte a este texto.

Li, na década de 80, pela primeira vez, o estudo de Leonardo Arroyo (1918-1986). Desde então, tenho consultado, com freqüência, esta obra, onde anotei, ao final da primeira leitura: Excelente! Verdadeira enciclopédia da cultura popular mineira do sertão. Se não fosse por mais razões, só o inventário dos provérbios riobaldianos nas p. 252-282 já valeria a leitura. Mas é o autor quem nos diz no primeiro parágrafo da Introdução, p. 4, o que pretende:
A intenção deste ensaio é colocar teses sobre o conteúdo e a origem de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, de filiação e raízes na cultura popular.

Arroyo é grande admirador das idéias de Giovanni Battista Vico (1668-1744) e Johann Gottfried Herder (1744-1803) sobre cultura e história. Por isso, vai nos dizer por exemplo, na p. 16, que
não se cometeria nenhuma heresia, possivelmente, ao se afirmar, como se faz aqui, que a cultura popular, na sua experiência milenar, representaria muito mais para o gênero humano do que a criação erudita, pelo menos na área vivencial e lúdica. Procuramos destacar essa importância, as mais das vezes não reconhecida em virtude de preconceitos, interesses, vaidades e até mesmo de ignorância, através desta tentativa de inventário do tema e das formas da cultura popular em Grande Sertão: Veredas. A fonte de toda a sabedoria é o próprio homem do povo. Vico já reconhecia que a História se faz pela sabedoria vulgar do gênero humano ‘força coletiva, da qual as grandes figuras são símbolos apenas’.

E na p. 18 emenda:
Herder afirmava que ‘a arte de cada país só seria verdadeira quando refletisse a psique do seu povo, ou melhor, suas essências folclóricas’, conceito que poderia, com toda validade, extrapolar para categorias menos lúdicas, tais como a política e a economia de cada país. Com efeito, uma nação não é apenas a sua elite, mas é principalmente o seu povo, em torno do qual devem girar os interesses maiores da nacionalidade.

Assim é que entendemos porque a Introdução da obra tem por título A Megera Cartesiana... na qual, no segundo parágrafo, Arroyo nos diz que
seria longo enumerar a série de estudos inspirados na saga riobaldiana. Parece difícil a abordagem de Grande Sertão: Veredas em termos de objetividade crítica. Esta dificuldade seria decorrente das próprias formas da obra, dos valores múltiplos que a integram e definem como síntese de uma herança cultural de profundas ressonâncias. O romance é uma acumulação cultural, por isso se entendendo o resumo da experiência humana na sua freqüência cósmica e na sua formação de camadas de mistérios e espantos do homem. Por isso, por exemplo, o cartesianismo peca por si mesmo e por sua própria natureza de racionalismo feroz no exame do livro, tais os elementos subjetivos, tradicionais, de folk, que dominam e enformam o texto.

Enfim, se no lema cartesiano podemos escrever ordem, clareza e forma, na criação literária de Guimarães Rosa podemos enxergar intuição, revelação e inspiração.

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Domingo, Março 12, 2006

Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas - II

ANDRADE, S. M. V. A vereda trágica do "Grande Sertão: Veredas". São Paulo: Loyola, 1985, 104 p.


Um está sempre no escuro, só no último derradeiro é que clareiam a sala. Digo: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.


No primeiro capítulo de seu texto, na p. 19, Sônia Maria Viegas Andrade diz:
O poeta é Guimarães Rosa. Motivados pelo desafio de pensar a poesia na sua função mediadora entre a existência e o pensamento, a realidade e o conceito, escolhemos Grande Sertão: Veredas como matéria de reflexão. Guimarães Rosa faz com a palavra um trabalho que lhe permite atingir o que ele próprio chama o ‘aspecto metafísico da língua’. No interior de sua criação poética, as significações se desdobram, tornam-se interrogativas e expõem suas contradições. Ele recupera as palavras em seu poder de expressão do real e também em seu poder de negação e de instauração de outras dimensões de realidade. Sua narrativa está sempre a esbarrar no limite, e é desse limite que o sentido poético se abisma no indizível, como se toda a narração tivesse por finalidade principal apontar para algo que a ultrapassa. A poesia recupera, assim, a realidade na indizível evidência com que ela resplandece através do sentido poético. Guimarães Rosa atinge um nível de reflexividade da linguagem que se encontra latente na expressão poética e é dela indissociado.

E na p. 22, ainda no mesmo capítulo, diz a autora:
Nossa abordagem se pretende filosófica, buscando uma filosofia poética nos vazios conceituais do romance de Guimarães Rosa. Uma filosofia que não se explicita, mas que se pode apontar, e sua descoberta permite uma fruição mais intensa da poesia, encaminhando a sensibilidade para significações inauditas, proporcionando um número incontável de leituras do texto poético.

Mas a que se refere a ‘vereda trágica’ do título? Explica a autora no capítulo terceiro, p. 48, que é sua intenção
mostrar como a instauração da dúvida, no relato de Riobaldo, transforma a aventura épica em aventura trágica. A dúvida intercepta a transfiguração do herói e se utiliza do narrador para introduzir, na aventura épica, uma ruptura que devolve a subjetividade a seu conflito.

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Sábado, Março 11, 2006

Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas - I

Mas, para mim, o que vale é o que está por baixo ou por cima - o que parece longe e está perto, ou o que está perto e parece longe. Conto ao senhor é o que eu sei e o senhor não sabe; mas principal quero contar é o que eu não sei se sei, e que pode ser que o senhor saiba.

Se você não participou desta conversa sobre Guimarães Rosa e Grande Sertão: Veredas deste o começo, peço que primeiro clique aqui, depois volte a este texto.

Pretendo anotar, no correr dos próximos dias, algumas pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas. É um pequena bibliografia comentada, duas dúzias de livros, parte da qual já li, parte que pretendo ler. Na parte lida, estão anotações minhas entremeadas com a perspectiva dos autores das obras; na parte ainda não lida, me vali de sinopses dos editores e/ou trechos dos autores.

Não sou especialista no assunto, sou apenas um leitor permanente de Grande Sertão: Veredas e de outras obras de Guimarães Rosa. Por isso, leia os textos que aqui ofereço com esse cuidado em mente. Apenas lembrando: hoje, às 19 horas, na Bienal do Livro de São Paulo, Willi Bolle, autor de Grandesertão.br, iniciou a discussão sobre esta obra-prima de Guimarães Rosa.

Boa parte destes textos podem ser encontrados, quando não esgotados, na seção de livros da loja virtual Submarino.

ALBERGARIA, C. Bruxo da Linguagem no Grande Sertão: leitura dos elementos esotéricos na obra de Guimarães Rosa. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1977, 154 p.

O livro de Consuelo Albergaria é resultado de uma Dissertação de Mestrado, orientada por Silviano Santiago, apresentada ao Departamento de Letras da PUC-Rio em dezembro de 1976. Transcrevo algumas anotações feitas durante a leitura, que ocorreu no final da década de 80.

O esquema mistérico parece funcionar, pois vai explicando os fatos e as atitudes de modo bastante significativo. A autora confronta a obra com as opiniões de G. Rosa sobre a mesma: dá a estas opiniões grande peso, tentando conciliar as duas posições. Anotei coisas interessantes, como: o mal não é um ente metafísico, é apenas a privação do Bem, que é o único absoluto, é Deus... e: a autora nega a leitura fáustica de Grande Sertão: Veredas, feita por muitos, e parece ter razão, quando diz, na p. 37:
Na tragédia de Goethe, o demônio, Mefistófeles, aparece visível e comprovadamente, dialogando e fechando o pacto com o protagonista, o que absolutamente não acontece em Grande Sertão: Veredas, onde o máximo que se poderia aceitar seria a permanência da dúvida. Por isso, ao falar do pacto salienta: Dizemos um pacto que Riobaldo pretende fazer, e não que faz com o demo, pois é evidente que se o seu desejo é acabar com o medo não seria possível conferir existência ao demo, posição, aliás, que mantém durante toda a sua narrativa.

Mas faço ressalvas: a inquietação que tal tipo de leitura me transmite é a percepção de que ela é profundamente idealista, pois a verdade precede o acontecimento, e dualista, na sua oposição corpo/alma, físico/metafísico e assim por diante. As condições reais do sertão – que, afinal, geram o símbolo – jamais são mencionadas. Alguns costumes sertanejos como o espelhinho de bolso e o embornal, por exemplo, tão triviais para quem nasceu e viveu no sertão em Minas, como eu nasci e vivi, acabam se tornando misteriosos rituais iniciáticos na leitura da autora. Por outro lado, há que se admitir que o próprio Guimarães Rosa confessa ser mesmo ligado aos mistérios e que sua obra deve refletir isto! No Prefácio, à p. 13, Benedito Nunes diz:
Da vastíssima bibliografia roseana já constam estudos que abordam a simbologia mística de Grande Sertão: Veredas. Mas ainda não se havia tentado, como faz a autora deste livro, usar o complexo de tradições emaranhadas, globalmente qualificadas de ocultistas, como chave hermenêutica desse romance e da obra de Guimarães Rosa. Recorrendo às doutrinas do Corpus Hermeticum e dos Mistérios da Antiguidade, às concepções gnóstico-cabalísticas, à Astrologia, à Alquimia, ao Taoísmo e ao repertório do Bramanismo, do Budismo e do Hinduísmo, Consuelo nos mostra que essas fontes abasteceram a metafísica da linguagem de Guimarães Rosa – a que ele enfaticamente se referiu – e respondem pela cifragem esotérica dos personagens, das situações e das linhas principais da própria ação romanesca de Grande Sertão: Veredas. E acrescenta: Nada tem de gratuita a decifração aqui intentada.

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Sexta-feira, Março 10, 2006

Em maio de 1956 Grande Sertão: Veredas chegava às livrarias

Bravo! Online
Quando Grande Sertão: Veredas chegou às livrarias, em maio de 1956, a reação foi de espanto. Da pena do escritor mineiro João Guimarães Rosa saía quase que um novo idioma, fruto da combinação entre o rigor etimológico e a tradição oral. Seria o romance uma mera “história de jagunços contada para lingüistas”, como se criticou na época? Ou, ao contrário, a mais importante experiência de aproximação entre a cultura erudita e a popular na língua portuguesa? Hoje não parece haver muitas dúvidas. Considerado um marco na literatura brasileira, o livro tem seus 50 anos de publicação celebrados com o lançamento de novas edições, debates e uma grande exposição em São Paulo (cont.)

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Quarta-feira, Março 01, 2006

Jim Davila leu e comenta O Código Da Vinci

Não perca a resenha de Jim Davila em seu blog PaleoJudaica.com: DA VINCI CODE REVIEW.

Chamo a atenção para uma frase:
The bad thing about the book is that many people will read it and think the ridiculous claims in it are true -- and Brown himself is partly to blame for this and he could have mitigated the problem instead of making it worse.

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Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006

Historiadores processam editora do 'Código da Vinci'

Como noticiado aqui, O Código Da Vinci vai para os tribunais.

BBCBrasil: atualizado em 27 de fevereiro, 2006 - 14h26 GMT (11h26 Brasília)
Começou o julgamento nesta segunda-feira em Londres da ação em que dois historiadores acusam o autor de O Código Da Vinci, Dan Brown, de plágio. Michael Baigent e Richard Leigh afirmam que Brown roubou "toda a arquitetura" da pesquisa que serviu de base para o livro deles, O Santo Graal e a Linhagem Sagrada, de 1982. Os escritores estão processando a editora Random House, que lançou o livro de Brown na Grã-Bretanha e também publicou o livro deles. "Dan Brown copiou de O Santo Graal e a Linhagem Sagrada, portanto a publicação do resultado pelo réu (a editora) é uma violação dos direitos autorais dos meus clientes na Grã-Bretanha", disse o advogado dos historiadores, Jonathan James. A Random House declarou que a acusação não tem fundamento (cont.)

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Sábado, Fevereiro 25, 2006

The Da Vinci Code seria um plágio de The Holy Blood and the Holy Grail?

Folha Online: 25/02/2006 - 11h42

da Efe, em Londres
A estréia britânica do filme baseado em "O Código Da Vinci", de Dan Brown, pode ser atrasada ou suspensa devido ao processo por plágio apresentado contra a editora, informa hoje o diário "The Times". Michael Baigent e Richard Leigh, autores de "The Holy Blood and the Holy Grail", sustentam que Brown plagiou em seu romance a complexa estrutura do livro que eles escreveram há 22 anos. Na próxima semana, Brown, transformado em multimilionário com o sucesso de "O Código Da Vinci", deve comparecer perante um tribunal londrino para prestar testemunho a favor da editora Random House. O resultado do julgamento pode ter repercussões sobre a lei de "direitos autorais" já que estabelecerá até que ponto um autor pode tomar emprestadas idéias de outro. Se o juiz der a razão aos querelantes, estes podem tentar obter um mandato judicial que afetaria tanto as vendas do livro como o próprio filme. Baigent e Leigh argumentam que o livro de Brown, uma história de conspirações e assassinatos, é baseado na teoria que eles expõem em seu próprio livro, fruto de mais de dez anos de pesquisas. Segundo os dois autores, Brown utilizou a hipótese central de seu livro: que Jesus se casou com Maria Madalena, com quem teve um filho, se criando uma linha de sangue que seria protegida ao longo dos séculos por sociedades secretas (cont.)


Times Online - February 25, 2006

By Frances Gibb and Ben Hoyle
The fate of what is expected to be this year’s biggest film is hanging on the decision of a High Court judge. The British release of The Da Vinci Code, due on May 19, could be delayed or even halted if a copyright claim by the autho