Observatório Bíblico

Sábado, Fevereiro 28, 2009

Entrevista de Thomas L. Thompson

Por ocasião de sua aposentadoria, Thomas L. Thompson, Professor no Instituto de Exegese Bíblica da Universidade de Copenhague, Dinamarca, deu uma entrevista a Jim West, que a publicou hoje em seu blog.

Assim começa Jim:
On the occasion of his retirement, I asked Professor Thompson a few questions and those questions and his answers follow...

Leia Thomas Thompson: The Interview.

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Kurumin NG foi descontinuado em janeiro de 2009

Só hoje pude ler com mais calma sobre o tumultuado fim do projeto Kurumin NG, episódio que se deu no final de janeiro de 2009.

Muito ruim. Era o Linux que eu usava.

Confira as notícias aqui.

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Biblioblog Top 50 - Fevereiro de 2009

Como o blog de N. T. Wrong foi descontinuado, o novo endereço dos 50 biblioblogs mais frequentados está em The Biblioblog Top 50.

Veja a lista dos 50 biblioblogs mais frequentados no mês de fevereiro em Biblioblog Top 50 - February 2009.

Em dezembro o Observatório Bíblico foi o sexto colocado. Em janeiro foi o terceiro. Caiu três pontos, sendo novamente o sexto em fevereiro.

Observo que há uma lista bastante significativa de biblioblogs que eu desconhecia e que foi acrescentada aos comentários desta postagem.

Já foram todos listados em minha página, em Biblioblogs, figurando também no Google Reader do Observatório Bíblico.

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Terça-feira, Fevereiro 24, 2009

OpenOffice Portátil agora também em português

A partir da versão 3.0.1, lançada em 18/02/2009, o OpenOffice.org Portátil vem também em língua portuguesa. Mas é português de Portugal. E com grafia anterior à definida pelo Acordo Ortográfico que está em vigor no Brasil desde o início de janeiro deste ano.

Mesmo assim já é uma boa coisa para nós, usuários do português brasileiro (Brazilian Portuguese), e excelente para os usuários do português lusitano (Portuguese).

Além do que, em Ferramentas > Personalizar > Modificar é possível mudar alguns itens do menu para o português do Brasil.

Sugiro também a instalação de duas extensões: o VERO - Verificador Ortográfico que funciona segundo os padrões do Acordo Ortográfico em vigor - e o CoGrOO 3.0.2 - Corretor Gramatical acoplável ao OpenOffice.org. Não se esqueça de fazer as escolhas corretas em Ferramentas > Opções > Configurações de Idioma.

O que disse sobre as extensões vale também para o BrOffice.org 3.0.1.

Todas as explicações necessárias para a instalação e uso estão nas páginas indicadas.

Leia mais em meu blog e em minha página sobre Aplicativos Portáteis - Portable Applications.

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Domingo, Fevereiro 22, 2009

A ciência e as religiões

Em artigo publicado na Folha de S. Paulo de 22/02/2009 e reproduzido por Notícias - IHU On-Line no mesmo dia, Marcelo Gleiser, professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover, NH, USA, reflete sobre a relação entre a ciência e as religiões por ocasião das comemorações que lembram os feitos de Darwin e Kepler. E Galileu.

No início do artigo, ele diz:
Como escrevi em colunas recentes, neste ano celebramos dois grandes aniversários. O primeiro, o bicentenário do nascimento de Charles Darwin e o sesquicentenário da publicação de seu revolucionário "A Origem das Espécies". O segundo, os quatrocentos anos da publicação do livro "Astronomia Nova", em que Johannes Kepler mostrou que a órbita de Marte é elíptica, inferindo que todas as outras seriam também. No mesmo ano, 1609, Galileu Galilei apontou o seu telescópio para os céus mudando a astronomia para sempre. Em ambos os casos, as descobertas científicas criaram sérios atritos com as autoridades religiosas. Atritos que, infelizmente, sobrevivem de alguma forma até hoje, principalmente com as religiões monoteístas que dominam o mundo ocidental e o Oriente Médio: judaísmo, cristianismo e islamismo. O momento é oportuno para iniciarmos uma reavaliação das suas causas e apontar, talvez, resoluções.

E termina assim:
Fechar os olhos para os avanços da ciência é escolher um retorno ao obscurantismo medieval, quando homens viviam suas vidas assombrados por espíritos e demônios, subjugados pelo medo a aceitar a proteção de Deus. A escolha por uma devoção religiosa - se é essa a sua escolha - não deveria ser produto do medo. No fim de semana passado, a catedral de São Paulo em Melbourne, Austrália, ofereceu um simpósio sobre Darwin. Nos EUA, outro simpósio reuniu cerca de 800 pastores e rabinos para discutir modos de reconciliação entre ciência e religião. Parece que finalmente um novo diálogo está começando. Já era tempo.

Leia o texto completo.

Fonte: Notícias - IHU On-Line: 22/02/2009

Leia Mais:
A ciência antes e depois de Darwin
Charles Darwin Bicentenário
MEC diz que criacionismo não é tema para aula de ciências

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Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

"Ditabranda"? Existe isso?

Pois é... acompanhe o descalabro em:

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Diversidade linguística ameaçada

:: UNESCO Interactive Atlas of the World's Languages in Danger

:: Das 6.700 línguas faladas no mundo, 2.500 estão ameaçadas, 190 no Brasil - Notícias: IHU On-Line: 20/02/2009

:: Desaparecimento das linguas, inclusive no Brasil - Observatório Bíblico: 20/09/2007

:: Quando uma lingua morre, uma visão de mundo desaparece - Observatório Bíblico: 22/02/2006

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Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

PIB: 1909-2009

Fondato il 7 maggio 1909 dal papa Pio X con la lettera Apostolica Vinea Electa, il Pontificio Istituto Biblico festeggia nel 2009 il Centenario della sua fondazione. L'Istituto celebrerà questo evento con varie iniziative.

Veja o programa da comemoração do Centenário do Pontifício Instituto Bíblico de Roma.

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Domingo, Fevereiro 15, 2009

Resenhas na RBL - 12.02.2009

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

John M. G. Barclay and Simon Gathercole, eds.
Divine and Human Agency in Paul and His Cultural Environment
Reviewed by Stephan Joubert

George J. Brooke and Thomas Römer, eds.
Ancient and Modern Scriptural Historiography/L'Historiographie Biblique, Ancienne et Moderne
Reviewed by Ernst Axel Knauf

Maurice Casey
The Solution to the 'Son of Man' Problem
Reviewed by Paul Owen

David J. Chalcraft, ed.
Sectarianism in Early Judaism: Sociological Advances
Reviewed by Boris Repschinski

Martin Ebner, ed.
Herrenmahl und Gruppenidentität
Reviewed by Christoph Stenschke

Mary Ann Getty-Sullivan
Parables of the Kingdom: Jesus and the Use of Parables in the Synoptic Tradition
Reviewed by Dan O. Via

Rowan A. Greer and Margaret M. Mitchell
The "Belly-Myther" of Endor: Interpretations of 1 Kingdoms 28 in the Early Church
Reviewed by Thomas J. Kraus

Stefanie Ulrike Gulde
Der Tod als Herrscher in Ugarit und Israel
Reviewed by Matthew Suriano

Yigal Levin, ed.
A Time of Change: Judah and Its Neighbours in the Persian and Early Hellenistic Periods
Reviewed by Oded Lipschits

J. G. McConville and Karl Möller, eds.
Reading the Law: Studies in Honour of Gordon J. Wenham
Reviewed by Eckart Otto

Benjamin Edidin Scolnic
Thy Brother's Blood: The Maccabees and Dynastic Morality in the Hellenistic World
Reviewed by Lester L. Grabbe

V. George Shillington
An Introduction to the Study of Luke-Acts
Reviewed by Nils Neumann

Stanley D. Walters
Go Figure! Figuration in Biblical Interpretation
Reviewed by Paul Elbert
Reviewed by Richard S. Briggs

Timothy L. Walton
Experimenting with Qohelet: A Text-Linguistic Approach to Reading Qohelet as Discourse
Reviewed by Andreas Wagner

Visite:
Review of Biblical Literature Blog

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Charles Darwin Bicentenário

‘Salvem Darwin dos extremos’, afirma centro de pesquisas em teologia
Apenas 37% das pessoas no Reino Unido acreditam que a teoria da evolução de Darwin está “além de qualquer dúvida racional”, afirma o Theos, um centro de pesquisa público em teologia (...) Dos entrevistados, 32% acreditam que o Criacionismo da Terra Jovem (CTJ, “a crença de que Deus criou o mundo em algum momento dos últimos 10 mil anos) é tanto “definitivamente ou provavelmente verdadeiro”, e 51% dizem o mesmo a respeito do Design Inteligente (que o Theos define como “a idéia de que a evolução sozinha não é suficiente para explicar as complexas estruturas de algumas formas de vida, então a intervenção de um designer é necessária em estágios-chave”) (...) O fato de que esses dados não fazem sentido mostra como a população está confusa e geralmente se contradiz em suas opiniões, afirmam os autores do relatório "Rescuing Darwin" [Resgatando Darwin], Nick Spencer, diretor de estudos do Theos, e Denis Alexander, diretor do Faraday Institute for Science and Religion. Eles descrevem-no como um “triste estado das coisas”, em uma época em que a teoria é agora incontestável em círculos científicos e quando os avanços na genética fortaleceram-na. Os autores dizem que as razões para isso são complexas, mas parece estar na má-interpretação de que a ciência e a religião são, de alguma forma, descrições rivais da forma como o mundo funciona, ou explicações concorrentes para o mistério da vida. Eles chamam a atenção para o agnosticismo autoproclamado de Darwin, a rejeição explícita da idéia de que a evolução necessitaria do ateísmo e o comprometimento respeitoso com todos no debate – um espírito que descrevem como “muito em falta” nas discussões atuais. “A posição de Darwin e o seu espírito de engajamento precisam ser resgatados do fogo cruzado da batalha entre os religiosos militantes e os ateus militantes, que, apesar de serem pólos opostos em tantas questões, parecem concordam que a evolução ameaça a crença em Deus”.

Leia o texto completo.

Fonte: Notícias - IHU On-Line: 15/02/2009


Leia também:
:: Conferência no Vaticano fará estudo crítico sobre design inteligente - Notícias - IHU On-Line: 15/02/2009
Uma conferência organizada pelo Vaticano sobre evolução irá incluir um estudo crítico da teoria do design inteligente, que, dizem os organizadores, representa uma teologia e ciência pobres.

:: Um feliz aniversário cristão-progressista para Charles Darwin - Notícias - IHU On-Line: 15/02/2009
Susan Brooks Thistlethwaite, professora e ex-presidente do Chicago Theological Seminary e membro sênior do Center for American Progress, publicou artigo em que analisa o amplo legado de Darwin e critica a postura dos "cristãos conservadores", cujo enfoque na evolução "é muito mais político do que puramente teológico".

:: Brasil tem comemorações darwinianas; saiba onde e quando - Folha Online: 12/02/2009 - 09h30

:: Acompanhe passo a passo como foi a viagem de Darwin pelo mundo - Folha Online: 12/02/2009 - 11h51


Leia Mais:
Criacionismo, design inteligente e teoria da evolução
Ecos de Darwin
Intelligent design, criacionismo e evolucionismo
The Complete Work of Charles Darwin Online

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Terça-feira, Fevereiro 10, 2009

Literatura Pós-Exílica 2009: tempo sem fronteiras

A Literatura Pós-Exílica é estudada no segundo semestre do segundo ano de Teologia no CEARP. Com enorme abrangência e carga horária limitada, apenas 4 horas semanais, esta disciplina aborda 4 momentos:
1. Os profetas exílicos e pós-exílicos: de Ezequiel a Joel
2. Romance, novela, conto: de Rute a Judite
3. Historiografia: a Obra Histórica do Cronista e 1 e 2 Macabeus
4. A literatura apocalíptica: Daniel e os apocalípticos apócrifos (ou pseudepígrafos).

São privilegiados, pelo minguado do tempo, os momentos 2 e 4. Os profetas são vistos mais rapidamente, pois o profetismo já foi estudado no primeiro semestre; e, infelizmente, a historiografia é apenas mencionada. Já o item 2 é fundamental para se entender o complexo universo de conflitos em que se busca uma identidade judaica - que acaba plural - e o item 4, a apocalíptica, é a porta que deve ser cuidadosamente aberta para a entrada, no semestre seguinte, em o mundo do Novo Testamento.

Dispostos cronologicamente os livros, teríamos o seguinte panorama desta enorme literatura:
1. Os profetas exílicos e pós-exílicos
Ezequiel: 593-571 a.C.
Dêutero-Isaías: cerca de 550
Ageu: 29.8 a 18.12.520
Zacarias 1-8: 18.12.520 a 7.12.518
Isaías 56-66: entre 520 e 510
Malaquias: entre 480 e 450
Zacarias 9-14: final séc. IV - início séc. III
Joel: séc. IV ou III

2. Romance, novela, conto
Rute: ca. 450 a.C.
Jonas: ca. 450
Ester (hebr.): ca. 350
Tobias: ca. 200
Judite: ca. 150

3. Historiografia
OHCr: 1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias: séc. IV a. C.
1 e 2 Macabeus: entre 90 e 70

4. A literatura apocalíptica (seleção)
Daniel: 164 a. C.
O livro etiópico de Henoc: séc. II-63 a.C.
O livro eslavo de Henoc: séc. I d.C.
O livro dos Jubileus: 100 a.C.
Os Salmos de Salomão: 63-40 a.C.
Os Testamentos dos 12 Patriarcas: 130-63 a.C.
Os Oráculos Sibilinos: séc. I a.C.
Assunção de Moisés: 30 a.C.-30 d.C.
O Apocalipse siríaco de Baruc: 75-100 d.C.
O IV livro de Esdras: fim do séc. I d.C.

I. Ementa
Procura compreender a vivência dos judaítas no exílio, lendo os profetas Ezequiel e Dêutero-Isaías. De igual modo, no pós-exílio, através do estudo dos profetas da reconstrução, tais como Ageu, Zacarias, Trito-Isaías e outros. Aborda também os romances, novelas e contos (Rute, Jonas, Ester, Tobias, Judite), que apontam para a construção de uma identidade judaica, tanto dentro do país como na diáspora. A literatura histórica da época, através da Obra Histórica do Cronista (1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias), também é tratada. Finalmente, a significativa literatura apocalíptica, tanto canônica, como Daniel, quanto apócrifa, até Qumran. É um momento privilegiado para a preparação dos estudos neotestamentários, no contexto dos domínios persa, grego e romano sobre a Palestina. O multifacetado encontro entre o judaísmo e o helenismo é abordado em detalhes.

II. Objetivos
Possibilita ao aluno conhecer a complexidade dos vários judaísmos surgidos no pós-exílio, suas teologias e o ambiente carregado de especulações apocalípticas em que se deu a pregação de Jesus e a escrita do Novo Testamento.

III. Conteúdo Programático
1. Os profetas exílicos e pós-exílicos

  • Ezequiel
  • Dêutero-Isaías (Is 40-55)
  • Ageu
  • Zacarias 1-8
  • Trito-Isaías (Is 56-66)
  • Malaquias
  • Zacarias 9-14
  • Joel
2. Romance, novela, conto
  • Rute
  • Jonas
  • Ester
  • Tobias
  • Judite
3. Historiografia
  • A obra histórica do Cronista (1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias)
  • 1 e 2 Macabeus
4. A literatura apocalíptica
  • Daniel
  • Os apócrifos apocalípticos
IV. Bibliografia
Básica
ARANDA PÉREZ, G. et al. Literatura Judaica Intertestamentária. São Paulo: Ave-Maria, 2000, 522 p. - ISBN 8527606097.

SCHÖKEL, L. A.; SICRE DIAZ, J. L. Profetas 2v. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2002-2004, 1416 p. I: - ISBN 8505006992; II: - ISBN 8534919917.

SICRE, J. L. Profetismo em Israel: O Profeta, os Profetas, a Mensagem. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2008, 540 p. - ISBN 8532615880.

Complementar
ABADIE, P. O Livro de Esdras e de Neemias. São Paulo: Paulus, 1998, 80 p. - ISBN 8534911657.


ABADIE, P. O Livro das Crônicas. São Paulo: Paulus, 1998, 79 p. - ISBN 8534909318.

COLLINS, J. J.; McGINN, B.; STEIN, S. J. (eds.) Continuum History of Apocalypticism. New York: Continuum, 2003, 720 p. - ISBN 9780826415202.

COLLINS, J. J. The Apocalyptic Imagination. An Introduction to Jewish Apocalyptic Literature. 2. ed. Grand Rapids, MI/Cambridge, U.K.: Eerdmans, 1998, xiii + 337 p. - ISBN 9780802843715.

DA SILVA, A. J. Apocalíptica: busca de um tempo sem fronteiras. Acesso em: 05 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. Leitura socioantropológica do Livro de Rute. Estudos Bíblicos n. 98. Petrópolis: Vozes, 2008, p. 107-120.

DIEZ MACHO A. et al. Apócrifos del Antiguo Testamento I-V. Madrid: Cristiandad, 1982-1987.

GARCÍA MARTÍNEZ, F. Textos de Qumran: Edição Fiel e Completa dos Documentos do Mar Morto. Petrópolis: Vozes, 1995, 582 p. - ISBN 8532612830.

GARCÍA MARTÍNEZ, F.; TREBOLLE BARRERA, J. Os Homens de Qumran: Literatura, Estrutura e Concepções Religiosas. Petrópolis: Vozes, 1996, 299 p. - ISBN 8532616518.

JOSEFO, F. História dos Hebreus: obra completa. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1992, 1568 p. - ISBN 8526306413.

KILLP, N. Jonas. São Paulo: Loyola, 2008, 120 p. - ISBN 9788515035472.

KIPPENBERG, H. G. Religião e formação de classes na antiga Judéia: estudo sociorreligioso sobre a relação entre tradição e evolução social. São Paulo: Paulus, 1997, 184 p. - ISBN 8505006798.

KONINGS, J.; RIBEIRO, S. H. et al. Bíblia: Teoria e Prática. Leituras de Rute. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 98, 2008.

LACOCQUE, A. Le Livre de Ruth. Genève: Labor et Fides, 2004, 154 p. - ISBN 2830911083.

MEIN, A. Ezekiel and the Ethics of Exile. Oxford: Oxford University Press, 2006, xii + 298 p. - ISBN 9780199291397.

MESTERS, C. Como ler o livro de Rute: pão, terra, família. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 80 p. - ISBN 8534906297.

REIMER, H. et al. Segundo Isaías: Is 40-55. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 89, 2006.

RUSSEL, D. S. Desvelamento Divino. Uma Introdução à Apocalíptica Judaica. São Paulo: Paulus, 1997, 196 p. - ISBN 8534909792.

SHIGEYUKI N.; DE PAULA PEDRO, E. Como ler o livro de Malaquias: defender a tradição ou a vida? 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 76 p. - ISBN 8534908648.

SOLANO ROSSI, L. A. Como ler o livro de Zacarias: o profeta da reconstrução. São Paulo: Paulus, 2000, 56 p. - ISBN 8534916756.

STORNIOLO, I. Como ler o livro de Daniel: reino de Deus x Imperialismo. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 104 p. - ISBN 8534903131.

STORNIOLO, I. Como ler o livro de Ester: o poder a serviço da justiça. 2. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 72 p. - ISBN 8534904715.

STORNIOLO, I.; BORTOLINI, J. Como ler o livro de Tobias: a família gera vida. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 64 p. - ISBN 8534901651.

STORNIOLO, I. Como ler o livro de Judite: a viúva que salvou o seu povo. 2. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 96 p. - ISBN 8534902909.

WIÉNER, C. O profeta do novo êxodo: o Dêutero-Isaías. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 88 p. - ISBN 8534904227.


Leia Mais:
Em busca da competência hermenêutica
O hábito da vigilância hermenêutica: métodos
História de Israel 2009: o pouco que sabemos
Pentateuco 2009: ainda sem um novo consenso
Literatura Deuteronomista 2009: o desafio
Literatura Profética 2009: A Voz Necessária

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Literatura Profética 2009: A Voz Necessária

Dando continuidade à exposição dos programas das disciplinas bíblicas que leciono na Teologia, abordarei agora a Literatura Profética, que é estudada no primeiro semestre do segundo ano de Teologia, com carga horária semanal de 4 horas. A Literatura Profética trabalha, além de questões globais do profetismo, uma seleção de textos dos profetas pré-exílicos. O texto que orienta a maior parte do estudo é o meu livro A Voz Necessária. Os profetas do exílio e do pós-exílio são estudados na Literatura Pós-Exílica, que vem logo no semestre seguinte.

I. Ementa
A disciplina apresenta, como ponto de partida, uma discussão sobre as origens, o teor e os limites do discurso profético israelita. Busca compreender a necessidade da profecia como resultado da ruptura provocada pelo surgimento do Estado monárquico que pressiona as tradicionais estruturas tribais de solidariedade. Aborda, em seguida, os profetas pré-exílicos, de Amós a Jeremias, passando por Oséias, Isaías, Miquéias, Habacuc e outros. Cada um é tratado no seu contexto, nas características de sua atuação e textos escolhidos são lidos. Procura-se identificar em cada um deles a sua função de crítica e de oposição ao absolutismo do Estado classista, em nome da fé em Iahweh, que exige um posicionamento solidário em favor dos mais fracos.

II. Objetivos
Coloca em discussão as características e a função do discurso profético e confronta os textos dos profetas pré-exílicos com o contexto da época, possibilitando ao aluno uma leitura atualizada e crítica dos textos proféticos em confronto com a realidade contemporânea e suas exigências.

III. Conteúdo Programático
1. A origem do movimento profético em Israel

2. O teor do discurso profético
3. Os profetas pré-exílicos
  • Amós
  • Oséias
  • Isaías
  • Miquéias
  • Sofonias
  • Naum
  • Habacuc
  • Jeremias
IV. Bibliografia
Básica
DA SILVA, A. J. A Voz Necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C. São Paulo: Paulus, 1998, 144 p. - ISBN 8534910634.

SCHÖKEL, L. A.; SICRE DIAZ, J. L. Profetas 2v. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2002-2004, 1416 p. I: - ISBN 8505006992; II: - ISBN 8534919917.

WILSON, R. R. Profecia e Sociedade no Antigo Israel. 2. ed. revista. São Paulo: Targumim/Paulus, 2006, 392 p. - ISBN 8599459031.

Complementar
BLENKINSOPP, J. Isaiah 1-39: A New Translation with Introduction and Commentary. New York: Doubleday, 2000, 544 p. - ISBN 9780385513791.

BRUEGGEMANN, W. A Commentary on Jeremiah: Exile and Homecoming. Grand Rapids, MI/Cambridge, U.K: Eerdmans, 1998, 502 p. - ISBN 9780802802804.

CARROLL R., M. D. Amos -The Prophet and His Oracles: Research on the Book of Amos. Louisville: Westminster John Knox, 2002, xiv + 224 p. - ISBN 9780664224554.

CARROLL, R. P. Jeremiah. 2v. Sheffield: Sheffield Phoenix Press, 2006. vol. I: 512 p. - ISBN 9781905048632; vol II: 384 p. - ISBN 9781905048649.

CROATO, J. S. et al. Os livros Proféticos: a voz dos profetas e suas releituras. RIBLA, Petrópolis, n. 35/36, 2000/1/2.

DA SILVA, A. J. Arrancar e destruir, construir e plantar. A vocação de Jeremias. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 15, p. 11-22, 1987.

DA SILVA, A. J. Nascido Profeta: a vocação de Jeremias. São Paulo: Paulus, 1992, 143 p. - ISBN 8505012666.

DA SILVA, A. J. Perguntas mais Freqüentes sobre o Profeta Amós. Acesso em: 05 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. Perguntas mais Freqüentes sobre o Profeta Isaías. Acesso em: 05 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. Perguntas mais Freqüentes sobre o Profeta Jeremias. Acesso em: 05 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. Vale a Pena Ler os Profetas Hoje? Acesso em: 05 fevereiro 2009.

GAMELEIRA SOARES, S. A. et al. Profetas ontem e hoje. 3. ed. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 4, 1987.

HAUSER, A. J. (ed.) Recent Research on the Major Prophets. Sheffield: Sheffield Phoenix Press, 2008, xiv + 389 p. - ISBN 9781906055134.

HOLLADAY, W. L. Jeremiah: Reading the Prophet in His Time - and Ours. Minneapolis: Augsburg Fortress, 2006, 180 p. - ISBN 9780800638993.

SCHWANTES, M. A terra não pode suportar suas palavras“ (Am 7,10): reflexão e estudo sobre Amós. São Paulo: Paulinas, 2009, 208 p. - ISBN 8535614346.

SCHWANTES, M. et al. Profetas e profecias: novas leituras. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 73, 2002.

SICRE, J. L. A Justiça Social nos Profetas. São Paulo: Paulus, 1990, 670 p. - ISBN: 8505009541.

SICRE, J. L. Profetismo em Israel: O Profeta, os Profetas, a Mensagem. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2008, 540 p. - ISBN 8532615880.

SWEENEY, M. A. Zephaniah. Minneapolis: Augsburg Fortress, 2003, 250 p. - ISBN 9780800660499.


Leia Mais:
Em busca da competência hermenêutica
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História de Israel 2009: o pouco que sabemos
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Os lefebvrianos?

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E siga os links no texto e no final.

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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

Literatura Deuteronomista 2009: o desafio

Lecionar Literatura Deuteronomista é um desafio e tanto. Enquanto as questões da formação do Pentateuco são discutidas há séculos, a noção da existência de uma Obra Histórica Deuteronomista (= OHDtr) só foi formulada muito recentemente, como se pode ver aqui.

Além disso, há dois problemas com a disciplina: carga horária exígua para estudar textos de livros tão complexos como, por exemplo, Josué ou Juízes - a disciplina tem apenas 2 horas semanais durante o primeiro semestre do segundo ano de Teologia - e uma bibliografia ainda insuficiente em português. Há excelente debate acadêmico hoje, contudo está em inglês e alemão, principalmente. Aparece na bibliografia complementar, mas é praticamente inacessível aos alunos.

Para completar, prefiro estudar o livro do Deuteronômio aqui e não no Pentateuco, também por duas razões: a disciplina Pentateuco já é por demais sobrecarregada e o Deuteronômio é a chave que abre o significado da OHDtr. Por isso, ele faz muito sentido aqui.

Por outro lado, há uma integração muito grande da Literatura Deuteronomista com três outras disciplinas bíblicas: com a História de Israel, naturalmente; com a Literatura Profética, irmã gêmea; com o Pentateuco, através do elo deuteronômico.

I. Ementa
A Obra Histórica Deuteronomista (OHDtr) tentará responder aos desafios do presente repensando o passado no final da monarquia e na situação de exílio e pós-exílio. Faz isso percorrendo toda a história da ocupação da terra, desde as vésperas da entrada em Canaã até a derrocada final da monarquia em Israel e Judá.

II. Objetivos
Pesquisar a arquitetura, as idéias basilares e a teologia da Literatura Deuteronomista como uma obra globalizante, e de cada um de seus livros, a fim de dar fundamentos para sua interpretação e atualização.

III. Conteúdo Programático
1. O contexto da Obra Histórica Deuteronomista
2. O Deuteronômio
3. O livro de Josué
4. O livro dos Juízes
5. Os livros de Samuel
6. Os livros dos Reis

IV. Bibliografia
Básica
FINKELSTEIN, I. ; SILBERMAN, N. A. A Bíblia não tinha razão. São Paulo: A Girafa, 2003, 515 p. - ISBN 8589876187.

RÖMER, T. A chamada história deuteronomista: Introdução sociológica, histórica e literária. Petrópolis: Vozes, 2008, 208 p. - ISBN 9788532637550.

SKA, J.-L. Introdução à Leitura do Pentateuco. Chaves para a Interpretação dos Cinco Primeiros Livros da Bíblia. São Paulo: Loyola, 2003, 304 p. - ISBN 8515024527.

Complementar
DA SILVA, A. J. et al. Obra Histórica Deuteronomista. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 88, 2005. Acesso em: 05 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. O contexto da Obra Histórica Deuteronomista. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 88, p. 11-27, 2005. Acesso em: 05 fevereiro 2009.

DE PURY, A. (org.) O Pentateuco em Questão. As Origens e a Composição dos Cinco Primeiros Livros da Bíblia à luz das Pesquisas Recentes. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2002, 324 p. - ISBN 8532615899.

DE PURY, A.; RÖMER, T.; MACCHI, J.-D. (eds.) Israël construit son histoire: l’historiographie deutéronomiste à la lumière des recherches récentes. Genève: Labor et Fides, 1996, 535 p. - ISBN 2830908155.

FARIA, J. de Freitas (org.) História de Israel e as pesquisas mais recentes. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2003, p. 43-87 - ISBN 8532628281.

GONZAGA DO PRADO, J. L. A invasão/ocupação da terra em Josué: Duas leituras diferentes. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 88, p. 28-36, 2005. Acesso em: 05 fevereiro 2009.

KRAMER, P. Origem e Legislação do Deuteronômio: Programa de uma sociedade sem empobrecidos e excluídos. São Paulo: Paulinas, 2009, 192 p. - ISBN 8535618155.

KNOPPERS, G. N.; McCONVILLE J. G. (eds.) Reconsidering Israel and Judah: Recent Studies on the Deuteronomistic History. Winona Lake, Indiana: Eisenbrauns, 2000, xxii + 650 p. - ISBN 9781575060378.

LIVERANI, M. Para além da Bíblia: História antiga de Israel. São Paulo: Loyola/Paulus, 2008, 544 p. - ISBN 9788515035557.

LOWERY, R. H. Os reis reformadores: culto e sociedade no Judá do Primeiro Templo. São Paulo: Paulinas, 2009, 351 p. - ISBN 8535612912.

MOREGENZTERN, I.; RAGOBERT, T. A Bíblia e seu tempo - um olhar arqueológico sobre o Antigo Testamento. 2 DVDs. Documentário baseado no livro The Bible Unearthed [A Bíblia não tinha razão], de Israel Finkelstein e Neil Asher Silberman. São Paulo: História Viva - Duetto Editorial, 2007.

NAKANOSE, S. Uma história para contar... a Páscoa de Josias: metodologia do Antigo Testamento a partir de 2Rs 22,1-23,30. São Paulo: Paulinas, 2000, 344 p. - ISBN 8535606297.

PERSON, R. F. Jr. The Deuteronomic School: History, Social Setting and Literature. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2002, xviii + 306 p. - ISBN 9781589830240.

RÖMER, T. C. (ed.) The Future of the Deuteronomistic History. Leuven: Leuven University Press/Peeters, 2000, xii + 265 p. - ISBN 9789042908581.

SCHEARING, L. S. ; MCKENZIE, S. L. (eds.) Those Elusive Deuteronomists. The Phenomenon of Pan-Deuteronomism. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1999, 288 p. - ISBN 9781841270104.

STORNIOLO, I. Como ler o livro de Josué: terra = vida, dom de Deus e conquista do povo. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 48 p. - ISBN 8534910022.

STORNIOLO, I. Como ler o livro do Deuteronômio: escolher a vida ou a morte. 4. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 88 p. - ISBN 8534908923.

STORNIOLO, I. Como ler o livro dos Juízes: aprendendo a ler a história. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 64 p. - ISBN 8534910006.

STORNIOLO, I. Como ler os livros dos Reis: da glória à ruína. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1999, 72 p. - ISBN 853491544X.

STORNIOLO, I.; BALANCIN, E. M. Como ler os livros de Samuel: a função da autoridade. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 56 p. - ISBN 8534907374.

VAN SETERS, J. The Pentateuch: A Social-Science Commentary. London: T & T Clark, 2004, 240 p. - ISBN 9780567080882.

VV.AA. Recenti tendenze nella ricostruzione della storia antica d'Israele. Roma: Accademia Nazionale dei Lincei, 2005, 202 p. - ISBN 8821809331.


Leia Mais:
Em busca da competência hermenêutica
O hábito da vigilância hermenêutica: métodos
História de Israel 2009: o pouco que sabemos
Pentateuco 2009: ainda sem um novo consenso

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Biblical Studies Carnival XXXVII

Seleção das melhores postagens de dezembro de 2008, que, por alguma razão - pois estava a cargo de Tyler F. Williams - saiu depois do "carnival" de janeiro, o de número XXXVIII.

Excelente panorama oferecido por N. T. Wrong, em seu blog [Obs.: blog descontinuado - link para o "Carnival" atualizado em 20.02.2009]

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Domingo, Fevereiro 08, 2009

Pentateuco 2009: ainda sem um novo consenso

A disciplina Pentateuco é estudada no segundo semestre do primeiro ano, com carga horária de 4 horas semanais. Tempo que atualmente se tornou curto, pois há uma profunda crise nesta área de estudos, muito semelhante à crise da História de Israel. A teoria clássica das fontes JEDP do Pentateuco, elaborada no século XIX por Hupfeld, Kuenen, Reuss, Graf e, especialmente, Wellhausen, vem sofrendo, desde meados da década de 70 do século XX, sérios abalos, de forma que hoje muitos pesquisadores consideram impossível assumir, sem mais, este modelo como ponto de partida. O consenso wellhauseniano foi rompido, contudo, ainda não se conseguiu um novo consenso e muitas são as propostas hoje existentes para explicar a origem e a formação do Pentateuco.

I. Ementa
Oferece ao aluno um panorama da pesquisa exegética na área da formação e composição dos cinco primeiros livros da Bíblia e estuda os seus principais textos.

II. Objetivos
Familiariza o aluno com as tradições históricas de Israel e com as mais recentes pesquisas na área do Pentateuco para que o uso do texto na prática pastoral possa ser feito de forma consciente.

III. Conteúdo Programático
1. A redação do Pentateuco em três tempos
2. Novos paradigmas no estudo do Pentateuco
3. O Decálogo: Ex 20,1-17 e Dt 5,6-21
4. Códigos do Antigo Oriente Médio
5. O Código da Aliança: Ex 20,22-23,19
6. A criação: Gn 1,1-2,4a e Gn 2,4b-25
7. O pecado em quatro quadros: Gn 3,1-24
8. Caim e Abel: Gn 4,1-26
9. Patriarcas pré-diluvianos - de Adão a Noé: Gn 5,1-28.30-32
10. O dilúvio: Gn 6,5-9,19
11. A cidade e a torre de Babel: Gn 11,1-9
12. As tradições patriarcais: Gn 11,27-37,1
13. A história de José: Gn 37,5-50,26
14. O êxodo do Egito: Ex 1-15

IV. Bibliografia
Básica
DE PURY, A. (org.) O Pentateuco em Questão. As Origens e a Composição dos Cinco Primeiros Livros da Bíblia à luz das Pesquisas Recentes. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2002, 324 p. - ISBN 8532615899.

SCHWANTES, M. Projetos de esperança: meditações sobre Gênesis 1-11. São Paulo: Paulinas, 2009, 144 p. - ISBN 857311844X.

SKA, J.-L. Introdução à Leitura do Pentateuco. Chaves para a Interpretação dos Cinco Primeiros Livros da Bíblia. São Paulo: Loyola, 2003, 304 p. - ISBN 8515024527.

Complementar
BRIEND, J. (org.) A criação e o dilúvio segundo os textos do Oriente Médio Antigo. 2. ed. São Paulo: Paulus, 1990, 128 p. - ISBN 850501118X.

BOUZON, E. Uma coleção de direito babilônico pré-hammurabiano: leis do reino de Eshnunna. Petrópolis: Vozes, 2001, 2008 p. - ISBN 8532624839.

BOUZON, E. O Código de Hammurabi. 10. ed. Petrópolis: Vozes, 2003, 240 p. - ISBN 8532607780.

CLIFFORD, R. J. Creation Accounts in the Ancient Near East and in the Bible. Washington: The Catholic Biblical Association of America, 1994, xiii + 217 p. - ISBN 9780915170258.

CRÜSEMANN, F. A Torá. Teologia e História Social da Lei do Antigo Testamento. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2008, 599 p. - ISBN 8532623603.

CRÜSEMANN, F. Preservação da Liberdade: O Decálogo numa Perspectiva Histórico-Social. 2. ed. São Leopoldo: Sinodal/EST/CEBI, 2008, 88 p. - ISBN 8523304002.

DA SILVA, A. J. O Pentateuco e a História de Israel. In: Teologia na pós-modernidade. Abordagens epistemológica, sistemática e teórico-prática. São Paulo: Paulinas, 2007, p. 173-215. - ISBN 853561110X

DOZEMAN, T. B.; SCHMID, K. (eds.) A Farewell to the Yahwist? The Composition of the Pentateuch in Recent European Interpretation. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2006, viii + 198 p. - ISBN 9781589831636.

GARCÍA LÓPEZ, F. O Pentateuco. São Paulo: Ave-Maria, 2004, 328 p. - ISBN 8527610574.

GRUEN, W. et al. Os dez mandamentos: várias leituras. 2. ed. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 9, 1987.

GERSTENBERGER, E. et al. A Lei. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 51, 1996.

KNOPPERS, G. N.; LEVINSON, B. M. (ed.) The Pentateuch as Torah: New Models for Understanding Its Promulgation and Acceptance. Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 2007, xvi + 352 p. - ISBN 9781575061405.

MESTERS, C. Bíblia, livro da aliança. 6. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 40 p. - ISBN 853490667X.

MESTERS, C. Paraíso Terrestre: Saudade ou Esperança? 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2007, 152 p. - ISBN 8532603319.

PIXLEY, G. V. Êxodo. São Paulo: Paulus, 1987. Disponível online, no original espanhol, em <http://servicioskoinonia.org/biblioteca/biblica/PixleyExodo.pdf>

SCHWANTES, M. et al. A memória popular do êxodo. 2. ed. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 16, 1996.

SCHWANTES, M. et al. Pentateuco. RIBLA, Petrópolis/São Leopoldo, n. 23, 1996/1.

SPARKS, K. L. The Pentateuch: An Annotated Bibliography. Grand Rapids: Baker, 2002, 160 p. - ISBN 9780801023989.

STORNIOLO, I. Mandamentos, ontem e hoje (Entrevista com Pe. Ivo Storniolo). Vida Pastoral, São Paulo, n. 149 , p. 27-29, nov./dez. 1989.

STORNIOLO, I. Como ler o livro do Levítico: a formação de um povo santo. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 72 p. - ISBN 8534906378.

STORNIOLO, I. A cidade e sua torre: bênção ou castigo? Vida Pastoral, São Paulo, n. 152 , p. 2-7, maio/junho 1990.

VAN SETERS, J. The Pentateuch: A Social-Science Commentary. London: T & T Clark, 2004, 240 p. - ISBN 9780567080882.


Leia Mais:
Em busca da competência hermenêutica
O hábito da vigilância hermenêutica: métodos
História de Israel 2009: o pouco que sabemos

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Sábado, Fevereiro 07, 2009

Hoje é o Dia do "Dom": Helder Câmara

No dia 7 de fevereiro de 2008 foram iniciadas as atividades do Centenário de Dom Helder Câmara, Arcebispo de Olinda e Recife, nascido no dia 7 de fevereiro de 1909 e falecido em 1999.

Hoje é o Dia do "Dom".

Já muito debilitado, um dia ele sussurrou a um amigo: "Não deixe cair a profecia"!

Dom Helder, pastor da libertação em terras de muita pobreza
Ao se completarem os 100 anos de nascimento de Dom Helder Câmara, neste sábado, 07 de fevereiro [de 2009], a Igreja do Brasil tem muito a agradecer e a se inspirar na vida e na obra do querido “Dom”, como ficou conhecido. Nesta entrevista especial, concedida por e-mail à IHU On-Line, padre José Oscar Beozzo, um dos maiores historiadores da Igreja na América Latina, comenta alguns traços da vida do grande arcebispo de Olinda e Recife, um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Para Beozzo, os leigos e as leigas foram os “mestres de vida” de Dom Helder “para a atuação no mundo e para uma espiritualidade longe dos ranços clericais”. O Recife e o Nordeste, segundo o coordenador-geral do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (Cesep), tornaram-se “sua trincheira de onde fala ao Brasil, mas também à América Latina e ao mundo”. E analisa ainda a atuação internacional de Dom Helder, especialmente durante o Concílio Vaticano II, no qual, mesmo nunca tendo falado na Aula Conciliar, “tornou-se um dos mais ouvidos e respeitados padres conciliares”. José Oscar Beozzo é padre e teólogo, com mestrado em Sociologia da Religião, pela Université Catholique de Louvain (Bélgica) e doutorado em História Social, pela Universidade de São Paulo (USP)...

Leia a entrevista.

Leia Mais:
D. Hélder Câmara, ‘Irmão dos pobres e meu irmão’ - Notícias - IHU On-Line: 07/02/2009
Dom Helder e o Pacto das Catacumbas - Notícias - IHU On-Line: 07/02/2009
Homenagens ao 'Profeta da Paz' no centenário de seu nascimento - Notícias - IHU On-Line: 07/02/2009 - CNBB: 05/02/2009 - 14:21:27
O Concílio de Dom Helder - Notícias - IHU On-Line: 17/05/2008
O legado de Dom Helder: uma igreja solidária com as grandes causas do povo. Entrevista com Dom Marcelo Carvalheira - Notícias - IHU On-Line: 07/02/2009

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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009

História de Israel 2009: o pouco que sabemos

Este curso de História de Israel compreende 4 horas semanais, com duração de um semestre, o primeiro dos oito semestres do curso de Teologia. Aos alunos são distribuídos um roteiro impresso do curso e um CD com os roteiros de todos as minhas disciplinas do ano em curso. Os sistemas de avaliação e aprendizagem seguem as normas da Faculdade e são, dentro do espaço permitido, combinados com os alunos no começo do curso.

I. Ementa
Discute com o aluno os elementos necessários para uma compreensão global e essencial da história econômica, política e social do povo israelita, como base para um aprofundamento maior da história teológica desse povo. Possibilita ao aluno uma reflexão séria sobre o processo histórico de Israel desde suas origens até o século I d.C.

II. Objetivos
Oferece ao aluno um quadro coerente da História de Israel e discute as tendências atuais da pesquisa na área. Constrói uma base de conhecimentos histórico-sociais necessários ao aluno para que possa situar no seu contexto a literatura bíblica vétero-testamentária produzida no período.

III. Conteúdo Programático
1. Noções de geografia do Antigo Oriente Médio

  • O Crescente Fértil
  • A Mesopotâmia
  • A Palestina e o Egito de 3000 a 1700 a.C.
  • A Síria e a Fenícia
  • A Palestina
2. As origens de Israel
  • A teoria da conquista
  • A teoria da instalação pacífica
  • A teoria da revolta
  • A teoria da evolução pacífica e gradual
3. Os governos de Saul, Davi e Salomão
  • Nascimento e morte da monarquia a partir dos textos bíblicos
  • A ruptura do consenso
  • As fontes: seu peso, seu uso
  • Dois exemplos de fontes primárias: as estelas de Tel Dan e de Merneptah
  • A questão teórica: como nasce um Estado antigo?
  • As soluções de Lemche e Finkelstein & Silberman
4. O reino de Israel
  • Israel de Jeroboão I a Jeroboão II
  • A Assíria vem aí: para Israel é o fim
  • As conclusões de Finkelstein & Silberman
5. O reino de Judá
  • Os Reis de Judá
  • A reforma de Ezequias e a invasão de Senaquerib
  • A reforma de Josias e o Deuteronômio
  • Os últimos dias de Judá
  • Por que Judá caiu?
6. A época persa e as conquistas de Alexandre
  • A situação da Grécia e a política macedônia
  • As conquistas de Alexandre Magno (356-323 a.C.)
  • Quem é Alexandre Magno?
  • A anexação da Judéia por Alexandre
  • A situação da Judéia no momento da anexação
7. Os Ptolomeus governam a Palestina
  • Os Diádocos lutam pela herança de Alexandre
  • A situação da Palestina de 323 a 301 a.C.
  • As guerras sírias entre Ptolomeus e Selêucidas
  • Alexandria e os judeus
  • O governo dos Ptolomeus
  • A administração ptolomaica da Palestina
8. Os Selêucidas: a helenização da Palestina
  • O governo de Antíoco III, o Grande
  • Antíoco IV e a proibição do judaísmo
  • As causas da helenização
9. Os Macabeus I: a resistência
  • Matatias e o começo da revolta
  • A luta de Judas Macabeu (166-160 a.C.)
  • Jônatas, o primeiro Sumo Sacerdote Macabeu (160-143 a.C.)
10. Os Macabeus II: a independência
  • Simão consegue a independência da Judéia
  • João Hircano I e as divisões internas dos judeus
  • Aristóbulo I e a reaproximação com o helenismo
  • Alexandre Janeu, o primeiro rei macabeu
  • Salomé Alexandra e o poder dos fariseus
  • Aristóbulo II e a intervenção de Pompeu
11. O domínio romano
  • A “Pax Romana” chega a Jerusalém
  • O sistema sócio-econômico da Palestina no século I d.C.
  • A organização político-religiosa da Palestina
IV. Bibliografia
Básica
FINKELSTEIN, I. ; SILBERMAN, N. A. A Bíblia não tinha razão. São Paulo: A Girafa, 2003, 515 p. - ISBN 8589876187.

LIVERANI, M. Para além da Bíblia: História antiga de Israel. São Paulo: Loyola/Paulus, 2008, 544 p. - ISBN 9788515035557.

PIXLEY, J. A História de Israel a Partir dos Pobres. 10. ed. Petrópolis: Vozes, 2008, 136 p. - ISBN 8532602827.

Complementar
BRIEND, J. (org.) Israel e Judá: textos do Antigo Oriente Médio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 104 p. - ISBN 8534905908.

CURTIS, A. Oxford Bible Atlas. 4. ed. New York: Oxford University Press, 2007, 224 p. - ISBN 9780191001581.

DA SILVA, A. J. A história de Israel na pesquisa atual. In: História de Israel e as pesquisas mais recentes. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2003, p. 43-87 - ISBN 8532628281.

DA SILVA, A. J. A história de Israel na pesquisa atual. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 71, p. 62-74, 2001. Acesso em: 03 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. A história de Israel no debate atual. Acesso em: 03 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. A origem dos antigos Estados israelitas. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 78, p. 18-31, 2003.

DA SILVA, A. J. Manuscritos do Mar Morto: recursos para estudo. Acesso em: 03 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. Manuscritos do Mar Morto: resenhas na RBL. Acesso em: 03 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. Observatório Bíblico: Marcador “Geografia”. Acesso em: 03 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. O Pentateuco e a História de Israel. In: Teologia na pós-modernidade. Abordagens epistemológica, sistemática e teórico-prática. São Paulo: Paulinas, 2007, p. 173-215. - ISBN 853561110X

DA SILVA. A. J. Os essênios: a racionalização da solidariedade. Acesso em: 03 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. Pode uma ‘história de Israel’ ser escrita? Observando o debate atual sobre a história de Israel. Acesso em: 03 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. The History of Israel in the Current Research. Journal of Biblical Studies 1:2, Apr.-Jun. 2001. Acesso em: 03 fevereiro 2009.

DAVIES, P. R. In Search of ‘Ancient Israel’. London: T. & T. Clark, [1992] 2005, 166 p. - ISBN 9781850757375.

DONNER, H. História de Israel e dos povos vizinhos. 2v. 4. ed. São Leopoldo: Sinodal/Vozes, 2006, 535 p. - ISBN vol. I: 8523304649; ISBN vol. II: 8523304657.

FINKELSTEIN, I.; MAZAR, A. The Quest for the Historical Israel: Debating Archaeology and the History of Early Israel. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2007, 220 p. - ISBN 9781589832770.

FINKELSTEIN, I.; SILBERMAN, N. A. David and Solomon: In Search of the Bible's Sacred Kings and the Roots of the Western Tradition. New York: The Free Press, 2006, 352 p. - ISBN 9780743243629 (Hardcover) - ISBN 9780743243636 (Paperback, 2007).

GARCÍA MARTÍNEZ, F. Textos de Qumran: Edição Fiel e Completa dos Documentos do Mar Morto. Petrópolis: Vozes, 1995, 582 p. - ISBN 8532612830.

GOTTWALD, N. K. As Tribos de Iahweh: Uma Sociologia da Religião de Israel Liberto, 1250-1050 a.C. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2004, 939 p. - ISBN 8534922330.

GRABBE, L. L. A History of the Jews and Judaism in the Second Temple Period: Vol 1, A History of the Persian Province of Judah. London: T & T Clark, 2006, 496 p. - ISBN 0567043525.

GRABBE, L. L. A History of the Jews and Judaism in the Second Temple Period: Vol. 2, The Coming of the Greeks, the Early Hellenistic Period 335-175 BCE. London: T & T Clark, 2008, 432 p. - ISBN 9780567033963.

GRABBE, L. L. Ancient Israel: What Do We Know and How Do We Know It? London: T & T Clark, 2007, 328 p. - ISBN 9780567032546.

HORSLEY, R. A. Arqueologia, história e sociedade na Galiléia: o contexto social de Jesus e dos Rabis. São Paulo: Paulus, 2000, 196 p. - ISBN 8534915679.

KIPPENBERG, H. G. Religião e formação de classes na antiga Judéia: estudo sociorreligioso sobre a relação entre tradição e evolução social. São Paulo: Paulus, 1997, 184 p. - ISBN 8505006798. Acesso em: 03 fevereiro 2009.

LEMCHE, N. P. The Israelites in History and Tradition. Louisville: Kentucky, Westminster John Knox, 1998, ix + 246 p. - ISBN 9780664220754.

LIVERANI, M. Antico Oriente. Storia, società, economia. 11. ed. Roma-Bari: Laterza, 2007, x +1031 p. - ISBN 9788842038429.

LONG, V. P. (ed.) Israel's Past in Present Research: Essays on Ancient Israelite Historiography. Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 1999, xx + 612 p. - ISBN 9781575060286.

LOWERY, R. H. Os reis reformadores: culto e sociedade no Judá do Primeiro Templo. São Paulo: Paulinas, 2009, 351 p. - ISBN 8535612912.

MAZAR, A. Arqueologia na terra da Bíblia: 10.000 - 586 a.C. São Paulo: Paulinas, 2009, 558 p. - ISBN 8535610316.

MOORE, M. Philosophy and Practice in Writing a History of Ancient Israel. London: T &T Clark, 2006, x + 205 p. - ISBN 9780567029812.

MOREGENZTERN, I.; RAGOBERT, T. A Bíblia e seu tempo - um olhar arqueológico sobre o Antigo Testamento. 2 DVDs. Documentário baseado no livro The Bible Unearthed [A Bíblia não tinha razão], de Israel Finkelstein e Neil Asher Silberman. São Paulo: História Viva - Duetto Editorial, 2007. Acesso em: 03 fevereiro 2009.

PEREGO, G. Atlas bíblico interdisciplinar. São Paulo: Paulus/Santuário, 2001, 124 p. - ISBN 8572007512.

ROAF, M. Mesopotâmia e o Antigo Médio Oriente. 2v. Madrid: Edições del Prado, 1996.

ROGERSON, J. Bíblia: Os caminhos de Deus. 2v. Madrid: Edições del Prado, 1996.

SCHWANTES, M. História de Israel: local e origens. 3. ed. São Leopoldo: Oikos, 2008, 141 p. - ISBN 9788589732963

VAN SETERS, J. Em Busca da História: Historiografia no Mundo Antigo e as Origens da História Bíblica. São Paulo: EDUSP, 2008, 400 p. - ISBN 8531411017.

VV.AA. Recenti tendenze nella ricostruzione della storia antica d'Israele. Roma: Accademia Nazionale dei Lincei, 2005, 202 p. - ISBN 8821809331.

WILLIAMSON, H. G. M. (ed.), Understanding the History of Ancient Israel. Oxford: Oxford University Press, 2007, 452 p. - ISBN 9780197264010. Disponível online. Acesso em: 03 fevereiro 2009.


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O hábito da vigilância hermenêutica: métodos

A Introdução à S. Escritura compreende 2 horas semanais, no primeiro semestre de Teologia. Mais do que estudar o surgimento e o conteúdo dos vários livros bíblicos, a disciplina é voltada para a compreensão/apreensão de alguns métodos de leitura dos textos bíblicos. Esta opção se justifica, pois a introdução a cada um dos livros é feita a partir das disciplinas que abordam áreas específicas da Bíblia ao longo do curso de Teologia.

Um dos problemas típicos desta disciplina é a carga horária exígua que lhe é, em geral, atribuída. Até porque, ao tomar contato com a moderna metodologia de abordagem dos textos bíblicos, a desmontagem de noções ingênuas adquiridas na educação anterior e a dificuldade em abandonar certezas que beiram o fundamentalismo requerem tempo e paciência. Além disso, conseguir a convivência da criticidade que se vai progressivamente adquirindo em sala de aula com as necessidades pastorais dos envolvidos no processo de aprendizagem, exige a construção de uma linguagem hermenêutica adequada, outra questão espinhosa.

Por isso, uma tarefa que se impõe a quem se envereda por esse caminho, é a comparação e o confronto da teoria exegética crítica com as leituras cotidianas e costumeiras da Bíblia. Isto é feito pelos alunos, que coletam e analisam os dados necessários.

Costumo orientar este processo através de uma série de questões que são propostas para a análise de uma leitura bíblica feita no ambiente pastoral dos estudantes.

I. Ementa
A disciplina privilegia o nascimento e a estruturação dos vários métodos de leitura da Sagrada Escritura, especialmente os modernos métodos histórico-críticos, sócio-antropológicos e populares.

II. Objetivos
Possibilita ao aluno a visualização das diversas problemáticas envolvidas na abordagem dos textos bíblicos no contexto e no pensamento contemporâneos.

III. Conteúdo Programático

1. A leitura histórico-crítica
  • A crítica textual
  • A crítica literária
  • A crítica das formas
  • A história da redação
  • A história da tradição
2. A leitura sócio-antropológica
  • Por que uma leitura sócio-antropológica da Bíblia?
  • Origem e características do discurso sociológico
  • Origem e características do discurso antropológico
  • A Bíblia e a leitura sócio-antropológica
  • Algumas dificuldades da leitura sócio-antropológica
3. A leitura popular
  • Ler a vida com a ajuda da Bíblia
  • A opção pelos pobres
  • Da Bíblia à Sociedade: passagem para o Político
4. Oficina bíblica: leitura de textos selecionados
  • Mc 6,30-44: a primeira multiplicação dos pães
  • Lc 3,21-22: o batismo de Jesus
  • Mt 2,1-12: a visita dos magos
  • Jo 2,1-12: as bodas de Caná
IV. Bibliografia
Básica
DIAS DA SILVA, C. M. Leia a Bíblia como literatura. São Paulo: Loyola, 2007, 104 p. - ISBN 9788515033072.

MESTERS, C. Flor sem defesa: uma explicação da Bíblia a partir do povo. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1999, 206 p.

ZENGER, E. et al. Introdução ao Antigo Testamento. São Paulo: Loyola, 2003, 560 p. - ISBN 9788515023288.

Complementar
ALMADA, S. (org.) Interpretação Bíblica em Busca de Sentido e Compromisso. Diversas aproximações ao texto de Lucas 1-2: Caleidoscópio de métodos, exegese e hermenêutica. RIBLA, Petrópolis, n. 53, 2006/1.

BUSHELL, M. BibleWorks 8. Norfolk, VA: BibleWorks, 2008 (software para o estudo da Bíblia). Acesso em: 04 fevereiro 2009.

CARTER, C. E.; MEYERS, C. L. (eds.) Community, Identity and Ideology: Social-Scientific Approaches to the Hebrew Bible. Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 1996, 574 p. - ISBN 9781575060057.

CHALCRAFT, D. J. (ed.) Social-Scientific Old Testament Criticism. London: T & T Clark, 2006, 400 p. - ISBN 9780567040848

DA SILVA, A. J. A visita dos magos: Mt 2,1-12. Acesso em: 04 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. Leitura sócio-antropológica da Bíblia Hebraica. Acesso em: 04 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. Leitura sócio-antropológica do Novo Testamento. Acesso em: 04 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. Notas sobre alguns aspectos da leitura da Bíblia no Brasil hoje. REB, Petrópolis, v. 50, n. 197, p. 117-137, mar. 1990. Acesso em: 04 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento. Acesso em: 04 fevereiro 2009.

DA SILVA, A. J. Por que milagres? O caso da multiplicação dos pães. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 22, 1989, p. 43-53.

DE OLIVEIRA, E. M. et al. Métodos para ler a Bíblia. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 32, 1991.

DIAS DA SILVA, C. M. com a colaboração de especialistas, Metodologia de Exegese Bíblica. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 2003, 526 p. - ISBN 8535606432.

EGGER, W. Metodologia do Novo Testamento: Introdução aos Métodos Lingüísticos e Histórico-Críticos. São Paulo: Loyola, 1994, 238 p. - ISBN 9788515010561.

ELLIOT, J. H. What is Social-Scientific Criticism? Minneapolis: Augsburg Fortress, 1993, 174 p. - ISBN 9780800626785.

ESLER, P. F. (ed.) Ancient Israel: The Old Testament in Its Social Context. Minneapolis: Fortress, 2005. xvii + 420 p. - ISBN 0800637674.

KONINGS, J.; RIBEIRO, S. H. et al. Bíblia: Teoria e Prática. Leituras de Rute. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 98, 2008.

KONINGS, J. Sinopse dos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas e da Fonte Q. São Paulo: Loyola, 2005, 360 p. - ISBN 9788515030569.

PONTIFÍCIA COMISSÃO BÍBLICA A Interpretação da Bíblia na Igreja. 6. ed. São Paulo: Paulinas, 1999.

REIMER, H.; DA SILVA, V. (orgs.) Hermenêuticas Bíblicas: Contribuições ao I Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica. São Leopoldo: Oikos Editora/UCG/ABIB, 2006, 252 p.

REIMER, I. R.; SCHWANTES, M. (org.) Leituras Bíblicas Latino-Americanas e Caribenhas. RIBLA, Petrópolis, n. 50, 2005/1.

ROHRBAUGH, R. L. (ed.) The Social Sciences and New Testament Interpretation. Peabody, Mass: Hendrickson, 2004, 240 p. - ISBN 9781565634107.

SCHNELLE, U. Introdução à exegese do Novo Testamento. São Paulo: Loyola, 2004, 192 p. - ISBN 9788515024919.

SIMIAN-YOFRE, H. (ed.) Metodologia do Antigo Testamento. São Paulo: Loyola, 2000, 200 p. - ISBN 9788515018499.

TATE, W. R. Interpreting the Bible: A Handbook of Terms and Methods. Peabody, Mass.: Hendrickson, 2006, viii + 482 p. - ISBN 9781565635159.

TREBOLLE BARRERA, J. A Bíblia Judaica e a Bíblia Cristã. Introdução à História da Bíblia. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2000, 741 p. - ISBN 8532614370.

WEGNER, U. Exegese do Novo Testamento: Manual de Metodologia. 3. ed. São Leopoldo: Sinodal/Paulus, 2002, 407 p. - ISBN 852330598X.


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Em busca da competência hermenêutica

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Em busca da competência hermenêutica

Estou, nestes dias, preparando meus programas de aula para 2009. Começo a publicá-los no Observatório Bíblico. A intenção é de que possam servir, para além de meus alunos, a outras pessoas que, eventualmente, queiram ter uma noção de como se estuda a Bíblia em determinadas Faculdades de Teologia. Ou, pelo menos, parte da Bíblia, porque posso expor apenas os programas das disciplinas que leciono. Tomo aqui como referência o currículo do CEARP, onde trabalho. Já fiz isso certa vez, em 2006, mas a bibliografia vai mudando...

Quatro elementos serão levados em conta, em uma leitura da Bíblia que eu chamaria de sócio-histórica-redacional:

:: contextos da época bíblica
:: produção dos textos bíblicos
:: contextos atuais
:: leitores atuais dos textos

O sentido da Escritura, segundo este modelo, não está nem no nível dos contextos da época bíblica e/ou dos contextos atuais, nem no nível dos textos bíblicos ou da vivência dos leitores, mas na articulação que se forma entre a relação dos textos bíblicos com os seus contextos, por um lado, e entre os leitores atuais e seus contextos específicos.

Ou seja: "Da Escritura não se esperam fórmulas a ‘copiar’, ou técnicas a ‘aplicar’. O que ela pode nos oferecer é antes algo como orientações, modelos, tipos, diretivas, princípios, inspirações, enfim, elementos que nos permitam adquirir, por nós mesmos, uma ‘competência hermenêutica’, dando-nos a possibilidade de julgar por nós mesmos, ‘segundo o senso do Cristo’, ou ‘de acordo com o Espírito’, das situações novas e imprevistas com as quais somos continuamente confrontados. As Escrituras cristãs não nos oferecem um was, mas um wie: uma maneira, um estilo, um espírito. Tal comportamento hermenêutico se situa a igual distância tanto da metafísica do sentido (positivismo) quanto da pletora das significações (biscateação). Ele nos dá a chance de jogar a sério a círculo hermenêutico, pois que é somente neste e por este jogo que o sentido pode despertar" explica BOFF, C. Teologia e Prática: Teologia do Político e suas mediações. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1993, p. 266-267).

As disciplinas de Bíblia no curso de graduação em Teologia podem, segundo este modelo, ser classificadas em três áreas:

1. Disciplinas Contextuais:
:: História de Israel (alternativa: História da época do Antigo Testamento e História da época do Novo Testamento)

2. Disciplinas Instrumentais:
:: Introdução à S. Escritura (alternativa: Métodos de leitura dos textos bíblicos)

:: Língua Hebraica Bíblica
:: Língua Grega Bíblica

3. Disciplinas Exegéticas:
::
Pentateuco

:: Literatura Profética
:: Literatura Deuteronomista
:: Literatura Sapiencial
:: Literatura Pós-Exílica
:: Literatura Sinótica e Atos
:: Literatura Paulina
:: Literatura Joanina
:: Apocalipse


-----------------------------------------------------------------------------

Destas disciplinas, leciono:

No primeiro semestre:
:: História de Israel: 4 hs/sem.
:: Introdução à S. Escritura: 2 hs/sem.
:: Literatura Profética: 4 hs/sem.
:: Literatura Deuteronomista: 2 hs/sem.

No segundo semestre:
:: Pentateuco: 4 hs/sem.
:: Literatura Pós-Exílica: 4 hs/sem.


Leia Mais:
O hábito da vigilância hermenêutica: métodos
História de Israel 2009: o pouco que sabemos
Pentateuco 2009: ainda sem um novo consenso
Literatura Deuteronomista 2009: o desafio
Literatura Profética 2009: A Voz Necessária
Literatura Pós-Exílica 2009: tempo sem fronteiras

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Biblical Studies Carnival XXXVIII

Seleção das melhores postagens de janeiro de 2009.

Trabalho feito por Judy Redman, em seu Judy’s Research Blog.

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Domingo, Fevereiro 01, 2009

Biblioblogueiro de fevereiro 2009: N. T. Wrong

Jim West, em Biblioblogs.com, entrevista N. T. Wrong, do biblioblog homônimo, escolhido como o biblioblogueiro do mês de fevereiro de 2009.

Sua identidade é totalmente desconhecida e seu blog está paralisado, a não ser pela publicação da lista dos 50 biblioblogs mais frequentados a cada mês.

Porém, aguardem: vem mais coisa deste "biblical scholar" por aí na web. Coisa mais ambiciosa do que um blog.

Enquanto isso, aprecie a entrevista.

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Biblioblog Top 50 - Janeiro de 2009

N. T. Wrong, em seu biblioblog homônimo, lista os 50 biblioblogs mais frequentados no mês de janeiro de 2009.

Em dezembro o Observatório Bíblico foi o sexto colocado. Agora é o terceiro. Subiu três pontos, em um mês de extraordinária frequência em minha página, se comparado a janeiros anteriores.

Veja a lista em: Biblioblog Top 50 - January 2009 [Obs.: o blog de N. T. Wrong foi descontinuado - novo endereço em The Biblioblog Top 50]

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