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Mateus/Matthew

CARTER, Warren, O Evangelho de São Mateus. Comentário sociopolítico e religioso a partir das margens, traduzido do inglês por..., São Paulo, Paulus, 2003, 712 pp.

Warren Carter lê o evangelho de Mateus como contranarrativa (resistência), mas também como obra de esperança. É texto de resistência enquanto escrito a partir de uma comunidade que procura subsistir diante do status quo dominado pelo poder imperial romano e pelo controle da sinagoga. É então uma resistência a essas estruturas culturais. Porém, enquanto constrói uma cosmovisão e forma comunidades alternativas, indicando outro modo de vida resistente, calcado na promessa da vinda de Jesus, que esta estabelecerá o império de Deus e a salvação de forma definitiva, é um texto de esperança. Segundo Carter, o evangelho de Mateus dirige-se a discípulos que vivem em um tempo posterior à destruição de Jerusalém por Roma no ano 70 d.C. Essa derrota é interpretada como castigo divino aos líderes religiosos por extraviarem o povo no ato de rejeitar Jesus, o agente comissionado de Deus ou Cristo. No entanto, tal castigo não é definitivo: Jesus voltará e porá fim à arrogância imperial de Roma, e estabelecerá o império de Deus.


 

OVERMAN, J. Andrew, O Evangelho de Mateus e o Judaísmo Formativo. O Mundo Social da Comunidade de Mateus, traduzido do inglês por Cecília Camargo Bartalotti, São Paulo, Loyola, 1997, 171 pp.

Na situação e no ambiente da comunidade de Mateus, o fator que influenciou mais profundamente seu desenvolvimento foi a competição e o conflito com o chamado judaísmo formativo, um grupo, que, como a comunidade de Mateus, estava envolvido em um processo de construção e definição social após a destruição do Templo de Jerusalém. Na época da escrita do evangelho, o judaísmo formativo e o judaísmo de Mateus estavam em competição e o judaísmo formativo estava ganhando terreno. Muitos dos desenvolvimentos na vida da comunidade de Mateus ocorriam em resposta ao impacto que um judaísmo formativo em organização e consolidação estava tendo sobre  as pessoas e sobre seu mundo. Esta é a perspectiva do estudo de Andrew Overman.


 

OVERMAN, J. Andrew, Igreja e Comunidade em Crise. O Evangelho Segundo Mateus, traduzido do inglês, São Paulo, Paulinas, 1999, 471 pp.

Neste comentário o autor quer narrar a vida, morte, ressurreição e ensinamentos de Jesus. Acredita que seu entendimento da história de Jesus possa esclarecer as questões e os problemas que caracterizam a vida de muitos membros de seu grupo. Mateus narra uma história sobre Jesus. Mas é importante lembrar que ela é influenciada e moldada pela situação em que sua comunidade vive.


 

SALDARINI, Anthony J., A Comunidade Judaico-Cristã de Mateus, traduzido do inglês por Barbara Theoto Lambert, São Paulo, Paulinas, 2000, 360 pp.

O autor pauta-se pelas mais recentes pesquisas do período do chamado Segundo Templo e do pós–guerra de 70 para elaborar sua interpretação do escrito mateano. Da atribuição deSaldarini, A Comunidade Judaico-Cristã de Mateus conteúdo mais anti-semítico que o evangelho de Mateus recebeu durante longo período da exegese moderna, a atual compreensão dá como que uma virada e começa a mostrar exatamente o oposto: o texto de Mateus é mais judaico do que imaginamos; é expressão de um grupo dissidente judaico que tenta, no contexto pluralista judaico do Segundo Templo e do pós–guerra de 70, impor sua visão e interpretação da vértebra do judaísmo deste período: a Torá e as tradições judaicas. O movimento de Jesus é um movimento intrajudaico: esta é a tese do autor.


 

Continua!

CARTER, Warren, Matthew and the Margins. A Socio-Political and Religious Reading, Sheffield, Sheffield Academic Press, 2001, 636 pp.

This detailed commentary presents the Gospel of Matthew as a counter-narrative, showing that it is a work of resistance written from and for a minority community of disciples committed to Jesus, the agent of God's saving presence. It was written and functions to shape the identity and lifestyle of the early community of Jesus' followers as an alternative community that can resist the dominant authorities both in Rome and in the synagogue. The Gospel anticipates the time when Jesus will return and establish God;s reign over all, including the powers in Rome.


 

To be continued!

 

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