Observatório Bíblico

Quarta-feira, Outubro 04, 2006

Politica e moralismo

Quando as dimensões concretas da sociedade não são levadas em conta, as questões políticas sofrem uma redução de seu conteúdo, perdendo sua autonomia. São consideradas de maneira abstrata, conduzidas ao espaço da ética, restritivamente, e resolvidas no moralismo.


Leia em CartaCapital, de 4 de outubro de 2006, número 413:

Voz das Urnas - A relatividade dos votos
Qual terá sido de fato o peso da moralidade no contrastante resultado das eleições de 1º de outubro? (...) No estado de São Paulo, viga mestra da votação de Geraldo Alckmin, candidato que se auto-apresentava como guardião da ética contra a corrupção, o ex-governador Paulo Maluf, sem dizer uma só palavra em vão, saboreou uma vitória particular ao ressurgir das urnas com quase 800 mil votos (cont.)


E na Agência Carta Maior, por Maurício Thuswohl, em 04/10/2006:

Choque de Ética? Aliança com Garotinho desmonta discurso de Alckmin
O PSDB também sabe dar tiro no próprio pé. Ou, como disse o prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, um “tiro na cabeça”. Assim está sendo considerada, até mesmo por aliados, a decisão do candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, de aceitar o apoio do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, e de sua mulher, a atual governadora Rosinha Matheus, nesse segundo turno. A aliança com o casal Garotinho - atingido por diversas denúncias de desvio de dinheiro público e outras práticas políticas condenáveis - joga por terra a tentativa do PSDB de construir um discurso “pela ética” na disputa presidencial (cont.)

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