Center for the Study of New Testament Manuscripts
O Center for the Study of New Testament Manuscripts (Centro para o Estudo dos Manuscritos do Novo Testamento) traz reproduções digitalizadas dos manuscritos do Novo Testamento que foram preservados, além de oferecer uma série de recursos para a crítica textual do Novo Testamento.
Nestes dias o site colocou online um facsimile do Codex Alexandrino, como explica Chris Weimer, no seu blog Thoughts on Antiquity (um codex, ou códice, é um manuscrito em pergaminho cujas folhas são enfeixadas em forma de livro).
Não existe mais nenhum texto original dos livros do Novo Testamento (e nem do AT). Possuímos, na verdade, milhares de manuscritos gregos, versões antigas em outras línguas e citações feitas pelos Padres da Igreja.
Os manuscritos gregos eram escritos em papiro (predominaram até o início do século IV) ou pergaminho (o mais usado, do século IV ao século XIII). O pergaminho já escrito podia, e era, muitas vezes, raspado e reescrito. Hoje, com modernas técnicas, mesmo a escrita raspada pode ser lida. Tal tipo de pergaminho chama-se palimpsesto.
Os manuscritos gregos eram escritos com letras maiúsculas ou unciais (1 uncia = 1 polegada, indicação da medida da letra) ou letras minúsculas (estes, mais recentes, começaram a aparecer no século IX).
Os lecionários eram compilações dos textos gregos feitas para uso das comunidades. Mesmo retalhados em pequenos textos, contêm eles a maior parte do NT.
São atualmente conhecidos mais de cinco mil manuscritos gregos do NT, assim divididos:
85 papiros - designados por um P e um número: P1, P2, P45 etc
268 pergaminhos maiúsculos - representados por letras maiúsculas latinas, gregas e hebraicas
2.792 pergaminhos minúsculos - indicados por algarismos: 1, 2, 25 etc
2.193 lecionários - designados por um l minúsculo e um número: l1, l2 etc
Naturalmente estes manuscritos quase nunca contêm todo o NT. Em número maior aparecem cópias dos evangelhos, seguidos pelas cartas de Paulo. E o Apocalipse é o mais desconsiderado, estando presente em apenas 5 papiros, 10 pergaminhos maiúsculos e 235 minúsculos.
O mais antigo fragmento do NT é o P52, conhecido como Papiro Ryland, que se encontra em Manchester, Inglaterra. Contém Jo 18,31-34.37-38. Uns poucos versículos, como se vê. Sua data: início do século II.
Entre os mais importantes pergaminhos maiúsculos, temos:
O Vaticano porque desde o século XV está na Biblioteca Vaticana. Contém, além do AT quase todo, a maior parte do NT. É do princípio do séc. IV, vem provavelmente do Egito, é um dos melhores textos do NT e o mais antigo dos grandes manuscritos bíblicos.
O Sinaítico, encontrado no Mosteiro de Santa Catarina, no Sinai, está hoje no British Museum de Londres. Data da metade do século IV, é originário do Egito ou da Palestina. Contém todo o NT.
O Alexandrino, do século V, Egito, ficou do século XIV até 1627 na biblioteca do Patriarca de Alexandria e agora está no British Museum. Contém o NT todo, com lacunas.
O Ephraemi Rescriptus, do século V, é um palimpsesto apagado no século XII. Contém 5/8 do NT e está hoje na Biblioteca Nacional de Paris.
Onde Encontrar: Ayrton's Biblical Page > Links
Nestes dias o site colocou online um facsimile do Codex Alexandrino, como explica Chris Weimer, no seu blog Thoughts on Antiquity (um codex, ou códice, é um manuscrito em pergaminho cujas folhas são enfeixadas em forma de livro).
Não existe mais nenhum texto original dos livros do Novo Testamento (e nem do AT). Possuímos, na verdade, milhares de manuscritos gregos, versões antigas em outras línguas e citações feitas pelos Padres da Igreja.
Os manuscritos gregos eram escritos em papiro (predominaram até o início do século IV) ou pergaminho (o mais usado, do século IV ao século XIII). O pergaminho já escrito podia, e era, muitas vezes, raspado e reescrito. Hoje, com modernas técnicas, mesmo a escrita raspada pode ser lida. Tal tipo de pergaminho chama-se palimpsesto.
Os manuscritos gregos eram escritos com letras maiúsculas ou unciais (1 uncia = 1 polegada, indicação da medida da letra) ou letras minúsculas (estes, mais recentes, começaram a aparecer no século IX).
Os lecionários eram compilações dos textos gregos feitas para uso das comunidades. Mesmo retalhados em pequenos textos, contêm eles a maior parte do NT.
São atualmente conhecidos mais de cinco mil manuscritos gregos do NT, assim divididos:
85 papiros - designados por um P e um número: P1, P2, P45 etc
268 pergaminhos maiúsculos - representados por letras maiúsculas latinas, gregas e hebraicas
2.792 pergaminhos minúsculos - indicados por algarismos: 1, 2, 25 etc
2.193 lecionários - designados por um l minúsculo e um número: l1, l2 etc
Naturalmente estes manuscritos quase nunca contêm todo o NT. Em número maior aparecem cópias dos evangelhos, seguidos pelas cartas de Paulo. E o Apocalipse é o mais desconsiderado, estando presente em apenas 5 papiros, 10 pergaminhos maiúsculos e 235 minúsculos.
O mais antigo fragmento do NT é o P52, conhecido como Papiro Ryland, que se encontra em Manchester, Inglaterra. Contém Jo 18,31-34.37-38. Uns poucos versículos, como se vê. Sua data: início do século II.
Entre os mais importantes pergaminhos maiúsculos, temos:
O Vaticano porque desde o século XV está na Biblioteca Vaticana. Contém, além do AT quase todo, a maior parte do NT. É do princípio do séc. IV, vem provavelmente do Egito, é um dos melhores textos do NT e o mais antigo dos grandes manuscritos bíblicos.
O Sinaítico, encontrado no Mosteiro de Santa Catarina, no Sinai, está hoje no British Museum de Londres. Data da metade do século IV, é originário do Egito ou da Palestina. Contém todo o NT.
O Alexandrino, do século V, Egito, ficou do século XIV até 1627 na biblioteca do Patriarca de Alexandria e agora está no British Museum. Contém o NT todo, com lacunas.
O Ephraemi Rescriptus, do século V, é um palimpsesto apagado no século XII. Contém 5/8 do NT e está hoje na Biblioteca Nacional de Paris.
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