Observatório Bíblico

Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Mais sobre a Tumba Perdida de Jesus

A estória será transmitida pela TV nos EUA no dia 4 de março. E no Brasil no dia 18 de março. Vá até ao Discovery Channel e veja mais detalhes.

Variadas questões suscitadas por este caso podem ser lidas no biblioblog de Mark Goodacre, NT Gateway Weblog.

E sobre o Ossuário de Tiago? Na época, a partir de outubro de 2002, colecionei um bom número de textos e links em minha página. Clique aqui.

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Badware vendido com garantia de atualização

Folha Online: 28/02/2007 - 13h01

Pragas virtuais são vendidas com garantia por R$ 570
Spywares, trojans, rootkits e keyloggers e outras pragas virtuais já podem ser compradas como softwares comuns, em CDs e com garantia de atualização. O custo é bem menor do que um Windows Vista Ultimate: R$ 570. "O modelo de negócio é assustadoramente profissional e gira em torno de malwares", diz George Waller, vice-presidente executivo da StrikeForce Technologies, empresa especializada em segurança da informação. Malwares são os chamados "softwares malignos" e podem se infiltrar em sistemas de computadores. De acordo com Waller, é possível comprar um produto pela web e ir pagando mais pelas atualizações. Os preços começam em torno de R$ 570 para o software, e podem chegar até R$ 7.700, com direito a contratos de garantia de atualizações e funcionalidades específicas (cont.)

O que é um badware?

Badware é software que se instala no computador sem o consentimento do usuário e rastreia seus movimentos na rede. O termo é usado para identificar spywares, vírus, adwares e outros softwares maliciosos. A StopBadware.org, organização formada pelo Berkman Center for Internet & Society da Harvard Law School e pelo Oxford Internet Institute da University of Oxford, com o suporte de empresas como Google, Lenovo e Sun Microsystems, tem como objetivo combater o badware. Entre outras coisas, publica o nome das empresas que ganham dinheiro pela infecção de PCs com pragas como spywares e adwares.

O Google alerta os usuários sobre resultados perigosos obtidos com seu sistema de busca. Quando aparece a frase "Este site pode danificar seu computador" logo abaixo do link principal, ao clicar no aviso, o internauta é encaminhado para a Central de Ajuda do Google. Na Central de Ajuda, o Google recomenda uma visita ao site Stopbadware para mais informações sobre sites potencialmente perigosos. Há ainda um link para denunciar sites maliciosos ao Google.

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Terça-feira, Fevereiro 27, 2007

A tumba perdida de Jesus na blogosfera

Como estava viajando, só agora pude perceber o barulhão que esta estória da tumba de Jesus - perdida ou achada? - está fazendo. Havia anotado uma coisinha aqui, mas de ontem para hoje a fofoca se espalhou.

É o tipo de coisa que a gente não sabe se ri - da absurda ignorância - ou chora - lamentando a dimensão da esperteza e da persistente ganância que continuam firmemente enraizadas em alguns seres vivos deste incrível planeta...

Como gostava de dizer o amigo Juarez, mineiro que vive em Roma: A ignorância é atrevida e polifacética!

Mas, decida você mesmo: leia um pouco sobre o caso, se é que isto algum dia tenha merecido ser chamado de "caso". Peço, exatamente por isso, consentimento aos conterrâneos mineiros para usar a palavra, pois caso em Minas é coisa séria!

Primeiro veja um apanhado de como a blogosfera está tratando o filme The Lost Tomb of Jesus em The Jesus/Talpiot Tomb: Around the Blogosphere. Escrito por Tyler Williams em Codex. Ontem.

E, hoje, na seqüência: More from Tabor on the Jesus/Talpiot Tomb.

Para ficar informado sobre o que está ocorrendo, leia também:
Diretor apresenta documentário sobre suposta tumba de Jesus (Folha Online: 26/02/2007 - 18h29)
Diretor de 'Titanic' diz ter encontrado túmulo de Jesus (BBC Brasil: 26/02/2007 - 17h00) - Obs.: veja fotos da tumba e do que foi encontrado nela!
Jesus Family Tomb: James Ossuary Found in the Jesus Tomb

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Sábado, Fevereiro 24, 2007

Os Silva: Ze, Maria e...

...I'm skeptical. Whatever the authors say about their statistics, this is rather like having a family burial plot with John and Mary Smith and their son John in it...

Leia o post de Jim Davila: The moral is: Don't leave your inscribed ossuaries out in the courtyard.

Para quem não sabe: na Inglaterra, Smith é o sobrenome mais popular que existe. Equivale ao nosso Silva!

E não deixe de ler o comentário de Joe Zias a um post do Jim West [Obs.:blog apagado - 21.03.2008], quando diz: ...the co-author of the book has written such memorial books as Ghosts of the Titantic, which deals with psychic events, Ghosts of Vesuvius, Return to Sodom and Gomorrah, and the classic work in the field of ‘archaeology’ Unearthing Atlantis.

Quem é Joe Zias? Veja.

Isto tudo porque: Sarcófagos de Jerusalém podem ser da tumba de Jesus


Atualizando: 25.02.2007 - 09h30

Acabei de ler: o arqueólogo da Universidade Bar-Ilan, Prof. Amos Kloner, que supervisionou a tumba em 1980 e publicou detalhados resultados da descoberta, disse que a estória toda de uma tumba da família de Jesus em Jerusalém é o mais puro absurdo, é coisa para vender programa de TV. É extremamente improvável que os parentes de Jesus, sendo da Galiléia, tivessem uma tumba de família de "classe média" em Jerusalém, cidade com a qual não tinham nenhuma ligação. E ossuários com a inscrição "Jesus filho de José" foram encontrados aos montes ao longo dos anos, são muito comuns.

Veja texto e fotos no jornal israelense The Jerusalem Post no artigo New film claims Jesus buried in Talpiot.

Segundo o jornal
...Bar-Ilan University Prof. Amos Kloner, the Jerusalem District archeologist who officially oversaw the work at the tomb in 1980 and has published detailed findings on its contents, on Saturday night dismissed the claims. "It makes a great story for a TV film," he told The Jerusalem Post. "But it's impossible. It's nonsense." Kloner, who said he was interviewed for the new film but has not seen it, said the names found on the ossuaries were common, and the fact that such apparently resonant names had been found together was of no significance. He added that "Jesus son of Joseph" inscriptions had been found on several other ossuaries over the years. "There is no likelihood that Jesus and his relatives had a family tomb," Kloner said. "They were a Galilee family with no ties in Jerusalem. The Talpiot tomb belonged to a middle-class family from the 1st century CE."

Leia também:
Jesus’ burial site found - film claims (Ynetnews - 23.02.2007)
Jesus Tomb in the News Again (Codex - 24.02.2007)

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Bibliografia comentada sobre a OHDtr

No dia 11 de fevereiro de 2007 publiquei uma Bibliografia selecionada sobre a Obra Histórica Deuteronomista (= OHDtr) e expliquei os motivos. Dê uma olhada.

Agora o trabalho está um pouco mais consistente. Retomo a bibliografia, acompanhada de pequenos comentários e indicações para leitura.

Da bibliografia original descartei os dois estudos de Norbert Lohfink, em alemão, grande especialista na área, pois tratam mais do Deuteronômio do que da Obra Histórica Deuteronomista. Os volumes IV e V desta série recolhem artigos escritos entre 1989 e 2004 e fazem parte dos estudos que N. Lohfink e G. Braulik estão realizando para o comentário do Deuteronômio a ser publicado na coleção Hermeneia da Augsburg/Fortress Press. Norbert Lohfink, jesuíta, é professor emérito de Exegese do Antigo Testamento na Faculdade de Teologia Sankt Georgen, em Frankfurt, Alemanha.

Deixei de lado também o volume editado por J. de Moor e H. F. Van Rooy e o livro de Uriah Y. Kim. O primeiro por não oferecer conteúdo significativo, o segundo por tratar mais do significado da leitura pós-colonialista em contexto norte-americano do que da OHDtr, incorrendo, inclusive, em conhecida inversão metodológica, onde o objeto a ser trabalhado serve para explicar a ferramenta que o trabalha e não o contrário.

Há outras obras? Há sim. Mas, por uma razão ou outra, não estão nesta selecionada e reduzida bibliografia. Quanto aos livros em português... leia o post anterior.


1996
DE PURY, A.; RÖMER, T.; MACCHI, J.-D. (eds.) Israël construit son histoire: l'historiographie deutéronomiste à la lumière des recherches recentes [Israel constrói sua história: a historiografia deuteronomista à luz das pesquisas recentes]. Genève: Labor et Fides, 1996, 535 p. ISBN 2-8309-0815-5

Em inglês: Israel Constructs Its History: Deuteronomistic Historiography in Recent Research. Sheffield: Sheffield Academic Press, 2000. 573 p.

A partir de um seminário do terceiro ciclo realizado em 1995 pelas Faculdades de Teologia de Fribourg, Genève, Lausanne e Neuchâtel, todas da Suíça francesa, pesquisadores da Alemanha, Suíça, França, Irlanda, Israel e Estados Unidos produziram os 14 ensaios que compõem este livro. A proposta do seminário era a de examinar a Obra Histórica Deuteronomista (= OHDtr) sob variados ângulos e com o recurso de diferentes métodos. Deste modo, além de um capítulo introdutório, que dá uma excelente visão de conjunto dos problemas e propostas existentes no campo, o livro aborda a OHDtr sob os aspectos historiográfico, textual, literário, sociológico, teológico etc. Embora a obra trate de questões relevantes para a pesquisa da literatura deuteronomista em meados da década de 90 do século XX, passados mais de dez anos os mesmos problemas continuam a ser debatidos, recebendo variadas soluções, e todas provisórias. O certo é que não existe, ainda, um consenso para a maioria das questões suscitadas pela OHDtr.

Para saber mais:
. Há uma resenha, péssima e ressentida, da edição inglesa, feita por Iain William Provan e publicada, em 31/12/2002, na Review of Biblical Literature, da SBL, Society of Biblical Literature, Atlanta, GA, USA.
. Quem tem acesso à CBQ - The Catholic Biblical Quarterly, The Catholic Biblical Association of America, Washington, D.C., USA - pode ler a resenha feita por Leslie J. Hoppe no volume 64, n. 2, de abril de 2002, p. 408-409, que recomenda com entusiasmo a obra.
. E, em francês, existe uma apresentação detalhada do livro, bastante interessante. Está disponível, na mesma página, o sumário da obra. Visite esta página e veja que, entre os nomes dos autores, há gente muito conhecida na área, como Thomas Römer, Albert de Pury, Walter Dietrich, Jacques Briend, Rainer Albertz, Ernst Axel Knauf, Martin Rose, Andrew D. H. Mayes...

1997
NIELSEN, F. A. J. The Tragedy in History: Herodotus and the Deuteronomistic History [A Tragédia na História: Heródoto e a História Deuteronomista]. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1997, 192 p. ISBN 1-8507-5688-0

Estamos diante de uma abordagem transcultural, na qual o autor compara a História do grego Heródoto com a OHDtr, focalizando especificamente o “trágico” presente nestas duas obras. Primeiro, ele mostra a tragédia na obra de Heródoto, que acontece pela ruptura de fronteiras físicas ou morais, pessoais ou coletivas, humanas ou divinas. Em seguida, ele mostra que na OHDtr encontra-se a tragédia coletiva, à semelhança de Heródoto, onde Israel, infiel à divindade, é expulso de sua terra e onde figuras como Jefté, Saul, Davi, Salomão, Roboão e Josias vivem suas tragédias pessoais. O autor, porém, chama a atenção para o que é típico de cada obra, evitando um simplório paralelismo.

Para saber mais:
. Na CBQ, vol. 61, n. 3, de julho de 1999, p. 547-549, há uma resenha feita por Gary N. Knoppers. O resenhista vê esta abordagem transcultural como válida e promissora, mas faz várias ressalvas ao modo como ela é aplicada pelo autor nesta obra. Contudo, não há rejeição do estudo. O que há é a percepção de limites que precisam, e podem, ser superados.

1999
SCHEARING, L. S.; McKENZIE, S. L. (eds.) Those Elusive Deuteronomists: The Phenomenon of Pan-Deuteronomism [Estes ilusórios deuteronomistas: o fenômeno do pandeuteronomismo]. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1999, 288 p. ISBN 1-8412-7010-5

Este livro propõe uma avaliação e uma crítica da aplicação que comumente se faz da hipótese deuteronomista a um vasto conjunto de livros bíblicos. Seu tema não é a discussão sobre os livros que compõem a OHDtr, mas sim um questionamento do pandeuteronomismo que vê a mão dos redatores deuteronomistas em textos legais, sapienciais e proféticos. Os profetas posteriores e vários livros da literatura sapiencial foram mesmo editados por deuteronomistas? O deuteronomismo foi um movimento ou escola que existiu ao longo de muitos séculos? Pode-se falar de um pandeuteronomismo nos círculos de escribas de Judá? O livro trata o assunto em três partes, com a contribuição de vários autores de renome, como Richard Coggins, Norbert Lohfink, Robert R. Wilson, Joseph Blenkinsopp, Robert A. Kugler, James L. Crenshaw, A. Graeme Auld, John Van Seters, Marc Zvi Brettler, Thomas Römer e outros:
I. Pandeuteronomismo: o problema - questões fundamentais no debate atual
II. Pandeuteronomismo e os estudos da Bíblia Hebraica – há sinais de edição ou composição deuteronomista em determinados livros bíblicos?
III. Pandeuteronomismo : estudos de casos – há edição deuteronomista em livros e perícopes difíceis de serem interpretados?

Para saber mais:
. Gary N. Knoppers, da Pennsylvania State University, resenha o livro na CBQ, vol. 63, n. 1, de janeiro de 2001, p. 178-179. Francamente entusiasmado com a qualidade do estudo, ele afirma, no final, que embora este livro não possa oferecer uma solução definitiva para assunto tão controvertido, ele esclarece vários pressupostos metodológicos e ideológicos existentes no debate, constituindo-se, deste modo, em substancial contribuição para esta área da pesquisa bíblica.

2000
CAMPBELL, A. F.; O’BRIEN, M. A. Unfolding the Deuteronomistic History: Origins, Upgrades, Present Text [Abrindo a História Deuteronomista: origens, atualizações, texto atual]. Minneapolis: Augsburg Fortress, 2000. vi + 505 p. ISBN 0-8006-2878-0

O livro começa com uma introdução geral à OHDtr, apresentando as grandes linhas da pesquisa e as principais hipóteses desde a proposta de M. Noth em 1943. Porém, os autores não são seguidores da teoria de M. Noth, mas desenvolvem uma complexa história da redação da OHDtr a partir de F. M. Cross de uma primeira redação na época de Josias, posteriormente reformulada durante o exílio. O que é interessante no livro – e ao mesmo tempo problemático – é seu esforço em situar cada texto desta extensa obra em seu contexto histórico e literário. Para os autores, o deuteronomista não é um autor, mas um editor de tradições e textos então à disposição, como uma “narrativa da conquista” que serviu de base para o livro de Josué, uma “coleção de libertação”, que dá origem ao livro dos Juízes e uma “memória profética” que percorre os livros de Samuel e Reis. Assim, para os autores, há, na OHDtr, material pré-josiânico, josiânico e pós-josiânico. Nada de novo? A divisão deste material – e até sua disposição gráfica – é sua marca característica. O leitor acaba tendo uma visão da OHDtr como uma aglomerado de estórias e tradições múltiplas e, de vez em quando, em conflito. O problema está na dificuldade de se verificar a validade de tal proposta.

Para saber mais:
. O livro causou algum tumulto entre os especialistas. Só a Review of Biblical Literature dedicou-lhe 7 resenhas, todas publicadas em 19 de abril de 2003. Algumas são críticas ao extremo, outras são favoráveis com restrições, e há também quem não tenha restrição alguma ao estudo. Quase todos, porém, concordam que é um trabalho significativo e que deve ser levado em conta.
. Na CBQ, vol. 63, n. 4, de outubro de 2001, p. 712-713, há uma resenha feita por E. Theodore Mullen, Jr. que vê o texto como um estimulante desafio para aqueles que conhecem adequadamente o assunto e como um panorama para o leitor culto que queira tomar contato com a complexidade da OHDtr.


KNOPPERS, G. N.; McCONVILLE J. G. (eds.) Reconsidering Israel and Judah: Recent Studies on the Deuteronomistic History [Reavaliando Israel e Judá: estudos recentes sobre a história deuteronomista]. Winona Lake, Indiana: Eisenbrauns, 2000, xxii + 650 p. ISBN 1-5750-6037-X

O livro é composto por 30 ensaios, extraídos de revistas e livros, escritos entre 1943 e 1995, todos em inglês, abordando diversos aspectos do estudo da OHDtr. Apenas um é inédito. Dez ensaios foram traduzidos do francês, alemão, italiano e espanhol. Estão aqui alguns dos estudos clássicos sobre a OHDtr, como os de Martin Noth, Helga Weippert, Hans Walter Wolff, Frank Moore Cross e Rudolph Smend, cada um deles devidamente contextualizado por um dos organizadores do volume. Mas, além dos clássicos, nomes da atualidade como Thomas Römer, Norbert Lohfink, John Van Seters, T. Veijola, Baruch Halpern, Alexander Rofé, e muitos outros, estão presentes. Dividida em quatro partes, a obra aborda 1) a teoria de uma história deuteronomista e seus refinamentos (aqui estão os textos clássicos); 2) estudos de tópicos específicos dos livros do Deuteronômio, Josué e Juízes; 3) estudos de tópicos de Samuel e Reis e, finalmente, 4) novas rumos dos estudos da OHDtr. Através das várias abordagens os leitores tomam contato com os mais importantes desenvolvimentos, metodologias e perspectivas do debate existente em torno da OHDtr, sobre a qual pairam ainda muitas dúvidas.

Para saber mais:
. Uma resenha feita por K. Lawson Younger, Jr. foi publicada pela CBQ, vol. 64, n. 4, de outubro de 2002, p. 791-793. O resenhista faz apreciação positiva da obra.
. Outra resenha, feita por Yohan Pyeon, foi publicada, em 2 de setembro de 2002, na Review of Biblical Literature. O resenhista faz uma boa descrição do conteúdo e mostra razoável entusiasmo pela obra.
. O sumário da obra pode ser lido utilizando-se a busca da página da editora Eisenbrauns.


RÖMER, T. C. (ed.) The Future of Deuteronomistic History [O futuro da História Deuteronomista]. Leuven: Leuven University Press/Peeters, 2000, xii + 265 p. ISBN 9-0429-0858-0

Thomas Römer explica no prefácio que a obra é resultado de um debate promovido pela Sociedade de Literatura Bíblica (SBL) em seu Congresso Internacional de julho de 1997, ocorrido em Lausanne, Suíça. Das três seções que o Congresso dedicou ao deuteronomista resultaram três partes deste livro escrito em 4 línguas - inglês, alemão, francês e espanhol -, conforma a nacionalidade dos colaboradores, que, em 14 capítulos, trata, em primeiro lugar, do futuro da OHDtr, para em seguida abordar a questão da identidade e estratégias literárias dos Deuteronomistas e, finalmente, lida com o Deuteronomismo e a Bíblia Hebraica. Thomas Römer começa explicando que o termo “deuteronomista” já era usado desde o século XIX por pesquisadores como De Wette (1805), H. Ewald (em meados do século), J. Wellhausen, B. Duhm e outros. Por isso, quando M. Noth propôs a idéia de uma OHDtr em 1943, o jogo já havia começado. Entretanto, lembra Thomas Römer que na década de 90 do século XX, as coisas ficaram complicadas, pois além das propostas dominantes de F. M. Cross e de R. Smend para explicar a OHDtr, alternativas começaram a se multiplicar, dividindo a OHDtr em várias camadas redacionais, de tal modo que foi ficando cada vez mais difícil ver a coerência apontada por M. Noth na OHDtr. A crise chegou a tal ponto que, pesquisadores respeitáveis começaram a duvidar da existência de uma OHDtr e muitos passaram a considerar as estórias dos “livros históricos” como uma ficção criada na época persa ou mesmo helenística. Por isso, quem ler esta obra perceberá nos seus 14 capítulos uma acirrada discussão e uma significativa ausência de consenso sobre muitos pontos da OHDtr. Nomes que, na maioria, já conhecemos estão envolvidos nesta discussão: Gary Knoppers (USA), Diana Edelman (Reino Unido), John Van Seters (USA), Walter Dietrich (Suíça), Félix García Lopes (Espanha), Thomas Römer (Suíça), A. Graeme Auld (Escócia), Rainer Albertz (Alemanha), Jacques Vermeylen (Bélgica), H. N. Rösel (Israel), Michaela Bauks (França), Ernst Axel Knauf (Suíça) e outros. Este livro é recomendado por muitos como excelente para se entender o imbróglio da OHDtr.

2002
PERSON, R. F. Jr. The Deuteronomic School: History, Social Setting and Literature. Atlanta: Society of Biblical Literature [A escola deuteronômica: história, contexto social e literatura], 2002, xviii + 306 p. ISBN 1-5898-3024-5

O que o autor chama de escola ‘deuteronômica’ é, na verdade, a escola ‘deuteronomista’. Mas vamos à proposta defendida por Raymond F. Person Jr.: a escola deuteronomista, que existiu durante várias gerações, foi responsável pela redação de diferentes gêneros literários em várias obras, como a lei no Deuteronômio, a história em Josué-Reis e a profecia em Jeremias, Ageu e Zacarias. Sua origem deve ser buscada entre os escribas judaítas exilados na Babilônia, onde esta escola escreveu a primeira versão da OHDtr. Obra que teve várias redações ao longo da época persa, quando estes escribas, tendo voltado com Zorobabel para Jerusalém, progressivamente se distanciaram do projeto persa de reconstrução, a tal ponto que, com a consolidação de tal projeto sob Esdras, sua existência chega ao fim. Além desta proposta, o autor procura se distanciar, metodologicamente, das posições clássicas de Harvard e Göttingen, ao tentar estabelecer, como diz o título do livro, o contexto sócio-político, histórico e literário da OHDtr.

Para saber mais:
. Há uma resenha feita por Ehud Ben Zvi e publicada pela CBQ, vol. 66, n. 3, de julho de 2004, p. 456-458. O resenhista recomenda a obra, embora faça algumas ressalvas, especialmente quanto à proposta de uma escrita da OHDtr no exílio babilônico e quanto à idéia de que é possível rastrear o trabalho de mais de uma escola de escribas em Judá no período que vai de Zorobabel a Esdras.

2006
RÖMER, T. The So-Called Deuteronomistic History: A Sociological, Historical and Literary Introduction [A assim chamada História Deuteronomista: uma introdução sociológica, histórica e literária]. London: T & T Clark, 2006, x + 202 p. ISBN 0-5670-3212-4

Thomas Römer tem pesquisado as questões mais relevantes da OHDtr por mais de duas décadas e esta introdução é bem-vinda. Após uma introdução à temática e à história da pesquisa, o autor enfrenta o desafio de questões bastante complexas, como: Por que e como o deuteronomismo surgiu como uma “escola” na época da hegemonia assíria na Palestina? Os livros que compõem a OHDtr querem difundir idéias que interessam a alguém ou a alguma instituição no momento em que a obra foi elaborada? Do ponto de vista sociológico e ideológico o que acontece com esta obra durante o exílio babilônico e a época persa? A OHDtr é uma literatura de crise? Qual a influência que ela exerce sobre a identidade do período pós-exílico? Thomas Römer tenta responder a tais questões com uma solução de compromisso entre as mais difundidas hipóteses sobre a origem da OHDtr, notadamente as soluções de Harvard e de Göttingen. Ele defende uma desenvolvimento da obra em três estágios, com uma primeira edição anterior ao exílio (Harvard – F. M. Cross), uma segunda edição durante o exílio (a tese de M. Noth) e uma edição final no pós-exílio (a edição DtrN de Göttingen – R. Smend).

Para saber mais:
. Uma resenha foi feita por John Van Seters e publicada, em 9 de setembro de 2006, na Review of Biblical Literature. O resenhista gosta do trabalho feito por T. Römer, mas levanta uma série de questões que, segundo ele, ainda permanecem sem respostas. E – isso eu acho pertinente – pergunta igualmente se a solução de compromisso entre as principais propostas para explicar a complexidade da OHDtr é uma solução viável, pois a dificuldade para se identificar claramente os vários estratos literários desta composição é fato notório.

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Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

Frase do dia - 23.02.2007

Eu estudo! Sou apenas o sujeito do verbo estudar.
Não ouso pensar.
Antes de pensar, é preciso estudar.
Só os filósofos pensam antes de estudar.

Gaston Bachelard, A chama de uma vela. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989, p. 58.

Original francês: Gaston Bachelard, La flamme d'une chandelle. 4. ed. Paris: PUF, 2003 [1961], 128 p. ISBN 2-1305-3901-7.

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Terça-feira, Fevereiro 20, 2007

Meio ambiente - The Environment

Apocalypse Now?

Campanha da Fraternidade 2007: Fraternidade e Amazônia

Campanha da Fraternidade: proposta para ouvir a Amazônia

Chamado de Paris

EU reaches deal on emissions cuts (BBC News: 20 February 2007)

HubbleSite

Meio ambiente/Environment

NASA Earth Observatory

NASA: Life on Earth - The Environment

O Atlas da Água. O Mapeamento Completo do Recurso Mais Precioso do Planeta

Países da UE acordam redução de 20% de gases até 2020 (Folha Online: 20/02/2007 - 13h45)

Planeta registra janeiro mais quente da história, diz cientista (Folha Online: 17/02/2007 - 12h18)

Spatially Explicit Simulation Model of Deforestation for the Amazon Basin

Worldwatch Institute

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Segunda-feira, Fevereiro 19, 2007

Tendencias hermeneuticas na atualidade

REIMER, H.; DA SILVA, V. (orgs.) Hermenêuticas Bíblicas: Contribuições ao I Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica. São Leopoldo: Oikos Editora / UCG / ABIB, 2006, 252 p.

O conteúdo do livro tem origem no I Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica, realizado em Goiânia em 2004.

Milton Schwantes, Ivoni R. Reimer, Rainer Kessler, Júlio Zabatiero, Johan Konings e Nachman Fabel, responsáveis pelas seis conferências principais, abordam as tendências hermenêuticas na atualidade: releituras bíblicas, hermenêuticas de classe, gênero e etnia, hermenêuticas da Bíblia no mundo evangélico, leitura da Bíblia no judaísmo.

Além disso, dezenas de pesquisadores/as jovens partilharam suas perspectivas de leitura da Bíblia no Congresso, através das comunicações científicas; quase duas dezenas delas estão publicadas no presente livro.

Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Bibliografia Bíblica

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Domingo, Fevereiro 18, 2007

O imbroglio das obras na Esplanada das Mesquitas

Vá até a página da newsletter Explorator e clique sobre explorator 9.42-43, de hoje, (February 18, 2006). Percorra os links até a frase [I'm trying to give the following the attention it merits, hence the somewhat strange presentation]. E prossiga consultando os links.

Estes links tratam das várias notícias sobre as obras na Esplanada das Mesquitas e a confusão que está suscitando. O modo como David Meadows expõe o problema é excelente para revelar o "imbroglio" que é a arqueologia em lugares sensíveis como Jerusalém!


Etimologia de imbróglio: it. imbroglio (c1311) 'mistura desordenada', p.ext. 'questão confusa ou complicada', (c1529) 'engano, fraude', regr. do v. imbrogliare 'confundir, dar a entender coisas não verdadeiras', der. de in- + brogliare 'agitar-se, falsificar' (Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa - versão 1.0, dezembro de 2001).


Obs.: Explorator is a weekly newsletter representing the fruits of the labours of 'media research division' of The Atrium (...) Explorator is Copyright (c) 2007 David Meadows. Feel free to distribute these listings via email to your pals, students, teachers, etc., but please include this copyright notice. These links are not to be posted to any website by any means (...) Past issues of Explorator are available on the web via our Yahoo site...

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The Jerusalem International Book Fair

A 23a. Feira Internacional do Livro acontece em Jerusalém de hoje, dia 18, até sexta-feira próxima, dia 23 de fevereiro de 2007. Veja o programa do evento que está, no site, em hebraico e inglês.

The 23rd Jerusalem International Book Fair will take place from February 18-23, 2007.

Se entendi corretamente, a feira terá no dia 23, último dia, a apresentação do documentário The Bible Unearthed. The Making of a Religion, baseado no livro de Finkelstein e Silberman, The Bible Unearthed.

Em francês, o título do livro é La Bible dévoilée (A Bíblia revelada), e é isto o que consta no programa, como uma atividade de "Cinemateque".

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Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007

Old Testament Pseudepigrapha Blog

Old Testament Pseudepigrapha Blog: a weblog created for DI4716, a course on the Old Testament Pseudepigrapha at the Divinity School of the University of St Andrews. By Jim Davila and Grant Macaskill.
This blog (or weblog) is ancillary to a one-semester undergraduate course (DI4716) that we are teaching in 2007 at the University of St. Andrews in Scotland. Our names are Dr. Jim Davila, Reader in Early Jewish Studies and Dr. Grant Macaskill, British Academy Postdoctoral Fellow. This course (or "module," as they say in the British system) explores the Old Testament Pseudepigrapha, a loose collection of ancient quasi-Biblical writings fictionally attributed to biblical characters or set in the Old Testament period but rejected from the mainstream scriptural canons of both Judaism and Christianity. We shall study the orthodox and heretical interests and concerns of these documents; the reasons for their exclusion from the major canons; the problem of sorting out who wrote and edited them, when, and why; and the influence of these works after antiquity. The focus this year will be on texts preserved in exotic ancient church languages including Coptic, Ethiopic, Latin, Slavonic, and Syriac, but all texts will be read in English translation and no knowledge of any ancient languages is required or assumed (...) The blog opens on 9 February 2007 and will close sometime in May.

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Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

Obras em Jerusalem com transmissao ao vivo

Israel instala câmeras para transmitir obras em local sagrado
As autoridades israelenses instalaram câmeras para filmar os trabalhos de escavação que estão ocorrendo perto do Monte de Templo ou Haram Sharif em Jerusalém, local sagrado para judeus e muçulmanos. As imagens serão transmitidas ao vivo pela internet, em uma tentativa de acalmar os muçulmanos do mundo todo.

Leia a notícia toda na BBC Brasil - 15 de fevereiro, 2007.

Webcast for Jerusalem excavations
The Israeli authorities have installed cameras to film excavation work being carried out near the Temple Mount or Haram Sharif in East Jerusalem. The footage will be broadcast live on the internet, in an attempt to ease widespread anger in the Muslim world (cont.)

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Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007

Mais sobre Waltke e O'Connor e sua gramática

Mauro Meister, que escreveu o prefácio à gramática de hebraico de Waltke e O'Connor, fez a gentileza de transcrevê-lo em comentário do Observatório Bíblico.

Recomendo a sua leitura, clicando aqui.

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Morreu ontem Bruce Metzger

Morreu ontem, aos 93 anos, o grande especialista em grego do Novo Testamento, Bruce Manning Metzger, professor emérito do Princeton Theological Seminary. Seus muitos textos todos nós usamos. Sua memória, reverenciamos.

Leia Mais:
Bruce Metzger, the Biblical Peritus

Atualizando às 22h05:
Veja links para outros biblioblogs que estão repercutindo a notícia de sua morte.

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IAA - Israel Antiquities Authority

Visite a página oficial da Autoridade Israelense de Antiguidades, órgão encarregado da arqueologia em Israel. O site está em hebraico e inglês.

Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Links

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Terça-feira, Fevereiro 13, 2007

Novo recurso para o estudo do Hebraico Bíblico

WALTKE, B.; O'CONNOR, M. Introdução à Sintaxe do Hebraico Bíblico. Traduzida do inglês. São Paulo: Cultura Cristã, 2006, 766 p.

WALTKE, B. K.; O'CONNOR, M. P. An Introduction to Biblical Hebrew Syntax. Winona Lake, IN: Eisenbrauns, [1990] 2004, xiv + 765 p. ISBN: 0-9314-6431-5.

Traduzida do inglês, esta é uma gramática intermediária da língua Hebraica Bíblica. Agradeço a indicação feita por Mauro Meister, que deixou um comentário sobre este valioso recurso em meu blog.

Meeting the need for a textbook for classroom use after first year Hebrew grammar, Waltke and O'Connor integrate the results of modern linguistic study of Hebrew and years of experience teaching the subject in this book. In addition to functioning as a teaching grammar, this work will also be widely used for reference and self-guided instruction in Hebrew beyond the first formal year.

Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Bibliografia Bíblica

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Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

Entrevista com o escritor Gore Vidal

Três expressivos intelectuais norte-americanos ousaram enfrentar, após o 11 de Setembro, a "Junta Bush-Cheney": o lingüista Noam Chomsky, a ensaísta Susan Sontag (falecida em 2004) e o escritor Gore Vidal.

Leia abaixo a entrevista de Gore Vidal à Folha.

Com Bush, perdemos a Constituição, diz Vidal (Folha Online: 12/02/2007 - 09h51)

Soberba acirra ódio dos rivais conservadores de Gore Vidal (Folha Online: 12/02/2007 - 09h57)

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Suspensas obras na Esplanada das Mesquitas

Obra polêmica em local sagrado de Jerusalém é adiada
As autoridades israelenses anunciaram nesta segunda-feira a suspensão das obras polêmicas de construção de uma passarela em um local sagrado para judeus e muçulmanos em Jerusalém, enquanto são realizadas consultas públicas.

Leia na BBC Brasil - 12 de fevereiro de 2007.

Veja também Confronto na Esplanada das Mesquitas.

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Arqueologia da Palestina e sistema de crenças

Ontem, Duane Smith comentou o post de Christopher O'Brien em A Note on an Abnormal Interest, com fortes elogios a este arqueólogo que ousa desafiar as "certezas" de determinados grupos.

Chamo a atenção dos interessados no debate sobre a arqueologia da Palestina e a História de Israel para as suas considerações. Tem muita gente precisando parar e refletir sobre o que ele diz.

No seu post, ele procura classificar e explicar a postura das pessoas quando confrontadas com os resultados da arqueologia da Síria-Palestina.

Ele reflete sobre algo muito sério: há arqueólogos que tratam o assunto com profissionalismo e há um pequeno grupo de pessoas que, embora leigas no assunto, têm uma visão esclarecida sobre a arqueologia e seus resultados. Mas a maior parte das pessoas - talvez por não terem uma visão mais ampla do mundo do Antigo Oriente Médio e da história da pesquisa na região - falam do assunto com outras perspectivas, visões, objetivos. E é isso: apenas "falam". Falam muito mais para confirmar a si mesmas - na verdade, seu sistema de crenças - do que para entender o tema. São pessoas com vista curta e boca grande. Em bom português: não enxergam além do próprio nariz. Como poderão entender a perspectiva da pesquisa científica?

Em certo ponto ele diz que
Myriads of folks who deeply desire that the conclusions of the archaeologists support either their religious or their political perspectives, sometimes both, make up the larger of the other two groups. Perhaps they need to have their religious or political beliefs confirmed; perhaps they hope that archaeology will provide a "scientific" basis for evangelism. Perhaps they fear the loss of faith in themselves or others if archaeology does not support their beliefs. Many identify this group with Biblical fundamentalism and while it includes most fundamentalists, it is in reality much larger than that. One of the hallmarks of this group is their almost universal failure to acknowledge controversy among experts and to suppress or more commonly massage evidence that is not supporting of their position.

Duane Smith está dizendo que há milhares de pessoas que desejam ardentemente que as conclusões dos arqueólogos ofereçam suporte para suas visões religiosas ou políticas, ou para as duas simultaneamente. Talvez essas pessoas tenham necessidade de ver suas crenças religiosas ou políticas confirmadas, talvez elas acreditem que a arqueologia possa oferecer uma base 'científica' para seu evangelismo, ou ainda, talvez elas tenham medo de perder a fé em si mesmas ou nos outros se a arqueologia não confirmar suas crenças... Muitos identificam este grupo com os fundamentalistas bíblicos, mas, além de incluir muitos fundamentalistas, na verdade, ele é muito maior (cont.)

Ou:
I will note that classical archaeologists occasionally debate their finding and their hypotheses in strong and sometimes derisive tones. But in general, none of them thinks their immortal soul or anyone else's depends on the outcome of these debates. Their honor or prestige may be on the line but not their religious beliefs. It is on the issue of religious belief that much of the talk, but little of the real archaeology, rests.

Quer dizer: os arqueólogos profissionais, quando se confrontam, debatem seus achados e suas hipóteses de maneira bastante dura. Mas, em geral, nenhum deles acredita que a salvação de sua alma dependa do resultado de seus debates. Sua honra e prestígio podem estar em jogo, não suas crenças religiosas. Mas é no campo das crenças religiosas que muito se bate boca, deixando a verdadeira arqueologia de fora, reflete Duane Smith.

Leia mais...

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Domingo, Fevereiro 11, 2007

Japoneses encontram no Egito sarcófagos raros

Arqueólogos acham sarcófagos raros no Egito (BBC Brasil - 10 de fevereiro de 2007)

A Japanese archaeological team has discovered three painted wooden coffins in Egypt, including two from the little-known Middle Kingdom period dating back more than 4,000 years.

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Bibliografia selecionada sobre a OHDtr

Estou pesquisando uma bibliografia selecionada sobre a Obra Histórica Deuteronomista para o livro que os "Biblistas Mineiros" publicarão este ano sobre o assunto. Transcrevo abaixo uma lista de uma dúzia de obras que realmente têm algo a dizer sobre o tema.

As obras estão organizadas cronologicamente e foram publicadas entre 1996 e 2006. A escolha cronológica é arbitrária - querem cobrir os últimos 10 anos - e a lista não pretende ser definitiva e nem completa. Pode e deve ser questionada. Coloco aqui apenas o que conheço. Talvez algum livro ainda seja excluído e pode ser que outros devam ser acrescentados. É uma lista muito provisória.

O meu propósito é simples: oferecer ao leitor um panorama de livros importantes nesta área. São 9 livros em inglês, 2 em alemão e 1 em francês. Acessíveis? Nem tanto. Publicações volumosas, caras e em línguas que nem todo mundo lê. Mas o leitor pode ter uma certeza: os maiores especialistas atuais em OHDtr estão nestes livros.

Não há nada em português? Os livros sobre a OHDtr publicados em português possuem duas características que os excluem desta bibliografia: são livros de divulgação bastante elementares e/ou têm posturas já superadas no debate historiográfico atual. Alguns poucos capítulos publicados em outros livros valem a pena, mas estes livros não tratam exclusivamente do assunto em pauta, por isso não os menciono aqui. Um apelo aos nossos editores: precisamos de livros - traduzidos - mais consistentes neste campo.

Em nossa publicação impressa a bibliografia será comentada.

DE PURY, A.; RÖMER, T.; MACCHI, J.-D. (eds.) Israël construit son histoire: l'historiographie deutéronomiste à la lumière des recherches recentes. Genève: Labor et Fides, 1996, 535 p. ISBN 2-8309-0815-5

NIELSEN, F. A. J. The Tragedy in History: Herodotus and the Deuteronomistic History. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1997, 192 p. ISBN 1-8507-5688-0

SCHEARING, L. S.; McKENZIE, S. L. (eds.) Those Elusive Deuteronomists: The Phenomenon of Pan-Deuteronomism. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1999, 288 p. ISBN 1-8412-7010-5

CAMPBELL, A. F.; O’BRIEN, M. A. Unfolding the Deuteronomistic History: Origins, Upgrades, Present Text. Minneapolis: Augsburg Fortress, 2000. vi + 505 p. ISBN 0-8006-2878-0

DE MOOR, J.; VAN ROOY H. F. (eds.) Past, Present, Future: The Deuteronomistic History and the Prophets. Leiden/New York/Cologne: Brill, 2000. x + 342 pp. ISBN 9-0041-1871-3

KNOPPERS, G. N.; McCONVILLE J. G. (eds.) Reconsidering Israel and Judah: Recent Studies on the Deuteronomistic History. Winona Lake, Indiana: Eisenbrauns, 2000, xxii + 650 p. ISBN 1-5750-6037-X

LOHFINK, N. Studien zum Deuteronomium und zur deuteronomistischen Literatur IV. Stuttgart: Katholisches Bibelwerk, 2000, 320 p. ISBN 3-4600-6311-4

RÖMER, T. C. (ed.) The Future of the Deuteronomistic History. Leuven: Leuven University Press/Peeters, 2000, xii + 265 p. ISBN 9-0429-0858-0

PERSON, R. F. Jr. The Deuteronomic School: History, Social Setting and Literature. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2002, xviii + 306 p. ISBN 1-5898-3024-5

KIM, U. Y. Decolonizing Josiah: Toward a Postcolonial Reading of the Deuteronomistic HIstory. Sheffield: Sheffield Phoenix Press, 2005, xii + 265. ISBN 1-9050-4872-6

LOHFINK, N. Studien zum Deuteronomium und zur deuteronomistischen Literatur V. Stuttgart: Katholisches Bibelwerk, 2005, 300 p. ISBN 3-4600-6381-5

RÖMER, T. The So-Called Deuteronomistic History: A Sociological, Historical and Literary Introduction. London: T &T Clark, 2006, x + 202 p. ISBN 0-5670-3212-4

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Arqueologia da Palestina e apologia bíblica

Na arqueologia da Palestina, história, religião e política se encontram...

Você certamente leu, ou pelo menos viu, o meu post Uma brilhante defesa de Finkelstein. Escrito em 28 de janeiro de 2007, relato ali os argumentos do arqueólogo Christopher O'Brien, em seu blog Northstate Science, a propósito do trabalho arqueológico de Israel Finkelstein e de seu livro The Bible Unearthed, escrito com Silberman.

Agora, leia Apologetics Archaeology? Round Two, do mesmo Christopher O'Brien, que traz a continuação do debate. Especialmente as reações provocadas pelo primeiro post.

Aproveite o embalo e leia também o post Archaeology and the Old Testament according to GCTS, part 1, de Chris Heard em seu biblioblog Higgaion, escrito ainda em 31 de janeiro de 2006 (observe: não é 2007, é 2006!).

Sem dúvida, na arqueologia da Palestina, história, religião e política se encontram...

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Widget Contador de Links do Technorati

O Technorati disponibiliza gratuitamente uma ferramenta chamada Link Count Widget (= Widget Contador de Links) para você usar no seu biblioblog. Esse widget faz uma contagem em tempo real do número de vezes em que seu post é citado em outros blogs e serve como uma espécie de trackback ou pingback.

O interessante é que será possível ver no seu próprio post o quanto de diálogos ele gerou entre outros biblioblogueiros, pois os links são indexados pelo próprio Technorati. Cada vez que seu post é linkado o número de "blog reactions", que passa a ficar na cor verde, aumenta. Por exemplo: 1 blog reaction. Clique sobre ele.

É muito simples de instalar, basta dar uma olhada em qual plataforma você bloga, copiar e colar o código no local indicado. Todos os estilos são padrões e vêm do próprio script. O Link Count Widget funciona com as mais populares plataformas para blogs e também com outros sites.

(Via Revolução Etc)

Porém, leia antes de instalar qualquer widget:
JavaScript Badges and Widgets Considered Harmful
Widgets, Third Party Tools Can Weigh Down Blogs

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Sábado, Fevereiro 10, 2007

O tom politico da arqueologia em Jerusalém

Leia In Jerusalem archaeology is politics
...Here history, religion and politics meet. Nothing in Jerusalem can be understood without all three.

Na BBC News - Friday, 9 February 2007.

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O debate sobre o livro Inchiesta su Gesù continua

Para acompanhar o polêmico debate sobre o livro de Corrado Augias e Mauro Pesce, Inchiesta su Gesù, um bom lugar é a página de Mauro Pesce.

AUGIAS, C.; PESCE, M. Inchiesta su Gesù: chi era l’uomo che ha cambiato il mondo. Milano: Mondadori, 2006, 263 p.

Leia Mais:
L'inchiesta su Gesù continua (Sperare per tutti - 07 de fevereiro de 2007)
Ressurreição de Cristo pode ter sido alucinação, diz livro polêmico (BBC Brasil - 08 de fevereiro de 2007)


Atualização (12/02/2007 - 17h38):
Gesù Nazareno. Un colloquio con Mauro Pesce. A cura di Cristiana Facchini.

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Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007

Como usar o Google Reader no blog

Leia no Official Google Reader Blog o post By Bloggers for Bloggers e veja como usar o Google Reader no seu blog.
Reader has always been about sharing your favorite items. One of the more fun things you can do with them is put them on your blog (...) All you have to do is click the "Add to Blogger" button on the put a clip on your site page in Reader (found in Settings). Now anytime you share something, your blog's readers will know about it too. It's more fun than a blogroll and always up to date (cont.)

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Confronto na Esplanada das Mesquitas

Folha Online: 09/02/2007 - 12h35

Esplanada das Mesquitas tem novo dia de protestos e confrontos
A Esplanada das Mesquitas foi mais uma vez palco de distúrbios e enfrentamentos entre muçulmanos e a polícia israelense, em Jerusalém. Após as orações das sextas-feiras (dia sagrado para os muçulmanos), centenas de pessoas deram início a um novo protesto contra as obras que Israel está realizando nas proximidades da mesquita de Al Aqsa, dentro da Cidade Velha, local sagrado para os muçulmanos e o terceiro mais sagrado do islamismo. O local também abriga um dos mais importantes símbolos do judaísmo - o Muro das Lamentações (cont.)

Leia Mais:
Jerusalem 'tense' after clashes
Palestinos e polícia se enfrentam em Jerusalém

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Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

Descoberta dos Manuscritos do Mar Morto faz 60 anos

Lendo hoje o biblioblog do Jim West, vi esta notícia que me interessou: The Anniversary of the Dead Sea Scrolls Discovery. E que remete a este texto, em alemão.

Pois é: a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto está fazendo aniversário: 60 anos.

Leia a história toda, em português, em Os Essênios: a Racionalização da Solidariedade.

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Oracula publica mais um numero sobre apocalíptica

A revista Oracula acaba de publicar o seu número 5, o primeiro de 2007.

Oracula é uma revista eletrônica do Grupo Oracula de Pesquisas em Apocalíptica Judaica e Cristã da Universidade Metodista de São Paulo.

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Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

Presidente da CNBB fala em sinagoga sobre a Shoah

Leia a fala do Presidente da CNBB em sinagoga de São Paulo por ocasião do Dia Internacional das Vítimas do Holocausto.

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Frase do dia - 05.02.2007

Wie dem auch sei. Sie haben gehört, Senhor, was ich zu Ihnen gesagt habe: Böse gegen Böse, am Ende brechen sie sich gegenseitig das Genick - Gott wartet nur, bis es soweit ist. Junger Mann: Gott ist Geduld. Das Gegenteil vom Teufel. Der nutzt sich ab.

Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, em tradução alemã, p. 20-21.

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Domingo, Fevereiro 04, 2007

Biblioblogueiro de fevereiro de 2007: Jim West

Brandon Wason, em Biblioblogs.com, entrevista Jim West, autor do biblioblog Dr Jim West [Obs.: blog apagado: 21.03.2008] escolhido como o biblioblogueiro do mês de fevereiro de 2007.

Jim West é por demais conhecido para ser apresentado. Só lembro aos leitores que, como diz Brandon Wason, ele é the most prolific blogger in the history of the medium, ou, como eu disse certa vez em um post, o mais animado dos biblioblogueiros.

Chamou minha atenção, de modo especial, um trecho da entrevista, onde Jim fala sobre o que é determinante para a qualidade de um blog, ou melhor, um biblioblog:
If a blog integrates somehow academic biblical / theological studies with current events, then you really are on to something. Or, as Karl Barth put it, you should have a “Bible in one hand and the newspaper in the other”. And having such, integrate them in such a way that the wider public realizes that the Biblical message is meaningful to them, today.

Ou seja: aquilo que sempre defendemos em terras tupiniquins: Bíblia e Realidade. Ou: estimulado pelos problemas da realidade (pré-texto), busca-se uma luz na Bíblia (texto), que é lida e aprofundada dentro da comunidade (con-texto), como explicou tão bem Carlos Mesters no seu livro Flor sem defesa.

E, claro, fiquei feliz ao ver o Observatório Bíblico citado entre os biblioblogs preferidos do Jim. Ao lado de Chris Tilling (Chrisendom - Tübingen, Alemanha), Chris Heard (Higgaion - Malibu, California, USA), Mark Goodacre (NT Gateway Weblog - Durham, North Carolina, USA), Brandon Wason (Novum Testamentum Blog - Atlanta, Georgia, USA) , Ben Myers (Faith and Theology - Brisbane, Austrália), James Spinti (Idle Musings of a Bookseller - Winona Lake, Indiana, USA) e James Crossley (Earliest Christian History - Sheffield, Reino Unido).

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Sábado, Fevereiro 03, 2007

Biblical Studies Carnival XIV

Trabalho feito por Chris Weimer em seu blog Thoughts on Antiquity.

Veja os melhores posts de janeiro de 2007 aqui.

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Chamado de Paris

Folha Online: 03/02/2007 - 10h09

da Efe, em Paris

Mais de 40 países pedem organização da ONU para o meio ambiente
Mais de 40 países apóiam a criação de uma organização da ONU para o Meio Ambiente proposta na conferência internacional "Cidadãos da Terra", que terminou nesta sábado em Paris com um chamado ao combate contra a degradação do planeta. "Hoje, sabemos que a humanidade está destruindo, a uma velocidade aterrorizadora, os recursos e equilíbrios que permitiram seu desenvolvimento e que determinam seu futuro", diz o "Chamado de Paris", lido no fim da conferência pelo anfitrião do encontro, o presidente da França, Jacques Chirac (cont.)

Leia Mais:
Especial Mudanças Climáticas
Humans blamed for climate change

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Fundamentalismo: um modo de estar no mundo

Vira e mexe, passa boi passa boiada, demora... mas, como não há nada como um dia depois do outro, o que escrevo na Ayrton's Biblical Page e no Observatório Bíblico, acaba, de vez em quando - embora não seja sempre, nem freqüente, muito menos dominante, ainda bem! - provocando reações fundamentalistas de determinados leitores indignados com a leitura acadêmica ou "científica" da Bíblia.

Certos fundamentalistas atiram para todo lado: na exegese moderna de modo geral; nos exegetas como um grupo de intelectuais que "matam" a Bíblia e que deveriam, portanto, ser silenciados, podados, extintos, em benefício da "verdadeira" Palavra de Deus; nos exegetas que chegam a ser - anacronicamente - comparados aos "doutores da Lei" do NT e responsabilizados, como aqueles (gente, acorda: foram os romanos!), pela morte de Jesus; nos exegetas "críticos" e destruidores da verdade; na ciência moderna como compreensão inadequada e até mesmo descabida da realidade; na razão humana como negação da fé... Reações que sempre procuram afirmar sua legitimidade com citações da Bíblia, com leituras literalistas dos textos bíblicos (uma tradução perrengue pode algum dia ser considerada texto literal?)... e por aí afora.

Acabo de chegar de mais uma reunião do grupo dos Biblistas Mineiros, ocorrida ontem em Belo Horizonte, reunião de dia inteiro, muito proveitosa, onde, entre outras coisas, discutimos o tema de nosso próximo número da revista Estudos Bíblicos publicada pela Vozes. Que tratará da questão dos métodos de leitura da Bíblia. E de sua necessidade. E, é claro, em nosso estudo, mesmo que captada apenas com o canto do olho, aparecerá a análise do modo fundamentalista de ver a realidade. Modo que recusa como necessária qualquer metodologia exegética porque acredita ter acesso direto e exclusivo ao significado do texto bíblico.

Se esse pessoal lesse Kant e soubesse da distinção entre "noumenon" e "fenômeno". Se esse pessoal lesse física quântica e descobrisse o quanto a realidade é diferente do que aparenta ser. Ah, mas não lê. E nem relê! Já dizia o grande R. Barthes: Quem não relê um texto, lê, em todos os textos, sempre o mesmo texto.

Quer exemplos? Leia nos comentários dos posts do Observatório Bíblico aqui e aqui.

Recomendo a releitura - quem não relê, já sabe, não? - do post que escrevi em 7 de janeiro de 2006: Fundamentalismo: um desafio ecumênico.

Além da bibliografia ali citada, vale a pena ler também:
BENEDETTI, L. R. Fundamentalismo: novidade? Cadernos de Teologia, Campinas, n. 3, 1997, p. 52-60.
BROWN, R. E. O significado crítico da Bíblia. São Paulo: Loyola, 1981, 150 p.
DIAS DA SILVA, C. M., com a colaboração de especialistas, Metodologia de exegese bíblica. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 2003, p.319-323.
KÜNG, H.; MOLTMANN, J. A Bíblia no conflito das interpretações. Concilium, Petrópolis, v. 158, n. 8, 1980, 123 p.

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Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

Ezequias e os agentes secretos da Assíria

Isto é mesmo diferente. Vi Spies in the Ancient Near East no biblioblog Awilum.com de Charles Halton e me interessei. Diz o texto que, acredite você ou não, há uma grande quantidade de material sobre espionagem nos textos cuneiformes do Antigo Oriente Médio.

O serviço secreto da Assíria é o assunto tratado neste estudo, que analisa as atividades dos espiões do rei Senaquerib por ocasião da invasão assíria de Judá, em 701 a.C: Ezequias e os Espiões Assírios. Reconstrução dos serviços de inteligência neo-assírios e seu significado para 2Rs18-19.

DUBOVSKÝ, P. Hezekiah and the Assyrian Spies. Reconstruction of the Neo-Assyrian Intelligence Services and its Significance for 2 Kings 18–19. Biblica et Orientalia 49. Roma: Pontificio Istituto Biblico, 2006, xviii + 308 p. ISBN 88-7653-352-4

Diz o editor:
Among the well-preserved ancient archives in Niniveh and Nimrud there are many cuneiform tablets which reveal the existence of secret service networks used by the Assyrian court to communicate with provincial officials during the 8th and the 7th century B.C. Using this vast material the author shows in great detail how the Assyrians collected, transmitted, and double-checked sensitive information. This study also includes an in-depth analysis of the activities of the Assyrian espionage involved in Sennacherib's invasion of Judah described in 2 Kgs 18-19. This fascinating book casts new light on the political situation and intrigues reflected in the biblical passage.

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Frase do dia - 01.02.2007

Den Verrückten sage ich nur Verrücktes.

Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, em tradução alemã, p. 96.

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Tyler Williams estuda Cosmogonias Mesopotâmicas

Tyler Williams, em Codex, vai apresentar e discutir as cosmogonias mesopotâmicas. Isto é particularmente importante para a compreensão de Gn 1-2. Em quatro partes, começando com o post Ideas of Origins and Creation in Ancient Mesopotamia, Part 1, já publicado, serão discutidas as questões metodológicas e os recursos disponíveis para o estudo dos textos mesopotâmicos (parte 1), os textos babilônicos antigos (parte 2), os textos neo-babilônicos (parte 3) e, finalmente, na quarta parte, uma síntese das idéias mais importantes que surgiram ao longo do estudo e sua relação com nossa compreensão dos textos bíblicos sobre a criação.

Ele diz:
Next to a close reading of the biblical text, one of the most important steps in its interpretation is knowledge of the ancient cultural and literary context of the Bible (...) Thus, when approaching the biblical creation accounts in Genesis 1 and 2, it is essential to have some knowledge of other ancient Near Eastern creation accounts (...) This is the first of four posts on ideas of creation in ancient Mesopotamia. This post will discuss some methodological issues surrounding the study of Mesopotamian texts and highlight some of the resources available for studying this literature. The second and third posts will survey Old Babylonian texts and Neo-Babylonian texts, respectively. The fourth post will synthesize some of the findings and relate them to our understanding of the biblical creation texts.


Isto até me anima a terminar um trabalho iniciado tempos atrás, de organização e publicação dos textos de um seminário no qual trabalhei com 15 alunos do CEARP sobre Cosmogonias Antigas e Cosmologias Modernas. Estudamos - em nível de introdução, pois isto ocorreu na graduação em Teologia - as Cosmogonias mesopotâmicas, egípcias, cananéias e israelitas (bíblicas), finalizando com um apanhado geral das várias cosmologias científicas modernas.

A compreensão das cosmogonias do Antigo Oriente Médio em seus contextos trouxe uma notável contribuição para a compreensão dos textos bíblicos de criação. Não estávamos em busca de semelhanças ou paralelos entre os textos orientais antigos, os textos bíblicos e as diferentes teorias da cosmologia moderna. Buscamos entendê-los dentro dos limites de sua época e função. Valeu a pena.

A dificuldade que enfrentei na época e que permanece para a publicação - isto explica o seu adiamento - diz respeito aos próprios textos. A maioria está em inglês e alguns em espanhol. Estas são traduções dos originais, feitas por especialistas da área e bastante confiáveis. Os poucos textos que tenho em português, porém, são tradução de tradução, pois vieram do inglês ou do francês, o que diminui a sua confiabilidade. Mas, aguardem.

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