Observatório Bíblico

Domingo, Novembro 30, 2008

Criacionismo

Colégio paulista prega criacionismo

Leia em Notícias - IHU Online: 30/11/2008

Leia Mais:
Criacionismo, design inteligente e teoria da evolução
Intelligent design, criacionismo e evolucionismo

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Sábado, Novembro 29, 2008

Khirbet Qeiyafa=Sha'arayim?

Leia primeiro: Qual seria o nome antigo de Khirbet Qeiyafa?

Em seguida, leia em The Journal of Hebrew Scriptures, volume 8, 2008, o texto de Yosef Garfinkel e Saar Ganor, Khirbet Qeiyafa: Sha'arayim.

Abstract:
Khirbet Qeiyafa is a 2.3 hectare fortified early 10th century BCE site, located in the Judean Shephelah, atop a hill that bordered the Elah Valley from the north. This is a key strategic location in the biblical kingdom of Judah, on the main road from Philistia and the Coastal Plain to Jerusalem and Hebron in the hill country. It is the only site in the Kingdoms of Judah and Israel with two gates. This unique feature provides a clear indication of the site's identity as biblical Sha'arayim, a place name that means “two gates” in Hebrew. Sha'arayim is mentioned three times in the Bible (Jos 15:36; 1 Sam 17:52 and 1 Ch 4:31-32). It is located near the Elah valley, associated with King David twice, and not mentioned in conjunction with any other later First Temple period tradition. This accords with the archaeological and radiometric data that indicate a single-phase settlement in the early 10th century BCE at Khirbet Qeiyafa.

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Sexta-feira, Novembro 28, 2008

Estela de Kuttamuwa: foto, texto e tradução

No biblioblog de John Hobbins, Ancient Hebrew Poetry, os interessados podem ler:

:: Kuttamuwa Inscription Lines 1-5: Image, Text and Translation - November 27, 2008

:: Kuttamuwa Inscription Lines 6-13: Image, Text and Translation - November 28, 2008

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Terça-feira, Novembro 25, 2008

CEBI estreita parcerias com entidades européias

Comitiva do CEBI vai à Europa para estreitar parcerias

CEBI - 25/11/2008: 14h04

Uma comitiva formada pelo Frei Carlos Mesters, por Lúcia Weiler e pelo secretário executivo do CEBI, Edmilson Schinelo, embarcou nesta segunda-feira, 24 de novembro, para a Europa, em missão junto às entidades parceiras da cooperação internacional e comunidades locais. A viagem de 15 dias – o retorno é no dia 10 de dezembro - inicia pela Holanda, passa pela Alemanha e termina na Suíça.

Leia a notícia completa no site do CEBI.

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Simpósio sobre leitura e ensino da Bíblia no Brasil

Leitura e ensino da Bíblia no Brasil é tema de simpósio

CEBI - 25/11/2008 - 13h49

A Leitura e Ensino da Bíblia no Brasil é o tema do Simpósio que Associação de Seminários Teológicos Evangélicos (ASTE) promove de 15 a 18 de dezembro de 2008, em São Leopoldo. O evento será realizado no Seminário Concórdia da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), com participação de Milton Schwantes, Paulo Teixeira e Vilson Scholz.

A programação do simpósio conta com uma mesa redonda com professores da área de Bíblia sobre o ensino das disciplinas bíblicas nas escolas de teologia. Também será assunto do evento o panorama da hermenêutica no Brasil, bem como as percepções sobre leituras da Bíblia.

Além disso, haverá uma oficina sobre ferramentas para o ensino das línguas bíblicas e outra sobre o ensino da metodologia exegética.

As inscrições podem ser feitas junto ao site da ASTE.

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Segunda-feira, Novembro 24, 2008

Kuttamuwa Stele from Zincirli

Leia em Biblia Hebraica, de Douglas Mangum, sobre a apresentação da nova inscrição de Zincirli por Dennis Pardee e David Schloen no Congresso da SBL em Boston: SBL: Kuttamuwa Stele from Zincirli.

E em Ketuvim, de Jim Getz: Kuttamuwa Inscription Update: Pardee’s transcription.

Leia Mais:
Zincirli

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Sábado, Novembro 22, 2008

Trends - Tendências

N. T. Wrong retornou aos Biblioblogs [Obs.: blog deletado] de sua lista, já mencionada aqui, e os classificou segundo a sua maior ou menor atividade em Red Hot, Regular, Rare, Dying, usando cores específicas:

"...I felt the need to add an additional classification, indicating the level of biblical-studies-related activity on each biblioblog".

Muito interessante [Obs.: não há mais link - blog interrompido]

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Zincirli

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BibleWorks 8

BibleWorks 8 já está disponível.

BibleWorks has launched version 8 with a tremendous array of innovative tools, essential resources and interactive capabilities! Now users can have more Bible translations (190+), 35 original language texts and morphology databases, 29 lexical-grammatical references, plus a wealth of practical reference works, giving them tightly integrated databases with powerful morphology and analysis tools (BibleWorks User Forums).

Veja as características e as novidades desta nova versão clicando aqui.

Leia Mais:
BibleWorks 8 - Bible Software Review, by Rubén Gómez: November 20th, 2008
BibleWorks version 8 announced - Biblical Studies and Technological Tools, by MGVH: November 20, 2008
O que é BibleWorks?

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Sexta-feira, Novembro 21, 2008

Resenhas na RBL: 20.11.2008

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Hector Avalos
Fighting Words: The Origins of Religious Violence
Reviewed by J. Harold Ellens

Bob Becking
From David to Gedaliah: The Book of Kings as Story and History
Reviewed by Marvin A. Sweeney

Jason Beduhn and Paul Mirecki, eds.
Frontiers of Faith: The Christian Encounter with Manichaeism in the Acts of Archelaus
Reviewed by Tobias Nicklas

Roland Boer, ed.
Bakhtin and Genre Theory in Biblical Studies
Reviewed by Timothy J. Sandoval

Susan Brayford
Genesis
Reviewed by Jan Joosten

Rhonda Burnette-Bletsch
Studying the Old Testament: A Companion
Reviewed by Steed Vernyl Davidson

Stephen K. Catto
Reconstructing the First-Century Synagogue: A Critical Analysis of Current Research
Reviewed by Birger Olsson
Reviewed by Jonathan Bernier

Nicola Denzey
The Bone Gatherers: The Lost Worlds of Early Christian Women
Reviewed by Paul Dilley

Deborah L. Ellens
Women in the Sex Texts of Leviticus and Deuteronomy: A Comparative Conceptual Analysis
Reviewed by Naomi Steinberg

Richard A. Horsley
Scribes, Visionaries, and the Politics of Second Temple Judea
Reviewed by Lester L. Grabbe

Paul Joyce
Ezekiel: A Commentary
Reviewed by Corrine Carvalho
Reviewed by Steven S. Tuell

Adriane B. Leveen
Memory and Tradition in the Book of Numbers
Reviewed by James W. Watts

David R. Nienhuis
Not by Paul Alone: The Formation of the Catholic Epistle Collection and the Christian Canon
Reviewed by Patrick J. Hartin

Matthew B. Schwartz and Kalman J. Kaplan
The Fruit of Her Hands: A Psychology of Biblical Woman
Reviewed by Corinne Blackmer

Jan G. van der Watt, ed.
Identity, Ethics, and Ethos in the New Testament
Reviewed by H. H. Drake Williams III

Géza G. Xeravits and József Zsengellér, eds.
The Book of Maccabees: History, Theology, Ideology (Papers of the Second International Conference on the Deuterocanonical Books, Pápa, Hungary, 9-11 June, 2005)
Reviewed by Pierre Keith

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Quarta-feira, Novembro 19, 2008

Congresso da SBL 2008

O Congresso Anual da SBL - Society of Biblical Literature - acontece em Boston, MA, entre os dias 21-25 de novembro de 2008.

Todas as informações na página da SBL.

Para saber quais biblioblogueiros participam do Congresso e o que apresentarão, veja:

Bibliobloggers Presenting at SBL - Douglas Mangum, Biblia Hebraica - November 2, 2008 (Updated: 11/6/08)

E o Congresso Internacional será em Roma, em 2009, para celebrar o Centenário do PIB - Pontifício Instituto Bíblico. De 30 de junho a 4 de julho. Veja na página da SBL.

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Terça-feira, Novembro 18, 2008

Mauro Pesce fala sobre o Sínodo

"Così l'esegesi cattolica va verso l'isolamento": Intervista a Mauro Pesce sul sinodo dei vescovi

(...) Del Sinodo e di altri temi abbiamo parlato con Mauro Pesce, biblista, professore di Storia del Cristianesimo all'Università di Bologna, nonché autore (insieme a Corrado Augias) del best seller Inchiesta su Gesù: Chi era l'uomo che ha cambiato il mondo. 22 ed.: 2008. Milano: Mondadori, 2006, 263 p. - ISBN 9788804560012 [Obs.: informação ampliada por mim] duramente attaccato da autorevoli voci del mondo cattolico istituzionale proprio per aver avvicinato il grande pubblico all'approccio storico ai Vangeli e alle fonti del cristianesimo delle origini.

(...) "A me sembra che questo Sinodo, più che una sintesi, un approfondimento o un ulteriore progresso rispetto all’atteggiamento che la Chiesa ha avuto nell’interpretazione della Bibbia dai tempi di Leone XIII (con l’enciclica Providentissimus Deus) fino al Concilio Vaticano II, abbia al contrario promosso un arretramento e un restringimento. È stato l’espressione di una particolare corrente teologica che oggi è maggioritaria in certi ambienti ecclesiastici cattolici, ma che non è l’unica teologia cattolica contemporanea e ovviamente nemmeno l’unica teologia importante manifestatasi negli ultimi cinquant’anni. Il Messaggio finale del Sinodo mi è sembrato fortemente ecclesiocentrico; non primariamente teocentrico e neppure primariamente cristocentrico. Per quanto non si dica più che fuori della Chiesa cattolica non vi è alcuna salvezza, la Chiesa cattolica diventa il punto di riferimento unico per il messaggio cristiano agli uomini lungo l’asse Rivelazione-Cristo-Chiesa-Missione. A mio avviso ci si sarebbe potuti servire di una teologia più teocentrica, in cui si riconosca che l’agire di Dio nel mondo si manifesta attraverso una pluralità di disegni per l’umanità che non possono essere tutti riassunti nella Bibbia o che veda già nella Bibbia un’apertura ad altre manifestazioni di Dio. Anche la cristologia con questo restringimento ecclesiologico si impoverisce, perché Cristo viene immaginato soltanto come una specie di ricapitolazione cristiana dell’Antico Testamento. Penso ai contributi che altre teologie potevano dare: dalla concezione di Clemente Alessandrino di una rivelazione di Dio che si diffonde nel mondo, alla pluralità delle vie di salvezza di San Tommaso Moro nel suo libro L’Utopia, al cardinale Nicola Cusano, per arrivare ai grandi teologi del ‘900 come Karl Rahner".

Leia a entrevista completa na Adista, nº 79, 15/11/2008. Ou na página de Mauro Pesce.

Ou, ainda, na tradução para o português que está em Notícias - IHU On-Line 17/11/2008, da qual transcrevo pequeno trecho:

‘Desse jeito, a exegese católica caminha rumo ao isolamento’. Entrevista com Mauro Pesce

(...) Sobre o Sínodo e outros temas, falamos com Mauro Pesce, biblista, professor de História do Cristianismo na Universidade de Bolonha, assim como autor (junto com Corrado Augias) do bestseller "A Vida de Jesus Cristo" [A Vida de Jesus Cristo: O Homem que mudou o mundo. Queluz de Baixo, Barcarena: Presença, 2008, 220 p. - ISBN 9789722339124], duramente atacado por vozes expoentes do mundo católico institucional por ter aproximado o grande público à abordagem histórica dos Evangelhos e às fontes do cristianismo das origens.

"O Sínodo dos bispos é um grande evento porque, em se tratando de uma assembléia coletiva do episcopado – mesmo tendo só um valor consultivo e não deliberativo –, certamente não deixará de produzir efeitos importantes, mesmo além da eventual encíclica que o papa poderá escrever sobre a interpretação da Bíblia hoje. É também um acontecimento muito importante, sobre o qual é necessário refletir com atenção. Parece-me que esse Sínodo, mais do que uma síntese, um aprofundamento ou um progresso posterior com relação à postura que a Igreja teve sobre a interpretação da Bíblia desde os tempos de Leão XIII (com a encíclica “Providentissimus Deus”) até o Concílio Vaticano II, promoveu, pelo contrário, um retrocesso [italiano: arretramento] e um restringimento. Foi a expressão de uma corrente teológica particular que hoje é majoritária em certos ambientes eclesiásticos católicos, mas que não é a única teologia católica contemporânea, nem obviamente a única teologia importante que se manifestou nos últimos 50 anos. A Mensagem final do Sínodo me pareceu fortemente eclesiocêntrica; não primariamente teocêntrica nem primariamente cristocêntrica. Mesmo que não se diga que fora da Igreja católica não há salvação, a Igreja católica se torna o único ponto de referência para a mensagem cristã aos homens pelo eixo Revelação-Cristo-Igreja-Missão. Na minha opinião, eles poderiam ter se servido de uma teologia mais teocêntrica, em que se reconheça que o agir de Deus no mundo se manifesta por meio de uma pluralidade de formas para a humanidade que não podem ser todas resumidas na Bíblia ou que veja já na Bíblia uma abertura a outras manifestações de Deus".

Leia Mais:
Quem é Mauro Pesce?
O debate sobre o livro Inchiesta su Gesù continua

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Domingo, Novembro 16, 2008

Entrevista com Johan Konings sobre o Sínodo

Está em Notícias - IHU On-Line de 16/11/2008: Sínodo dos Bispos atualizou o Concílio Vaticano II. Entrevista especial com Johan Konings

Konings, Mestre em Filologia Bíblica, 1968, e Doutor em Teologia pela Katholieke Universiteit Leuven, Bélgica, 1972, é coordenador de nosso grupo de estudos bíblicos que se reúne em Belo Horizonte, os "Biblistas Mineiros". É Professor da FAJE, Faculdade Jesuita de Filosofia e Teologia, de Belo Horizonte, MG.

Konings participou do Sínodo como assessor, e faz, nesta entrevista, uma avaliação bastante positiva do que lá aconteceu. Destaco três trechos da entrevista:

:: (...) "O Sínodo [realizado de 5 a 26 de outubro] de 2008 teve como tema: 'A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja'. Nota-se a intenção de continuar e de atualizar o Concílio, insistindo na 'missão', termo que não estava no texto do Concílio. Pois desde o Concílio percebeu-se que missão não é apenas ir aos indígenas da Amazônia, mas às tribos de nossa juventude urbana e aos pagãos de nossas avenidas e campi universitários. Olhando assim, achei o Sínodo fabuloso. Foi uma oportunidade para, através da voz de 253 bispos, eleitos por seus confrades de cada região, conhecer a situação e os projetos das mais diversas regiões onde a Igreja está presente neste mundo globalizado. E pode-se dizer que não se deu um passo para trás em relação ao Concílio, mas que, pelo contrário, se mostrou uma vontade unânime de avançar".

:: (...) "Nas proposições, ou seja, nas sugestões votadas em plenário para serem apresentadas ao Papa, aparecem claros avanços: o desejo de que a Bíblia seja mais divulgada, estudada com os devidos métodos científicos que a Igreja vem fomentando com toda a força nos últimos cinqüenta anos, claramente expostos no importantíssimo documento da Pontifícia Comissão Bíblica de 1993; o desejo de que o estudo leve à contemplação, à oração e à prática da comunhão fraterna; a valorização do trabalho dos leigos, dos agentes de pastoral bíblica, especialmente das mulheres, para as quais se pede seja estendida a ordenação ao ministério de leitorato; que os pobres sejam 'artífices de sua própria história', impulsionados pela Palavra de Deus acolhida nas suas comunidades; que a Bíblia esteja em todas as famílias, inclusive nas línguas dos povos pequenos e pobres; que a pastoral bíblica não seja uma pastoral ao lado das outras, mas a inspiração que permeie todas as pastorais; que finalmente se leve a sério o enriquecimento bíblico da Liturgia a partir do Vaticano II e o valor de uma homilia bem preparada pelo estudo e pela oração - além de bem proferida; essas e tantas outras foram expressões do desejo praticamente unânime dos bispos de avançar na linha do Concílio Vaticano II".

:: "Quanto à hermenêutica ou interpretação, toda escuta e toda leitura é uma interpretação, pois senão, não se entende nada. Os fundamentalistas pensam que eles não interpretam, mas interpretam sem que saibam, e reforçam interpretações subliminares sem se darem conta disso. Ora, interpretação sempre tem uma dupla interface - por isso se chama 'inter'-pretação: é interlocução, mediação entre o texto que representa o evento Jesus no seu momento fundador, abordado com métodos históricos e literários, e o nosso texto de hoje, o texto de nossa vida, em nossa sociedade, em nosso mundo político-econômico-social-cultural-ecológico etc., assimilado com a nossa psicologia pessoal e coletiva. Colocar tudo isso em diálogo é hermenêutica, é leitura. Também no caso da Bíblia".

Leia Mais:
Carlos Mesters fala sobre o Sínodo
Em defesa das conquistas da exegese acadêmica
Sínodo dos Bispos - Synod of Bishops in Rome
Martini: a leitura da Bíblia e o Sínodo de 2008

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Resenhas na RBL: 15.11.2008

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Hector Avalos
The End of Biblical Studies
Reviewed by Ulrich H. J. Körtner

Ward Blanton
Displacing Christian Origins: Philosophy, Secularity, and the New Testament
Reviewed by Clare K. Rothschild

Marcus J. Borg and John Dominic Crossan
The Last Week: A Day-by-Day Account of Jesus's Final Week in Jerusalem
Reviewed by Craig L. Blomberg

Katherine J. Dell
Opening the Old Testament
Reviewed by Bill T. Arnold
Reviewed by George Heider

Brad E. Kelle and Megan Bishop Moore
Israel's Prophets and Israel's Past: Essays on the Relationship of Prophetic Texts and Israelite History in Honor of John H. Hayes
Reviewed by Lena-Sofia Tiemeyer

Jens Kreinath, Jan Snoek, and Michael Stausberg, eds.
Theorizing Rituals: Issues, Topics, Approaches, Concepts, Annotated Bibliography
Reviewed by Brian B. Schmidt

Daniel A. Smith
The Post-Mortem Vindication of Jesus in the Sayings Gospel Q
Reviewed by William Arnal

Fred Strickert
Rachel Weeping: Jews, Christians, and Muslims at the Fortress Tomb
Reviewed by Samuel Thomas

Emily Teeter and Douglas J. Brewer
Egypt and the Egyptians
Reviewed by Roxana Flammini

Ben Zion Wacholder
The New Damascus Document: The Midrash on the Eschatological Torah of the Dead Sea Scrolls: Reconstruction, Translation and Commentary
Reviewed by Gregory L. Doudna

Jürgen Zangenberg, Harold W. Attridge, and Dale B. Martin, eds.
Religion, Ethnicity and Identity in Ancient Galilee: A Region in Transition
Reviewed by Christoph Stenschke

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Sábado, Novembro 15, 2008

Fotos da tumba de Herodes Magno

No site do National Geographic há interessantes recursos virtuais para se ver a tumba de Herodes Magno, descoberta no ano passado.

Visite Photo Gallery: Herod's Tomb

Dica vista no Blog di Antonio Lombatti, a quem agradeço.

Outra sugestão, vista na lista Biblical Studies: Herod's Lost Tomb.

Leia Mais:
Descoberto o sepulcro de Herodes Magno
Tumba de Herodes: notícia se espalha rapidamente
Tumba de Herodes: comunicado da Universidade Hebraica
Fotos da tumba de Herodes
Tumba de Herodes e conflito no Oriente Médio
Tumba de Herodes em territorio palestino ocupado
Tumba de Herodes: mais fotos

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Você já leu algum livro ou artigo de Ivo Storniolo?

Ivo Storniolo tratava a Bíblia com habilidade de refinado artista. Você já leu algum livro ou artigo de Ivo Storniolo, falecido em setembro deste ano?

Vá para enquetes e responda. Vá à página da Paulus e digite na busca o nome deste grande biblista para conhecer seus muitos escritos.

Se, por outro lado, quiser ver como Ivo irritava algumas pessoas, leia, por exemplo:
Claro que isto está no Google... é só buscar por "Ivo Storniolo".


Mas eu queria colocar aqui algo que não está no Google e que costumo utilizar em minhas aulas de Pentateuco como introdução ao estudo mais detalhado de Ex 20,1-17 e Dt 5,6-21, que trazem o texto do Decálogo ou, mais popularmente, Dez Mandamentos.

Durante o ano de 1989, Ivo Storniolo escreveu uma seqüência de artigos no folheto litúrgico-catequético O Domingo. O tema desses artigos foi Mandamentos, Hoje. Reproduzo aqui trechos da entrevista com Ivo Storniolo, publicada na Vida Pastoral 149 (novembro/dezembro de 1989), p. 27-29, sob o título “Mandamentos, ontem e hoje

A partir daqui, palavras do Ivo:

Ao começar a tarefa, deparei-me com a questão da metodologia: como iria abordar esse tema tão importante? De um lado eu sabia que o povo cristão já conhecia os mandamentos pelo catecismo. De outro, sabia também que muitos ignoravam o texto bíblico. Decidi então tratar o assunto comparando o texto dos mandamentos segundo o catecismo com a versão dos mandamentos segundo a Bíblia. Pronto. Para muitos, pareceu que eu estava criticando o catecismo, e até querendo “jogar o catecismo no lixo”. Não foi isso que pretendi.

(...) Mas não bastava conhecer o texto bíblico. Os mandamentos não caíram do céu, como um presente aleatório de Deus. Presente a gente dá na hora certa, para comemorar algum grande acontecimento. Os mandamentos apareceram na hora certa, para coroar a grande luta que o povo de Deus fez para conquistar uma nova forma de viver, superando um sistema de sociedade que explorava e oprimia as pessoas. Os mandamentos eram a grande carta para construir uma nova forma de vida, a fim de que todos pudessem viver de forma digna, com igualdade fundamental, preservada pela justiça, que cria fraternidade e partilha. E aqui veio uma segunda incompreensão. As pessoas não estão muito acostumadas a pensar que os textos bíblicos têm raízes. Pensam que tudo caiu do céu, sem porquê nem para quê. A tarefa que o povo de Deus fez naquele tempo deve se repetir com os mandamentos. Enquanto não fazemos a mesma luta, os mandamentos ficam sendo apenas provocação para aquela luta fundamental entre a Vida e a Morte, que se repete a cada dia na vida do povo.

E aí vem um outro ponto que, creio, foi difícil de aceitar para muitos. Os mandamentos provocam. Se não vivemos numa sociedade igualitária, fundada na justiça, os mandamento se tornam provocadores, inquietantes, e não nos deixam dormir “como anjos”.

(...) Enquanto introduzi e comentei os cinco primeiros mandamentos não houve reação (...). Do sexto mandamento para a frente a reação foi imediata. A cada mandamento uma classe determinada de pessoas se manifestou. Coisa engraçada. Meu comentário sobre o sexto mandamento afetou principalmente pessoas de Igreja. Quando expliquei que o texto bíblico falava de adultério e não de castidade recebi muita cartas perguntando: fora o adultério, a gente pode fazer tudo? Tudo o quê? Sabe lá Deus. Já prevendo isso, escrevi sobre a sexualidade, explicando bem que ela é função geradora de vida (...) Houve uma chuva de protestos (...) Aí escrevi sobre a castidade e, em boa ou má hora, achei de citar, juntos, Fernando Pessoa e Santo Agostinho. O primeiro dizendo que “tudo vale a pena, se a alma não é pequena”, e o outro: “ame e faça o que você quiser”. Foi a conta. Acharam que eu estava dizendo que pode tudo. Tudo o quê? Sei lá o que anda pela cabeça das pessoas, mas percebi que cada um lê o que quer, e não o que está escrito. A essas pessoas pergunto eu: Será que as pessoas com alma grande e que amam farão qualquer coisa? Para mim, alma é a interioridade de onde nasce o amor, faculdade que tem um discernimento superior para decidir o que fazer a cada momento, de forma muito mais perfeita do que qualquer lei ou regra. Mas a incompreensão foi grande. Será que essas pessoas perderam a alma, nunca a tiveram, ou nunca amaram?

(...) Quando escrevi sobre o sétimo mandamento a incompreensão começou [através dos grandes meios de comunicação]. Primeiro porque eu disse que “lucro é roubo puro”. Comecei a receber cartas de empresários, reclamando que o que eu dizia era generalização, que eles agora achavam duro ir à Igreja etc. Ora, nem direta nem indiretamente pretendi criticar pessoas. Pretendi fazer uma crítica estrutural ao sistema econômico em que vivemos. Um empresário entendeu isso muito bem, e me perguntou por escrito: “Como posso ser justo dentro de um sistema injusto?” Simplesmente não pode. Dentro de um sistema injusto, o máximo que se pode ser é honesto para com o sistema, e injusto para com as pessoas. Dentro dele todos nós nos tornamos, em grau maior ou menor, conivente com a injustiça, que é exatamente o contrário do projeto de Deus.

(...) Muita gente ficou irritada quando dei aquele exemplo (real) da prostituta que protege trombadinhas da polícia e depois os abençoa. Certa pessoa ficou chateadíssima e me escreveu, sem assinar: “Pronto. Agora as prostitutas viraram professoras de moral”. Pois é. Jesus dizia que as prostitutas vão nos preceder no Reino (Mt 21,31). E tem o caso daquela adúltera que, apesar de ser pega em flagrante, estava sozinha para ser linchada, e linchamento previsto por lei. E o adúltero, cadê ele? Esse nunca foi pego. O adúltero somos todos nós, hipócritas consumados, que temos a coragem de fazer Deus assinar as injustiças que cometemos. Jesus não deixou a coisa por menos, e até hoje ele continua a rabiscar no chão, desprezando nossas farisaicas questiúnculas... (leia Jo 8,1-11).

A celeuma, porém, aumentou quando escrevi que “Deus abençoa e legitima o roubo feito pelo pobre”. Pois é. Quando o pobre tem que roubar para comer, a coisa chegou às raias do desespero, e só quem passou por isso é capaz de compreender e compadecer-se (= sofrer junto), deplorando todo esse sistema social que nega os bens da vida a quem suou por ela. São Gregório Magno dizia que “quando damos aos indigentes algo de que necessitam, estamos lhes devolvendo o que lhes pertence e não estamos lhes dando o que é nosso. Estamos antes pagando uma dívida de justiça do que realizando uma obra de misericórdia” (ML 77,87). Nossa esmola é devolução, pagamento de dívida. E São João Crisóstomo diz que “o ladrão pobre nunca furta. Só retoma o que é seu".

(...) Acho que há coisas muito graves [por trás dessas críticas]. Primeiro as pessoas em geral não lêem o que está escrito, e sim o que lhes convém e não abala o modo de viver em que se acomodaram. Quando algo lhes incomoda, elas tentam a todo custo dar um jeito. Todos nós temos a nossa fronteira de ego: quem está dentro dela é nosso amigo, pensa e vive como nós. Os que pensam e vivem de forma diferente são inimigos e devem ficar fora da fronteira. Não é a melhor solução, mas é a mais cômoda. Também temos a questão do nosso quadro de referências. Ele é uma espécie de superestrutura, formada lentamente pela educação familiar, escolar, social e pelos meios de comunicação, todos eles refletindo a consciência coletiva de um determinado tempo e de suas condições. Quando chega um fato novo, ele imediatamente se choca com o quadro de referência, e aí vem a questão. Ou o fato novo encontra um lugar ou não. É uma questão vital, porque o quadro de referência dirige nossa vida toda, nossa visão e ação no mundo. Quando o fato novo não se encaixa no quadro, tendemos ou a rejeitar o fato ou a mudar o quadro de referência. Mudar não é fácil. É conversão.

(...) A compreensão dos mandamentos é extremamente chocante para nós que não vivemos numa sociedade igualitária. Aí eles se tornam provocadores, e acabamos descobrindo que temos medo da fraternidade, da justiça, da partilha, enfim, de sermos humanos como Deus quer, isto é, à imagem e semelhança dele próprio (Gn 1,26-27).

Acho que isso explica um pouco as reações. Mas devo dizer também que recebi muitos elogios e muito apoio. Muita gente simples não escreve nem carta e nem em jornal, mas fala. E eu descubro então que há muita gente aberta para Deus e para o seu projeto. A certeza de compreensão de milhões de pessoas me encoraja a caminhar para a frente, sem desanimar com os obstáculos. Afinal, se Deus não desiste de acreditar em nós, apesar de tudo, por que é que nós vamos desistir?

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Minas do rei Salomão?

Dizem que acharam as minas do rei Salomão. Duvida?

Leia Escavações podem confirmar existência histórica de 'minas do rei Salomão' (G1) ou Arqueólogos encontram mina que pode ter sido do Rei Salomão (BBC Brasil) e veja o que dizem os muitos biblioblogs sobre mais esse controvertido assunto.

Haja controvérsia...

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Qual seria o nome antigo de Khirbet Qeiyafa?

Quem ainda não sabe do que se trata, deve ler primeiro algum texto em português sobre o assunto.

Como: Descoberta cidade que provaria existência do reino de Davi (Terra) ou Cientistas encontram registro 'mais antigo de escrita hebraica' (BBC Brasil) ou ainda Arqueólogo diz ter encontrado o mais antigo texto hebraico (Estadão) e depois ver cuidadosamente o que dizem os biblistas em seus blogs sobre mais este controvertido achado.

O Journal of Hebrew Scriptures publicou recentemente o seguinte artigo em seu volume 8, 2008: Nadav Na'aman, In Search of the Ancient Name of Khirbet Qeiyafa.

Abstract
This article discusses the identity of the recently excavated stronghold of Khirbet Qeiyafa, a tenth century BCE site located near the Valley of Elah, in the area where the story of the battle between David and Goliath takes place. There is also the story of a battle between Elhanan the Bethlehemite and Goliath of Gath that takes place at Gob (2 Sam 21:19). In light of a comparison of the two episodes I suggest identifying Khirbet Qeiyafa with biblical Gob. A close reading of the four anecdotes related in 2 Sam 21:15-22 clarifies the message of the early biblical tradition of four battles fought between Israelite and Philistine elite warriors that culminated in the advance of the Israelite troops to the gates of Philistine Gath.

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O debate sobre a Inscrição de Joás continua

Em 2003 foi apresentada à imprensa uma inscrição em pedra, de proveniência desconhecida, reproduzindo um trecho de 2Reis 12, onde o rei Joás, do século IX a.C., fala da reforma do Templo de Jerusalém.

Naquela ocasião a Inscrição de Joás monopolizou o debate de especialistas, especialmente israelenses. Nas listas de discussão, não se falava de outra coisa: é falsa, é autêntica, há um trecho em hebraico moderno na inscrição, não há... Mas o que predominou foi o ceticismo! Veja o debate aqui.

Mas recentemente, um grupo de especialistas está defendendo a autenticidade da Inscrição de Joás, baseado em dados das geociências [O que é geociência?].

Veja em The Bible and Interpretation, o artigo Archaeometric evidence for the authenticity of the Jehoash Inscription Tablet.

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Quarta-feira, Novembro 12, 2008

Conversazioni notturne a Gerusalemme

Saiu o livro de Carlo Martini em italiano: Conversazioni notturne a Gerusalemme. Sul rischio della fede. Milano: Mondadori, 2008, 124 p. - ISBN 9788804583912.

Leia Mais:
O testamento de Martini
Livro de Martini em espanhol e italiano
Per una Chiesa audace
Dio non è cattolico, parola di cardinale
Top 20 Italia: I libri più venduti - Classifica della settimana dal 27 Ottobre al 2 Novembre 2008

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Terça-feira, Novembro 11, 2008

A eleição de Obama

Links para todos os posts sobre o tema do blog O biscoito fino e a massa, a Portuguese-language weblog on literature, music, soccer, politics, and cultural criticism.

De Idelber Avelar, Professor do Departamento de Espanhol e Português, Tulane University, New Orleans, LA.

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Resenhas na RBL: 08.11.2008

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Kevin L. Anderson
'But God Raised Him from the Dead': The Theology of Jesus' Resurrection in Luke-Acts
Reviewed by Ron Clark

Paul Barnett
Paul: Missionary of Jesus
Reviewed by Don Garlington

David A. Brondos
Fortress Introduction to Salvation and the Cross
Reviewed by Ron Clark

Donald Capps
Jesus the Village Psychiatrist
Reviewed by Pieter F. Craffert

Robert R. Ellis
Learning to Read Biblical Hebrew: An Introductory Grammar
Reviewed by Max Rogland

Alec Gilmore
A Concise Dictionary of Bible Origins and Interpretation
Reviewed by Jan G. van der Watt

H. Klinkott, S. Kubisch, and R. Müller-Wollermann, eds.
Geschenke und Steuern, Zölle und Tribute: Antike Abgabenformen in Anspruch und Wirklichkeit
Reviewed by Mark W. Hamilton

Thomas L. Leclerc
Introduction to the Prophets: Their Stories, Sayings, and Scrolls
Reviewed by Bo H. Lim

Andrew T. Lincoln and Angus Paddison, eds.
Christology and Scripture: Interdisciplinary Perspectives
Reviewed by Mark Elliott

Theo A. W. van der Louw
Transformations in the Septuagint: Towards an Interaction of Septuagint Studies and Translation Studies
Reviewed by Francis Dalrymple-Hamilton

Grant Macaskill
Revealed Wisdom and Inaugurated Eschatology in Ancient Judaism and Early Christianity
Reviewed by Brian Han Gregg

Frank J. Matera
New Testament Theology: Exploring Diversity and Unity
Reviewed by Udo Schnelle

Sarianna Metso
The Serekh Texts
Reviewed by Ian Werrett

Ela Nutu
Incarnate Word, Inscribed Flesh: John's Prologue and the Postmodern
Reviewed by Larry D. George

Alexander Samely
Forms of Rabbinic Literature and Thought: An Introduction
Reviewed by Joshua Schwartz

Klyne R. Snodgrass
Stories with Intent: A Comprehensive Guide to the Parables of Jesus
Reviewed by Ernest van Eck

David E. S. Stein, ed.
The Contemporary Torah: A Gender-Sensitive Adaptation of the JPS Translation
Reviewed by Linda S. Schearing

Marvin A. Sweeney
I and II Kings: A Commentary
Reviewed by Ernst Axel Knauf

John S. Vassar
Recalling a Story Once Told: An Intertextual Reading of the Psalter and the Pentateuch
Reviewed by Philippus J. Botha

Claus Wilcke, ed.
Das geistige Erfassen der Welt im Alten Orient: Sprache, Religion, Kultur und Gesellschaft
Reviewed by David Weisberg

Gary Yamasaki
Watching a Biblical Narrative: Point of View in Biblical Exegesis
Reviewed by David R. Bauer
Reviewed by Helmut Utzschneider

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Segunda-feira, Novembro 10, 2008

Falas de Moltmann no Brasil

:: Moltmann é doutor honoris causa pela UMESP
A Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) concedeu o título de Doutor Honoris Causa ao teólogo reformado alemão Jürgen Moltmann. A cerimônia foi presidida pelo reitor, Marcio de Moraes, e ocorreu no Salão Nobre, ontem à noite.

Fonte: ALC - Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação: 31 de outubro de 2008

:: Teólogo reformado critica fundamentalistas
O teólogo reformado alemão Jürgen Moltmann criticou os fundamentalistas que dizem testemunhar o evangelho, mas não se comprometem com a vida. A afirmação foi feita em entrevista concedida na Faculdade de Teologia da Igreja Metodista, em São Bernardo do Campo, região metropolitana da capital paulista, onde se realiza a Semana de Estudos da Religião.

Fonte: ALC - Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação: 30 de outubro de 2008. O texto pode ser lido também em Notícias - IHU On-Line: 31/10/2008, com a vantagem de ter vários links para outros textos sobre Moltmann no final da página.

:: Por uma antropologia e uma cristologia cósmicas
Para o renomado teólogo alemão Jürgen Moltmann, a teologia cristã precisa partir de uma cultura da vida e resistir ao barbarismo da matança. Para ele, “o mais importante resultado da neurobiologia moderna é a libertação da biogenética do feitiço ideológico do darwinismo social. A noção de luta pela existência e do direito do mais forte está biologicamente errada”. O teólogo acredita que o mero “prolongamento da vida” não é objetivo relevante em termos humanos. “O que importa é a humanidade da vida vivida”, diz ele.

:: Moltmann, o maior teólogo cristão vivo. Entrevista especial com Josias da Costa Junior
Quem participou do encontro com Moltmann e pôde conversar com ele [em sua recente viagem ao Brasil], entre outros, foi o teólogo e professor Josias da Costa Junior, do Centro Universitário Metodista Bennett, Rio de Janeiro. Especialista em Moltmann, Josias concedeu a entrevista que segue à IHU On-Line, por e-mail. Segundo ele, “a guerra e o pós-guerra, para Moltmann, foram oportunidades de se colocar seriamente a questão sobre Deus, que até então não o tocava. Nos campos de prisioneiros, experimentou o colapso de suas certezas, e a partir desse colapso encontrou uma nova esperança na fé cristã”, afirma Josias. Ele lembra que, para Moltmann, a pergunta era: “Como não falar de Deus depois de Auschwitz? Naquele contexto, ele conheceu Jesus abandonado e clamando por Deus, e percebeu que seria entendido por ele. Um Deus que conhece o sofrimento pode entender quem sofre”. E conclui enfatizando que “o pensamento teológico de Jürgen Moltmann é importante, entre outros motivos, por causa da abrangência temática (política, ecológica, étnica, gênero, ética etc.), por ser uma teologia que tem preocupação com a vida integral (humana e não humana) e principalmente por fazer teologia não apenas com a razão, mas também com o coração, com a alma”.

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Ayrton's Biblical Page completa 9 anos

Só para registro: minha página completou hoje 9 anos de existência.

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Quinta-feira, Novembro 06, 2008

Ivo Storniolo: 1944-2008

Só fiquei sabendo hoje, com mais de um mês de atraso: Ivo Storniolo, biblista, meu colega em Roma na década de 70, faleceu no dia 18 de setembro de 2008.

Leia as notas da Diocese de Limeira e da Diocese de São Carlos.

Ivo Storniolo nasceu em Ibitinga, SP, em 1944. Era Mestre em Sagrada Escritura pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma.

Foi coordenador da tradução, revisor exegético e um dos tradutores de A Bíblia de Jerusalém em língua portuguesa e era membro da equipe dos tradutores-redatores da Bíblia Sagrada - Edição Pastoral.

Foi professor de Bíblia na Faculdade de Teologia N. S. da Assunção, no ITESP e na FTCR da PUC-Campinas.

Por vários anos redigiu os Roteiros Homiléticos da Revista Vida Pastoral, na qual colaborou como membro da Equipe de Redação durante décadas.

Publicou pela Paulus, entre outros, vários volumes da coleção Como ler a Bíblia. Foi também coordenador da coleção Amor e Psique, publicada pela mesma editora.

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Domingo, Novembro 02, 2008

Quem clica seus males multiplica

Hoje, dispondo de mais tempo, dediquei-me mais demoradamente à leitura dos comentários às listagens elaboradas pelo misterioso N.T. Wrong mencionadas ontem aqui.

Mais hilários são os comentários do que os inevitáveis equívocos classificatórios. Não perca. Vá lá e veja por si mesmo. Mas vá sem pressa. São muitos. Mesmo!

Só tenha cuidado, como alerta o sábio ditado da era da Internet: Quem clica seus males multiplica...

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Sábado, Novembro 01, 2008

Biblioblogueiro de novembro 2008: Roland Boer

Jim West, em Biblioblogs.com, entrevista Roland Boer, do biblioblog Stalin’s Moustache, escolhido como o biblioblogueiro do mês de novembro de 2008.

Roland Boer é biblista e pesquisador australiano. Seu Ph.D. é na área de Bíblia Hebraica e foi obtido na McGill University, Montreal, Canadá, em 1993.

Clique em + Novidades e veja indicações de interessantes livros de Roland Boer.

Veja também a postagem Roland Boer x Michael F. Bird.

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Biblical Studies Carnival XXXV

Seleção das melhores postagens de outubro de 2008.

Trabalho feito por Duane Smith, em seu biblioblog Abnormal Interests.

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O mundo dos biblioblogs na opinião de N. T. Wrong

N.T. Wrong, em seu biblioblog homônimo [Obs.: blog apagado], traz duas listas interessantes de biblioblogs:
A primeira lista tenta classificar os biblioblogs ativos atualmente em duas categorias: conteúdo abordado (geral, tradução e linguística, judaísmo antigo e ANE, origens do cristianismo etc) e posicionamento bíblico (observa o autor: não é posicionamento político, mas bíblico!) em uma escala que compreende:
. Muito conservador - Very conservative: You probably hold to the doctrine of inerrancy, or some version close to it. You can name a number of heresies offhand...
. Razoavelmente conservador - Fairly conservative: The Bible is ‘The Word of God’ in some sense. You have spent time wondering whether ‘emergent’ or ‘emerging’ better describes yourself...
. Liberal conservador - Conservative liberal: You really like the Jesus Seminar, and believe that what Jesus was really on about was people loving each other rather than condemning people. You have books by...
. Liberal - Liberal: You esteem the Bible for the work it is. You spend a lot of time working out ways to read the Bible which can liberate it for different readers. You have a book...
. Muito liberal - Very Liberal: You approach biblical books like any other books, taking the good stuff with the bad shit. You often stop and wonder why you bother with a field riddled with so many apologists...

Observatório Bíblico foi classificado como voltado para temas do mundo judaico antigo (eu diria: Bíblia Hebraica e Antigo Oriente Médio) e considerado como liberal. Acho que está bem perto da realidade. Porém, fazer uma lista deste tipo sempre envolve uma insuperável dificuldade quanto aos critérios usados e acaba gerando elogios e protestos dos biblioblogueiros, como é natural em toda classificação que envolve julgamento. Mas me impressiona, no mundo dos biblioblogueiros, a predominância assustadora dos muito conservadores (Very conservative) e dos conservadores moderados (Fairly conservative)... Para meu desgosto! Aliás, em 3 de maio de 2007 publiquei algo sobre o crescimennto do conservadorismo político-religioso na Internet. Não é sobre os biblioblogs, mas é interessante ver como proliferam os GodTube, Conservapedia, Creationwiki...

A segunda lista traz os 50 biblioblogs mais frequentados no mês de outubro de 2008. Também aqui há dificuldades, porque certamente a classificação foi feita a partir dos contadores de visitas (counters), colocados nos biblioblogs e estes nem sempre refletem a realidade. Dou um exemplo: certamente o número de visitantes do biblioblog de Jim West é superior ao meu - tem que ser, é óbvio - mas o contador de visitas dele está medindo apenas o seu blog, enquanto o meu está medindo também a freqüência da Ayrton's Biblical Page, à qual o blog está associado. Explico: a Ayrton's Biblical Page + o Observatório Bíblico têm uma freqüencia em torno de 60 mil visitantes únicos por mês, o que leva a cerca de 700 e tantos mil visitantes únicos por ano, enquanto o Observatório Bíblico sozinho tem apenas cerca de 1800 visitantes únicos por mês. De qualquer modo, como foi feito, em outubro de 2008 fiquei em quinto lugar entre os cinquenta mais visitados (embora isto não seja real!). Por isso não tenho do que reclamar!

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