Observatório Bíblico

Terça-feira, Janeiro 31, 2006

Leitura sócio-antropológica da Bíblia

Graças a Jim Davila no seu blog PaleoJudaica.com, tomei conhecimento deste livro que me parece, à primeira vista, muito interessante:


ESLER, Philip F. (ed.) Ancient Israel: The Old Testament In It's Social Context. Minneapolis: Fortress, 2005, 438 p.


O livro traz os ensaios de uma conferência realizada em St. Andrews, Escócia, em 2004, conforme relata o mesmo Jim Davila.


Veja a descrição do livro e os autores na página da editora e leia trechos na Amazon.com.

Leia meus artigos sobre leitura sócio-antropológica da Bíblia aqui e aqui.


Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Bibliografia

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The Pennsylvania Sumerian Dictionary

O Pennsylvania Sumerian Dictionary está preparando um dicionário de sumério para ser usado tanto por sumeriólogos como por leigos no assunto. Outros instrumentos para trabalhar com a língua suméria também estão sendo preparados. O projeto é desenvolvido pela seção babilônica do Museu de Antropologia e Arqueologia da Universidade da Pensilvânia, USA.

Agradeço a Charles Halton do blog awilum.org pela indicação feita aqui.

Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Links

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Antigo Testamento/Primeiro Testamento/Bíblia Hebraica/Tanak... que rótulo usar?

Vale a pena ler o post de hoje de Tyler F. Williams em Codex Blogspot: Old Testament/First Testament/Hebrew Bible/Tanak: What's in a Name? Quite a Bit Actually! [Obs.: link quebrado - 21.03.2008 - 11h25]

Para além de reconhecer a conveniência de usar um ou outro rótulo conforme a audiência, ele mostra como todos estes nomes são apenas rótulos externos à coleção de livros bíblicos, sem tanta importância. A própria tradição bíblica não se autodenomina assim...


Essa questão afeta igualmente o Novo Testamento... ou seria Segundo Testamento?

Proveitoso também é ler o histórico que Tyler F. Williams faz destes rótulos: quem os criou, quando surgiram, porque foram criados... Que razões ideológicas ou, em direção oposta, que tentativas de convivência fraterna estão na origem destes conceitos?


E termina com a questão: E você, que rótulo usa e por que o usa?

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Segunda-feira, Janeiro 30, 2006

Continua o debate sobre a validade histórica dos textos bíblicos

Para quem se interessa pelo assunto, uma visita aos arquivos da lista de discussão ANE dos últimos dias vale a pena.

Especialmente o assunto listado como Biblical historicity, mas o thread tem assumido nomes diversos. Niels Peter Lemche é um dos que estão empenhados em aquecido debate...

Veja a partir daqui, por exemplo.

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Domingo, Janeiro 29, 2006

Tratamento insuficiente de um tema interessante da História de Israel?

O assunto é da maior importância: a reconstrução da sociedade israelita anterior ao século X a.C. Mas o livro de


MILLER II, Robert D. Chieftains of the Highland Clans: A History of Israel in the Twelfth and Eleventh Centuries B.C. Grand Rapids: Eerdmans, 2005. xix + 186 p.

gerou controvérsias pelo modo como o tema foi tratado e as conclusões a que o autor chegou. Robert D. Miller II é professor de Sagrada Escritura no Mount St. Mary’s Seminary, Emmitsburg, Maryland, USA.

Na página da editora Eerdmans se lê a seguinte apresentação da obra:

An illuminating social history of ancient Israel, Chieftains of the Highland Clans offers an unusually thorough and original reconstruction of Israelite society prior to the rise of the monarchy around 1000 B.C. Using the latest archaeological research and anthropological theories, Robert Miller presents an intriguing picture of what life was like in early Israel. Ethnographic evidence from diverse cultures suggests the “complex chiefdom” model as the most appropriate for the archaeology of twelfth-and eleventh-century highland Palestine. This model details the economic and political realities of prestate societies with ascribed rank and hierarchical political control. As he applies and fine-tunes the complex chiefdom model, Miller illustrates areas of potential correspondence and contradiction between his reconstruction and the biblical text. Students of archaeology, Palestine, and the Hebrew Bible will not want to miss Miller’s fresh and fascinating conclusions about the sociopolitical nature of early Israel.


Entretanto, duas resenhas publicadas agora em janeiro pela RBL são bem menos otimistas, reticentes até.

Veja o que conclui Diana Edelman, da Universidade de Sheffield, Sheffield, Reino Unido:

The main thesis is that ethnographic evidence from diverse cultures shows a probability that complex chiefdoms immediately preceded state formation and that this is likely to have been the case in the highlands of Palestine in the twelfth-eleventh centuries before the emergence of the state in the tenth-century BCE (...) This volume demonstrates for me how severely limited our knowledge of the central highlands in the Iron I period is; of 453 sites, less than twenty seem to have beenexcavated, and the exposure is extremely limited at some sites, such as Beitin and Tell el-Ful, or the site was problematically dug, such as el-Jib. As a result, I think it is still premature to attempt to establish the political configurations that existed at this time in this region, in the wake of the devolution of the Late Bronze city-states, not to mention the ethnic affiliation(s) of the locals. I have reservations about using sociopolitical models to fill in the many gaps in our data and knowledge, particularly when the archaeological correlates being used are not unique to a single type of political control. It is always useful to consider possibilities, but it is also necessary, under the present circumstances where so little information exists, to consider a range of possibilities and not lock ourselves into a single model.

Também Pekka Pitkänen, Universidade de Gloucestershire, Cheltenham, Reino Unido, vai dizer que:

I am personally unconvinced of the validity of the chieftain model in all its aspects, based on the presentation (...) As Miller himself acknowledges, the archaeological data is not plentiful enough to make clear conclusions about various aspects of the model(s) used. Having said this and the criticisms above, I found interesting the ideas that/how bigger sites would/could dominate smaller sites, the possible hierarchical layers of power that can be identified, and possible social and societal interactions. I also think that building the model as Miller has done has been a worthwhile effort, even if the question of whether and to what extent the model is representative of ancient reality is not all that certain. This is altogether a worthwhile book in opening a discussion for reconstructing societal structures based on settlement patterns in the Israelite highlands in interaction with theories that try to estimate societal structures and interactions through a complex chiefdom model.

O autor usa, entre outros recursos teóricos, o Gravity Model which estimates how goods move between the differing social strata of a complex chiefdom... Sobre o Modelo Gravitacional leia mais aqui.


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Sábado, Janeiro 28, 2006

Big Brother is watching you

Sempre fui fanático por ficção científica. De Júlio Verne a Arthur Clarke... Ficção que vai se tornando realidade. Recentemente vi a notícia de que um "planeta-irmão" da Terra foi descoberto, usando um técnica prevista por Einstein em 1912.

Mas Arthur Clarke, mapeando, em 2005, os próximos 95 anos, prevê, entre outras coisas, que, por volta de 2010, apesar de protestos a favor da privacidade, o monitoramento de toda a vida na Terra torna-se lei, criando uma espécie de Big Brother que elimina todas as formas de violência. A referência está em Ficção das origens: Arthur Clarke, na coleção Exploradores do Futuro, da Scientific American Brasil, São Paulo: Duetto Editorial, 2005, p. 11.

Será que ele acertou a última parte, o fim de todas as formas de violência? Abaixo, reuni 5 trechos de reportagens que sairam entre 16 de dezembro de 2005 e 26 de janeiro de 2006.


Google enfrenta críticas por se autocensurar na China

Folha Online - 26/01/2006 - 11h39

A decisão do Google de censurar o conteúdo oferecido aos internautas chineses foi duramente criticada. Segundo especialistas ouvidos pela agência de notícias Associated Press, a ação representa a vitória do governo chinês, que monitora informações na internet e pune aqueles que expõem opiniões oposicionistas - diversos blogueiros já foram presos por este motivo (...) Apesar de todas as críticas, afirma a Associated Press, o Google não tem muito com o que se preocupar. Protestos parecidos já foram realizados quando Yahoo! e Microsoft concordaram em colaborar com o governo chinês, e nenhuma delas sofreu processos ou boicotes por isso. O serviço de blogs da Microsoft na China, por exemplo, barra termos como "democracia" e "direitos humanos". Além disso, alguns especialistas que estudam a internet na China afirmam que a censura não pode conter a força da internet. Apesar de a vigilância ser constante e muito rigorosa, é impossível controlar todo o conteúdo que será acessado pelos internautas locais - isso significa que, mesmo com mais dificuldades, eles lerão as informações da rede.


Google se nega a divulgar aos EUA dados sobre buscas

Folha Online - 20/01/2006 - 11h25

O gigante das buscas Google se recusou a cumprir uma intimação do governo norte-americano que vai contra a política de privacidade da companhia - a administração Bush gostaria de saber o que milhões de pessoas estão procurando na internet com a ajuda da popular ferramenta. Segundo a empresa, o governo quer uma lista com todos os termos digitados na caixa de buscas durante uma semana específica - caso elaborado, este documento teria milhões de palavras. Além disso, o Google deveria fornecer cerca de 1 milhão de endereços virtuais contidos em seu banco de dados e selecionados a esmo. A intimação, afirma a agência de notícias Associated Press, mostra como os sites de busca podem ser úteis para os governos, quando eles querem controlar a população. Para justificar o pedido, representantes dos EUA falam que estas informações são "vitais" para o cumprimento de leis que protegem crianças contra a pedofilia. Com a recusa do Google - a intimação chegou à empresa em meados do ano passado -, o advogado Alberto Gonzales, que representa os EUA, pediu nesta semana que um juiz de San José interviesse no caso e fizesse outra requisição oficial para a entrega das informações. Ontem, o Yahoo! confirmou à Associated Press ter recebido uma intimação parecida. "Não revelamos qualquer informação pessoal de nossos usuários", afirmou a empresa. A Microsoft - dona da ferramenta de buscas MSN - se recusou a dizer se recebeu um pedido oficial deste tipo. Para especialistas, este caso preocupa por ir contra as políticas de privacidade das empresas de busca (...) Este tipo de preocupação em relação ao direito à privacidade aumentou ainda mais quando se soube que, depois dos ataques de 11 de setembro, os EUA tiveram acesso à comunicação de civis sem autorização oficial para fazê-lo.


EUA mantêm desde 2001 megaoperação secreta de espionagem

Folha Online - 30/12/2005 - 21h29

Os Estados Unidos mantêm, desde os ataques de 11 de setembro de 2001, o maior programa secreto de espionagem e prisões de estrangeiros desde o fim da Guerra Fria, informa nesta sexta-feira o jornal americano "The Washington Post". Isso inclui permissões da CIA [agência de inteligência americana] de prender suspeitos terroristas vinculados à rede Al Qaeda em qualquer país do mundo, e usar técnicas de tortura condenadas como violações aos direitos humanos. O programa, batizado pela sigla GST, também permitiria à agência americana estabelecer uma rede de inteligência com serviços secretos de vários países, manter prisões clandestinas fora dos Estados Unidos, e mover prisioneiros para qualquer lugar do globo. Nos últimos dois anos, vários aspectos dessa operação secreta vieram a público, e provocaram vários protestos de civis contra a ação do governo Bush e também em países que colaboram com os EUA. Apesar disso, todos os programas continuam a operar, de acordo com membros do governo ouvidos pelo jornal americano.


EUA monitoram civis sem autorização legal, diz jornal

Folha Online - 16/12/2005 - 11h05

À procura de evidências de terrorismo, e sob recomendação do presidente George W. Bush, a Agência de Segurança Nacional americana monitora secretamente ligações e e-mails de civis residentes nos EUA que se comunicavam com pessoas no exterior, segundo texto publicado no site do jornal "The New York Times" desta sexta-feira. O monitoramento, que passou a ser feito meses após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, não teve autorização da Justiça americana, geralmente necessária para realizar esse tipo de espionagem, informa o jornal. De acordo com o "New York Times", sob uma ordem presidencial, assinada em 2002, a agência de inteligência americana começou a monitorar todos as ligações telefônicas internacionais e mensagens vindas de provedores de internet de outros países de milhares de pessoas que moram nos Estados Unidos, em um esforço de descobrir se a rede terrorista Al Qaeda "está infiltrada no país". Muitos detalhes do programa são mantidos em sigilo, mas fontes consultadas pelo jornal disseram que a agência americana "vigia sem direitos mais de 500 pessoas simultaneamente nos Estados Unidos, a qualquer momento. A lista de pessoas vigiadas muda de tempos e tempos (...) e, sendo assim, o número de pessoas monitoradas no país pode chegar a milhares. No exterior, entre 5.000 e 7.000 pessoas, suspeitas de atividades terroristas, são vigiadas simultaneamente", diz o "New York Times".


Casa Branca inicia campanha para defender espionagem nos EUA

Folha Online - 20/01/2006 - 17h55

A Casa Branca defenderá o programa para espionar residentes nos EUA sem permissão judicial, em uma campanha de relações públicas anunciada hoje que pretende enfraquecer os que afirmam que as escutas violam a Constituição. Como parte da campanha, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, visitará na quarta-feira (25) a Agência Nacional de Segurança (NSA), órgão que vem fazendo interceptações de telefonemas e e-mails sem autorização prévia de um juiz desde 2002. Na segunda-feira (23), Michael Hayden, ex-chefe da NSA, falará a favor do programa em um discurso no Clube Nacional da Imprensa, e na terça-feira (24) será a vez do promotor-geral dos EUA, Alberto Gonzales, informaram fontes governamentais. Os discursos acontecerão antes da realização de audiências no Congresso sobre o programa, cuja existência, revelada pelo jornal "The New York Times" no mês passado, causou grande polêmica nos EUA. A primeira audiência acontecerá em 6 de fevereiro no Comitê Judicial do Senado e terá a participação de Gonzales. Uma coalizão de associações não-governamentais, na qual se incluem o Centro de Direitos Constitucionais e a União de Liberdades Civis dos EUA, processou o governo para interromper a interceptação das comunicações sem supervisão judicial.

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Forum Social Mundial 2006

Veja o Especial Fórum Social Mundial 2006 da Agência Carta Maior.

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O profeta Sofonias: importante comentário

Um interessante comentário ao profeta Sofonias na coleção Hermeneia, da Fortress Press.

SWEENEY, M. A. Zephaniah. Minneapolis: Fortress, 2003. 250 p.

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Padre italiano vai ter que provar na justiça que Jesus existiu: comédia em quantos atos?

O caso relatado aqui continua. Veja o texto de Assimina Vlahou, da BBC Brasil, em Roma.

Pela primeira vez em 2000 anos, a existência de Jesus Cristo, depois de ter provocado guerras, disputas teológicas e conflitos religiosos, pode acabar num tribunal internacional. É o que promete Luigi Cascioli, o homem que desafia um padre italiano a provar, na justiça, que Cristo [obs. minha: Jesus!] existiu de verdade. A primeira audiência do processo foi nesta sexta-feira, na Itália. "Primeira e última”, promete em entrevista à BBC Brasil o advogado do padre Enrico Righi, que está sendo acusado de "abuso da credulidade popular" e "substituição de pessoa". De acordo com o advogado Bruno Severino, o juiz dará uma resposta em poucos dias e pode arquivar o caso ou decidir que devem ser feitas outras investigações. "Imagine uma perícia sobre a existência de Jesus!", exclamou, incrédulo, o advogado. O acusador é Luigi Cascioli, ex-agrônomo, aposentado, que se define como "ateu militante" (continua)...

Leia Mais:
Cristo è esistito? La parola al giudice...
«Cristo non è esistito». Denuncia contro un sacerdote
I media di tutto il mondo in tribunale per seguire il processo Cascioli - Righi
Jesús ante la justicia
Luigi Cascioli - La Favola di Cristo

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Sexta-feira, Janeiro 27, 2006

Arqueologia da Palestina, entusiasmo messiânico ou pragmatismo político?

Tomei conhecimento do detalhado artigo do jornal israelense The Jerusalem Post sobre as escavações recentes feitas em Jerusalém e de seu possível significado.

Um debate que vem já de algum tempo, como pode-se ver aqui mesmo neste blog.

Em The once and future city, assinado por Rena Rossner e datado de 26 de janeiro de 2006, às 15h51, pode-se ler sobre as recentes descobertas arqueológicas feitas na "cidade de Davi", as opiniões dos que defendem um grande reino davídico/salomônico no século X a.C. e dos que o negam.

E qual deve ser a relação entre arqueologia e Bíblia? E qual é a agenda política de quem defende a autenticidade da descoberta de um suposto "palácio de Davi" por Eilat Mazar? Leia o artigo, que vale a pena.

Mas aproveito para citar um pequeno trecho, exatamente sobre a "agenda política", até mesmo porque a situação volta a se tornar muito tensa na região com a vitória do Hamas nas eleições parlamentares palestinas desta quarta-feira, dia 25:
But neither the Ir David Foundation nor the Shalem Center are funding these digs solely in order to understand more about the past. In interviews with IJ, representatives of both organizations acknowledged that their involvement was geared towards bolstering Israel's current claims to the Jerusalem as Israel's united capital and developing the ancient city of Jerusalem as a constitutive component of Jewish identity. According to Doron Spielman, spokesman for the Ir David Foundation, their goal has always been to secure as much land as possible in the area, though both settlement and purchase. To this end, philanthropist Nissan Khakshouri had contributed more than $3 million to the excavation project, but stopped funding the project in 2003. Today, Spielman refuses to say who is funding the project at this time, saying that the funding comes from Ir David's "operating budget." However, sources close to the project believe that at least some of the funding can be directly and indirectly linked to funders in the United States who have regularly supported right-wing and settlement activities throughout Jerusalem and the West Bank.

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Homenagens a Wolfgang Amadeus Mozart

Presto minhas homenagens a Mozart, no dia em que o mundo comemora os 250 anos de seu nascimento. Já o visitei, emocionado, em Salzburg!



Leia Mais:
Internationale Stiftung Mozarteum
Mozart.at
Salzburg - Die Bühne der Welt
The Mozart Project

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Quarta-feira, Janeiro 25, 2006

Enoch and Qumran Origins: 47 pesquisadores debatem o tema

BOCCACCINI, Gabriele (ed.) Enoch and Qumran Origins: New Light on a Forgotten Connection. Grand Rapids: Eerdmans, 2005, xviii + 472 p.

Henoc e as origens de Qumran: nova luz sobre uma conexão esquecida é o resultado do segundo seminário sobre a literatura henóquica, The Enoch Seminar. Este é o primeiro e mais completo exame das complexas e esquecidas relações existentes entre a comunidade de Qumran e o grupo judaico que produziu a literatura pseudepígrafa de Henoc. Este livro conta com a colaboração de 47 pesquisadores de 11 países. Os ensaístas demonstram que as raízes da comunidade de Qumran devem ser buscadas na tradição do grupo henóquico muito mais do que no sacerdócio de Jerusalém.

A introdução é de Gabriele Boccaccini e a conclusão de James Charlesworth.


As cinco partes do livro examinam, sob diferentes ângulos, as hipóteses de 5 eminentes pesquisadores da área: John J. Collins (Dream Visions and Daniel), James C. VanderKam (Enoch and Jubilees), George W. E. Nickelsburg (The Apocalypses of Weeks), Florentino García Martínez (The Groningen Hypothesis Revisited) e Gabriele Boccaccini (The Enochic-Essene Hypothesis Revisited). No final de cada parte o autor da respectiva hipótese responde às questões levantadas.

O que dizer de um livro onde estão reunidos os especialistas mais conceituados da área? Que o livro representa o "state of-the-art" e, ao mesmo tempo, "first-class research at its best"...

Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Novidades

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BibleWorks 7 chegou com muitas novidades

A versão 7 do BibleWorks já está à venda. BibleWorks é um excepcional software para o estudo da Bíblia.

A atual versão, de número 6, traz 93 versões da Bíblia em 29 línguas, incluindo o português, 12 textos nas línguas originais, 7 bancos de dados de morfologia bíblica, 6 léxicos e dicionários gregos, 4 léxicos e dicionários hebraicos, além de 18 outras ferramentas, tudo integrado. Foi lançada em 2003. Compare...

A versão 7 traz 112 versões da Bíblia em 30 línguas, incluindo o português, 14 textos nas línguas originais, 18 bancos de dados de morfologia, 12 léxicos e dicionários gregos, 5 léxicos e dicionários hebraicos, além de 30 outras ferramentas, tudo integrado. Veja aqui o conteúdo completo da versão 7 (os itens em azul são as novidades da nova versão de 2006).

Entre as novidades, chamou minha atenção, na primeira leitura, o suporte para fontes Unicode (BibleWorks now supports both Unicode and non-Unicode Greek and Hebrew) , os mapas editáveis do Oriente Médio feitos por satélite (a set of beautiful satellite maps...the collection includes a full set of editable site and terrain overlays for major locations in Israel and Egypt, along with detailed overhead and elevation data and a comprehensive list of archaeological sites), além de algumas novas ferramentas que facilitam o uso do programa.

Fique de olho no blog de Rubén Gómez, Bible Software Review Weblog, que logo estará analisando o programa. E também nos BibleWorks User Forums.

Sobre o preço do programa? Veja aqui (versão completa) e aqui (atualização).

Exige um mínimo de 64 MB de RAM e um espaço em disco que vai de 600 MB a 5.5 GB. Compatível com Windows 98/Me/NT/2000/XP. Não há versões para Macintosh nem Linux ou Unix, mas: according to many users, the Macintosh PowerPC, G3's, and G4's can run Microsoft VirtualPC, and users have reported that BibleWorks runs successfully under Windows emulators in Unix and Linux, how VMWare and WINE.

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Terça-feira, Janeiro 24, 2006

Pastoralis: nova forma de pensar a comunidade cristã

Recebi hoje e-mail do ex-aluno e amigo da FTCR da PUC-Campinas, Pe. Rodrigo Catini Flaibam, atualmente pároco de São Cristóvão, Arquidiocese de Campinas, em Valinhos, SP.

Foi uma alegria visitar o site Pastoralis, do qual Rodrigo é o Pároco Virtual. E perceber que, com sua competente equipe, Rodrigo gerencia, não apenas uma página, mas uma nova forma de pensar a comunidade cristã, em perfeita sintonia com os poderosos recursos hoje oferecidos pela net. Parabéns, Rodrigo e equipe.

Claro, a página tem uma seção sobre Bíblia...

PASTORALIS

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PaleoJudaica.com: o blog do mês de janeiro

PaleoJudaica.com de James R. Davila, Ph.D., Harvard University, Lecturer in Early Jewish Studies at the University of St. Andrews, Escócia, é o blog do mês em Biblioblogs.com e sua entrevista feita por Brandon Wason pode ser lida aqui.

Lembro que Jim acaba de publicar novo livro:

DAVILA, J. R. The Provenance of the Pseudepigrapha: Jewish, Christian, or Other? Leiden: Brill, 2005, 286 p. que acrescentei à minha bibliografia comentada aqui.

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Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

A complexa construção da identidade judaica e o testemunho da Literatura Pós-Exílica

A Literatura Pós-Exílica é estudada no segundo semestre do segundo ano de Teologia na FTCR e no CEARP. Com enorme abrangência e carga horária limitada - 4 horas semanais no CEARP e apenas 2 horas semanais na FTCR da PUC-Campinas - esta disciplina aborda 4 momentos:
1. Os profetas exílicos e pós-exílicos: de Ezequiel a Joel
2. Romance, novela, conto: de Rute a Judite
3. Historiografia: a Obra Histórica do Cronista e 1 e 2 Macabeus
4. A literatura apocalíptica: Daniel e os apocalípticos apócrifos (ou pseudepígrafos).


São privilegiados, pelo minguado do tempo, os momentos 2 e 4. Os profetas são vistos mais rapidamente, pois o profetismo já foi estudado no primeiro semestre; e, infelizmente, a historiografia é apenas mencionada. Já o item 2 é fundamental para se entender o complexo universo de conflitos em que se busca uma identidade judaica - que acaba plural - e o item 4, a apocalíptica, é a porta que deve ser cuidadosamente aberta para a entrada, no semestre seguinte, em o mundo do Novo Testamento.

Dispostos cronologicamente os livros, teríamos o seguinte panorama desta enorme literatura:
1. Os profetas exílicos e pós-exílicos
Ezequiel: 593-571 a.C.
Dêutero-Isaías: cerca de 550
Ageu: 29.8 a 18.12.520
Zacarias 1-8: 18.12.520 a 7.12.518
Isaías 56-66: entre 520 e 510
Malaquias: entre 480 e 450
Zacarias 9-14: final séc. IV - início séc. III
Joel: séc. IV ou III

2. Romance, novela, conto
Rute: ca. 450 a.C.
Jonas: ca. 450
Ester (hebr.): ca. 350
Tobias: ca. 200
Judite: ca. 150

3. Historiografia
OHCr: 1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias: séc. IV a. C.
1 e 2 Macabeus: entre 90 e 70

4. A literatura apocalíptica (seleção)
Daniel: 164 a. C.
O livro etiópico de Henoc: séc. II-63 a.C.
O livro eslavo de Henoc: séc. I d.C.
O livro dos Jubileus: 100 a.C.
Os Salmos de Salomão: 63-40 a.C.
Os Testamentos dos 12 Patriarcas: 130-63 a.C.
Os Oráculos Sibilinos: séc. I a.C.
Assunção de Moisés: 30 a.C.-30 d.C.
O Apocalipse siríaco de Baruc: 75-100 d.C.
O IV livro de Esdras: fim do séc. I d.C.


I. Ementa

Procura compreender a vivência dos judeus no exílio, lendo os profetas Ezequiel e Dêutero-Isaías. De igual modo, no pós-exílio, através do estudo dos profetas da reconstrução, tais como Ageu, Zacarias, Trito-Isaías e outros. Aborda também os romances, novelas e contos (Rute, Jonas, Ester, Tobias, Judite), que mostram como manter a identidade judaica, tanto dentro do país como na diáspora. A literatura histórica da época, através da Obra Histórica do Cronista (1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias), também é tratada. Finalmente, a significativa literatura apocalíptica, tanto canônica, como Daniel, quanto apócrifa, até Qumran. É um momento privilegiado para a preparação dos estudos neotestamentários, no contexto dos domínios persa, grego e romano sobre a Palestina. O confronto entre o judaísmo e o helenismo é abordado em detalhes.

II. Objetivos
Possibilita ao aluno conhecer a complexidade dos vários judaísmos surgidos no pós-exílio, suas teologias e o ambiente carregado de especulações apocalípticas em que se deu a pregação de Jesus e a escrita do Novo Testamento.


III. Conteúdo Programático

1. Os profetas exílicos e pós-exílicos
Ezequiel
Dêutero-Isaías (Is 40-55)
Ageu
Zacarias 1-8
Trito-Isaías (Is 56-66)
Malaquias
Zacarias 9-14
Joel

2. Romance, novela, conto
Rute
Jonas
Ester
Tobias
Judite

3. Historiografia
A obra histórica do Cronista (1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias)
1 e 2 Macabeus

4. A literatura apocalíptica
Daniel
Os apócrifos apocalípticos

IV. Bibliografia
Básica
ARANDA PÉREZ, G. et al. Literatura Judaica Intertestamentária. São Paulo: Ave-Maria, 2000.

DA SILVA, A. J. Apocalíptica: busca de um tempo sem fronteiras. Artigo disponível na Ayrton's Biblical Page > Apocalíptica.

DIEZ MACHO A. et al. Apócrifos del Antiguo Testamento I-V. Madrid: Cristiandad, 1982-1987.

MESTERS, C. Como ler o livro de Rute: pão, terra, família. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997.

SCHÖKEL, L. A.; SICRE DIAZ, J. L. Profetas 2v. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2002-2004.

STORNIOLO, I. Como ler o livro de Daniel: reino de Deus x Imperialismo. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997.

WIÉNER, C. O profeta do novo êxodo: o Dêutero-Isaías. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997.

Complementar
ABADIE, Ph. O livro de Esdras e de Neemias. São Paulo: Paulus, 1998.

ABADIE, Ph. O livro das Crônicas. São Paulo: Paulus, 1998.

COLLINS, J. J.; McGINN, B.; STEIN, S. J. (eds.) The Encyclopedia of Apocalypticism: Vol. 1: The Origins of Apocalypticism in Judaism and Christianity; Vol. 2: Apocalypticism in Western History and Culture; Vol. 3: Apocalypticism in the Modern Period and the Contemporary Age. New York: Continuum, 2000.

COOK, S. L. The Apocalyptic Literature. Nashville: Abingdon, 2003.

GARCÍA MARTÍNEZ, F. Textos de Qumran: edição fiel e completa dos Documentos do Mar Morto. Petrópolis: Vozes, 1995.

GARCÍA MARTÍNEZ, F.; TREBOLLE BARRERA, J. Os homens de Qumran: literatura, estrutura e concepções religiosas. Petrópolis: Vozes, 1996.

GRABBE, L.; HAAK, R. D. (eds.) Knowing the End from the Beginning: The Prophetic, Apocalyptic and Their Relationships. London: T & T Clark, 2004.

JOSEFO, F. História dos Hebreus: obra completa. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1992.

KILLP, N. Jonas. Petrópolis/São Leopoldo: Vozes/Sinodal, 1994.

KIPPENBERG, H. G. Religião e formação de classes na antiga Judéia: estudo sociorreligioso sobre a relação entre tradição e evolução social. São Paulo: Paulus, 1997.

LACOCQUE, A. Le Livre de Ruth. Genève: Labor et Fides, 2004. Resenha: Kirsten Nielsen, University of Aarhus, Aarhus, Dinamarca.

MEIN, A. Ezekiel and the Ethics of Exile. Oxford: Oxford University Press, 2001. Resenha: David G. Garber Jr., Emory University, Atlanta, GA, USA.

RUSSEL, D. S. Desvelamento divino: uma introdução à apocalíptica judaica. São Paulo: Paulus, 1997.

SHANKS, H. (org.) Para compreender os manuscritos do Mar Morto. Rio de Janeiro: Imago, 1993.

SHIGEYUKI N.; DE PAULA PEDRO, E. Como ler o livro de Malaquias: defender a tradição ou a vida? 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997.

SOLANO ROSSI, L. A. Como ler o livro de Zacarias: o profeta da reconstrução. São Paulo: Paulus, 2000.

STORNIOLO, I. Como ler o livro de Ester: o poder a serviço da justiça. 2. ed. São Paulo: Paulus, 1997.

STORNIOLO, I.; BORTOLINI, J. Como ler o livro de Tobias: a família gera vida 2. ed. São Paulo: Paulus, 1997.

STORNIOLO, I. Como ler o livro de Judite: a viúva que salvou o seu povo. 2. ed. São Paulo: Paulus, 1997.

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Novidades na bibliografia da Ayrton's Biblical Page

Livros novos acrescentados à bibliografia comentada da Ayrton's Biblical Page.

Sobre apocalíptica:
  • COLLINS, John J.; McGINN, Bernard; STEIN, Stephen J. (eds.) The Encyclopedia of Apocalypticism: Vol. 1: The Origins of Apocalypticism in Judaism and Christianity, 520 p.; Vol. 2: Apocalypticism in Western History and Culture, 544 p.; Vol. 3: Apocalypticism in the Modern Period and the Contemporary Age, 520 p. New York: Continuum, 2000.
  • COOK, Stephen L. The Apocalyptic Literature. Nashville: Abingdon, 2003. 233 p.
  • GRABBE, Lester; HAAK, Robert D. (eds.) Knowing the End from the Beginning: The Prophetic, Apocalyptic and Their Relationships. London: T & T Clark, 2004. ix + 226 p.

Sobre profetismo:
  • MEIN, A. Ezekiel and the Ethics of Exile. Oxford: Oxford University Press, 2001. xii + 298 p.
Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Apocalíptica e Profetismo

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Onde se faz a maior parte da pesquisa atual sobre o Jesus Histórico?

Vale a pena ler a reflexão de Mark Goodacre no seu NT Gateway Weblog sobre a atual situação da pesquisa sobre o Jesus Histórico. Leia


Ou seja: A pesquisa norte-americana sobre o Jesus Histórico está chegando à maioridade?


Bibliografia em português e inglês sobre o Jesus Histórico em livros e na Internet?
Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Jesus x Império

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Domingo, Janeiro 22, 2006

Tomb raiders

The Guardian - Thursday January 19, 2006
Three years after Iraq's ancient treasures were first stolen and smashed, the cradle of civilisation is still being looted. It's a catastrophe, says former arts minister Mark Fisher.
Mais sobre a destruição cultural da antiga Mesopotâmia?

Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Oriente Médio

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Sábado, Janeiro 21, 2006

Intelligent design, criacionismo e evolucionismo

Será que todo mundo sabe o que é intelligent design, que pode ser traduzido por design inteligente ou planejamento inteligente?

E qual sua relação com o evolucionismo? E com o criacionismo? E com a sociedade norte-americana? E com o Vaticano? E com a administração Bush?

E por que este tema está sendo tão debatido ultimamente? E esta polêmica já chegou ao Brasil? Ou vai chegar?

Abaixo, alguns links para os interessados no assunto...

Breakthrough of the year: Evolution in Action
Discovery Institute
Discovery Institute
Escolas do Rio vão ensinar criacionismo
EUA abrem maior mostra sobre Darwin
Evolução é o "achado do ano", diz revista
Jornal do Vaticano diz que design inteligente não é científico
Mais que polêmico, ensinar criacionismo é "crime", diz físico Marcelo Gleiser
Teorias científicas vão aos tribunais
The Center for Science and Culture
The Word From Rome - January 20, 2006

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Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

Fontes Unicode para Hebraico e Grego

Visite estas duas páginas:

Mais fontes para escrever em Hebraico e Grego?

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Quinta-feira, Janeiro 19, 2006

Theodore Hildebrandt "eSources" para o Antigo Testamento

Site de recursos para o Antigo Testamento do Dr. Ted Hildebrandt, Gordon College, Wenham, MA, USA. Bibliografia significativa para alguns livros bíblicos. Na opinião de Rob Bradshaw, em seu blog BiblicalStudies.org.uk, que pode ser vista aqui,


his site also includes a 147 page bibliography on Genesis - probably the most extensive available on-line. In my opinion the collection is so valuable that it deserves a website of its own.


Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Links

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Traduttore, traditore?

Tradurre in generale è un lavoraccio...

Veja este exemplo de uma nova tradução da Bíblia em alemão, noticiado por Die Tageszeitung. O que você pensa disto?

Recomendo a leitura do artigo de José Luiz GONZAGA DO PRADO, Traduzir: interpretar ou re-criar? Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 32, 1991, p. 89-92. José Luiz discute alguns problemas corriqueiros das traduções bíblicas, mas que nos afetam diariamente, como: o erudito e o popular; linguagem técnica x linguagem literária; 'linguagem bíblica' e mudança cultural; até onde recriar?

Proveitosa será também a leitura das recensões de Ney Brasil PEREIRA, onde são avaliadas duas traduções da Bíblia muito usadas nos meios católicos brasileiros: Bíblia de Jerusalém. Nova edição, revista e ampliada. São Paulo: Paulus, 2002. In: Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 76, 2002, p. 79-81; Bíblia Sagrada. 2. ed. Tradução da CNBB, com introduções e notas. São Paulo/Petrópolis/Aparecida: Ave Maria / Vozes / Salesiana / Paulus / Santuário / Paulinas / Loyola, 2002. In: Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 77, 2003, p. 67-75.

Excelente livro sobre os problemas de tradução da Bíblia: the theory, history, and practice of Bible translation in a collection of 21 essays by leading scholars and practitioners...

Leia: SCORGIE, G. G.; STRAUSS, M. L.; VOTH, S. M. (eds.), The Challenge of Bible Translation. Grand Rapids, MI: Zondervan, 2003, 432 p.

Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Bibliografia

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Justiça manda apreender livro anti-semita em São Paulo

Por ordem da Justiça, 1.680 exemplares do livro "Os Protocolos dos Sábios do Sião" foram apreendidos na segunda-feira (17) na sede da editora Centauro, na zona norte de São Paulo. O livro é considerado ofensivo pela comunidade judaica por relatar um suposto plano de dominação do mundo feito por judeus (...) "Os Protocolos dos Sábios do Sião" foi publicado pela primeira vez no início do século 20, na Rússia czarista. O livro - que é apócrifo - descreve um suposto plano judeu de dominação do mundo. Segundo a enciclopédia livre Wikipedia, o texto é considerado fraudulento por vários historiadores da Europa e dos Estados Unidos. De acordo com o site, há evidências de que ele tenha sido produzido por autoridades russas. Leia Mais.

The Protocols of the (Learned) Elders of Zion (Russian: "Протоколы Сионских мудрецов" or "Сионские Протоколы") is a text frequently quoted and reprinted by anti-Semites, purporting to describe a plan to achieve Jewish global domination. It has been repeatedly exposed as a hoax by numerous independent investigations during the last hundred years. The Encyclopædia Britannica describes the Protocols as a "fraudulent document that served as a pretext and rationale for anti-Semitism in the early 20th century". Mainstream historians in the United States of America and Europe have long agreed that the text is fraudulent; this has also been stated in a number of court cases worldwide, e.g., as early as the 1930s in Bern, Switzerland. In 1993, a district court in Moscow, Russia, formally ruled that the Protocols were faked in dismissing a libel suit by the ultra-nationalist Pamyat organization, which had been criticized for using them in their anti-Semitic publications (...) It was first published abridged in series from August 28 to September 7 (O.S.), 1903 in St. Petersburg daily newspaper Знамя (Znamya, The Banner) by Pavel Krushevan who four months earlier initiated the Kishinev pogrom. There is evidence that the text was written by an operative of the Imperial Russian Okhranka Matvei Golovinski and was based on an early work by Maurice Joly linking Napoleon III to Machiavelli. For Tsar Nicholas II, who was fearful of modernization and protective of his monarchy, it would have been convenient to present the growing revolutionary movement as part of a powerful world conspiracy and blame the Jews for Russia's problems. Leia Mais.

It is now 100 years since the emergence of the infamous forgery, "The Protocols of the Learned Elders of Zion," the document which generated massive anti-Semitism all over the world. The story of the Protocols is well known. Developed by the Tsar's secret police in 1905, it claimed to be the real discussions of the Jewish leaders' conspiracy to rule the world. It is a classic in paranoid, racist literature. Taken by the gullible as the confidential minutes of a Jewish conclave convened in the last years of the 19th century, it has been heralded by anti-Semites as proof that Jews are plotting to take over the world. The document had a life of its own after World War I. It spread through Russia during the turmoil of the Communist revolution and its aftermath, playing a role in the murder of tens of thousands of Jews. It was picked up by auto magnate Henry Ford in the United States. "The Dearborn Independent," owned by Ford, published an American version of the Protocols between May and September of 1920 in a series called "The International Jew: the World's Foremost Problem." The articles were later republished in book form with half a million copies in circulation. This helped to spread pernicious anti-Semitism in this country in the 1920s. Adolf Hitler cited the document as proof...

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Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

Gesenius' Hebrew Grammar is online

A clássica Gramática de Hebraico do Gesenius está, hoje, mais acessível do que nunca para consulta. Além de incluída no software BibleWorks 6.0, pode ser acessada gratuitamente online [Obs.: gramática retirada da web!]. Sem nos esquecermos, é claro, da edição impressa: GESENIUS, W.; KAUTZSCH, E. (ed.) Gesenius' Hebrew Grammar. Translated from German by A. E. Cowley. 2. ed. Oxford: Oxford University Press, 1995. Também: New York: Dover Publications, 2006 (cf. na Amazon.com). Veja mais informações aqui.


Quem foi Gesenius?
Heinrich Friedrich Wilhelm Gesenius (February 3, 1786 - October 23, 1842), was a German orientalist and Biblical critic. He was born at Nordhausen, Thuringia. In 1803 he became a student of philosophy and theology at the University of Helmstädt, where Heinrich Henke was his most influential teacher; but the latter part of his university course was taken at the Göttingen, where J. G. Eichhorn and T.C. Tychsen were then at the height of their popularity. In 1806, shortly after graduation, he became Repetent and Privatdozent at Göttingen; and, as he was later proud to say, had August Neander for his first pupil in Hebrew language. In 1810 he became professor extraordinarius in theology, and in 1811 ordinarius, at the University of Halle, where, in spite of many offers of high preferment elsewhere, he spent the rest of his life.

He taught for over thirty years, the only interruptions being that of 1813-1814 (occasioned by the War of Liberation, during which the university was closed) and those occasioned by two prolonged literary tours, first in 1820 to Paris, London and Oxford with his colleague Johann Karl Thilo (1794-1853) for the examination of rare oriental manuscripts, and in 1835 to England and the Netherlands in connection with his Phoenician studies. He became the most popular teacher of Hebrew and of Old Testament introduction and exegesis in Germany; during his later years his lectures were attended by nearly five hundred students. Among his pupils the most eminent were Peter von Bohlen, A.G. Hoffmann, Hermann Hupfeld, Emil Rödiger, J.F. Tuch, Wilhelm Vatke and Theodor Benfey.

In 1827, after declining an invitation to take Eichhorn's place at Göttingen, Gesenius was made a Consistorialrath; but, apart from the violent attacks to which he, along with his friend and colleague
Julius Wegscheider, was in 1830 subjected by E.W. Hengstenberg and his party in the Evangelische Kirchenzeitung, on account of his rationalism, his life was uneventful. He died at Halle.


Gesenius takes much of the credit for having freed Semitic philology from the trammels of Theological and religious prepossession, and for inaugurating the strictly scientific (and comparative) method which has since been so fruitful. As an exegete he exercised a powerful influence on theological investigation.


A Gramática
Of his many works, the earliest, published in 1810, entitled Versuch über die maltesische Sprache, was a successful refutation of the current opinion that the modern Maltese was of Punic origin. In the same year appeared the first volume of the Hebräisches u. Chaldäisches Handwörterbuch, completed in 1812. Revised editions of this appear periodically in Germany. The publication of a new English edition was started in 1892 under the editorship of Professors C.A. Briggs, S.R. Driver and F. Brown. The Hebräische Grammatik, published in 1813 (28th edition by E. Kautzsch; English translation by A.E. Cowley, 1910; 29th edition [incomplete] by G. Bergsträsser, 1918-29), was followed in 1815 by the Geschichte der hebräischen Sprache (now very rare), and in 1817 by the Ausführliches Lehrgebäude der hebräischen Sprache.

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Encyclopaedia Gentium Boni - Recursos para o estudo da Bíblia

Encyclopaedia Gentium Boni: numerosos recursos para o estudo da Bíblia, com forte ênfase na língua hebraica. Tanto para consulta online, quanto para download. Por Didier Fontaine. Em francês.

Uma pequena amostra dos recursos hebraicos: dictionnaires, grammaires complètes, méthodes d'initiation, syntaxe, textes analysés, textes de référence, conjugaisons, ouvrages indispensables, flashcards, logiciels gratuits... Mas há mais! Veja alguns recursos bíblicos: textes originaux, manuscrits, critique textuelle, ressources bibliographiques, encyclopédies et dictionnaires, atlas bibliques...

Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Links

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Terça-feira, Janeiro 17, 2006

Bíblias em hebraico e grego, em Unicode, para download e leitura online

Na mesma página da Tyndale House, Universidade de Cambridge, Reino Unido, onde se encontra o Tyndale Unicode Font Kit, conforme anotado aqui, há também outras preciosidades: Bíblias em Hebraico (TM) e Grego (LXX e NT), baseadas na BHS (Hebraico), na Ralph (Septuaginta) e UBS (NT Grego), em arquivos para Word em formato Unicode, para download, livres para uso não-comercial. Veja: Greek & Hebrew Bibles in Unicode Word docs.

Além disso, há links para outros textos, bíblicos e não-bíblicos, que podem ser acessados online. Mais para