Observatório Bíblico

Segunda-feira, Junho 30, 2008

Plugin para os biblioblogs no Firefox 3

No dia 18 passado, J. P. van de Giessen, do biblioblog Aantekeningen bij de Bijbel, publicou um plugin para ser instalado no Firefox 3 e que acrescenta ao seu sistema de busca todos os biblioblogs listados na página Biblioblogs.com.

Lembro que esta lista traz alguns dos mais interessantes biblioblogs atuais, e, embora não seja completa, é conhecida entre nós como a 'lista canônica' dos biblioblogueiros.

Como funciona? Um plugin é um pequeno programa instalado no navegador, neste caso, no Firefox 3, que adiciona recursos que podem ser usados por páginas web.

Se você tem o Firefox 3 instalado em seu computador, vá até a página citada de J. P. van de Giessen e clique com o botão direito do mouse no link que está na quarta linha "small plugin", escolhendo, em seguida, no menu que se abre, a opção "Salvar link como..." para fazer o download do arquivo biblioblog.xml, de apenas 10 KB. A seguir, cole-o na pasta searchplugins que normalmente está em C:\Arquivos de programas\Mozilla Firefox\searchplugins.

Reinicie o navegador e você terá na caixa de busca do Firefox, ao lado do Google e de outros mecanismos de busca, a opção Biblioblogs, que poderá ser usada para encontrar qualquer assunto já publicado em mais de 60 blogs de estudos bíblicos. Incluindo o Observatório Bíblico.

Outra boa opção de busca é o Deinde Biblioblogs Search, que pode ser encontrado aqui.

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Domingo, Junho 29, 2008

Pistas para libertar Paulo

Recomendo a leitura do artigo do biblista José Bortolini, Libertar Paulo. Publicado na revista Vida Pastoral n. 260 - maio/junho de 2008 - toda dedicada ao Ano Paulino, o texto foi reproduzido pela Adital no dia 25 passado. Bortolini é Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma.

Diz Bortolini na Introdução, entre outras coisas:
"Pobre apóstolo Paulo, o que fizeram com você nestes dois mil anos!? Lá no começo, alguns cristãos não admitiam que você usasse o título de apóstolo (1Cor 9,2; 15,9) só porque você não conheceu pessoalmente a Jesus de Nazaré. Ficamos intrigados com muitas coisas a seu respeito (...) Com o passar dos tempos, você foi divorciado das comunidades, e passou a ser visto como um teólogo profissional que pensa e produz teologia a partir de coisas abstratas, sem contato com o chão e a vida do povo. O tempo rolou, e os cristãos brigaram, fizeram guerras e se mataram, em parte por causa da carta aos Romanos... Ultimamente você entrou de cheio na Liturgia da Palavra das Missas, onde se faz leitura contínua de suas cartas. Mas poucos são os que valorizam o que você deixou escrito. Agora foi instituído o Ano Paulino, um ano dedicado a você, dois mil anos de seu nascimento. Será que no fim de tudo você será mais conhecido e amado, como você amou o Senhor Jesus e as comunidades? Tomara que consigamos libertá-lo das algemas de nossos preconceitos, de modo que não tenha de arrastar a capa de chumbo que lhe impuseram nossas leituras descontextualizadas".

Veja, em seguida, as pistas apontadas por Bortolini para libertar Paulo.

Vou contar ao leitor um segredo: lecionei Literatura Paulina durante os meus primeiros oito anos no CEARP, em Ribeirão Preto, SP. Depois transferi a disciplina para outro colega, e passei a trabalhar somente com Antigo Testamento/Bíblia Hebraica.

Mas me recordo bem: o estudo das cartas de Paulo é apaixonante. É uma espécie de febre que toma conta da gente...

Leia também:
Ano Paulino. A cidade é o tecido do cristianismo de Paulo - Notícias do Dia - IHU On-Line: 29/06/2008

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Os Biblistas Mineiros e a necessidade do método

Bíblia: Teoria e Prática – Leituras de Rute. Qual é o enfoque de cada artigo? Para que o leitor saiba o que lhe oferecemos, transcrevo aqui algumas linhas de cada um dos nove artigos que compõem esta número da Estudos Bíblicos 98, que acaba de ser publicada.

Editorial: Telmo José A. de Figueiredo

PARTE I

:: Agenda para o estudo de um texto bíblico - p. 11-32
Johan Konings - Mestre em Filologia Bíblica, 1968, e Doutor em Teologia pela Katholieke Universiteit Leuven, Bélgica, 1972.
Súsie Helena Ribeiro
Apresentamos aqui a agenda daquilo que parece fundamental para a leitura atenta de um texto bíblico. Leitura que faça jus ao texto, não mera leitura de consulta para satisfazer a curiosidade, fundamentar um dogma ou dar autoridade a uma ideologia; mas empenho em ler o texto como texto, como uma entidade, quase uma pessoa que se apresenta a nós face a face (...) Ora, se Carlos Mesters chamou a Bíblia de "livro feito em mutirão", pode-se dizer que também a leitura e o estudo melhor se fazem em mutirão. Determinadas tarefas podem ser realizadas pela comunidade (...) outras (...) exigirão algum "engenheiro", que, no seu gabinete, estude os assuntos mais especializados. O resumo final deste artigo (...) visualiza essa organização de tarefas.

:: Aprenda a enxergar com o cego Bartimeu, ou... Por que é necessário um método para ler a Bíblia? - p. 33-45
Cássio Murilo Dias da Silva - Doutor em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, Roma, Itália, 2005.
Como é possível aprender a enxergar com um cego? Na verdade, o relato da cura do cego Bartimeu (...) servirá de exemplo concreto para (...) demonstrar a necessidade de ler a Bíblia com um bom método (...) Caso leiamos a Bíblia (...) sem um método (...) muito da riqueza do texto bíblico passa despercebida aos nossos olhos e corremos o risco de nos contentar com o que não é importante. Ou, o que é pior, corremos o risco de pensar que o texto bíblico diz algo que ele não diz (...) Quem lê a Bíblia com um método adequado (...) conhece os passos para percorrer o universo do texto, tem os olhos e os ouvidos atentos para perceber nuanças e detalhes, consegue deleitar-se com o estilo de cada autor, pode apreender com mais largueza e profundidade a mensagem, sabe que não pode obrigar o texto a dizer o que ele não diz, sabe quais informações pode (e quais as que não pode) buscar no texto bíblico, sabe o que pode (e o que não pode) perguntar à Bíblia.

:: Bíblia: Mito? Realidade? - p. 45-61
Telmo José Amaral de Figueiredo - Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, Roma, Itália, 1997.
Os métodos de análise bíblica terminam por levantar, de modo direto ou indireto a questão se os fatos narrados pela Bíblia são históricos, ou seja, verdadeiros, ou invenções, lendas e fantasias de seus autores (...) Afinal, a Bíblia é formada por um conjunto de mitos ou ela narra a verdade dos fatos? A resposta a essa questão acabará por ser encontrada na clarificação dos termos que a compõem, isto é, o que é mito, o que vem a ser história? (...) Telmo José exemplifica a sua explicação com a análise de Gênesis 1 e trechos do poema babilônico Enuma Elish e o hino egípcio a Aton sobre a criação do mundo [texto extraído do Editorial, p. 8-9]

:: Como ler os apócrifos do Segundo Testamento - p. 62-71
Jacir de Freitas Faria - Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, Roma, Itália, 1996.
Como ler os apócrifos? Essa é uma boa pergunta. A Igreja ensinou ao longo de sua história que esses livros não deveriam ser lidos. Muitos deles foram enviados para o catálogo dos livros proibidos e até queimados (...) Ler os apócrifos exige um acurado estudo histórico da época de cada apócrifo. O contexto é importante para compreender o porquê da expressão de fé transformada em livros apócrifos (...) A tradição popular perpetuou na memória oral e escrita os ensinamentos de fé dos apócrifos (...) A literatura apócrifa do Segundo Testamento contribuiu sobremaneira para manter a fé no imaginário popular. São histórias de piedade que se transformaram em poesia, canto, pinturas, músicas e expressões devocionais.


PARTE II

:: Releituras rabínicas do livro de Rute - p. 72-76
Leonardo Alanati - Mestre em Língua Hebraica pelo Hebrew Union College, Jewish Institute of Religion, Cincinnati, USA - Rabino da Congregação Israelita Mineira
Este artigo apresenta alguns dos principais temas desenvolvidos na tradição judaica de exegese do livro de Rute através de comentários rabínicos entre os séculos II e VI no Talmude e em Rute Rabba, mas que foram ensinados e transmitidos oralmente por décadas ou até séculos antes da redação destas obras. Até o século XIX estes comentários dominaram a maneira judaica de ler o livro. Nos dois últimos séculos, judeus de correntes religiosas modernas adotaram e desenvolveram outras interpretações e leituras do mesmo (...) [Rute] aquela mulher solidária, corajosa, decidida, verdadeiramente admirável, permanecerá sempre no coração judaico como ancestral não apenas de líderes ilustres do passado, mas também do líder que levará a humanidade a uma nova era de paz, solidariedade, justiça e amor ao próximo.

:: Rute à luz do método histórico-crítico - p. 77-84
José Luiz Gonzaga do Prado - Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, Roma, Itália, (data?)
O documento da Pontifícia Comissão Bíblica, A interpretação da Bíblia na Igreja, de 1993, aponta o método histórico-crítico como indispensável para o estudo sério da Bíblia. Fala das origens do método, de sua evolução e dá-lhe também uma descrição simples e clara. Esta descrição vai guiar nossa busca. Analisaremos o livro de Rute por cada uma das oito etapas em que o Documento descreve o método. Assim esperamos chegar a algumas conclusões que fundamentem a abertura para as diferentes e possíveis hermenêuticas, abordagens ou leituras (...) [Há muitas] perguntas [sobre nossa realidade] que devemos levantar hoje e para as quais podemos encontrar respostas no livro de Rute. Basta lê-lo com os dois olhos, um na Bíblia e outro na vida.

:: A narratividade do livro de Rute - p. 85-106

Jaldemir Vitório - Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, Roma, Itália, 1986. Doutor em Teologia pela PUC-RJ, 1995.
O objetivo deste artigo consiste em aplicar o método de análise narrativa ao livro de Rute. Este se presta muito bem para a finalidade por se tratar de uma narrativa breve e, ao mesmo tempo, como se verá, portadora de inesgotável riqueza literária (...) A análise narrativa oferece uma chave de interpretação que permite ao leitor entrar em sintonia com o texto, pelo conhecimento dos recursos literários empregados pelo narrador no processo de produção (...) O método da análise narrativa e os demais métodos de interpretação supõem de quem se avizinha dos textos bíblicos uma postura de leitor-intérprete. A ausência de atitude hermenêutica tem como resultado cair na armadilha do fundamentalismo ou do historicismo. A análise narrativa tem o mérito de aproximar o texto bíblico do leitor-intérprete atual ao mostrar como os autores bíblicos trabalharam de forma idêntica como trabalham os narradores atuais, tão distantes no tempo e no espaço.

:: Leitura socioantropológica do Livro de Rute - p. 107-120

Airton José da Silva - Mestre em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma, Itália, 1976.
Qual seria a contribuição específica da leitura socioantropológica? Penso que pode ser o fato desta abordagem examinar não somente a literatura bíblica, mas também as forças sociais subjacentes à produção desta literatura, onde se distingue a sociedade que está por trás do texto da sociedade que aparece dentro do texto (...) Vou utilizar o livro de Rute para visualizar esta proposta. Este livro é uma estória que usa lugares reais e pessoas fictícias situadas em determinado espaço e tempo para construir a sua narrativa (...) [A partir desta perspectiva] deveria ser possível mostrar que o modo como os personagens organizam sua visão de mundo são, na verdade, ferramentas literárias utilizadas pelo autor/a na construção de uma estória totalmente fictícia, mas que, sem dúvida, produz uma mensagem que é considerada pelo autor/a de Rute como um caminho a ser buscado, estruturando o livro como uma narrativa orientada por uma proposta séria. {Por isso], 1. Olhando a estória com os olhos do autor/a, pergunto: o que diz o livro de Rute? 2. Olhando para além do livro, pergunto: o que é possível saber da época em que foi escrito o livro de Rute? 3. Olhando a estória com os olhos do leitor atual, pergunto: qual é a proposta do livro de Rute?

:: O protagonismo de uma sogra: a história de Noemi e Rute - Uma abordagem feminina sob o olhar da psicologia - p. 121-129

Maria Aparecida Duque e Rosana Pulga
O livro de Rute é cheio de personagens humanas. E onde há o humano, há também seus aspectos fenomenológicos, incluindo o psíquico. Não há, portanto, nenhum atrevimento literário de interpretá-lo por meio da ciência da Psicologia, onde essa história tão bem se adapta. Esse livro nos oferece uma riqueza de interpretações que podem ser lidas e refletidas nas mais diversas situações vivenciais (...) O dilema sogra-nora é analisado em pormenores, principalmente pela ótica do poder e da subserviência de uma pessoa a outra [Obs.: esta última frase está no Editorial, p. 10].

Observo que, infelizmente, não possuo informações completas sobre a formação acadêmica de 3 autoras: Súsie Helena Ribeiro (área de Letras), Maria Aparecida Duque (área de Psicologia) e Rosana Pulga (assessoria bíblica).

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Sexta-feira, Junho 27, 2008

27.06.2008: Centenário de Guimarães Rosa

Hoje estamos comemorando o centenário de Guimarães Rosa, o grande escritor mineiro, nascido em Cordisburgo em 27 de junho de 1908.

Para quem gosta de seus livros, escrevi algo que pode ajudar na leitura de Grande Sertão: Veredas, sua principal obra. Confira.

Veja também o especial Centenário de Guimarães Rosa da Folha Online, com textos, fotos e vídeos.


Leia Mais:
Grande Sertão: Veredas faz 50 anos e ganha edição de luxo
Grande Sertão: Veredas, na Biblioteca do Estudante, com preço atraente
Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas

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Quinta-feira, Junho 26, 2008

Resenhas na RBL: 24.06.2008

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Hans Dieter Betz, Don S. Browning, Bernd Janowski, and Eberhard Jüngel, eds.
Religion Past and Present: Encyclopedia of Theology and Religion: Volume 1: A-Bhu
Reviewed by Dirk van der Merwe

Bradford B. Blaine Jr.
Peter in the Gospel of John: The Making of an Authentic Disciple
Reviewed by Stephan Witetschek

Markus Bockmuehl and Donald A. Hagner, eds.
The Written Gospel
Reviewed by David C. Sim

Sebastian Brock
The Bible in the Syriac Tradition
Reviewed by H. F. van Rooy

Jack Cheng and Marian Feldman, eds.
Ancient Near Eastern Art in Context: Studies in Honor of Irene J. Winter by Her Students
Reviewed by Aren Maeir

Gregory W. Dawes
Introduction to the Bible
Reviewed by Randall L. McKinion

Jane DeRose Evans
The Coins and the Hellenistic, Roman and Byzantine Economy of Palestine
Reviewed by Mark A. Chancey

Victor Paul Furnish
1 Thessalonians, 2 Thessalonians
Reviewed by Eduard Verhoef

Mark D. Futato
Interpreting the Psalms: An Exegetical Handbook
Reviewed by Howard N. Wallace

John Goldingay and David Payne
Isaiah 40-55: A Critical and Exegetical Commentary
Reviewed by Chris Franke

Maria Gorea
Job: Ses précurseurs et ses épigones ou comment faire du nouveau avec de l'ancien
Reviewed by James L. Crenshaw

Nathaniel Helfgot, ed.
The Tanakh Companion to the Book of Samuel
Reviewed by Ralph K. Hawkins

Paul M. Hoskins
Jesus as the Fulfillment of the Temple in the Gospel of John
Reviewed by Mary L. Coloe
Reviewed by Nicholas H. Taylor

Ådna Jostein, ed.
The Formation of the Early Church
Reviewed by Markus Oehler

Bart J. Koet
Dreams and Scripture in Luke-Acts: Collected Essays
Reviewed by David L. Tiede

Jerome H. Neyrey
Give God the Glory: Ancient Prayer and Worship in Cultural Perspective
Reviewed by Tony Costa

Birger A. Pearson
Ancient Gnosticism: Traditions and Literature
Reviewed by James F. McGrath

Calvin J. Roetzel
2 Corinthians
Reviewed by Frank J. Matera

Karl Friedrich Ulrichs
Christusglaube: Studien zum Syntagma pistis Christou und zum paulinischen Verständnis von Glaube und Rechtfertigung
Reviewed by Günter Röhser

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Segunda-feira, Junho 23, 2008

Estudos Biblicos 98: Leituras de Rute

Acabo de receber o número 98 de Estudos Bíblicos, revista publicada pela Vozes, de Petrópolis.

Elaborado pelos Biblistas Mineiros, grupo que se reúne em Belo Horizonte, este número trata da questão dos métodos de leitura da Bíblia e tem como principal matéria de exame o livro de Rute. Clique no título, Bíblia: Teoria e Prática - Leituras de Rute, para ver o sumário da revista, que tem 132 páginas.

O meu artigo, Leitura socioantropológica do Livro de Rute, pode ser lido nas páginas 107-120.

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Sábado, Junho 21, 2008

III Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica

O III Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica, promovido pela Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (ABIB), fundada em 2004, em Goiânia, acontecerá na PUC-SP, de 8 a 10 de setembro de 2008, na cidade de São Paulo. As atividades terão lugar no Teatro da Pontifícia Universidade Católica, o TUCA, situado à Rua Monte Alegre, 1024. As mesas de comunicações livres serão realizadas em salas de aula da Universidade.

Tema: Jesus e as tradições do antigo Israel

Programa

Dia 8 de setembro - segunda-feira
8:30-10:30
Abertura oficial
Conferência de abertura (I): Prof. Dr. Pedro Lima Vasconcellos
Tema: História da pesquisa sobre Jesus

11:00-12:30
Mesas de comunicações coordenadas

14:30-16:00
Mesa de comunicações livres

16:30-18:00
Conferência (II): Prof. Dr. Néstor Míguez
Tema: Jesus e as tradições apocalípticas de Israel
Reação: Prof. Dr. José Adriano Filho

Dia 9 de setembro - terça-feira
8:30-10:30
Conferência (III): Prof. Dr. Richard A. Horsley
Tema: Jesus, as tradições messiânicas de Israel e o submundo da Galiléia
Reação: Prof. Dr. Paulo Augusto de Souza Nogueira

11:00-12:30
Mesas de comunicações coordenadas

14:30-16:00
Mesa de comunicações livres

16:30-18:00
Conferência (IV): Prof. Dr. André Leonardo Chevitarese
Tema: As recepções de Isaac e de Jesus no contexto religioso popular judaico e cristão
Reação: Prof. Ms. Jacir de Freitas Faria

20:00
Assembléia geral eletiva da ABIB

Dia 10 de setembro - quarta-feira
8:30-10:30
Conferência (V): Profa. Dra. Ivoni Richter Reimer
Tema:Jesus e a tradição das transgressoras
Reação: Prof. Dr. João Luiz Correia Júnior

11:00-12:30
Mesas de comunicações coordenadas

14:30-16:00
Conferência de encerramento (VI): Prof. Dr. Carlos Mesters
Tema: Jesus e as tradições sapienciais de Israel
Reação: Profa. Dra. Maria Antônia Marques

16:30-18:00
Encerramento


Pedro Lima Vasconcellos, da Comissão organizadora do III Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica, comunica ainda que estão trabalhando para viabilizar uma sessão de lançamento de livros de participantes do Congresso e um pequeno coquetel. Por isso, a Comissão pede a autores e autoras que se articulem com suas Editoras nesse sentido e dêem notícias a respeito. A princípio a Comissão pensa em títulos lançados em 2008. Haverá também uma sessão de homenagens, cujo detalhamento será anunciado em circulares próximas. E, finalmente, comunica que está sendo criada uma página da ABIB na Internet.

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Quarta-feira, Junho 18, 2008

Firefox 3

Firefox 3

:: Download Day

:: Firefox 3 - Getting stuff organized - Search Engines: Biblical Studies and Technological Tools (mgvh)

:: Mozilla Firefox 3.0 for Windows, Portable Edition - PortableApps.com

:: Novo Firefox tem 8 milhões de downloads em 24 horas: Folha Online - 18/06/2008 - 18h26

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Vim para combater o comunismo e virei 'comunista'

Uma vida na América Latina a serviço da libertação. Entrevista especial com José Comblin
Na última semana, o IHU recebeu a visita do Pe. José Comblin. Ele palestrou sobre a originalidade histórica da Conferência de Medellín durante o evento De Medellín a Aparecida: marcos, trajetórias e perspectivas da Igreja Latino-Americana. A IHU On-Line aproveitou a sua vinda e conversou pessoalmente com ele sobre sua trajetória, sua vida e sobre alguns aspectos da prática teológica hoje (...) José Comblin é teólogo. Participou do primeiro grupo da Teologia da Libertação. Esteve na raiz das equipes de formação de seminaristas no campo em Pernambuco e na Paraíba (1969), do seminário rural de Talca, no Chile (1978) e, depois, na Paraíba, em Serra Redonda (1981). Estas iniciativas deram origem à chamada Teologia da enxada. Além disso, esteve na origem da criação dos Missionários do Campo (1981), das Missionárias do Meio Popular (1986), dos Missionários formados em Juazeiro da Bahia (1989), na Paraíba (1994) e em Tocantins (1997). É autor de inúmeros livros, dentre eles A ideologia da segurança nacional: o poder militar na América Latina (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978). O IHU acaba de publicar o Cadernos Teologia Pública nº 39, intitulado Conferência Episcopal de Medellín: 40 anos depois, com a conferência que ele proferiu no evento.

Destaco três trechos da entrevista:

IHU On-Line – Como o senhor veio para o Brasil?
José Comblin – Eu vim a pedido do Papa Pio XII, que tinha um temor tremendo do comunismo. Ele fez um apelo, na década de 1950, a todos os episcopados do mundo para mandar sacerdotes à América Latina com o intuito de salvar o continente do comunismo, porque estava convencido de que este ia invadir toda a América Latina. Aí, então, todas as dioceses foram avisadas pelos seus respectivos bispos de que o Papa tinha pedido isso. O meu bispo deu a entender que não gostava muito da idéia, mas, já que era um pedido do Papa, se houvesse algum candidato ele iria examinar. Aí me apresentei porque já estava cansado de ficar lá (na Bélgica) e procurava uma oportunidade para sair do país. Quase todos que saíram de lá para lutar contra o comunismo viraram comunistas (risos). Porque, chegando aqui, logo se viu que quem tinha preocupação social era visto como comunista. Então, foi isso. Havia muitos “comunistas” e por isso havia a impressão de que o país iria se transformar. Agora, comunista mesmo, do partido...

Trabalhei por quatro anos em Campinas e um dia estava trabalhando com os operários de lá e perguntei se havia comunismo no país e eles me responderam que sim. Então, eu disse que ainda não tinha visto e me falaram: “Sim, tem muitos comunistas em Campinas, mas a metade é da polícia que está infiltrada”. Era, de fato, um número insignificante diante do temor do Papa. Getúlio Vargas tinha acabado com o comunismo.

Antes de vir, sabia que precisava vir para a América Latina e que era necessário escolher entre a língua espanhola e o português. Escolhi o português, mas é claro que eu não sabia nada do Brasil. Ninguém, aliás, conhecia o país. Então, com dois colegas, respondemos ao pedido do arcebispo de Campinas. Ele queria três sacerdotes que fossem doutores, mas nunca explicou o motivo e para quê. Ficamos lá quatro anos e ele nunca disse o que queria. Depois de quatro anos, eu falei: “Eu tenho a impressão de estar sobrando; o senhor permite que a gente vá buscar outros desafios?”. E ele nos respondeu: “Ah! Pois não, pois não”. Eu só soube a explicação 30 anos depois. O bispo não estava satisfeito com o reitor da Universidade Católica [atual PUC-Campinas]. O reitor administrava a universidade como um negócio e não tinha lá nenhuma pessoa para substituí-lo e aí foi pedir lá fora. O reitor logo entendeu e criou todo um movimento de resistência e queria defender sua posição. Então, o bispo viu que o reitor tinha uma força social muito grande e, depois de quatro anos, ele nos liberou e cada um foi procurar outra trabalho.

IHU On-Line – Como o senhor analisa hoje a presença da Igreja em sua vida e a sua presença na evolução da Igreja Católica?
José Comblin – Parte dessa resposta você precisa perguntar aos outros o que eles acham. Para mim, foi muito interessante. Eu aproveitei muito. Eu pude conviver com Dom Hélder por muitos anos, assim como com Dom Leônidas Proaño, no Equador, com Manuel Larraín, no Chile... Com todos os grandes da Igreja latino-americana. Conheci os grandes bispos de Medellín pessoalmente, colaborando muito, porque andei muito pela América Latina. Depois veio um novo pontificado e aí a coisa mudou. Mas, como eu digo sempre, uma geração como aquela que fez Medellín só acontece uma vez na história. Quando diversos países se encontram com a mesma perspectiva, é milagroso! É muito difícil se imaginar que isso possa se reproduzir novamente. Daqui a mil anos, talvez. Foi uma situação privilegiada para mim.

IHU On-Line – Como o senhor analisa o trabalho teológico atual?
José Comblin – Faltou outra geração da Teologia. Agora todos têm mais de 70 anos e depois disso um ou outro se destacou. Coincide com o fato de que todos os seminaristas que estudam fora vão para Roma. Precisamos de uma nova geração que não queira estudar em Roma, mas até agora isso ainda não aconteceu. No Terceiro Mundo, apareceram, depois da crise sacerdotal posterior ao Concílio, seminaristas com um nível intelectual muito fraco. Na medida em que o nível intelectual é fraco, eles são mais autoritários e se agarram no direito canônico. Mas, hoje, os evangelizadores são os movimentos, pois João Paulo II sempre desconfiou dos religiosos. No entanto, esses movimentos são burgueses. De qualquer modo, o mundo sempre muda...

No entanto, se hoje a Igreja não se move é porque a sociedade não se move. O que acontece na América Latina são sinais positivos, porque a influência que os Estados Unidos têm sobre ela não conseguiu derrubar Chávez e Correa. Vamos ver o que acontece na Bolívia! Agora, depende do Lula, porque se grandes países aceitam a divisão da Bolívia isso se dará tranqüilamente, mas, se o Brasil e Argentina se opõem, o projeto de divisão não andará. De qualquer maneira, só a eleição de um índio mostra que a sociedade latino-americana também está mudando.

Leia a entrevista completa em Notícias do Dia - IHU On-Line: 18/06/2008 clicando aqui.

Veja as publicações de Comblin.


Observo ainda que, nestes dias, pequena publicação de um bispo brasileiro de 90 anos de idade, Dom Clemente Isnard, está causando significativa polêmica. E quem recomendou a publicação foi José Comblin.

Leia:
D. Clemente Isnard lança livro e desafia leis da Igreja
Dom Clemente ISNARD Reflexões de um Bispo sobre as instituições eclesiásticas atuais. São Paulo: Olho dÁgua, 2008, 40 p. - ISBN 9788576420163
'Não nos comportemos como fariseus'. Entrevista com D. Clemente Isnard
Carta de Dom Clemente Isnard sobre a publicação do seu livro

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Segunda-feira, Junho 16, 2008

Enquetes Biblicas: Which Bible Do You Use?

Você está convidado/a a votar em três novas enquetes/polls publicadas hoje na Ayrton's Biblical Page:

:: Qual Bíblia você usa?
Esta pergunta refere-se prioritariamente a traduções da Bíblia existentes no Brasil, sem nenhuma pretensão de ser uma lista completa

:: Você lê a Bíblia em hebraico e grego?
Com quatro opções de resposta, esta questão diz respeito à leitura dos textos bíblicos nas duas principais línguas em que foram inicialmente escritos

:: Em qual língua você mais usa a Bíblia?
Citando cerca de uma dúzia e meia de línguas, esta enquete amplia possibilidades não contempladas nas duas anteriores

Visite a página das Enquetes Bíblicas - Biblical Polls e Vote!

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Domingo, Junho 15, 2008

Hans Küng: liberdade e verdade

'De acordo com Ratzinger: confiança e razão'. Entrevista com Hans Küng
Completou há pouco oitenta anos, mas o seu olhar é sempre aquele do forte rapaz suíço. Filho de um sapateiro de Sursee, no cantão de Lucerna, ordenado sacerdote em 1954, docente de teologia durante trinta e seis anos em Tübingen, agora está aposentado, mas de fato não se retirou. Continua a dar conferências, para difundir aquela que define como uma nova ética mundial, e continua escrevendo. La mia battaglia per la libertà. Memorie. Reggio Emilia: Edizioni Diabasis, 2008, 592 p. - ISBN 9788881035588 é a última obra [traduzida para o italiano, pois o original, em alemão, é de 2003]: os seus primeiros quarenta anos de vida são contados com o costumeiro toque audacioso e condimentados com juízos jamais comprometedores, porque tudo se pode dizer do professor de Tübingen, mas não que lhe falte coragem. Contestador histórico do centralismo curial romano, testemunha do Vaticano II, demolidor do dogma da infalibilidade papal, é precisamente ele que em 1967 chama à cátedra de teologia dogmática seu colega e amigo Joseph Ratzinger. A aventura de Ratzinger na antiga cidade universitária dura três anos, depois o futuro papa, chocado com as contestações estudantis de 68, muda sua trajetória. Em 1979, Küng, por causa de suas posições, vê ser revogada pelo Vaticano sua missio canônica para o ensino. Continua a ensinar, graças à separação de seu instituto da faculdade católica, mas o fosso que o separa de Roma é sempre mais amplo. Nos anos do pontífice Wojtyla tenta inutilmente um contato com o papa. Em 2005, no entanto, Bento XVI o recebe em Castelgandolfo. A reportagem e a entrevista com Hans Küng é de Aldo Maria Valli e foi publicada pela revista "Europa" em 10/06/2008.

Leia a entrevista em Notícias do Dia - IHU On-line: 13/06/2008, clicando aqui.


Abaixo, as Memórias de Hans Küng em dois volumes, com indicação da publicação em alemão e da tradução para o inglês:

KÜNG, H. Erkämpfte Freiheit: Erinnerungen. München: Piper, 2003, 620 p. - ISBN 9783492241359.
KÜNG, H. Umstrittene Wahrheit: Erinnerungen. München: Piper, 2007, 719 p. ISBN: 9783492051231.

KÜNG, H. My Struggle for Freedom: Memoirs. Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2003, xvii +478 p. - ISBN 9780802826596.
KÜNG, H. Disputed Truth: Memoirs - Volume 2. New York/London: Continuum, 2008, 320 p. - ISBN 9780826499103.


Leia Mais:
Hans Küng: Bibliografia
Hans Küng vem ao Brasil em outubro
Hans Küng no Brasil
Hans Küng no Observatório Bíblico
Projeto de Etica Mundial. Um debate

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Resenhas na RBL: 14.06.2008

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Jim W. Adams
The Performative Nature and Function of Isaiah 40-55
Reviewed by Lena-Sofia Tiemeyer

Ward Blanton
Displacing Christian Origins: Philosophy, Secularity, and the New Testament
Reviewed by Claire Clivaz

Brian Brock
Singing the Ethos of God: On the Place of Christian Ethics in Scripture
Reviewed by Jan G. van der Watt

Walter Brueggemann
Praying the Psalms: Engaging the Scripture and the Life of the Spirit
Reviewed by Patrick D. Miller

Albert Eichhorn; trans. Jeffrey Cayzer
The Lord's Supper in the New Testament
Reviewed by Sakari Hakkinen

Volker Gäckle
Die Starken und die Schwachen in Korinth und in Rom: Zu Herkunft und Funktion der Antithese in 1Kor 8,1-11,1 und in Röm 14,1-15,13
Reviewed by Stephan Witetschek

Mike Graves and David M. May
Preaching Matthew: Interpretation and Proclamation
Reviewed by Craig S. Keener

Gina Hens-Piazza
1-2 Kings
Reviewed by Randall L. McKinion

Fredrik Lindgard
Paul's Line of Thought in 2 Corinthians 4:16-5:10
Reviewed by Thomas Schmeller

Jacob Neusner, ed.
The Babylonian Talmud: A Translation and Commentary: Volume 8: Tractate Yebamot
Reviewed by Rivka Ulmer

Jean-Marc Prieur
La croix chez les Pères: (du IIe au début du IVe siècle)
Reviewed by Marco Frenschkowski

Mark Roncace and Patrick Gray, eds.
Teaching the Bible through Popular Culture and the Arts
Reviewed by Leonard Greenspoon

Brian S. Rosner
Greed as Idolatry: The Origin and Meaning of a Pauline Metaphor
Reviewed by H. H. Drake Williams III

David T. Runia and Gregory E. Sterling, eds.
The Studia Philonica Annual: Studies in Hellenistic Judaism: Volume XIX, 2007
Reviewed by James E. Bowley

Andreas Wagner, ed.
Primäre und sekundäre Religion als Kategorie der Religionsgeschichte des Alten Testaments
Reviewed by Mark W. Hamilton

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Ecumenical Theological Education

La educación teológica ecuménica es de importancia estratégica, afirma la WOCATI

La educación teológica ecuménica es de importancia estratégica para el cristianismo en el siglo 21. Este ha sido el mensaje del IV Congreso de la Conferencia Mundial de Asociaciones de Instituciones Teológicas, (WOCATI, por su sigla en inglés), celebrado en Neapolis, Tesalónica y Volos (Grecia), del 31 de mayo al 7 de junio de 2008. El Congreso afirmó que las iglesias, los organismos donantes y las universidades deben prestar mayor atención a la promoción y financiación de la educación teológica ecuménica, incluyendo programas de intercambio de profesores y alumnos de las diferentes regiones e iglesias. La educación teológica es decisiva para el fortalecimiento de la identidad de las iglesias, así como para su apertura al diálogo ecuménico e interreligioso, subrayó el Congreso. "Existe una necesidad inmensa de incrementar los esfuerzos para promover la educación teológica ecuménica teniendo en cuenta los enormes desafíos que plantean las iglesias en rápido crecimiento, las graves desigualdades en el acceso a la educación teológica superior y las tendencias cada vez mayores al fundamentalismo y a la fragmentación de las religiones", dijo el Dr. Dietrich Werner, coordinador del programa de educación teológica del Consejo Mundial de Iglesias (CMI).

Leia o texto completo na ALC - Agencia Latinoamericana y Caribeña de Comunicación: 14/06/2008.


Ecumenical theological education strategic, international congress says


Ecumenical theological education is of strategic importance for Christianity in the 21st century. This was the message coming from the IV Congress of the World Conference of Associations of Theological Institutions (WOCATI) held in Neapolis, Thessaloniki and Volos (Greece) from 31 May to 7 June 2008. The congress affirmed that churches, donor agencies and universities should pay more attention to promoting and funding ecumenical theological education, including exchange programmes of teachers and students between different regions and churches. Ecumenical theological education is crucial for strengthening the identity of churches, as well as their openness to ecumenical and interfaith dialogue, the congress emphasized.

Leia o texto completo no site do World Council of Churches: 09/06/2008

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A Igreja deixou de ser missionaria?

A Igreja deixou de ser missionária. Por quê? A pergunta de José Comblin
A Conferência de Aparecida proclamou o retorno a Medellín e Puebla. Que significa essa proclamação? Será algo mais do que uma pura cortesia? Acho que sim. Há um começo de consciência de estancamento depois do longo pontificado de João Paulo II. Reina a disciplina, reina a ortodoxia. Mas a Igreja católica perde muitos membros e as Igrejas evangélicas progridem de modo acelerado. A igreja das dioceses e das paróquias não penetra na sociedade e na cultura salvo poucas exceções. A força material da Igreja é grande: universidades e faculdades, TV católica, publicações. Mas esse aparelho impressionante não parece convencer muito as novas gerações. Dos milhões de estudantes que freqüentam faculdades católicas, quantos descobrem a Cristo nessa faculdade?" O comentário e os questionamentos são de José Comblin, teólogo, que abriu, na última sexta-feira, 13-06-2008, o ciclo De Medellín a Aparecida: marcos, trajetórias e perspectivas da Igreja Latino-Americana, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU. José Comblin continua...

Leia o texto completo em Notícias do Dia - IHU On-Line: 15/06/2008

Leia Mais:
A Igreja Latino-Americana de Medellín a Aparecida
A postura de Clodovis Boff causa enorme espanto
Comblin analisa o projeto missionário de Aparecida
Leonardo Boff critica recuo de Clodovis Boff
O documento de Aparecida visto por oito teólogos
Religião e Igrejas no Observatório Bíblico: todas as postagens
Teologia no Observatório Bíblico: todas as postagens

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Sábado, Junho 14, 2008

MPB em hebraico

No blog Língua Hebraica, da Professora Cláudia Andréa Prata Ferreira, encontrei hoje esta bela seleção de vídeos com clássicos da Música Popular Brasileira (MPB) . MPB das décadas de 60 e 70 cantada em hebraico.

Faça uma visita, veja e ouça. Vale a pena.

Mais música em hebraico? Clique aqui.

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Quinta-feira, Junho 12, 2008

Estudos Bíblicos 97 trata da Mística na Bíblia

Acabo de receber o número 97 da Revista Estudos Bíblicos, da Vozes. Que trata da Mística na Bíblia.

Foi elaborado pelo grupo de biblistas do Centro-Oeste. Escrevem, neste número, Daniel S. Pereira, Elias M. Vergara, Ana Luisa A. Cordeiro, Haroldo Reimer e Ivoni Richter Reimer, Luiz Alexandre S. Rossi, Darlyson Feitosa, Roberto Lopes de Souza, Joel A. Ferreira e Paulo Ueti.

No editorial diz Joel Antonio Ferreira:
Este número da Revista Estudos Bíblicos, coordenado pelo Centro-Oeste, quer refletir sobre a mística que movia mulheres e homens a defender, lutar e propor uma causa viva. Por que certas pessoas se envolviam ("tu me seduzistes"), totalmente, com Deus e, a partir de Deus ("Senhor, tu me seduzistes"), moviam-se na defesa da justiça? Por que aqueles identificados com Deus, quase sempre, identificavam-se também com os pobres?

Inicialmente estava previsto como número 97 o estudo dos Biblistas Mineiros sobre o livro de Rute, que deve ser, agora, o número 98, de junho de 2008.

E que deve sair um pouco atrasado, pois já estamos em meados de junho.

Nosso estudo sobre Rute terá por título Bíblia: teoria e prática – Leituras de Rute.

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Projeto Floresta Zero

Os caubóis do agronegócio - Por Maurício Thuswohl em Carta Maior: 09/06/2008

A força da bancada ruralista. Bancada detonou política ambiental - Em Notícias do Dia - IHU On-Line: 12/06/2008

TCU: na Amazônia, crime ambiental compensa - Em Notícias do Dia - IHU On-Line: 12/06/2008

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Em Minas acontecem coisas assim

Cadela pescadora e galo nadador ficam famosos em sítio mineiro

"Paluza já é conhecida em Cláudio, cidade de Minas Gerais. Basta seu dono pedir e a cadela vai ao lago buscar um peixe. Com cuidado, para não atrapalhar a natação do galo Zué, marido da marreca Rebeca. No sítio de Joaquim Lúcio da Silva, 47, a bicharada inventa o que fazer. A malhada Paluza, 7, aprendeu a pescar há cerca de três anos (...)

Entre os surubins desavisados e tilápias distraídas do lago, de vez em quando aparece o galo Zué, de um ano e meio. Ele gosta de nadar com sua amada, a marreca Rebeca, 3, que conquistou definitivamente após o fim de um triângulo amoroso.
A história começou com uma morte. Rebeca, dona de uma bela plumagem acinzentada com colar branco, enviuvou há mais de um ano. Na falta de outro marreco à altura, amigou-se com um peru que adorava namorá-la.


Mas então chegou Zué. Ainda novo, ele mostrou à marreca que a acompanharia até dentro do lago. Aprendeu a nadar e, desde então, não a deixa sozinha um segundo sequer. O peru perdeu".

Em Minas Gerais acontecem coisas assim... No dia dos namorados!

Fonte: Folha Online: 11/06/2008 - 12h44

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Terça-feira, Junho 10, 2008

As igrejas e a crise atual, segundo Leonardo Boff

Boff desafia a igreja frente à crise global
Em meio a um mundo em crise, “a missão importante e urgente da Igreja é ressuscitar a esperança”, missão que vai muito além dos dogmas ou das doutrinas, disse o teólogo brasileiro Leonardo Boff, ao falar, na sexta-feira, 6, para um templo lotado da Igreja Luterana de Quito, que comemora 50 anos de presença no Equador. Segundo Boff, a Igreja não representa um fim em si mesma. “As igrejas não existem para si, elas existem para Deus e para a humanidade. Existem para a justiça, a dignidade, a paz e para manter a esperança. Existem para preservar e cuidar de toda a criação. A Igreja é um princípio de esperança”, frisou o teólogo.

Leia a reportagem de Chris Morck na ALC - Agencia Latinoamericana y Caribeña de Comunicación: 09/06/2008.

Read English version here.

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Um comportamento ecologicamente responsável

Em artigo publicado pelo Jornal do Brasil, em 09/06/2008, citado aqui a partir de Notícais do Dia - IHU On-Line - Agir rápido, agir juntos. Artigo de Leonardo Boff - o teólogo Leonardo Boff afirma, entre outras coisas:
Finalmente também as igrejas estão se mobilizando para enfrentar as mudanças climáticas da Terra. O secretário-geral da ONU Ban Ki-Moon visitou em março o Conselho Mundial das Igrejas em Genebra e disse: "um problema global exige uma resposta global: nós precisamos da ajuda das Igrejas". E elas responderam prontamente com uma conclamação aos milhões de cristãos dispersos pelo mundo afora com estas palavras: "agir rápido, agir juntos porque não temos tempo a perder". Citaram a Bíblia para enfatizar que Deus nos entregou a Terra como herança para administrar e não para dominar, pois esta palavra bíblica "dominar" significa cuidar e gerenciar. Acolheram os dois imperativos propostos pelo Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC) : a mitigação e a adaptação. A mitigação quer identificar as causas produtoras do aquecimento global que é o nosso estilo delapidador de produção e consumo ilimitado e individualista. A adaptação considera os efeitos perversos, especialmente nos países mais vulneráveis do Sul do mundo que demandam solidariedade pois se não conseguirem se adaptar, assistiremos, estarrecidos, a grandes dizimações (...) A Igreja Católica oficialmente ainda não propôs nada de relevante. Mas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em suas campanhas da fraternidade sobre a água e sobre a Amazônia ajudou a despertar uma consciência ecológica. Os bispos canadenses publicarem recentemente uma bela carta pastoral com o título: "a necessidade de uma conversão". Atribuem à conversão um significado que transcende seu sentido estritamente religioso. Ele implica "encontrar o sentido do limite, pois, um planeta limitado não pode responder a demandas ilimitadas". Precisamos, dizem, libertar-nos da obsessão consumista. "O egoísmo não é somente imoral, ele é suicida; desta vez não temos outra escolha senão uma nova solidariedade e novas formas de partilha" (...) A fé hebraico-cristã possui suas razões próprias para fundar um comportamento ecologicamente responsável. Parte da crença, semelhante àquela da moderna cosmologia, de que Deus transportou a criação do caos ao cosmos, quer dizer, de uma universo marcado pela desordem a um outro no qual vige a ordem e a beleza. E Deus disse: "Isto é bom". Colocou o homem e a mulher no jardim do Éden para que o "cultivassem e o guardassem". "Cultivar" implica cuidar e favorecer o crescimento e "guardar" significa proteger e assegurar a continuidade dos recursos, como diríamos hoje, garantir um desenvolvimento sustentável.

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Domingo, Junho 08, 2008

A postura de Clodovis Boff causa enorme espanto

Teologia da Libertação após Aparecida volta ao fundamento? Entrevistas com Luiz Carlos Susin e Érico Hammes
Luiz Carlos Susin e Érico Hammes refletem sobre a Teologia da Libertação e sobre a Vª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizado no ano passado em Aparecida, a partir do polêmico e recente artigo de Clodovis Boff.

No ano passado, o teólogo Clodovis Boff escreveu o artigo “Teologia da Libertação e volta ao fundamento”, que foi publicado pela Revista Eclesiástica Brasileira – REB, número 268, de 2007. O texto tem, desde então, suscitado polêmica dentro da Igreja. Segundo Clodovis Boff, faltou à Teologia da Libertação, a “realmente existente, a que tem atrás de si quarenta anos de caminhada e cuja evolução já deixa ver traços exigindo crítica e retificação”, consistência epistemológica. Mais: segundo o teólogo, “por falta de uma epistemologia rigorosa e clara, a Teologia da Libertação labora em ambigüidades; laborando em ambigüidades, cai no erro de princípio. E do erro de princípio só podem provir efeitos funestos”. O sítio do IHU publicou o artigo Pelos pobres contra a estreiteza do método de Leonardo Boff, questionando o artigo de Clodovis Boff.

A IHU On-Line discute o referido artigo, entrevistando Luiz Carlos Susin, por email e Érico Hammes, por telefone.

Luiz Carlos Susin e Érico Hammes são doutores em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana.

Leia a entrevista em Notícias do Dia - IHU On-Line: 08/06/2008.

Para entender a polêmica, leia antes meu post de 27 de maio de 2008 Leonardo Boff critica recuo de Clodovis Boff.

Mas quero dizer que no dia 28/11/2007, em e-mail a um colega teólogo, escrevi: "Estou abismado com o que acabei de ler no artigo dele [Clodovis] na última REB, a de outubro (Teologia da Libertação e volta ao fundamento). Só se não entendi nada, e ando vendo coisas, mas...". E esse colega me disse, na resposta enviada no dia 02/12/2007, entre outras coisas: "A minha sensação foi a mesma que a sua. Mas a verdade é que ele já estava mudando há algum tempo..."

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Resenhas na RBL: 06.06.2008

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Klaus-Peter Adam
Saul und David in der judäischen Geschichtsschreibung: Studien zu 1 Samuel 16-2 Samuel 5
Reviewed by Walter Dietrich

Andrew R. Angel
Chaos and the Son of Man: The Hebrew Chaoskampf Tradition in the Period 515 BCE to 200 CE
Reviewed by Lorenzo DiTommaso

J. Harold Ellens, ed.
The Destructive Power of Religion: Violence in Judaism, Christianity, and Islam
Reviewed by Jan Willem van Henten

John H. Elliott
Conflict, Community, and Honor: 1 Peter in Social-Scientific Perspective
Reviewed by Pheme Perkins

Cristina Grenholm and Daniel Patte, eds.
Gender, Tradition and Romans: Shared Ground, Uncertain Borders
Reviewed by Angela Standhartinger

John Paul Heil
Ephesians: Empowerment to Walk in Love for the Unity of All in Christ
Reviewed by Timothy Gombis

John Jarick, ed.
Sacred Conjectures: The Context and Legacy of Robert Lowth and Jean Astruc
Reviewed by Knut M. Heim
Reviewed by Allan Rosengren

Y. V. Koh
Royal Autobiography in the Book of Qoheleth
Reviewed by Cristian G. Rata

Carleen R. Mandolfo
Daughter Zion Talks Back to the Prophets: A Dialogic Theology of the Book of Lamentations
Reviewed by Elizabeth Boase

Leo G. Perdue
Wisdom Literature: A Theological History
Reviewed by Bernd U. Schipper

Hershel Shanks
The Copper Scroll and the Search for the Temple Treasure
Reviewed by Kenneth Atkinson

Robert R. Stieglitz
Tel Tanninim: Excavations at Krokodeilon Polis 1996-1999
Reviewed by Jodi Magness

Lieve M. Teugels and Rivka Ulmer, eds.
Midrash and Context: Proceedings of the 2004 and 2005 SBL Consultation on Midrash
Reviewed by Alex P. Jassen

Joseph B. Tyson
Marcion and Luke-Acts: A Defining Struggle
Reviewed by Dieter T. Roth

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Quinta-feira, Junho 05, 2008

Autran Dourado, escritor patense, premiado pela ABL

ABL dá prêmio Machado de Assis ao romancista Autran Dourado
"A ABL - Academia Brasileira de Letras - concedeu, nesta quinta-feira [5 de junho de 2008], o prêmio Machado de Assis ao romancista mineiro Autran Dourado, 82, pelo conjunto de sua obra (...) A decisão foi tomada hoje em reunião dos membros da ABL, no Rio. Em 2002, o autor de "Ópera dos Mortos" (1967) já havia levado o prêmio Camões de Literatura. Entre os livros do escritor, que mora no Rio, estão "Gaiola Aberta" (2000) e "O Risco do Bordado (1970). Ele nasceu em Patos de Minas, MG".

Parabéns, ilustre conterrâneo, artesão da palavra!

Fonte: Folha Online: 05/06/2008 - 17h50

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Terça-feira, Junho 03, 2008

Israel visto por Michael Pahl

Michael Pahl, do biblioblog The Stuff of Earth, é professor de Novo Testamento no Prairie Bible College, Alberta, Canadá.

De 3 a 16 de maio de 2008, ele fez um tour com alguns de seus alunos por Israel. Em seu blog vale a pena ver alguns dos sítios bíblicos visitados por eles. Há muitas fotos e alguns textos explicativos.

No post de 18 de maio de 2008, Back from Israel ele diz: ... we ... did manage to see a few of the most significant archaeological and traditional sites related to the biblical narratives...

E no dia 21 de maio, no post Trip to Israel:
From May 3-16, 2008, I had the opportunity to tour Israel with a group that included some of my students from Prairie. Here are some posts related to this trip (...):
  • Tel Arad
  • Bet Shean
  • Gamla
  • Chorazin
  • Sepphoris
  • Capernaum

Faça uma visita. Mesmo quem não lê inglês, pode apreciar as interessantes fotos.

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Biblioblogueiro de junho 2008: John Hobbins

Brandon Wason, em Biblioblogs.com, entrevista John Hobbins, do biblioblog Ancient Hebrew Poetry, escolhido como o biblioblogueiro do mês de junho de 2008.

John Hobbins é norte-americano e estudou em Roma - além de vários outros lugares - e foi aluno de alguns dos melhores professores do Pontifício Instituto Bíblico, com os quais também estudei.

É pastor valdense, doutorou-se com José Alberto Soggin e Mario Liverani com uma tese sobre o imperialismo como um problema teológico em Isaías, conhece um respeitável número de línguas do Antigo Oriente Médio e dedica-se a estudos de Bíblia Hebraica, com preferência pelos profetas, salmos e literatura sapiencial.

Leia a entrevista. Você vai gostar.

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Simpósio sobre Eucaristia no CEARP

Simpósio Teológico e Congresso Eucarístico marcam comemorações do Centenário da Arquidiocese de Ribeirão Preto

Um Simpósio Teológico sobre a Eucaristia está marcando, nestes dias, 2 a 4 de junho de 2008, a comemoração dos cem anos da criação da Diocese de Ribeirão Preto, SP, e os 50 de sua elevação a Arquidiocese. Realizado no Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto - CEARP - em Brodowski, SP, o simpósio tem como tema “A manifestação da beleza e a celebração do mistério”.

No primeiro dia, a professora de arte, Dra. Cristina Langer, apresentou o tema “A casa onde Deus brilha”. Hoje, dia 3, o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, Pe. Gustavo Haas, discorre sobre “Os ministérios na arte de celebrar”. Amanhã, dia 4, o Pe. Antônio Francisco Lelo, salesiano, fala sobre “A Iniciação Cristã no discipulado de Jesus Cristo”.

Terminado o simpósio, tem início o II Congresso Eucarístico de Ribeirão Preto, de 5 a 7 de junho, com o tema “Igreja, Eucaristia e Missão” e o lema “Em vossa presença para vos servir”.

“Com o Congresso, que contará com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, encerra-se o Ano Jubilar na Igreja Particular de Ribeirão Preto – centenário da criação da diocese e cinqüentenário de sua elevação a arquidiocese”, explica o arcebispo de Ribeirão Preto, Dom Joviano de Lima Júnior.

Leia a Palavra do Arcebispo, Dom Joviano de Lima Júnior, na abertura do Simpósio.

Fonte: Arquidiocese de Ribeirão Preto: Notícias: 02/06/2008.

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Domingo, Junho 01, 2008

Recursos digitais para cartografia bíblica

Faça uma visita ao blog Biblical Studies and Technological Tools de mgvh ou Mark G. Vitalis Hoffman e veja a interessante série de posts sobre os recursos digitais úteis para cartografia bíblica. É só ler os posts sobre digital resources for biblical mapping.

E, amigo, não se preocupe: na minha opinião, um dia os blogs - alguns blogs, claro - ainda terão o reconhecimento acadêmico que merecem. O potencial de um blog acadêmico é grande, mas, por um lado, o lixo que se acumula na Internet parece não ter fim - e isto inclui os blogs - e, por outro lado, a esclerose da academia é mal antigo e conhecido.

Por que falo isso?

Por causa de seu post Will this be on the test? (Is blogging a worthy academic exercise?)

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