Enquete no Blog do Emir: Que imprensa você lê?
No blog do Emir Sader há interessante enquete, criada hoje: Consulta Carta Maior: Que imprensa você lê?
Diz Emir: Apresentamos aqui uma nova consulta a nossos leitores e leitoras. Responda e sugira leituras alternativas à grande mídia mercantil.
Faça uma visita ao Blog do Emir, publicado no site de Carta Maior, e participe. Além do mais, é muito interessante ver o que as pessoas costumam ler!Marcadores: cultura
Jornais: revistas de sala de espera
Os jornais se parecem cada vez mais com as revistas que havia para ler na barbearia ou na sala de espera do dentista.
Frase de Umberto Eco sobre a irrelevância das informações transmitidas pelos jornais hoje.
Está em uma entrevista publicada pela Folha Online de 12/05/2008 - 11h41 sob o título de Velocidade da web causará perda de memória, diz Umberto EcoMarcadores: cultura
Dilemas dos povos indigenas brasileiros
Em busca da terra sem males: os territórios indígenas é o tema de capa da edição 257 da IHU On-Line de 12/05/2008.Assim começa o editorial:O drama que acompanhamos há algum tempo em Roraima, na reserva indígena de Raposa Serra do Sol, inspira o debate da matéria de capa dessa semana da revista IHU On-Line. Os conflitos e dilemas culturais das populações indígenas brasileiras são decorrentes de um problema primário: a terra, ou melhor, a falta dela.
Contribuem para essa discussão: - Antonio Brand: A garantia do direito à diferença
- Aloir Pacini: “Ninguém deixa de ser índio porque usa celular ou anda na cidade”
- Egon Heck: O sentido da vida: primeira e grande lição dos índios ao homem branco
- Roberto Liebgott e Iara Bonin: Como entender a cultura indígena e suas transformações?
- Maucir Pauletti: “Os direitos dos índios são direitos de papel”
- Paula Caleffi : “O índio é um sujeito que foi vitimado pelo processo colonial, o que não o inviabiliza de ser sujeito”
- Sydney Possuelo: Índio e “homem branco”: duas humanidades diferentes que se encontraram em determinado tempo e espaço
- Wellington Gomes Figueiredo: Esperança? Só quando alguém nutrir respeito pelo que é humano
- Pedro Ignácio Schmitz: Lição dos índios: sobrevivência é o princípio de qualquer cultura
- Jairo Rogge: O resgate da cultura material confirma a diversidade cultural e étnica indígena
Marcadores: cultura
Recomendo dois artigos lidos hoje
O desafio da razão: Manifesto para a renovação da história, por Eric Hobsbawm, em Carta Maior: 11/04/2008 É tempo de restabelecer a coalizão daqueles que desejam ver na história uma pesquisa racional sobre o curso das transformações humanas, contra aqueles que a deformam sistematicamente com fins políticos e simultaneamente, de modo mais geral, contra os relativistas e os pós-modernos que se recusam a admitir que a história oferece essa possibilidade.
O desastre midiático, por Ignacio Ramonet, em Carta Maior: 12/04/2008 O jornalista espanhol Pascual Serrano construiu um "arquivo da vergonha jornalística", reunindo flagrantes demonstrações da deterioração de uma profissão que ameaça ruir. Hoje, a verdade informativa é quando toda a mídia (imprensa, rádio, televisão e Internet) diz a mesma coisa sobre um tema, diz que uma coisa é verdade… mesmo que seja mentira. Marcadores: cultura
As Viagens dos Reis Magos
"Os folcloristas e antropólogos, a exemplo de Câmara Cascudo e Carlos Rodrigues Brandão, já interpretaram sobejamente as folias [de Reis], explicitando-lhes as características fundamentais: são parte do catolicismo popular, são de origem predominantemente camponesa e englobam o peditório do cortejo, que é feito em nome do padroeiro. Mas como praticante, e mesmo assumindo todas essas características, entendo que, de todas as formas possíveis de se explicar o que é uma Folia de Reis, a mais definidora é o seu giro, a peregrinação de um ponto inicial (a festa de saída) a ponto terminal (a festa de chegada - o 'arremate'), previamente definidos. Entre os dois pontos expoentes dos festejos de cada ano, a folia expressa-se inteira, em todas as suas dimensões (organizativa, artística, religiosa, social), dentro de cada casa onde os integrantes se apresentam como procuradores de uma esmola e viajores à procura de um certo recém-nascido. É bonito e emocionante, sim, ver a diversificação das formas e vozes das folias num grande encontro de companhias, em uma praça ou em um ginásio de esportes. Mas a folia é, na sua essência, o giro, a viagem para Belém, em cada casa por onde ela passa (...) Nasceu daí a vontade de escrever sobre os Reis Magos, tomando-os como viajantes" (p.8).
Quem assim escreve é Jadir de Morais Pessoa. Nascido de uma família mineira radicada em Itapuranga, Goiás, Jadir foi criado no Povoado de Lages, cujo centro eram as rezas e as novenas da Capela de Nossa Senhora do Rosário e o giro da Folia de Reis, terminando no dia cinco de janeiro. Ainda na adolescência, estudando em Goiânia, Jadir foi assumido como folião de Reis pelos integrantes do terno das Lages. Cursou em seguida Filosofia e Teologia na PUC-Campinas e fez o Mestrado e o Doutorado em Antropologia na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), sob a orientação do Professor Carlos Rodrigues Brandão.
Hoje Jadir é Professor Titular na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás. Em todo esse percurso de estudante e professor, sempre manteve a identidade de folião de Reis.
Jadir foi meu aluno quando cursou Teologia na PUC-Campinas (1981-1984). E, ao pesquisar o texto bíblico de Mt 2,1-12 para a escrita deste livro, acabou encontrando meu texto A Visita dos Magos: Mt 2,1-12. Dele se serviu no capítulo primeiro, A caminho de Belém, para acompanhar a primeira das sete viagens dos Reis Magos...
Escrito em parceria com a pesquisadora francesa da temática dos Reis Magos na França e em outros países da Europa, Madeleine Félix, o livro do qual estou falando é:
Jadir de Morais PESSOA e Madeleine FÉLIX, As Viagens dos Reis Magos. Goiânia: Ed. da UCG, 2007, 256 p. ISBN: 8571033706.
Em sete capítulos, fartamente ilustrados, Jadir e Madeleine acompanham os Reis Magos em suas sete viagens:1. A caminho de Belém2. De Constantinopla a Milão3. De Milão a Colônia4. De Colônia para a Europa ocidental medieval5. Na bagagem da catequese jesuítica6. Trilhando a diversidade cultural brasileira7. Os Três Reis de casa em casa
Fico muito contente ao ver esta extraordinária pesquisa do amigo Jadir, que, gentilmente, me enviou um exemplar com bonita dedicatória em dezembro passado. O livro foi lançado em janeiro de 2007.
Leia Mais:Currículo Lattes de Jadir de Morais PessoaMadeleine FÉLIX, Le Livre des Rois Mages. Paris: Desclée de Brouwer, 2000, 239 p. - ISBN 9782220040486 Professor Jadir de Morais Pessoa (UFG) lança livro em parceria com escritora francesa Tradição revigoradaMarcadores: cultura
Acordo ortografico da lingua portuguesa
Foi uma surpresa encontrar esta notícia. Na semana passada um aluno disse algo sobre o assunto, mas eu tinha certeza de que tudo estava acertado. Não está. Pode demorar. Pode nem sair.
Sai ou não sai a reforma ortográfica da Língua Portuguesa?
Amorim diz que só agenda reforma ortográfica com bola de cristal O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, saiu em defesa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa nesta sexta-feira, em Lisboa, mas se recusou a agendar uma data para a implementação das normas. Portugal é um dos países que oferece resistência ao acordo cuja intenção é unificar as grafias das palavras em toda a comunidade lusófona. "Isso [data para entrada em vigor] só com bolinha de cristal, que eu não tenho", afirmou. Em entrevista a jornalistas, Amorim afirmou que é preciso "compreensão" quanto à demora de alguns países em aceitar o acordo. O documento, atualmente, conta com as assinaturas de Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Pelas regras da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), tendo a adesão de três países, o acordo já poderia entrar em vigor. Restariam, assim, Portugal, Guiné-Bissau, Moçambique, Angola e Timor Leste. "Todos reconhecemos que é importante ter o acordo ortográfico, até para fortalecimento da língua", afirmou Celso Amorim. "Para que possamos todos trabalhar em conjunto, o acordo é fundamental. Como podemos trabalhar se um diz actual e o outro, atual?" Para o vice-presidente da Academia de Lisboa, Antonio Braz Teixeira, o problema, em Portugal, é que editores de livros pressionam "o governo português no sentido de adiar, indefinidamente, a data de início de sua [do acordo] aplicação efetiva". Teixeira propôs recentemente à Academia Brasileira de Letras que a reforma entre em vigor em 2008.
Fonte: Folha Online 02/11/2007 - 14h56.
Veja, nesta mesma página, em que consiste a reforma.Marcadores: cultura
Wikipedia e Biblia: muito antes, pelo contrário
Posso confiar na Wikipédia para consultas sobre temas bíblicos?
Pode e não pode... Acho que a postura do mineiro diante de polêmica temática é a mais apropriada neste caso: "E você, mineiro, é a favor ou contra?" E o mineiro, desconfiado, sem pressa, responde: "Muito antes pelo contrário..."
Por que o assunto reaparece? Porque um leitor fiel deste blog me comunica sua perplexidade face à duvidosa qualidade das informações da Wikipédia sobre temas bíblicos, judaicos e afins.
O mineiro está certo: não existe consenso sobre o assunto. Eu consulto alguma coisa, quando não tenho alternativa, mas só confio quando sei mais sobre o tema do que o autor do texto... Ou quando tenho como verificar, em outra fonte, a qualidade do que estou consumindo. Esquisito isso, mas no mundo da informação, especialmente na web, somos muitas vezes obrigados a agir assim.
Remeto os interessados a um post que escrevi em 29 de março de 2007, Wikipedia avaliada pelos biblioblogueiros, onde há alguns bons links que levam a gente séria que discutia, naquela época, o assunto. E lá indico também como chegar à Citizendium, Scholarpedia, Wikipedia.
Acrescento a estes um post de John F. Hobbins, Wikipedia, Bible Study, and the SBL, de 15 de julho de 2007, em seu Ancient Hebrew Poetry.
Por último, recomendo algo sobre os blogs - não custa desconfiar, não é?Blogueiros mentem? Bem...Charlatanice: muitos blogs publicam lixo como se fosse ciênciaO lado obscuro dos blogsMarcadores: cultura
Meu encontro com Paulo Autran
Morreu Paulo Autran, um dos maiores atores brasileiros. De sua morte, ocorrida ontem, escreveu Josias de Souza em seu blog, Nos bastidores do poder: Depois de atingir o cume da glória, Autran subiu.
E Nelson de Sá escreveu Era o teatro, no Cacilda, blog de teatro da Lenise Pinheiro e do Nelson de Sá, em 12/10/2007 às 19h02: Demorei a compreender sua grandeza. Não aceitava as opções que fazia, as encenações a que se submetia. Eu amava o aristocrata reacionário de “Terra em Transe”, mas não era o que presenciava no teatro. Até que fui parar um dia no Sesc Ipiranga, para ver seu monólogo de décadas, restrito praticamente a um único texto, “Meu Tio o Iauaretê”, de Guimarães Rosa. A metamorfose por que passou, de homem a animal, diante dos meus olhos e de todos, foi acontecimento tão singular, ainda que ele o repetisse toda noite, que valeu por tudo. Foi tão superior o teatro, naquele instante, que não havia mesmo mais nada. Não havia, para começar, diferenças de pensamento, correntes do teatro. Foi o palco absoluto.
Retrato do ator Paulo Autran, feito pela fotógrafa Madalena Schwartz em 1999 Há 29 anos tive a rara oportunidade de conhecer e entrevistar Paulo Autran. Foi em Patos de Minas, MG, onde, em 1978, eu era redator-chefe do jornal Folha Diocesana. Tendo chegado de Roma no final de 1976, depois de seis anos estudando na Europa, eu trabalhava como assessor exegético na Diocese de Patos de Minas e tinha 27 anos de idade.
Paulo Autran fora a Patos de Minas a convite do Centro de Estudos Teatrais (CET), grupo de teatro amador, que estava inaugurando o pequeno Teatro Telhado, e apresentou, nos dias 9 e 10 de junho de 1978, no auditório da Rádio Clube de Patos, o espetáculo O Ator e o Texto.
Na edição de 15 de junho de 1978, n. 954, da Folha Diocesana, escrevi:O Ator e o Texto: o ator, Paulo Autran, carioca de nascimento, paulista por vivência, advogado de profissão, ator por vocação, um dos maiores expoentes do atual teatro brasileiro. O texto: Angústia, de Graciliano Ramos; Cabelos Compridos, de Monteiro Lobato; O Retrato, de Érico Veríssimo e Meu Tio o Iauaretê, de Guimarães Rosa (...) Nos debates e bate-papos dos patenses com Paulo Autran, pôde-se constatar a magnifica clarividência de idéias e amplidão de horizontes do grande ator.
A seguir, a entrevista, na qual, entre outras coisas, Paulo Autran disse: No Brasil, o povo só terá acesso ao teatro quando ele tiver o que comer, o que vestir, onde dormir e tiver aprendido a ler.
Nosso circo é a novela e o futebol, nosso pão está caroEntrevista com o ator Paulo Autran - Por Airton José da Silva - Diretor de Redação
Publicada na Folha Diocesana – Patos de Minas, 22 de junho de 1978, n. 955, p. 9.
Na avenida Brasil, em Patos de Minas, um pequeno teatro, ainda em construção. Um grupo com muita garra, muita vontade de fazer teatro amador em Patos. O Teatro Telhado, rústico, mas acolhedor. O grupo de jovens do CET – Centro de Estudos Teatrais - um dos 5 grupos de teatro amador de Patos de Minas. São 16 horas, o dia é 10 de junho de 1978, o assunto é teatro. Sentados no chão, rapazes e moças estão atentos. Sentado também no chão, muito comunicativo, no meio de todos: Paulo Autran. Suas apresentações no auditório da Rádio Clube de Patos foram muito comentadas naqueles dias. Suas idéias e suas opiniões, ótimo incentivo para o teatro e para a cultura. E nós quisemos também ouvi-lo. Gravador na mão, entramos na intimidade daquela conversa. E Paulo Autran continuou a conversar conosco. Falou de teatro, mas falou mais. Muito natural, muito espontâneo, o famoso ator demonstrou ser grande também fora do palco. Selecionamos algumas das respostas de Paulo Autran. As perguntas são de várias pessoas, inclusive da redação da Folha Diocesana.
:: Paulo, vamos falar de algo muito importante: o teatro e a censura
Paulo Autran – O maior mal que o teatro enfrenta atualmente [1978] é, sem dúvida, a censura. A censura tem sido castradora em todos os ramos artísticos do Brasil, no cinema, na televisão e, principalmente, no teatro. Quando a gente pensa que, atualmente, há perto de 600 peças proibidas pela censura, a gente vê o que isso representa de mal, não só para o teatro, mas principalmente para a platéia brasileira, para o povo brasileiro que fica impossibilitado de ver grandes obras, que fica sem conhecer as principais obras de seus próprios dramaturgos, porque há muita peça brasileira proibida. E você pense também na quantidade de pessoas que deixam de escrever, na quantidade de assuntos que não podem ser abordados no palco. Então, realmente, é um mal para o povo brasileiro.
:: E a televisão? Ela está ocupando um espaço enorme na vida do brasileiro. Este espaço não foi em parte roubado do teatro?
Paulo Autran – Eu não acredito que a televisão roube espaço ao teatro, porque a televisão é totalmente diferente do teatro. O prazer que um espetáculo teatral proporciona a quem o assiste é totalmente diferente do prazer provocado por um bom programa de televisão, quando há bons programas de televisão. Porém é lastimável que um veículo capaz de promover a massificação do pensamento em nosso país, dedique tantas horas a uma coisa do gênero novela, onde só se pensa no lado sentimental das coisas. E nenhum problema real pode ser abordado numa novela.
:: No meu modo de ver, a televisão acomoda as pessoas, ela apresenta uma imagem defasada da realidade...
Paulo Autran – A televisão, principalmente, aliena a quem a assiste dos verdadeiros problemas que a pessoa tem que enfrentar. Enquanto o Brasil inteiro discute se a mocinha vai se casar e ser feliz com o mocinho, o Brasil inteiro deixa de pensar nos problemas reais, diários, cotidianos que o nosso povo tem que enfrentar.
:: A televisão torna as pessoas obedientes, massificando-as. O que significa isto no contexto brasileiro atual?
Paulo Autran – É uma lástima. Já diziam os romanos que para governar era preciso dar ao povo pão e circo. No Brasil, nosso circo é a novela e o futebol. E o pão está caro.
:: Você acha que um grupo de teatro amador que começa representando uma peça clássica vai ter algum problema por ter começado com algo tão difícil?
Paulo Autran – A palavra “clássico” assusta muita gente. Fala-se em música clássica, as pessoas dizem: “ai, que horror”. Fala-se em teatro clássico, as pessoas dizem: “ai, que difícil”. Não é verdade. O clássico, a palavra “clássico” é sinônimo de qualidade. Só se torna clássico aquilo que é bom, que reflete um problema verdadeiro da humanidade. Assim, o teatro clássico é um extraordinário ponto de partida para qualquer pessoa. Quem é capaz de representar bem um clássico é capaz de transmitir as paixões do ser humano no seu mais alto grau de intensidade. Para quem gosta de música, por exemplo, é uma conquista descobrir a beleza e a extraordinária emoção e prazer que se encontra ouvindo um bom autor clássico.
:: Qual o papel que você mais prefere fazer?
Paulo Autran – Eu fiz tantos papéis bons, tantos textos brasileiros e estrangeiros que eu não poderia lhe indicar um personagem que eu tenha gostado mais. Mas, se me obrigassem a dizer qual a peça que me deu mais prazer representar, eu poderia dizer que foi “Liberdade, Liberdade”, uma peça que atualmente está proibida em todo o território nacional, talvez por causa do nome.
:: Augusto Boal está fazendo experiências de teatro-foro na Europa. O que você acha disso?
Paulo Autran – O Boal já fez isso aqui no Brasil, o que ele chamava de teatro-jornal. A partir do fato diário, ele escrevia e apresentava diariamente pequenos esquetes no seu teatro. Ele agora ampliou isto na Europa. O Boal é um autor e um diretor muito criativo e capaz. Acredito que ele esteja fazendo um bom trabalho por lá. Se bem que isso é um caminho do teatro, não é o caminho. Não é que todo mundo deva fazer só esse tipo de teatro, porque o teatro é muito mais amplo do que isso.
:: O teatro muitas vezes atinge só pessoas de um nível cultural mais elevado, deixando de chegar ao povo. O que você pensa disso?
Paulo Autran – Há certos autores, bons autores, que são por seu próprio feitio pessoas intelectuais e intelectualizantes. Escrevem peças que só atingem um pequeno grupo de eleitos da inteligência e da cultura. Eu admiro estas peças, gosto muito de lê-las, mas não as monto, porque eu acho que o teatro só se justifica quando ele tem a participação da platéia. Só quando ele vai para a platéia e ela nos manda de volta a sua receptividade. Eu acho que o teatro deve atingir cada vez mais um número maior de pessoas e não se restringir a um pequeno círculo, seja de que elite for.
:: No Brasil há uma série de fatores econômicos e culturais que restringem demais o público, não?
Paulo Autran – No Brasil, o povo só terá acesso ao teatro quando ele tiver o que comer, o que vestir, onde dormir e tiver aprendido a ler.
:: No atual movimento nacional para a redemocratização, qual está sendo o papel do teatro e a sua contribuição para o processo de volta ao Estado de Direito?
Paulo Autran – O teatro teve uma participação muito grande nesta tentativa de redemocratização. O teatro foi, talvez, a primeira classe, como classe, a se manifestar pela redemocratização no Brasil, com espetáculos como “Opinião” e “Liberdade, Liberdade”. Foram os dois marcos iniciais da redemocratização, numa época bastante difícil para o nosso país. E o teatro jamais abdicou disso. Você veja, mesmo no ano passado e até nesse ano, há peças em cartaz que mostram claramente a necessidade que a classe tem de lutar para isso: “Gota d’água”, “Último Carro” e “Ponto de Partida”. A classe teatral está sempre atenta e sempre tentando denunciar e protestar contra o cerceamento da liberdade.
:: Por que é que demorou tanto a sair a regulamentação da profissão de ator? Há alguma razão do governo para isso?
Paulo Autran – Ninguém compreende realmente porque demorou tanto para sair esta regulamentação.
:: E é só aqui no Brasil?
Paulo Autran – Não, há outros países subdesenvolvidos que enfrentam o mesmo problema.
:: Isto não faz parte de um contexto geral de desvalorização da cultura nestes países?
Paulo Autran – Você tem razão. Mas a partir do momento em que a classe teatral representou um pedra no sapato, era muito mais fácil tê-la regulamentado anteriormente.
:: Quer dizer, existe um medo do governo no caso?
Paulo Autran – Tu o disseste.Marcadores: cultura
Feira do Livro de Ribeirao Preto
A 7a. Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, SP, começou hoje, dia 28, e vai até o dia 7 de outubro.
Visite o site da Feira e veja a programação.Marcadores: cultura
Desaparecimento das linguas, inclusive no Brasil
Metade das línguas do mundo corre risco de sumir, aponta estudoMetade das cerca de 7.000 línguas faladas hoje em todo o mundo deve sumir até o final do século, em alguns casos à velocidade aproximada de uma extinção a cada 14 dias. A estimativa catastrófica é resultado de uma investigação financiada pela National Geographic Society, que apontou as cinco regiões do planeta onde há mais línguas ameaçadas de extinção. Um dos "hotspots" inclui o Estado de Rondônia.
Leia o texto completo na Folha Online: 20/09/2007 - 09h58, escrito por Giovana Girardi.
Leia Mais:Enduring Voices Project História dos idiomas mapeia Babel de hojeMarcadores: cultura
Le Monde Diplomatique Brasil nas bancas
Mark Goodacre e seu "personal blog"
Você já soube do Mark Goodacre's Personal Blog?
Novinho em folha, começou dia 28.
Comece lendo o post Why I am experimenting with a personal blog.Como classificá-lo? Blog pessoal? Penso que, inventado pelo guru dos biblioblogueiros, cai melhor em cultura. Marcadores: cultura
Um triunfo de marketing turistico meio bobo
Livro esgotado? Garimpe na Estante Virtual
Para quem gosta de livros e para quem precisa encontrar livros esgotados, um achado: no momento, a Estante Virtual reúne na Internet os acervos de 573 sebos e livreiros, de 136 cidades brasileiras.
É possível procurar o livro por Autor, Título ou Editora e ainda filtrar a busca por Região > Estado > Cidade. Ou fazer a busca por Assunto - chamada de Busca por Estante.
Explica o site:A Estante Virtual é um mecanismo de busca que procura seu livro simultaneamente nos acervos de dezenas de sebos e livreiros e ainda de centenas de internautas. Assim, quando você faz uma busca na estante virtual, você está fazendo uma busca em centenas de estantes ao mesmo tempo. Com isso, além da economia de tempo, você tem uma chance muito maior de encontrar o livro que procura!
Descoberta feita lendo o blog do Josias de Souza.Marcadores: cultura
PhD na Europa e nos USA
As características e diferenças dos programas de doutorado na Europa e nos Estados Unidos em três posts:Marcadores: cultura
Caros Amigos chega aos 10 anos de idade
Aos 10 anos, Caros Amigos continua ícone do jornalismo progressista"Revista que foi pensada e adotada como sua pela nata do jornalismo e da intelectualidade boêmia da esquerda brasileira mantém vitalidade após 10 anos, idade respeitável para veículos desta natureza. Sérgio de Souza, o editor, conta essa história". Por Verena Glass – Carta Maior: 23/04/2007
Caros Amigos: ano XI, n. 121, abril de 2007. Do Editorial Felizes aniversários:"E o menino Gabriel chega conosco aos 10 anos de idade. Prontos, ambos, para um segundo ciclo de existência. Ele, no vôo fantástico para a adolescência; nós, na renovação da roupagem, sob o corte de Michaella Pivetti, a editora de arte de Caros Amigos. O, felizmente, prestigiado conteúdo da revista permanece o mesmo, apenas ganhamos espaço para mais reportagens e vamos estrear invejáveis colaboradores, a começar nesta edição com os desenhistas Voss e Hermes, inaugurando uma página dupla de quadrinhos que se completa com tiras clássicas, internacionais e nacionais, consagradas como obras de arte. A matéria de capa, para reafirmar a preocupação central que nos move desde o número 1, parece uma provocação e é mesmo. As respostas à abrangente enquete que realizamos, perguntando a personalidades de cada uma das áreas responsáveis pelo presente e futuro do país o que é ser de esquerda, comprovam, no grosso, que estamos vivendo um momento de vácuo ideológico, um curioso temor de definições pessoais..."
Atenção: Carta Maior muda de endereço eletrônico. Atualize sua chamada.
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Wikipedia avaliada pelos biblioblogueiros
A coisa anda fervendo... Mark Goodacre falou a favor da Wikipedia, Jim West falou contra, Loren Rosson opinou, Duane Smith também, Rick Sumner encasquetou... Leia:
Wikipedia and Web 2.0Leia também: Citizendium, Scholarpedia, WikipediaMarcadores: cultura
Citizendium, Scholarpedia, Wikipedia
Folha Online: 23/12/2006 - 10h45
Novas enciclopédias virtuais ameaçam o reinado da Wikipédia
O sucesso da enciclopédia virtual Wikipédia, em que qualquer pessoa pode introduzir ou modificar artigos, está ameaçado pela aparição de novas iniciativas como a Citizendium e a Scholarpedia, que visam oferecer informação com maior confiabilidade e seriedade. Mas destronar a gigante Wikipédia não é fácil: em apenas três anos e meio de vida, o site conseguiu acumular um milhão de artigos em 50 idiomas, com a colaboração de 10 mil editores. Nos últimos meses, projetos que enfatizam a busca de comprovação de cada um dos artigos ganharam espaço na web (cont.)
Veja:
Citizendium
Citizendium Blog
Citizendium FAQ
Scholarpedia
Wikipedia
WikipédiaMarcadores: cultura
Editoras dizem que o Google Book Search está ajudando a vender mais livros
Info Online: sexta-feira, 06 de outubro de 2006 - 16h53
Google ajuda a vender livros, dizem editorasEditoras internacionais estão começando a registrar aumento nas vendas pelo programa do Google que permite aos internautas ler trechos de livros online, dois anos após o lançamento do controvertido plano de digitalização de obras literárias. O Google está recrutando editoras para voluntariamente enviarem seus livros para que usuários na Internet possam mais facilmente encontrar títulos relacionados aos seus interesses, mas há algum receio de que o projeto possa levar à pirataria ou à exploração de conteúdo protegido por direitos autorais. "O Google Book Search ajudou a transformar internautas em consumidores", disse Colleen Scollans, diretor de vendas online da Oxford University Press. Ela não quis fornecer dados específicos, mas disse que o crescimento das vendas foi "significativo". Scollans estimou que 1 milhão de consumidores viram 12.000 títulos da editora utilizando o sistema do Google (...) Outras editoras, como a Penguin, mostraram-se menos animadas com os resultados e obtiveram maior sucesso com outras parcerias. "Nossa experiência é que a receita gerada pelo Google tem sido modesta. Programas da Amazon têm gerado mais vendas de livros", disse o presidente-executivo da Penguin, John Makinson, à Reuters nesta semana, durante a Feira do Livro de Frankfurt (Por Jeffrey Goldfarb, da Reuters)
Leia Mais (sobre a Feira do Livro de Frankfurt 2006):Frankfurter Buchmesse 2006 - 04. bis 08. Oktober Frankfurt Book Fair 2006 - 04 - 08 October Sofort und jeden Tag: Die Buchmesse-Blogger berichtenMarcadores: cultura
Conseguiria Mozart reverter a agressividade da elite brasileira neste vale-tudo de luta pelo poder?
Folha Online: 30/09/2006 - 20h48 Música de Mozart acalma alunos em sala de aula, diz estudo
da Ansa, em Londres
A música do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) acalma os alunos em sala de aula e pode reverter comportamentos agressivos, melhorando substancialmente o rendimento dos estudantes, afirma um estudo de cientistas britânicos. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Derby, no centro da Inglaterra, concluiu que fazer com que os alunos entre três e sete anos ouçam Mozart não só acalma os ânimos da classe como melhora o rendimento escolar. Os autores do estudo, Simon Brownhill, Fiona Shelton e Clare Gratton, também afirmaram que os concertos do compositor austríaco ouvidos durante aulas de matemática deram resultados "surpreendentes" nos alunos, especialmente nos que apresentam "problemas graves de conduta". O livro em que o estudo foi publicado, intitulado "101 Essential Lists for Managing Behaviour in the Early Years" (101 aspectos essenciais para controlar o comportamento de crianças nos seus primeiros anos) evidenciou que a música de Mozart "pode ser uma ferramenta muito poderosa na luta contra o mau comportamento em sala de aula" (cont.)
Play Mozart to tackle poor behaviour, teachers urged The Guardian: Friday September 29, 2006(...) Today a new book from academics at the University of Derby suggests that the approach may also work with badly behaved three to seven-year-olds in primary schools. In particular, playing Mozart during maths lessons has been shown to improve pupils' work, say authors Simon Brownhill, Fiona Shelton, and Clare Gratton.Their book, 101 Essential Lists for Managing Behaviour in the Early Years, says: "Music can be a very powerful tool in the fight against poor behaviour" (cont.)
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Livros da Biblioteca da Universidade Complutense de Madri estarão disponíveis na web
Proyecto de digitalización Biblioteca Complutense-GoogleLa Biblioteca de la Universidad Complutense de Madrid y Google han firmado un acuerdo de cooperación para digitalizar la totalidad de las colecciones de la Biblioteca Complutense libres de derechos de autor. Se obtendrán copias digitales de estas obras que podrán ser recuperadas libremente desde Google (buscando en el texto completo) y desde el catálogo de la Biblioteca. La Biblioteca de la Universidad Complutense se convierte de este modo en la primera biblioteca no anglosajona que realiza un acuerdo de colaboración con Google dentro del Google Library Project (cont.)
Leia Mais:Madrid's Complutense University opens its library to the worldUniversidade de Madri integra livros ao Google BooksMarcadores: cultura
Google News Archive Search - Pesquisa em Arquivos de Jornais do Google
Google estréia busca por documentos históricos "O Google disponibilizou um novo serviço que permite a seus usuários realizar buscas por documentos histórios e notícias publicadas em edições antigas de jornais e revistas. A base de dados do Google tem publicações de até 200 anos" (Info Online: 06 de setembro de 2006 - 09h13).Google vai disponibilizar 200 anos de jornais na web "A empresa de Internet Google vai lançar um serviço de busca em arquivos de jornais, alguns com registros de notícias publicadas nos últimos 200 anos. Ao consultar o novo Google News Archive Search (Pesquisa em Arquivos de Jornais do Google, em inglês), o internauta terá acesso a notícias tanto de jornais online gratuitos quanto a arquivos pagos" (BBC Brasil: 07/09/2006 - 14h25).Marcadores: cultura
Biblioteca digital da UE pretende chegar a 6 milhões de obras até 2010
Folha Online: 25/08/2006 - 15h51
UE pede que países digitalizem patrimônio cultural
da Ansa, em BruxelasA Comissão Européia recomendou nesta sexta-feira a todos os Estados membros da UE (União Européia) que procurem disponibilizar com rapidez seu patrimônio cultural de forma digitalizada, para respeitar o objetivo de criar até 2010 uma biblioteca digital que conte com um arcevo de pelo menos 6 milhões de obras (...) Dessa forma, praticamente todos os arquivos, museus e bibliotecas européias, que sozinhas reunem cerca de 138 milhões de obras registradas, poderão coligar seu conteúdo digital à biblioteca digital européia, que disponibilizará o material a todos os cidadãos do mundo (cont.)
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Se voce precisa de um texto grego clássico...
Michael Hanel do blog BibleWorks indica no post Where to find the Classics (Greek) seis endereços para textos gregos clássicos, com os prós e os contras existentes em cada um. Precisa, por exemplo, de Flávio Josefo em grego? Pois dê uma olhada...Marcadores: cultura
Livros da Universidade da California no Google Book Search
Folha Online: 10/08/2006 - 19h04 Google fecha acordo para colocar livros da Universidade da Califórnia na InternetO Google anunciou um acordo para que os livros da Universidade da Califórnia possam ser acessados pela internet. O acordo, fechado na quarta-feira, reforçou o projeto Google Book Search (...) O sistema estatal universitário tem mais de 100 livrarias em seus 10 campi e qualifica sua coleção de biblioteca acadêmica e de pesquisa como a maior do mundo (...) Outras instituições que assinaram o projeto do Google incluem as universidades de Harvard e Stanford e a biblioteca do Congresso americano (cont.)
O Google tem também um blog sobre o Book Search.Marcadores: cultura
World eBook Fair - Feira Mundial do Livro Eletrônico
Uma nova Biblioteca de Alexandria na web criada com tecnologia digital?
Leia o grande artigo do The New York Times, Scan This Book!
Por Kevin Kelly. Published: May 14, 2006.Marcadores: cultura
Os jovens americanos sabem onde fica o Iraque? My Wonderful World!
Está no The Independent Online Edition: Seis em cada 10 jovens norte-americanos não conseguem encontrar o Iraque em um mapa... Leia:Six out of 10 young Americans cannot find Iraq on a map
By Andrew Buncombe in Washington Published: 03 May 2006Atualização: 04/05/2006 - 14h58Pesquisa revela que jovens americanos "ignoram" resto do mundoMarcadores: cultura
No sistema neoliberal somos levados, cada vez mais, a viver e morrer em função do consumo
Agência Carta Maior: 21/04/2006 Velhos e novos consensos moraisLuís Carlos LopesDurante muito tempo a Igreja Católica foi a guardiã da moral pública brasileira. Não é mais (...) Nas últimas cinco décadas, o capitalismo se instalou profundamente na vida brasileira, chegando a sua atual fase, que alguns críticos chamam de neoliberal. Tivemos um longo percurso de passagem de uma economia rural, para uma economia urbana. A maior parte dos brasileiros (80%) passou a viver nas cidades grandes, médias e pequenas. A antiga hegemonia católica esfacelou-se, bem como o consenso social sobre questões afetivas e sexuais. O país se dessacralizou e a moral e os moralistas se defrontaram com novas crenças e novos comportamentos que, mesmo fragmentariamente, trouxeram novos modos de encarar antigos problemas. As novas igrejas e mesmo os novos movimentos católicos já não são capazes de conseguir os mesmos consensos de antes (...) Todos querem o mesmo: viver e morrer para e pelo consumo. Infelizmente, é fácil de ver em muita gente boa, que eles crêem em sua superioridade sobre os demais. Os mesmos vêem como desnecessário se ter preocupações éticas e acreditam no lucro acima do amor entre os homens e mulheres de boa vontade...
Acredito que outros fatores devam ser igualmente considerados, quando se tenta pensar a ética da complexa sociedade atual. Mas estes que são aqui apresentados já nos fazem pensar...Luís Carlos Lopes é professor do Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense.Marcadores: cultura
Los Libros Hacen Historia: la Feria Internacional del Libro de Buenos Aires
La Feria Internacional del Libro de Buenos Aires es una verdadera ciudad de libros, un catálogo nacional e internacional de industrias editoriales y una fiesta de la cultura. Es la muestra más importante de Latinoamérica y destacado referente a nivel mundial; convocando a más de un millón de asistentes. Del 17 de abril al 8 de mayo de 2006. Folha Online: 11/04/2006 - 17h31
Brasil expõe 3,5 mil títulos em feira literária na Argentina Cerca de 26 editoras brasileiras estarão neste ano na 32ª Feira do Livro de Buenos Aires, na Argentina. O evento acontece entre 17 de abril e 8 de maio (...) Com o lema "Os Livros Fazem História", estima-se que 1,2 milhão de pessoas visitem a feira e participem das atividades culturais oferecidas por expositores de 32 países. Considerado um dos principais acontecimentos do mercado editorial na América Latina, o evento deverá reunir mais de 8 mil profissionais, entre eles editores, livreiros, bibliotecários, distribuidores e educadores de todo o mundo (cont.)
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Termina a Bienal do Livro de São Paulo 2006